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Fotometria + Flash – parte 9 de 9 – Conclusões 5/5 (1)

No dia primeiro de novembro de 2003 tomei uma decisão, a de vender meus flashes tradicionais de estúdio e investir dali em diante somente em flashes dedicados TTL.

Essa decisão ocorreu por conta da fotografia que ilustra este artigo, que produzi com uma modesta câmera compacta Canon Powershot G2 de apenas 4 megapixels e 3 flashes da mesma marca, um deles comandando os outros dois. O que comandava estava ligado por um cabo TTL à câmera, e comandava os outros dois por infravermelho.

A foto da taça com a tinta vermelha jorrando em sua direção foi obtida depois de alguns testes para iluminação e algumas tentativas até obter o efeito desejado, tudo feito em um quintal para não sujar o estúdio com tinta.

Naquele momento percebi que se era possível fazer uma foto complexa como um splash, de forma totalmente independente da rede elétrica pois os flashes funcionam com pilhas, longe de um ambiente ideal de um estúdio, afinal foi feito em um quintal, sem cabos pendurados por todos os lados gerando acidentes e tombos, se era possível com uma estrutura tão simples de câmera e flashes produzir essa foto, então ao meu ver era desnecessário ter um estúdio comum.

Isso foi em 2003, outros tiveram idéias semelhantes na mesma época e de forma geral éramos taxados como loucos pelos nossos colegas de profissão, imagine só, substituir as potentes e confiáveis tochas de estúdio por essas pequeninas unidades movidas a pilha.

Deu certo, anos depois virou moda, hoje já existe bibliografia a respeito, sites e blogs falando em como iluminar com flashes dedicados TTL.

É lógico que existem diferenças entre os sistemas de luz tradicional e dedicado TTL, um flash tradicional ainda é mais potente e muitas vezes mais barato que uma unidade dedicada topo de linha, no entanto a versatilidade e a portabilidade do sistema fizeram com que a cada ano mais e mais fotógrafos decidissem trabalhar dessa forma.

Um dos desafios de trabalhar com flashes dedicados é a complexidade, você é obrigado a estudar e desvendar o funcionamento do sistema de medição de sua câmera para descobrir como os flashes irão se comportar e aprender a dominar os desvios, o sistema tradicional é muito mais estável, uma vez regulada a potência nada mais muda, já o TTL é um sistema flutuante, que reage o tempo todo ao que está na frente da câmera, e por isso é muito mais desafiador, o fotógrafo tem que ter atenção 100% do tempo para prever os erros do sistema e contorná-los.

Se você é como eu e gosta de desafios, gosta de trabalhar de forma 100% concentrada e buscando o máximo da precisão de resultados para ficar o mínimo de tempo corrigindo fotos no computador, então esse é seu caminho.

Lembre-se dos tópicos vistos nesta série de artigos:

fotometria em sistema TTL é reativa, ela sempre busca um resultado mediano obrigando o fotógrafo a corrigir sempre que o sistema tenta transformar claros e escuros em cinzas;

– o flash TTL é igualmente reativo, ele muda o tempo todo conforme o que está à sua frente refletindo luz tornando necessário um uso atento da compensação de exposição do flash;

– a boa fotometria leva ao bom desempenho do flash, com economia de energia, tempo e trabalho;

– a latitude de exposição nunca pode ser ignorada e a amplitude tonal deve sempre ser mensurada;

– o flash tem por natureza uma luz dura, direcional, se você não quer isso use técnicas como a do rebatimento de flash em superfícies próximas (tetos, paredes e rebatedores), e o que é bom é que o sistema TTL continua funcionando mesmo quando apontamos o flash para qualquer outro lugar;

Se você chegou até aqui depois dos outros 8 artigos, deve estar cheio de dúvidas, idéias e pensamentos, fica a dica final: vá fotografar e treinar tudo que leu, não há aprendizado sem prática, então saia da frente desse computador e vá fotografar!

O conjunto desses artigos será disponibilizado para download gratuito aqui pelo FotografiaDG no próximo dia 3, fiquem atentos pois avisaremos aqui pelo site e pelo Twitter, tanto no @fotografiadg como no @vernagliajr

Nos vemos em breve, até lá.

[]’s
Armando Vernaglia Jr
www.vernaglia.com.br
armandovernaglia.wordpress.com
@vernagliajr

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Gosta de algum dos artigos abaixo?

  • Leandro

    Cara, muto obrigado por disponibilizar tanto conteúdo com tanto capricho. Obrigado!

  • Wagner Damázio

    Parabéns Armando. Excelência em ensinamentos. Artigos super didáticos e uma forma de ensinar fantástica.

  • Armando Vernaglia Jr

    Obrigado a todos pelos comentários pessoal! Fico feliz que o material seja útil a vocês e que tenham gostado, obrigado novamente.

  • André Luiz

    Cada dia que passa admiro mais este endereço na internet, graças a qualidade destes caras como o Vernaglia Jr. Que com esta facilidade de passar um assunto como este de uma forma tão didática. Só tenho a agradecer ao pessoal do Fotografia dg, que Deus abençoe cada um de vocês.

  • Ana

    Oi, Armando!
    Li todos os artigos desta série, obrigada pela generosidade em transmitir o conhecimento de forma tão didática!
    Vlw cada hora investida na leitura.
    Abs,

    Ana

  • Vera Fdrnandez

    Estou afastada a muito tempo do mundo fotográfco.Fiquei ultrapassada, porém desejo me atualizar e me inteirar .Oque pode me sugerir?Estou atualmente sem equipamento algum.Minha antiga cãmera era uma Nikon90s.e flash SB 28.Essa situação toda se deu por conta de minha saúde.Mas ainda sei que vou voltar!Preciso de ajuda e orientação.Grata, Vera.

  • Fabrício Monteiro

    Parabéns Vernaglia… simplesmente fantástico esta sequência de artigos sobre fotometria e flah. Muitas… mas muitas dúvidas e curiosidades foram sanadas..

    Só uma dúvida.

    Você disse que esta usando somente flashs dedicado. Quando o flash esta fora da câmera tens usado um rádio flash para estes tipos ou apenas o infra-vermelho, por meio do flash poup up da câmera, como meio de comunicação e controle do TTL?

    Um grande abraço e parabéns mais uma vez…

  • Mallu Suzuki

    olá Armando, td bem?

    Sou seguidora de DG pelo newsletter e gostaria de avisar que dos artigos referentes ao Fotometria + Flash, não recebi os artigos:

    Fotometria + Flash – parte 1, 2 e 6 de 9 e nem o link para fazer o download do e-book gratuito ou esse link é so para os que estão iniciando em receber o newslewtter?

    Adoro seus artigos e todo o contexto deste site.

    Abraços e parabéns sempre!

  • nilton césar

    Oi, agradeso pela dica sobre o flash, eu fiquei inpresionado, eu quero informar muito sobre a fotogafia toda imformação, é bemvindo agradeço muito.

  • Francisco Eduardo Di

    CLAP, CLAP, CLAP, CLAP (aplausos) Foi fantastica esta matéria sobre Fotometria+Flash. Sanou muitas dúvidas. Parabéns.

    Um abraço

    Francisco

  • Armando Vernaglia Jr

    Olá pessoal, obrigado pelos comentários.

    Lucas, obrigado, e pode ficar tranquilo, em 2012 o máximo que acontece é lançarem uma câmera de 200 megapixels hehehe

    Eder, obrigado. Não conheço os flashes mencionados, mas devo dizer que se sai luz deles é possível fazer algo de bom. Lógico que sempre terá limitações, o flash que indico para quem começa e usa Canon é o Canon 430EX e se tiver mais dinheiro o 580EX, flash da mesma marca é sempre mais compatível e mais confiável, mas não significa que só dê para trabalhar com eles.

    Danilo, obrigado, manda ver no 580EX e não se arrependerá, é um excelente equipamento.

    Fernando, em partes, dizer que um estúdio tradicional é mais profissional é um erro, não existe isso de mais ou menos profissional, existe o equipamento adequado ao trabalho de cada um, isso é como dizer que um Joe McNally é menos profissional por usar flashes Nikon? Não se pode afirmar isso. Eu só uso flashes dedicados TTL desde 2003, fotografei produtos pequenos como a taça ou grandes como uma empilhadeira! Fotografei retratos, gente trabalhando, máquinas grandes que chegavam a 20m de comprimento. O que precisa é a técnica adequada (como você citou) e o equipamento mensurado corretamente, como cada flash é menos potente, precisa de mais flashes, e precisa dos acessórios adequados, só isso, mas não se pode entrar nessa de que algo é mais ou menos profissional.

    No mais te dou 100% de razão sobre as pilhas, só se deve usar recarregáveis.

    []'s

    Armando Vernaglia Jr

  • Oi Armando … acho que uma coisa é uma coisa … outra coisa é outra coisa! Para alguns casos, essa troca é justificada e pode trazer resultados parecidos … sistemas mais potentes integram-se ao ambiente de estudio e em enquadramentos mais alargados e nem sempre os flashs dedicados TTL funcionam nesse tipo de situação, diria, mais profissional. Também é preciso saber usar as configurações em modo manual e tornar tudo mais preciso com o uso de um bom fotômetro para poder ajustas as diferenças de EV … enfim, vale muito bem para o caso da taça com tinta e de vários tutoriais que encontramos na net para splashs ou pequenos produtos. Sem esquecer que as pilhas são inimigas do ambiente e é sempre melhor agir de forma responsável usando as recarregáveis compatíveis com a especificação ideal para um bom desempenho do disparo e da autonomia. Abração!!! :)

  • Danilo Sans Cerqueir

    Há pouco mais de dois meses, comprei uma Canon XSI por indicação de um professor de fotografia (perguntei para ele se a HX1 seria melhor que uma FZ35… já deve ter dado pra imaginar a resposta dele. Assim que comprei, fui buscar o máximo de informações possíveis, já que o que eu sabia era básico do básico. Encontrei bastante coisas legais em sites. Baixei uma porrada de livros por torrent e estou dedicando grande parte dos meus dias a eles. Já li ao menos uns três livros referentes à iluminação, e nenhum deles conseguiu me explicar tão bem o funcionamento de flash, como foi feito aqui no Fotografia DG. Agradeço imensamente a série de artigos e digo que foi de grande utilidade para mim. Estou estudando uma forma de comprar um 580EX para colocar em prática o que já me foi ensinado.

  • Eder

    Como voce sabe que a gente está cheio de dúvidas ??..rsrs

    Agora é praticar e aprender com os erros.

    Armando, não sou muito de usar flash e tempos atrás comprei um Mirage, com cabeça móvel (coisa de amador mesmo), mais por curiosidade do que por necessidade. E por falta de experiência e prática fui fotografar o noivado de um amigo, a noite, na casa dele e teve algumas fotos que ficaram uma "beleza", da pra imaginar.

    Comprei esses dias um Yongnuo YN460 (ainda nem chegou) pra ver se os resultados serão melhores.

    Gostaria de te perguntar:

    1-Com um flash simples como esse Mirage é possível fazer algo que preste ou é tão limitado que o melhor é deixar ele na gaveta ?

    2-Voce conhece esse YN460 ? saberia me dizer algo sobre ele ?

    3-Qual flash voce indicaria ? (tenho uma Canon 30D)

    Agradeço mais uma vez pelo aprendizado que nos proporcionou.

    Tudo explicado de maneira clara e simples.

    Só resta cada um de nós fazer a nossa parte e colocar em prática.

    um grande abraço,

    Eder.

  • Lucas

    Vernaglia, já tinha decidido que quando for montar meu estúdio eu usaria flashes compactos. Fotografava em RAW, pensando em como obter, no momento da captura, mais informações para ter o resultado que imaginei com a pós produção. Mas essa série de artigos me ajudou a reafirmar algumas coisas e corrigir pequenos detalhes.

    Muito obrigado pela disposição!

    Que 2011 seja o ano do progresso de fotógrafos (afinal, 2012 não dá mais… rsrsr).

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