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Reuters bane arquivos RAW

Agência decide vetar submissões de arquivos crus (RAW, CR2) por fotógrafos freelancers

 

A agência Reuters —  uma das mais conhecidas empresas de fornecimentos de dados jornalísticos no mundo — decidiu não aceitar mais dos fotógrafos que não sejam fixos arquivos fotográficos crus. A medida seria uma jogada para tentar minimizar fraudes e agilizar a entrega de material.

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Segue o e-mail enviado por um editor da agência, traduzido livremente (correções serão bem-vindas):

“Gostaria de transmitir um recado de solicitação para nossos contribuidores freelance de acordo com uma mudança na política mundial. No futuro, não envie fotos à Reuters que estejam sejam processadas de arquivos RAW ou CR2. Se você deseja clicar imagens cruas, tudo bem, apenas capture em JPEG ao mesmo tempo. Envie-nos apenas as fotos que são originalmente JPEG, com tratamento mínimo (corte, correção de níveis etc)”

Como podem ver, não passaram a proibir a captura em RAW, ‘apenas’ irão recusar os arquivos crus, podendo o fotógrafo clicar em RAW+JPG. Ao mesmo tempo, a Reuters segue as normas cada vez mais universalizadas sobre tratamento, que permitem apenas alterações que possam ser consideradas como meras correções.

Reuters tira de cena as fotos em RAW de seus processos

A Reuters confirmou a mudança, através de porta-voz, ao site Petapixel e explicou como a nova regra segue princípios éticos e de eficiência:

“Como fotojornalistas trabalhando para o maior provedor de notícias multimídia internacional no mundo, os fotógrafos da Reuters Pictures trabalham alinhados ao nosso Photographer’s Handbook e os Princípios de Confiança da Thomson Reuters

Como relatos de testemunhas oculares de eventos cobertos por jornalistas dedicados e responsáveis, as fotos da Reuters devem refletir a realidade. Enquanto almejamos à fotografia da mais alta qualidade estética, nossa meta é não interpretar artisticamente as notícias.”

Quanto à eficiência, a explicação foi a seguinte:

“Agilidade é também muito importante para nós. Temos, portanto, pedido a nossos fotógrafos para ignorarem processos que demandam trabalho e tomam tempo para obter as nossas fotos para seus clientes mais rapidamente.”

Sobre a fidelidade aos fatos, o site Quesabesde recordou-nos do chamado Reutersgate, quando a agência viu-se em meio a discussões éticas por ter publicado uma série de imagens da guerra do Líbano em 2006 flagrantemente editadas por um fotógrafo freelance — escândalo este que certamente contribuiu para a mudança realizada agora.

Quanto à corrida pela maior eficiência… apenas sinal dos tempos cada vez mais apressados. E aí, o que vocês acharam da nova política da Reuters quanto às fotos em RAW?

via QuesabesdePetapixel

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Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

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