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A hora crítica e o foco
Com todo o equipamento devidamente pronto e regulado, é chegado o momento crítico: focar e disparar.
Antes de começarem os questionamentos, é bom deixar claro: foco contínuo nem sempre é a melhor solução para fotos de esporte. Há vários casos onde o foco fixo, principalmente quando há uma referência, é mais indicado.
O foco contínuo é excelente para esportes onde há muita movimentação aleatória, sem espaço definido. Futebol, natação, artes marciais, corridas, etc., todos eles basicamente são registrados com o uso de foco automático e, em sua grande maioria, contínuo. Para estes casos, o fotógrafo precisa manter o foco em um ponto definido, e acompanhar todo o desenrolar da ação.
Porém, há casos onde o foco contínuo pode ser um problema. Esportes como o vôlei, por exemplo, são difíceis de acompanhar com foco contínuo, dada a movimentação em vários sentidos. E é neste tipo de situação em que o foco fixo pode ajudar.
Em vez de procurar o foco nos atletas, o fotógrafo pode focar a parte superior da rede. Com a profundidade de campo correta, é possível congelar toda a ação sem perder nitidez, e sem risco de errar o ponto de focagem.

1/320s | f/2.8 | ISO 1250 – Nikon D300 + Sigma 70-200 f/2.8
Com o foco fixo na rede fica mais simples registrar toda a ação.
Como os atletas estavam no mesmo plano focal, foi possível
utilizar abertura f/2.8 sem perder foco.
Na parte 8 desta série veremos sobre “Composições Alternativas”.
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