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	<title>Fotografia DG - As melhores dicas de fotografia &#187; História da Fotografia</title>
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		<title>A história da câmara fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 21:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[camara fotografica]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>

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		<description><![CDATA[Acredite ou não, o conceito por trás da câmara fotográfica existe desde, aproximadamente, 390 a.C. A elegante câmara compacta – que todos conhecemos e de que gostamos – passou por algumas mudanças radicais ao longo da evolução.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredite ou não, o conceito por trás da <strong>câmara fotográfica</strong> existe desde, aproximadamente, 390 a.C. A elegante câmara compacta – que todos conhecemos e de que gostamos – passou por algumas mudanças radicais ao longo da evolução.</p>
<h2>O princípio</h2>
<p>Os princípios da fotografia “pinhole” ou estonopeica remontam a 390 d.C quando foram observados pela primeira vez pelo filósofo chinês Mo-Ti. Este conceito viria a ser aprofundado por gregos eruditos, tais como Aristóteles e Euclídes, que desenvolveram a câmara obscura: uma caixa ou compartimento com um orifício num dos lados que projeta uma imagem do que a rodeia num ecrã. Inicialmente estas imagens eram esboçadas numa representação precisa do que fora “captado”.</p>
<p>Apenas em 1827 é que os fundamentos da primeira câmara fotográfica foram plenamente estabelecidos. Joseph Nicéphore Niépce, um inventor francês, desenvolveu experiências com “heliografia” ou “escrita do Sol” quando descobriu que não tinha uma mão suficientemente firme para lidar com as marcas exatas da câmara obscura. Fez experiências com várias substâncias que reagiam à luz – como o cloreto de prata – mas acabou por optar pelo betume dissolvido em óleo de alfazema, que foi então aplicado ao peltre, que agia como uma chapa fotográfica. Infelizmente, as suas primeiras fotografias demoravam oito horas a revelar, sendo que as imagens desapareciam por completo logo em seguida.</p>
<h2>Das chapas ao filme e não só</h2>
<p>Em 1829, Louis Daguerre juntou esforços com Niépce e aprofundou o desenvolvimento das suas experiências. Após uma década de pesquisas, Daguerre propôs um método no qual a imagem era “fixada” numa chapa de cobre prateada. A chapa era polida e revestida em iodo, tornando-a extremamente sensível à luz. Esta chapa era colocada dentro de uma versão primitiva da câmara fotográfica e era exposta. A luz “pintava” a imagem na chapa, que mais tarde era revelada através de um banho de cloreto de prata.</p>
<p>Durante os seguintes 60 anos, foram criadas variantes da chapa fotográfica desenvolvida por Daguerre, cada uma aperfeiçoando a acuidade e o foco da imagem. A maior evolução surgiu quando os solventes de prata sensíveis à luz começaram a ser utilizados para banhar vidro. Porém, é somente em 1889 que o primeiro filme de câmara fotográfica é desenvolvido: com uma base de nitrato de celulose que era flexível e podia ser enrolada. O filme eliminou a necessidade de câmaras escuras portáteis, abrindo caminho para a criação da primeira câmara fotográfica compacta, que mais tarde viria a ser produzida em massa e disponibilizada ao público.</p>
<p>Desde estes primeiros passos no mundo da fotografia, a câmara fotográfica tem vindo a evoluir. As fotografias a cores são agora comuns e, desde 1905, a ideia de reduzir o formato de negativos e desenvolver imagens maiores tem sido objetivo comum dos fotógrafos que utilizam filme. Porém, com o aparecimento da tecnologia digital, o filme passou a ser totalmente dispensável. Os sensores de luz e as unidades de “CCD” permitem descargas elétricas a cores, sombras e tons, que são apresentados através de pixéis num monitor integrado.</p>
<p>Apesar de a <a target="_blank" href="http://www.sony.pt/hub/camera-digital-cyber-shot" target="_blank">câmara fotográfica</a> ser um artigo comum para a maioria das pessoas, ainda pode ser fascinante e divertido fazer uma câmara pinhole e recriar as experiências dos primeiros pioneiros no mundo da fotografia.</p>
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		<title>George Eastman &#8211; o Fotógrafo e o Homem</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 12:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[George Eastman]]></category>
		<category><![CDATA[kodak]]></category>
		<category><![CDATA[Kodak 100 vistas]]></category>
		<category><![CDATA[mundo da fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[revolução industrial na fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde cedo que o mundo da fotografia se fazia propor apenas àqueles que poderiam possuir materiais caríssimos como eram as câmaras fotográficas ou até os produtos químicos que permitiam proceder a todo o processo de sensibilização e revelação...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde cedo que o mundo da fotografia se fazia propor apenas àqueles que poderiam possuir materiais caríssimos como eram as <a title="Câmera fotográfica, como escolher?" href="http://www.fotografia-dg.com/camera-fotografica/" target="_blank">câmaras fotográficas</a> ou até os produtos químicos que permitiam proceder a todo o processo de sensibilização e revelação, no entanto a persistência de um desses homens e os conhecimentos que desenvolveu permitiram-lhe dar esse acesso ao mundo por quantias que por mais pequenas que fossem, foram a rampa de lançamento para aquilo que acontece nos nossos dias.</p>
<p><strong>George Eastman</strong>, considerado em novo “um rapaz sem talento” e por isso mesmo deixou a escola muito cedo, começou a trabalhar aos 14 anos como Office Boy numa companhia de seguros e mais tarde passou a trabalhar num banco local onde se destacou pela criatividade e pela facilidade de superar adversidades financeiras. Esta mesma mente que aos poucos se tornou cada vez mais fabulosa, trabalhava noites inteiras desenvolvendo projectos relacionados com fotografia, e em 1879 patenteou uma máquina de sua invenção que aplicava de forma homogénea o gelatinobrometo sobre chapas de vidro, e começou a comercializar estas mesmas chapas. Este processo, já de algum modo industrializado, permitiu que os custos das câmaras fotográficas baixassem sensivelmente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-9054 colorbox-9053" title="kodak brownie" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2012/01/kodak-brownie-exemplo.jpg" alt="kodak brownie exemplo George Eastman   o Fotógrafo e o Homem" width="289" height="294" /></p>
<p>Em determinada altura da sua vida, George Eastman resolve deixar o seu emprego como bancário de modo a poder dedicar-se a tempo inteiro àquilo que começou como um prazer e que viria a torná-lo famoso, a fotografia.</p>
<p>A grande revolução que viria a notar-se estava relacionada com a sensibilização do papel, ao invés da chapa de vidro. Com isto George Eastman criou rolos de papel sensibilizado que aplicou na sua primeira câmara, a “Kodak 100 vistas”.</p>
<p>Esta sim foi a primeira grande revolução industrial na fotografia. Eastman vendia esta mesma câmara carregada com um rolo de papel, que fazia fotogramas circulares de 5cm de diâmetro por 25 dólares. Uma vez impressionadas as cem imagens, o utilizador da câmara entregava a câmara à fábrica que por apenas 10 dólares revelava o rolo, entregava ao cliente os negativos, as cópias positivas e a sua câmara recarregada com um novo rolo.</p>
<p>“You press the button, We do the rest “, o slogan da marca, dizia tudo, pois agora a fotografia estava ao alcance de quase todos e se para a maioria da população esta revolução fotográfica foi fabulosa, para outros já não aconteceu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9055 colorbox-9053" title="Printing Kodak negatives" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2012/01/Printing-Kodak-negatives-023.jpg" alt="Printing Kodak negatives 023 George Eastman   o Fotógrafo e o Homem" width="491" height="390" /></p>
<p>Fotógrafos profissionais da época queixaram-se de modo a pedirem até taxas de utilização para qualquer amador que quisesse fotografar, de modo a reduzir o seu número, uma vez que muitos dos seus trabalhos eram agora feitos por aqueles que tinham um acesso alargado à indústria fotográfica. Por outro lado ainda o processo feito agora pela Kodak vinha tirar e revelar a magia do fotógrafo e corromper os seus conhecimentos como aquilo em que eram realmente bons a fazer.</p>
<p>A magia da fotografia pura, feita por fotógrafos, químicos físicos e Homens ricos talvez tenha morrido, mas no entanto, a magia da fotografia nascera agora para o mundo.</p>
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		<title>As revoluções do fotojornalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 17:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotojornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Pedro Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[revoluções]]></category>
		<category><![CDATA[Uma história crítica do fotojornalismo ocidental]]></category>

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		<description><![CDATA[O fotojornalismo sempre teve suas revoluções ligadas diretamente à tecnologia e às guerras. É isso que defende o teórico português Jorge Pedro Sousa em seu livro Uma história crítica do fotojornalismo ocidental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>fotojornalismo</strong> sempre teve suas revoluções ligadas diretamente à tecnologia e às guerras. É isso que defende o teórico português Jorge Pedro Sousa em seu livro Uma história crítica do fotojornalismo ocidental. Segundo o escritor lusitano, a primeira revolução se deu em meados da primeira grande guerra mundial. É o período no qual os equipamentos se tornaram menores e, graças a fabricantes como a Leica, nos anos de 1930, os fotógrafos deixaram de ter o tempo de exposição como uma problemática em suas fotografias. Esse tipo de tecnologia, que permite ao fotógrafo um ato mais discreto, com lentes mais claras e filmes mais rápidos, modificou o fotojornalismo de maneira definitiva. Foi o tempo da foto cândida, anunciada por Erich Salomon, pai dos fotógrafos de redação. A ideia da foto cândida, para Salomon, era captar o instante natural das pessoas, como elas se comportam nos ambientes sem interferência do fotógrafo ou a atuação do fotografado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8728 colorbox-8727" title="Erich Salomon - Berlin,1929" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2011/12/Imagem-01.jpg" alt="Imagem 01 As revoluções do fotojornalismo" width="600" height="450" /></p>
<h6 style="text-align: center;">Erich Salomon &#8211; Berlin,1929</h6>
<p>Com a influência dessa estética surge na Europa a geração de ouro da fotografia, é a geração de 30. Robert Capa, Brassai, Midans,Seymour, Doisneau, Munkacsi e Cartier Bresson. Esse último é considerado o pai do fotojornalismo moderno e isso se dá devido a sua ideia de instante decisivo. Aqui o fotógrafo tem como problemática prever o futuro, espectar, definir como será o próximo movimento. Esse debate pode ser melhor entendido no texto &#8220;A máquina de esperar&#8221; de Mauricio Lissovsky.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8729 colorbox-8727" title="Cartier Bresson" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2011/12/Imagem-02.jpg" alt="Imagem 02 As revoluções do fotojornalismo" width="600" height="405" /></p>
<h6 style="text-align: center;">Cartier Bresson</h6>
<p>Os fotógrafos da segunda revolução beberam na fonte da primeira, mas não na maneira como cobriram a grande guerra, de forma limpa, imaculada, sem que o sangue faça parte da composição. Eles resolveram seguir a risca o que falou Capa: &#8220;se sua foto não está boa o suficiente, é porque você não está perto o suficiente&#8221;. Os grandes laboratórios para os repórteres foram os conflitos em Biafra, Chipre e Coréia, mas a revolução só se aplica mesmo na guerra do Vietnã. Em 1972 a Pentax já tinha seu modelo ES com fotômetro e em 77 a Konica com seu modelo C35 com autofoco, mas o que mudou na abordagem dos fotógrafos foi o fotochoque. Eles entraram nos frontes de batalha, se tornaram parte do cotidiano de guerra e resolvem usar a fotografia como equipamento de denúncia dos horrores que viam. Os filmes coloridos entram definitivamente nas publicações diárias, já que os jornais perdiam espaço para a nova mídia, TV colorida. Don Mccullin, o esteta do horror, encabeçava a lista dessas fotografias chocantes.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8730 colorbox-8727" title="Don Maccullin - Campo da cruz vermelha, Biafra, 1969." src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2011/12/imagem-03.jpg" alt="imagem 03 As revoluções do fotojornalismo" width="325" height="500" /></p>
<h6 style="text-align: center;">Don Maccullin &#8211; Campo da cruz vermelha, Biafra, 1969.</h6>
<p>Dentre os grandes nomes que fizeram história, também podemos citar Sebastião Salgado, Catherine Leroy, Eugene Richard, James Nachtwey e Nick Ut. Esse último apavorou o planeta com a foto de uma menina correndo sem roupas, queimada por conta da explosão de um míssil americano.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8731 colorbox-8727" title="Nick Ut - 1972" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2011/12/Imagem-04-450x352.jpg" alt="Imagem 04 450x352 As revoluções do fotojornalismo" width="450" height="352" /></p>
<h6 style="text-align: center;">Nick Ut &#8211; 1972</h6>
<p>Os fotógrafos desse período tinham os conflitos como seus hábitats naturais. Com o fim da guerra do Vietnã, muitos rodaram o mundo procurando esse tipo de pauta. Para eles, o marco da terceira revolução foi um prato cheiro. A guerra fria. Com a queda do muro de Berlim explode a &#8220;mundialização&#8221;, como dizem os franceses, e a Europa Oriental cai em guerra por todos os lados. Por mais incrível que pareça esses confrontos não eram os assuntos principais dos jornais. A estética do retrato volta a tomar conta das redações. A velocidade é a palavra da vez. Os fotógrafos agora, além de dominar a fotografia, deveriam dominar a tecnologia da informação. Transmitir as fotos o mais rápido possível passa a ser a temática das editorias. Além disso, o fotojornalismo invade a publicidade. Oliviero Toscani, então fotógrafo da Benetom, passou a usar imagens de agências de notícias para estampar as campanhas da marca italiana.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8735 colorbox-8727" title="Benetom -Primavera/verão 1992" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2011/12/Imagem-05.jpg" alt="Imagem 05 As revoluções do fotojornalismo" width="556" height="400" /></p>
<h6 style="text-align: center;">Benetom -Primavera/verão 1992</h6>
<p>A terceira revolução data de 1989. De lá para cá a fotografia não tinha tido um grande choque que justificasse um olhar mais atento. A ideia de manipular a imagem é antiga, não é uma exclusividade dos anos 2000. O fato de mudar do átomo dos filmes para o bit das câmeras digitais também não modificou de forma agressiva a vida dos fotógrafos de redação. A estética continuava a mesma, as rotinas de trabalho modificaram em pouca coisa. Mas agora uma nova ferramenta me chama a atenção, me fez ficar atento a uma nova maneira de se fazer fotojornalismo. A fotografia de celular, mais especificamente o aplicativo Instagram. Com esse app, vários repórteres de periódicos de todo o mundo estão colocando imagens o tempo inteiro na grande rede. A premissa de foto de notícia vinculada diretamente a um texto noticioso vem se quebrando com essa ferramenta. Além disso, os veículos de comunicação vêm assumindo o chamado jornalismo participativo, ou interativo. Não temos mais os espectadores passivos, agora são usuários, com habilidades de comunicação e domínio das ferramentas e plataformas, e esse usuário interage com os veículos de comunicação, seja mandando conteúdo ou estabelecendo dialogo com o mesmo. Outro fato curioso desse novo momento do fotojornalismo é que emissoras de TV estão agora usando a fotografia como plataforma de comunicação.  ABC, NBC, CTV e CNN possuem contas no Instagram e postam fotos diariamente. No Brasil, bons exemplos do uso desta plataforma para fazer notícia são os jornais Folha de São Paulo (SP) e o Jornal do Commercio (PE). Esses veículos, além de postarem fotos das matérias feitas pelos seus repórteres, apresentam o cotidiano de uma redação e fazem publicidade de suas publicações. O jornal pernambucano também usa, em algumas de suas matérias do jornal impresso, imagens feitas pelo dispositivo móvel.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter colorbox-8727" title="Instagram da CNNireport" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2011/12/Imagem-06.png" alt="Imagem 06 As revoluções do fotojornalismo" width="320" height="480" /></p>
<h6 style="text-align: center;">Instagram da CNNireport</h6>
<p>O teórico espanhol Carlos Scolari, em seu livro Hipermediaciones, nos faz refletir sobre a situação de que é o homem cria ferramentas, que, por sua vez modificam sua vida, e, por fim, essa nova vida pede novas ferramentas. Não sei se ainda é muito cedo para chamar esse novo momento de revolução. O fato é que o jornalismo está se modificando e se adequando diante de novas possibilidades. A convergência e seus instrumentos já fazem parte do seu cotidiano. Ficar atento nunca é demais. Como diria N. Negroponte, em seu livro El mundo digital: &#8220;Un bit no tiene color, tamaño ni peso y viaja a la velocidad de la luz. Es el elemento más pequeño en el DNA de la información&#8221;.</p>
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		<title>História da fotografia em Portugal</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 16:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Brito Aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Relvas]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[história da fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Gray]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Relvas nasceu na Golegã em 1838, e foi o nome que mais contribuiu para o desenvolvimento da fotografia em Portugal, e um dos principais do mundo, foi inventor, cavaleiro tauromáquico e fotógrafo.

Edificou o primeiro "atelier" de fotografia do mundo, foi distinguindo nos maiores certames de fotografia da época, recebeu quatro diplomas, foi eleito membro efectivo de outras tantas instituições, entre elas, a Sociedade Francesa de fotografia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1358 aligncenter colorbox-97" title="Fotógrafo Carlos Relvas" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2009/04/Fotógrafo-Carlos-Relvas.jpg" alt="Fotógrafo Carlos Relvas História da fotografia em Portugal" width="286" height="400" /></p>
<p>Carlos Relvas nasceu na Golegã em 1838, e foi o nome que mais contribuiu para o desenvolvimento da <strong>história da fotografia</strong> em Portugal, e um dos principais do mundo, foi inventor, cavaleiro tauromáquico e fotógrafo.</p>
<p>Edificou o primeiro &#8220;atelier&#8221; de <a href="http://www.fotografia-dg.com/">fotografia</a> do mundo, foi distinguindo nos maiores certames de fotografia da época, recebeu quatro diplomas, foi eleito membro efectivo de outras tantas instituições, entre elas, a Sociedade Francesa de fotografia.</p>
<p>Viajou por toda a Europa e estabeleceu contacto com os principais nomes da fotografia Europeia, aproveitando como ninguém, os desenvolvimentos técnicos da época.</p>
<p>Foi retratista, fotografou mendigos, pescadores, escritores, políticos, artistas, etc.; fotografou o Ribatejo; em estúdio, fotografou destacadas figuras femininas da época e, fotografou o nu feminino.</p>
<p>Brito Aranha em 1878 escreveu no &#8220;Universo Ilustrado&#8221;: &#8220;Todos sabem que o senhor Carlos Relvas é o primeiro fotógrafo amador em Portugal e um dos primeiros no estrangeiro, e que a sua galeria e o seu laboratório fotográfico excedem o que possa imaginar-se em luxo de ornamentações, em abundância de espécimenes resplandecentes e em profusão de máquinas e utensílios dos melhores autores&#8221;.</p>
<p>Mais recentemente, Michael Gray, conservador do museu de fotografia Fox Talbot, disse ao Jornal Expresso em 1998: &#8220;É uma das mais importantes estruturas na Europa ligadas à fotografia. Não há nada de comparável que seja conhecido. Além disso, é um património não só de Portugal mas da Europa, e a Europa também se devia mobilizar para o proteger, bem como para tornar conhecido o trabalho de Relvas. Mas é um trabalho que devia começar por Portugal&#8221;.</p>
<p>Apesar de tudo isto, Carlos Relvas e o seu trabalho,  continuam praticamente desconhecidos quer em Portugal, quer no Mundo.</p>
<p>O processo fotográfico actual, pouco varia do processo do início do século XX. Por isso se atribui ao século XIX a invenção da fotografia como a conhecemos hoje. No século XX assistiu-se à evolução das técnicas de controlo e ao aparecimento da fotografia a cores, cinema e todos os usos científicos utilizados hoje.</p>
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		<title>Fotografia na actualidade &#8211; Parte 5</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 16:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o início deste século, a história passou a caracterizar-se mais pelo refinamento e aperfeiçoamento do que por inovações e invenções. Prova disso é que, apesar do advento de modernas tecnologias que levam máquinas a velocidades extraordinárias de disparo, há máquinas que jamais se tornam obsoletas, fixando imagens com rara precisão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o início deste século, a <a href="http://www.fotografia-dg.com/historia-da-fotografia/">história da fotografia</a> passou a caracterizar-se mais pelo refinamento e aperfeiçoamento do que por inovações e invenções. Prova disso é que, apesar do advento de modernas tecnologias que levam máquinas a velocidades extraordinárias de disparo, há máquinas que jamais se tornam obsoletas, fixando imagens com rara precisão.</p>
<p><strong>2000 </strong>- As <a href="http://www.fotografia-dg.com/as-20-camaras-digitais-mais-vendidas-no-japao-em-2009/ ">câmaras digitais</a> também começam a ocupar espaço, em especial no fotojornalismo, onde a rapidez de circulação e edição de imagens justificam a pequena perda na qualidade de impressão. Contudo, nada, absolutamente nada substitui o olhar artístico e atento do fotógrafo.</p>
<p><strong>2005 </strong>- As câmaras digitais ganham força em todo o mundo, resoluções e pixéis avançados fazem da fotografia digital o diferencial para fotoreportagens. As máquinas digitais amadoras viraram &#8220;febre&#8221; entre os adolescentes e os apaixonados por fotografia. Em todo lugar que se aglomeram pessoas, registam-se a presença de inúmeras câmaras digitais de diversas resoluções, megas e modelos&#8230; registando tudo o que acontece ao redor, produzindo fotografias descontraídas e irreverentes muitas com o intuito apenas de serem descarregadas num computador para a divulgação na internet e divertimento.</p>
<p>O digital também chega a fotografia social, inúmeros eventos são hoje fotografados com câmaras digitais com alta tecnologia, produzindo belíssimos álbuns  e books de festas de 15 anos, casamentos e outros, com muito realismo, retratando realmente os fatos acontecidos no evento.</p>
<p><em><strong>&#8220;As coisas das quais nos ocupamos, na fotografia, estão em constante deseparecimento, e, uma vez desparecidas, não dispomos de qualquer recurso capaz de fazê-las retornar. Não podemos revelar e copiar uma lembrança.&#8221;   Henri Cartier-Bresson </strong></em></p>
<p><strong>Fonte:</strong> <a target="_blank" style="text-decoration: line-through;" rel="nofollow" href="http://www.fotoreal.com.br/" target="_blank">Foto Real</a></p>
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		<title>História da fotografia entre 1900 e 1965 &#8211; Parte 4</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 16:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[1900]]></category>
		<category><![CDATA[1965]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>

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		<description><![CDATA[1900 - Willian Henry Jackson (1843-1942), norte-americano, no fim do século XIX e início do século XX, faz algo mais do que gravar um acontecimento, usa as suas fotografias para persuadir e convencer. Fotografias do oeste americano, da área de Yellowstone e ajudam a persuadir o Congresso a estabelecer o Parque Nacional de Yellowstone. Nesta época, o tempo de exposição é de 1/50 segundos.

1904 - London Daily Mirror é o primeiro jornal a ser ilustrado exclusivamente com fotografias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1900</strong> &#8211; Willian Henry Jackson (1843-1942), norte-americano, no fim do século XIX e início do século XX, faz algo mais do que gravar um acontecimento, usa as suas fotografias para persuadir e convencer. Fotografias do oeste americano, da área de Yellowstone e ajudam a persuadir o Congresso a estabelecer o Parque Nacional de Yellowstone. Nesta época, o tempo de exposição é de 1/50 segundos.</p>
<p><strong>1904</strong> &#8211; London Daily Mirror é o primeiro jornal a ser  ilustrado exclusivamente com fotografias.</p>
<p><strong>1906 </strong>- É comercializado o filme pancromático, sensível  à luz laranja.</p>
<p><strong>1906 </strong>- Os irmãos August e Louis Lumière, apresentam os primeiros filmes para revelação a cores (autochrome), que já não precisavam de uma tripla exposição (não era necessário se bater 3 diferentes chapas da mesma fotografia) através de uma câmara especial.</p>
<p><strong>1920 </strong>- Paul Martin, inglês, esconde uma câmara (graças aos avanços tecnológicos dos filmes e das câmaras) numa maleta, e pela primeira vez tira fotografias de pessoas sem que percebam. O resultado é uma naturalidade desconhecida, pois antes as pessoas eram formais.</p>
<p><strong>1925 </strong>- Usam-se partículas de magnésio para a iluminação artificial. O resultado deste primitivo Flash é um raio de luz brilhante e uma fumaça ácida. Surge também a famosa Leica, máquina excelente e precursora de todas as câmaras de 35mm.</p>
<p><strong>1928 </strong>- Stefan Lorant, através do jornal alemão  Berliner Ilustrierte Zeitung, cria o fotojornalismo moderno, sem poses formais.</p>
<p>Surge também a famosa Rolleiflex TLR (reflex de objectivas  gémeas), projectada por Franke e Heidecke.</p>
<p><strong>1930 </strong>- Stefan Lorant, quando redactor-chefe do Münchener Ilustrierte Presse, cria o &#8220;enunciado&#8221;, &#8220;tratado&#8221; de que a câmara deve ser usada como um caderno de notas de um repórter, registando os acontecimentos onde eles ocorram, sem os deter para arrumar a fotografia, sem fazer as conhecidas &#8220;poses&#8221;.</p>
<p><strong>1930 </strong>- Dois norte-americanos, fazem fotografias para  expor problemas sociais:</p>
<ul>
<li>Jacob Riis (1849-1914), jornalista, usa fotografias  para ilustrar histórias sobre as favelas da cidade de Nova Iorque;</li>
<li>Lewis Hine (1874-1940), sociólogo, fotografa a chegada de imigrantes, o trabalho infantil em fábricas mal iluminadas e em minas de carvão. Este trabalho levou à aprovação de leis proibindo o trabalho de menores. Veicular notícias por meio de fotografias, usualmente com a ajuda de uma explicação escrita ou oral, constitui, a partir desta época, um dos mais importantes meios de comunicação ao alcance do homem. Os assuntos que predominam nas manchetes dos periódicos são os assassinatos e os escândalos.</li>
</ul>
<p><strong>1930</strong> &#8211; Henry Cartier-Bresson foi o fotógrafo que obteve maior sucesso. Cartier utiliza uma câmara em miniatura para captar &#8220;momentos decisivos&#8221; na vida das pessoas. O seu sucesso no registo de acontecimentos e emoções fugazes influenciou enormemente não só o fotojornalismo, como também introduziu um novo conceito na fotografia artística. A partir de 1930, na Europa e nos Estados Unidos, os críticos especializados consideram três as tendências em fotografia:</p>
<ol>
<li>Utilização de grandes câmaras e amplos negativos, com obtenção de cópias ricas em gradações tonais, interpretando de modo mais vivido a realidade;</li>
<li>Exploração de novos aperfeiçoamentos tecnológicos para fixar o instante mais fugaz e os aspectos mais inusitados e insuspeitados da realidade;</li>
<li>Invenção de formas abstractas com a existência  estática própria.</li>
</ol>
<p>&#8220;Para mim a fotografia consiste num reconhecimento imediato no curso de uma fracção de segundo, tanto o sentido do acontecimento quanto da exacta organização dos volumes que combinarão, expressivamente, o significado da cena. Creio que seja no movimento da vida que a descoberta de si mesmo se efectua, ao passo que se dá a abertura para este mundo envolvente que nos pode modelar, mas que pode igualmente ser influenciado pela nossa personalidade. Trata-se de estabelecer o equilíbrio entre estes dois mundos. É nessa constante interacção que esses mundos acabam por se fundir num mundo novo. É nesse mundo que devemos comunicar&#8221; Henry Cartier-Bresson.</p>
<p><strong>1930 </strong>- Aparecem os primeiros flashes fotográficos.  Nesta época, as câmaras alcançavam a velocidade de 1/100 seg.</p>
<p><strong>1935 </strong>- A Kodak lança o primeiro cromo colorido &#8211;  Kodachrome.</p>
<p><strong>1936 </strong>- A Agfa lança o Agfacolor &#8211; um distinto sistema  de cores para um cromo colorido.</p>
<p><strong>1941 </strong>- A Kodak lança o primeiro negativo colorido &#8211;  Kodacolor.</p>
<p><strong>1939 a 1945</strong> &#8211; A Segunda Guerra Mundial, muitos são os avanços na área da fotografia, desde o desenho de novas lentes até o intercâmbio de lentes.</p>
<p><strong>1947 </strong>- Surge a câmara de fotografias instantânea, A Polaroid, baseada num processo desenvolvido pelo físico americano Edwin H. Land.</p>
<p><strong>1949 </strong>- Surge o Polaroid em preto e branco.</p>
<p><strong>1963 </strong>- Surgem o Polaroid em cores e a  &#8220;Instamatic&#8221; de cartucho 126.</p>
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		<title>História da fotografia de 1800 a 1900 &#8211; Parte 3</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 16:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[1800]]></category>
		<category><![CDATA[1900]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>

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		<description><![CDATA[1826 - Joseph Nicéphore Niépce, no início do século XIX, trabalha com litografia. Pesquisa por dez anos substâncias que captem uma imagem numa placa metálica (cobre polido).

O negro betume branqueava quando exposto à acção da luz solar por aproximadamente 8 horas. A parte do betume agora branco não era mais solúvel em essência de Alfazema. Sabendo disto, cobria a placa com betume da Judéia, expunham-na à luz de uma projecção da câmara escura e submetia esta placa a um banho de essência de alfazema. Na sequência, espalhava ácido sobre a placa, o qual corrói os lugares desprotegidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1826</strong> &#8211; Joseph Nicéphore Niépce, no início do século XIX, trabalha com litografia. Pesquisa por dez anos substâncias que captem uma imagem numa placa metálica (cobre polido).</p>
<p>O negro betume branqueava quando exposto à acção da luz solar por aproximadamente 8 horas. A parte do betume agora branco não era mais solúvel em essência de Alfazema. Sabendo disto, cobria a placa com betume da Judéia, expunham-na à luz de uma projecção da <a href="http://www.fotografia-dg.com/camera-fotografica/">câmera</a> escura e submetia esta placa a um banho de essência de alfazema. Na sequência, espalhava ácido sobre a placa, o qual corrói os lugares desprotegidos. Finalmente, removia o restante do betume e tinha uma imagem gravada em baixo relevo na placa metálica. Niépce havia criado o que hoje se chama de Heliografia.</p>
<p>Com uma câmara escura construída pelo óptico francês Chevalier e uma dessas placas, Niépce, conseguiu a imagem dos telhados, vistos pela janela do sótão da sua casa de campo, na França. Através dos irmãos Chevalier, famosos ópticos em Paris, Niépce conhece outro entusiasta da procura por obter imagens através de um processo químico, Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), pintor francês, inventor do diagrama, um tetro de efeitos a base de luz de velas. Espectáculo de enormes painéis translúcidos e coloridos, com fusão e tridimensionalidade. Parecido com o milenar teatro de sombras chinês.</p>
<p><strong>1829 </strong>- após contactos por correspondência, firmam uma sociedade com propósito de aperfeiçoar a heliografia. A sociedade não prospera e após a morte de Niépce, em 1833, Daguerre continua o trabalho, substituindo o betume da Judéia por prata halógena.</p>
<p><strong>1835 </strong>- Daguerre descobre que uma imagem quase invisível, latente, pode ser revelada com vapor de mercúrio, reduzindo assim de horas para minutos o tempo de exposição &#8211; diz a lenda que Daguerre guardou uma placa sob exposta dentro de um armário, onde havia guardado um termómetro de mercúrio partido. Ao amanhecer, Daguerre constatou que havia uma imagem visível e de intensidade satisfatória na placa. Nas áreas atingidas pela luz havia a fundição criada pelo mercúrio, formando as áreas claras da imagem.</p>
<p><strong>1839 sete de Janeiro</strong> &#8211; Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), divulga o processo de Daguerreotipia e, em 19 de Agosto , a Academia de Ciências de Paris, divulga ao público. Surge a primeira forma popular de fotografia. O tempo de exposição é em torno de 4 mil segundos.</p>
<p>Daguerre vende a sua ideia ao governo Francês por uma pensão vitalícia de 6 mil francos. Dias antes, Daguerre, requer a patente do seu invento na Inglaterra. O invento toma conta dos centros urbanos, vários pintores acusam a fotografia de matar a pintura. Mas foi através dessa adaptação cultural, que nasce o impressionismo e o dadaísmo (a arte pela arte).</p>
<p><strong>1840 </strong>- Sir Charles Wheatstone, inglês, cria uma engenhoca denominada visor estereoscópio, para visualizar fotografias em 3D. Neste mesmo ano, Daguerre aprimora o seu invento e lança o Daguerrótipo brometizado, reduzindo o tempo de exposição para aproximadamente 80 segundos. Willian Henry Fox Talbot, na Inglaterra, lança um processo denominado Calótipo. Um processo semelhante aos anteriores mas, quando exposta a luz, produz um negativo e através da técnica de contacto obtém-se o positivo. Com base numa folha de papel impregnada de nitrato e cloreto de prata (algumas vezes é usado o iodeto de potássio), depois de seca, é feito o contacto com objectos e obtém uma silhueta escura. Fixada, posteriormente, com amoníaco ou solução concentrada de sal. É tido como o primeiro processo prático para a produção de um número indeterminado de cópias a partir do negativo original.</p>
<p><strong>1844 </strong>- O primeiro livro ilustrado com fotografias, The Pencil of Nature, é publicado por Talbot e editado em seis volumes, com vinte e quatro talbotipos contendo a explicação de seu trabalho e estabelecendo padrões de qualidade. O problema da técnica é que o suporte do negativo é papel e na passagem para o positivo perdiam-se detalhes.</p>
<p><strong>1847 </strong>- Abel Niépce, primo de Nicéphore Niépce, desenvolve o processo da albumina que utiliza uma placa de vidro coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio e nitrato de prata. Revelada com ácido gálico e fixada a base de tiosulfato de sódio. A albumina, é mais preciosa em detalhes e o tempo de exposição é de 15 minutos.</p>
<p><strong>1850 </strong>- Nesta época, era moda, sinónimo de status, ter  uma imagem gravada em miniaturas, como colares, anéis, relógios, etc.</p>
<p><strong>1851 </strong>- Morre Daguerre. Frederick Scott Archer, escultor inglês, inventa o processo de colódio húmido (uma mistura de algodão, pólvora, álcool e éter &#8211; usado como veículo para unir sais de prata as placas de vidro) menos dispendioso que os anteriores e o resultado eram de óptima qualidade. A placa é exposta ainda húmida na câmara escura e o tempo de exposição é de 30 segundos. Este processo é dez vezes mais sensível que a albumina.</p>
<p>Neste período, com a simplificação do processo fotográfico, algumas pessoas começam a questionar a única função da <a href="http://www.fotografia-dg.com/">fotografia</a>: retratista. A partir desta fase, aparecem os trabalhos mais criativos.</p>
<p><strong>1855 </strong>- Roger Fenton (1819-1869) faz as primeiras fotografias de guerra, quando cobriu a guerra da Criméia para um jornal inglês.</p>
<p><strong>1855 </strong>- Aparecem algumas fotografias pintadas a mão, o  que dá um toque de realismo e tenta comparar a fotografia às pinturas.</p>
<p><strong>1858 </strong>- Gaspard Félix Tournachon (1820-1910) foi um dos primeiros fotógrafos a usar a câmara criativamente, ou seja, como algo diferente da função retratista. Acentuava as poses e os gestos das pessoas que fotografava querendo mostrar o carácter da pessoa. Em paris, tirou as primeiras fotografias aéreas, abordo de um balão, em 1858 e foi responsável, também, pelas primeiras fotografias subterrâneas, nas catacumbas de Paris, utilizando pela primeira vez a luz eléctrica e manequins substituindo as pessoas, devido a excessivo tempo de exposição.</p>
<p><strong>1865 </strong>- Julia M. Cameron (1815-1879) a mais notável retratista inglesa do século passado. Utilizava de maneira muito criativa a luz. Fotografou pessoas famosas, como: Charles Darwin, Sir John Herschel cientista amigo de Talbot, responsável pelos termos positivo e negativo; na Europa é também conhecido como o criador do termo &#8220;fotografia&#8221;.</p>
<p><strong>1871 </strong>- Richard Leach Maddox, médico inglês, fixa o brometo de prata numa suspensão gelatinosa, criando assim o processo de chapas secas. O processo que substitui o colódio húmido é publicado no British Journal of Photograph, em Setembro. De início o processo tem a desvantagem de ser mais lento, mas logo é aperfeiçoado e cria-se a placa seca de gelatina e com produção industrial. A partir de então foi possível fotografar o movimento (tempo de exposição: 1/2 segundo) e o design das câmaras é aprimorado, ou seja, ficam menores, mais leves e mais próximas ainda das pessoas.</p>
<p><strong>1873 </strong>- Surgem os banhos coloridos com uso de corantes (tipo banho sépia ou azul) e aumenta-se a sensibilidade às cores, banhando-se a emulsão fotografiassensível em anilina, criando o filme ortocromático.</p>
<p><strong>1884 </strong>- George Eastman, lança o filme em rolo com vinte e quatro chapas, com base de papel e gelatina. Em 1886, a Eastman Dry Plate Company, passa a chamar-se Kodak.</p>
<p><strong>1888 </strong>- A grande novidade: a câmara Kodak, com o slogan: Aperte o botão que nós fazemos o resto. O cliente compra a câmara, por 25 dólares, com 100 chapas, mais tarde devolve à fábrica que então revela as fotografias e retorna o filme revelado, a câmara e mais um rolo de 100 chapas.</p>
<p><strong>1889 </strong>- Henry M. Reichenbach químico da Kodak, produz o negativo à base de celulóide e gelatina. Graças à febre da função retratista, muitos retratos de pessoas célebres são ligados ao futuro, como foi o caso de Baudelaire e da menina Alice Liddell, que inspirou o reverendo Lewis Carrol a escrever &#8220;Alice no país das maravilhas&#8221;. Nesta época, o tempo de exposição já alcançava a fracção de 1/10 segundos.</p>
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		<title>História da fotografia de 1100 a 1800 &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 15:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[1100]]></category>
		<category><![CDATA[1800]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[1100 - Abu-Ali al Hasan (965-1034), astrónomo e óptico árabe, na obra que publica, descreve a ideia da formação de imagens, através da utilização dos primitivos conceitos de câmara escura (muito próximo do que os seus sucessores, séculos a frente, chamariam de correcto).

1267 - Roger Bacon (1214-1294), filósofo inglês, utiliza o método da câmara escura para observar eclipses solares, sem danificar os olhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1100</strong> &#8211; Abu-Ali al Hasan (965-1034), astrónomo e óptico árabe, na obra que publica, descreve a ideia da formação de imagens, através da utilização dos primitivos conceitos de câmara escura (muito próximo do que os seus sucessores, séculos a frente, chamariam de correcto).</p>
<p><strong>1267</strong> &#8211; Roger Bacon (1214-1294), filósofo inglês, utiliza o método da câmara escura para observar eclipses solares, sem danificar os olhos.</p>
<p><strong>1500</strong> &#8211; Robert Boyle observa que o cloreto de prata fica preto quando exposto à luz, mas interpreta que este fato acontece pela acção do ar (ao invés da acção da luz).</p>
<p><strong>1520</strong> &#8211; Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano, deixa a descrição mais completa do período pré-industrial do processo de aparecimento de uma imagem invertida numa &#8220;câmara escura&#8221;, no seu livro de notas sobre os espelhos, que é publicado em 1797.</p>
<p>&#8220;A imagem de um objecto iluminado pelo sol penetra num compartimento escuro através de um orifício. Se colocarmos um papel branco do lado de dentro do compartimento, a uma certa distância do orifício, veremos sobre o papel a imagem com as suas próprias cores, porém invertidas, devido à intersecção dos raios solares&#8221;.</p>
<p>A câmara escura, na época, passou a ser um importante método auxiliar utilizada por pintores e projectistas. Uma folha de papel ficava presa à parede onde a imagem era projectada ao contrário e o artista a &#8220;fixava&#8221; desenhando os seus contornos.</p>
<p><strong>1526 </strong>- Fabrício, alquimista da idade média, relata que  o composto cloreto de prata enegrecia quando exposto à luz.</p>
<p><strong>1545</strong> &#8211; Reiner Gemma Frisius, físico e matemático  holandês, faz a primeira ilustração do processo da câmara escura.</p>
<p><strong>1553</strong> &#8211; Giambatista Baptista della Porta (1541-1615), físico italiano, mesmo indo contra os interesses da igreja, aperfeiçoou o desenho da câmara escura, no seu livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalim.</p>
<p><strong> 1558</strong> &#8211; Geronomo (Girolano) Cardano, físico italiano, soluciona o problema de nitidez da imagem ao sugerir o uso de lentes biconvexas junto ao orifício da câmara escura.</p>
<p><strong>1558 </strong>- Danielo Barbaro, também, menciona no seu livro &#8220;A pratica da Perspectiva&#8221;, que variando o diâmetro do orifício, é possível melhorar a imagem.</p>
<p><strong>1580 </strong>- Friedrich Risner descreve uma câmara  portátil, mas a publicação só é feita após a sua morte na obra Optics de 1606.</p>
<p><strong>1604 </strong>- Ângelo Sala, cientista italiano, observa que um  composto químico a base de prata escurecia quando exposto ao Sol.</p>
<p><strong>1620 </strong>- Johann Kepler, durante uma viagem pela Alta Áustria, utiliza uma tenda para desenhos topográficos, utilizando uma lente e um espelho, para obter uma imagem sobre um tabuleiro de desenho no interior da câmara.</p>
<p><strong>1676 </strong>- Johann Chirstph, professor de matemática da Universidade alemã de Altdorf, na sua obra Collegium Experimentale sive curiosum, descreve e ilustra uma câmara escura que utiliza interiormente um espelho a 45° que reflecte a luz, vinda da lente, para um pergaminho azeitado, colocado horizontalmente. Desta forma, cria o primeiro aparelho portátil de câmara escura. O grande quarto, com espaço para um homem trabalhar transforma-se numa pequena caixa. Quase duzentos anos depois do Fabrício, o alquimista, ainda acreditava que a prata ficava preta por estar velha.</p>
<p><strong>1727 </strong>- Johann Heirich Schulze, professor de anatomia de Altdorf, descobre e comprova que o fenómeno do enegrecimento da prata se deve a incidência da luz.</p>
<p><strong>1777 </strong>- Karl Wilhem Scheele, químico sueco, estudou a reacção do Cloreto de Prata, as diversas radiações do espectro e sugere o uso de amoníaco como fixador.</p>
<p><strong>1780 </strong>- Charles, físico francês, com base nas experiências anteriores, projectava objectos sobre uma folha de papel impregnada de cloreto de prata (algo muito semelhante a uma técnica básica utilizada até hoje em trabalhos artísticos &#8211; FOTOGRAMA).</p>
<p><strong>1790 </strong>- Thomas Wedgood, obtém grande sucesso na captação de imagens, sobre um pedaço de couro branco, mas os traços não sobrevivem. Nesta época, ele não conhece uma técnica eficiente para fixar a imagem.</p>
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		<title>Início da fotografia (1826) &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 11:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[1826]]></category>
		<category><![CDATA[Daguerre]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[inicio]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira pessoa no mundo a tirar uma verdadeira fotografia (se a definirmos como uma imagem inalterável, produzida pela acção directa da luz) foi Joseph Nicéphore Niepce, em 1826.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira pessoa no mundo a tirar uma verdadeira <a href="http://www.fotografia-dg.com/">fotografia</a> (se a definirmos como uma imagem inalterável, produzida pela acção directa da luz) foi <strong>Joseph Nicéphore Niepce</strong>, em <strong>1826</strong>.</p>
<p>Ele conseguiu reproduzir, após dez anos de experiências, a vista descortinada da janela do sótão da sua casa, em Chalons-sur-Saône.</p>
<p>Por volta de <strong>1822</strong>, Niepce já trabalhara com um verniz de alfalto (betume da Judéia), aplicado sobre vidro, além de uma mistura de óleos destinada a fixar a imagem. Com esses materiais, obteve a fotografia das construções vistas da janela da sua sala de trabalho após uma exposição de oito horas. Contudo aquele sistema heliográfico era inadequado para a fotografia comum, e a descoberta decisiva seria feita por um cavalheiro muito mais cosmopolita: <strong>Louis Daguerre</strong>.</p>
<table style="height: 260px;" width="272" border="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<th scope="col" align="left"><img class="alignleft size-full wp-image-115 colorbox-29" title="Louis Daguerre" src="http://www.fotografia-dg.com/imagens-wp/2009/04/Louis-Daguerre.gif" alt="Louis Daguerre Início da fotografia (1826)   Parte 1" width="250" height="250" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ela ocorreu em <strong>1835</strong>, quando <strong>Daguerre </strong>apanhou uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, e que apesar de exposta não apresentara sequer vestígios de uma imagem, e guardou-a, displicentemente, em um armário. Ao abri-lo, no dia seguinte, porém, encontrou sobre ela uma imagem revelada. Criou-se uma lenda em torno da origem do misterioso agente revelador (o vapor de mercúrio), sendo atribuído a um termómetro partido. Entretanto, é mais provável que <strong>Daguerre </strong>tenha perdido mais algum tempo a investigar o elemento vital, recorrendo a um sistema de eliminação. Em <strong>1837</strong>, ele já havia descoberto esse processo, no qual usava chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo e revelava a imagem latente, expondo-a à acção do mercúrio aquecido. Para tornar a imagem inalterável, bastava simplesmente submergi-la em uma solução de aquecida de sal de cozinha.</p>
<p>Pode-se perceber que a fotografia não é descoberta de um único homem. Muitas experiências de alquimistas, físicos e químicos sobre a acção da luz, foram de extrema relevância no contexto da fixação de imagens. As descobertas envolveram-se no mundo do domínio da fotoquímica.</p>
<p>A <a href="http://www.fotografia-dg.com/historia-da-fotografia/">história da fotografia</a> está, portanto, directamente ligada ao estudo da luz e dos fenómenos ópticos.</p>
<p>Ainda na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) constata que raios de luz solar, durante um eclipse parcial, atravessando um pequeno orifício, projectam na parede de um quarto escuro, a imagem do exterior. Este método primitivo de produzir imagens recebe o nome de câmara escura, usada pela primeira vez com utilidade prática pelos árabes, no século XI, para observar os eclipses.</p>
<p>Nesta primitiva câmara, encontram-se os princípios básicos da <a href="http://www.fotografia-dg.com/camera-fotografica/">câmera fotográfica</a>.</p>
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