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Michael Wesely e as exposições superlongas 5/5 (1)

Pioneiro e exímio experimentador em longas exposições, Michael Wesely já produziu imagens fruto de exposição por meses a fio

 

A fotografia nasceu basicamente captando o efêmero, e à medida que a tecnologia na captura das imagens melhorava, seguia acelerando-se, em rumo diferente da pintura, que permanecia em tempo desacelerado (até virem os pintores mais anárquicos com pinceladas mais rápidas, espirros de tinta…). Uma das prioridades nos primórdios da fotografia era ter imagens cada vez mais instantâneas, e assim tempo e recursos foram investidos para melhoria de técnicas e materiais com essa finalidade, em paralelo à democratização do ato (e ofício) da fotografia.

No entanto, um ramo da fotografia começou a surgir algum tempo depois, seguindo a contramão das fotos cada vez mais rápidas: o de longas exposições. Ainda assim, mesmo nos dias atuais, normalmente quando fala-se em longas exposições são citadas comumente com grande espanto exposições feitas com horas de cortinas do obturador abertas — exceto quando trata-se de imagens produzidas por Michael Wesely. As exposições superlongas de Wesely são resultados de mais de anos de câmera aberta. Você leu certo: não foram horas, dias ou meses, e sim anos o que Michael Wesely já investiu na “pintura” de suas fotos longas exposições.

Wesely, nasceu em Munique (Alemanha), estudou fotografia e graduou-se na sua cidade-natal (respectivamente na Bayerische Staatslehranstalt für Photographie e na Munich Academy of Fine Arts). Há mais de duas décadas desenvolve seu método de captura que, segundo o Brainstorm9, faz uso de filtros especiais (de densidade neutra), aberturas pequenas e muita paciência. E segundo ele, pode fazer exposições de tempo quase indefinido, de até 40 anos (!).

Nem todas imagens produzidas por ele seguem esta linha de capturas extremamente demoradas, mas os quadros fotográficos que Wesely produziu com esta característica são notáveis por demonstrarem de maneira maestral a passagem do tempo em uma única imagem, como seria em um vídeo condensado em um único quadro — e como bem dito pelo f/508.

Suas obras mais destacadas são as que registram a reforma da Potsdamer Platz, grande praça em Berlim (capital de sua terra natal) — registradas entre 1997 e 1999 — e as captadas durante a ampliação do Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York (EUA) — feitas entre 2001 e 2004 —, que hoje fazem parte do acervo fixo do museu.

Esse trabalho para o MoMA, do projeto Open Shutter (trad.: Obturador Aberto), fez uso de 8 câmeras ao redor do museu e gerou ao final um livro, do qual se pode ter uma amostra nas fotos abaixo:

(c) Michael Wesely

(c) Michael Wesely

(c) Michael Wesely

(c) Michael Wesely

(c) Michael Wesely

(c) Michael Wesely

 

Site do fotógrafo: www.wesely.org

Para comprar o livro: Amazon.com

fontes:
Cosac NaifyPocket Memories,
f/508Brainstorm9 e Photo Slaves

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  • André

    Estranho e feio.

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