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JPG vs RAW – Parte 7/8 – Analisar e perceber as diferenças 4.5/5 (2)

Acabei de explicar as duas principais diferenças entre o JPG e o RAW na quinta e sexta parte da série, eles falavam sobre “Ruído” e “Perda de Qualidade”. Agora vamos analizar e perceber outras diferenças, mas não menos importantes.

Balanço de Brancos (White Balance)

Através do arquivo RAW é possível alterar sem danificar a qualidade da imagem, isso ocorre devido o balanço de brancos ser uma configuração da câmera e esta define que tipo de iluminação (Luz do Dia, Luz Fluorescente, Flash, etc.) está sendo usado e também devido o RAW ser um arquivo não destrutivo. Ao contrario do JPEG que já vem com o balanço de bancos salvo no arquivo e que para alterar é preciso editar o arquivo (novamente danificando a imagem) e também com menos opções e precisão na edição.

Balanço de Brancos (White Balance / WB)
Modelo: Michelle Ramos Dias

Multiplos disparos (burst)

O fato de o JPEG ser um arquivo menor é possível fazer disparos sequenciais praticamente sem parar. Por exemplo, em um teste na minha Nikon D90, utilizando um cartão “Sandisk SDHC de 4GB Extreme III” em modo RAW consigo fazer entre 10 a 15 fotos sequenciais, depois disso a câmera tem que esperar a memoria ficar livre para fazer uma nova foto. Em JPEG consigo fazer mais de 200 fotos sequenciais, mas pelo que vi, se deixasse ela encheria o cartão sem parar.

Busrt (Multiplos Disparos)
Modelo: Tainá Froner

Suporte ao RAW em computadores

Como o arquivo RAW precisa de softwares específicos a sua para leitura, tais como “Adobe Camara RAW”, Lightroom e Photoshop. Por isso você nem sempre pode conseguir abri-lo com facilidade em qualquer computador, além que você precisaria edita-lo antes de entregar o arquivo exportado. Isso ocorre pelo fato que cada fabricante tem o seu próprio RAW (Nikon = NEF / Canon = CR2).

O JPEG é um arquivo padrão utilizado em inúmeras situações, principalmente para arquivos que são colocados na WEB ou enviados por computador. Por isso qualquer computador hoje em dia tem suporte a esse arquivo, até os programas mais simples como “MSPaint” já vem suporte ao JPEG.

Armazenamento

Este é um dos motivos que podem levar muitos a escolherem o JPEG como arquivo final, mas no meu ver com o preço dos cartões e de discos rígidos (HD) ficando cada vez mais baixo, podemos comprar inúmeros cartões de 4 ou 8GB e HDs de 1TB (1024GB) ou maiores. Além disso, fotógrafos tem que pensar na qualidade e não na quantidade, quando mais você estuda e treina, menos fotos vai precisar refazer.

Foto: Eduardo Guilhon / Modelo: Ariella Carioni Engelke

Na oitava e última parte da série, vamos fazer a conclusão e ter um pós e contras de cada formato, de uma forma simplificada para fácil entendimento.

Obrigado a todos e caso queiram ver um pouco mais do meu trabalho podem acessar o meu site www.guilhonfotografia.com.br e me seguir no Twitter juntamente com o @fotografiadg.

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  • Artur

    Parabéns Eduardo Guilhon, pela materia, agora conseguir realmente entender a diferença de JPG, JPEG e RAW de uma maneira simples e objetiva sem meias-palavras. É bom ter um profissional que realmente saiba explicar as nuanças da Fotográfia de uma maneira que todos possa entender. Parabéns.

  • Alexandre Maia

    Lembro que uma vez li uma “carta-confissão” de um cara que é fotógrafo de esportes, em que ele admitia que, mesmo sendo profissional e etc, utiliza JPG no trabalho dele.
    O argumento maior era justamente a questão do burst, que em JPG, como foi dito aqui, é maior, o que ajuda muito quem fotografa ações rápidas, o que era o caso dele. Ele entendia que o RAW proporciona edição mais precisa e etc, mas dizia que a necessidade dele era de disparos bem rápidos, e seria muito arriscado abrir mão disso, já que pode-se levar algum tempo numa edição de JPG, mas consertar a falta de uma foto entre um clique e outro em RAW porque a câmera não podia fazê-la era impraticável.

  • Obrigado a todos pelos comentários.

    Daniel: Infelizmente o assunto Raw to DNG (NEF to DNG) não é o tema do assunto e por isso não foi e não será abordado neste E-book.

    PhotoNew: O que quero trazer aqui são conteúdos curtos para os leitores lerem, é uma forma de fazer o leitor saber que existe e a diferença (digo que para 80 a 90% dos leitores isso é o suficiente), e caso ele queira saber algo a mais ele pode pesquisar, pois vai saber como chegar no assunto. E um outro motivo é que se escrever algo mais complexo, o e-book iria ter + de 20 partes rss..

    É não da de agradar Gregos e Troianos

    Daniel: Veja só, realmente está errado… isso porque reli inúmeras vezes rss… Obrigado, vou ver pra corrigir.
    Referente as News é uma boa dica essa, vou verificar essa possibilidade. E aproveite a série :)

  • Só corrigindo: “… ter um PÓS e contra” – não sería “prós e contras”?
    Ah, já ía me esquecendo: Parabéns pela série de artigos, não perco nenhum! Apesar de usar esporadicamente, com certeza mudou meu conceito referente ao RAW. Novo adepto!

    Só uma dica: acho que não devería enviar o artigo inteiro no email, apenas um resumo/prévia, incentivando assim que todos acessem o site. Essa é minha primeira visita ao blog para ver ver seus artigos… E eu já ví os 7 anteriores!

    Abs e sucesso!

  • PhotoNew

    Interessante este artigo. Estou gostando, mas está sendo muito breve nas explicações. Poderia aprofundar um pouco, como na parte do balanço de brancos.

  • Daniel

    Olá! Estou gostando muito da série de artigos sobre RAWxJPEG.
    Sou (bem) amador mas entusiasta do mundo da fotografia e tenho utilizado RAW nas minhas fotografias já tem algum tempo! Um tema que ainda tenho dúvida (e não sei se cabe na série) é sobre a conversão do RAW da câmera para DNG. Isso vai ser abordado? Obrigado! Parabéns!

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