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Camera Restricta: a câmera que obriga a ser original 0/5 (1)

Imagine a seguinte cena: você está viajando pela Itália, e diante de uma das obras mais fotografadas do país — talvez até do mundo —, que é a famosíssima Torre de Pisa, na cidade homônima. A tentação de fazer uma foto clichê é grande. Não apenas a tentação, mas também a probabilidade. Mas a excursão que você está acompanhando tem tempo limitado e você não tem tempo de pesquisar no Google Imagens por fotos semelhantes às que você pensa em publicar nas suas redes sociais. E o mais importante: você quer ter ao menos um mínimo de originalidade, não quer chegar no hotel, conectar-se, ver se fez bem e perceber que existem milhares de fotos muito parecidas com a sua. Como fazer? Há um aplicativo uma câmera para isso!

A câmera, com toda sua especialidade, não é ainda um modelo encontrável em lojas por todo o mundo, no entanto. É um conceito pensado pelo designer e fotógrafo alemão Philipp Schmitt, que classifica a sua Camera Restricta (como é chamada a câmera) como “uma ferramenta desobediente para produção de fotografias únicas”. Ela faz nela própria o que você faria com ajuda do celular, equilibrando câmera de um lado, celular de outro, e de olho no relógio pelo tempo da estada do grupo da excursão ali e etc. Como ela faz isso? Ela localiza-se por GPS e faz uma busca via Web por fotos tiradas por perto (obviamente, fotos que foram georreferenciadas). Se a câmera percebe que foram tiradas fotos demais por ali, ela bloqueia o visor e retrai o disparador — e além dos sinais físicos e gráficos (vide a galeria abaixo), há também o alerta sonoro, disparando um clique por cada foto encontrada na área de 35monde você encontra-se. Schmitt indica que esse sinal sonoro da Restricta pode tornar divertida a experiência de buscar por lugares com poucas ou nenhuma foto tirada ali — mesmo que apenas para fazer umas selfies.

Segundo Schmitt, o nome Camera Restricta é uma referência à primeira câmera fotográfica, a chamada Camera Obscura e, ainda de acordo com o inventor, é um conceito que não precisa necessariamente estar numa câmera física que você venha a comprar: pode ser adicionado via atualização de software, transformando seu celular numa camera restricta. O conceito da Camera Restricta é uma proposta contra a superabundância de imagens, muitas vezes bastante parecidas, além de proporcionar a experiência de (tentar) ser o primeiro ou o último a fotografar determinado lugar ou motivo (quem nunca quis ser o autor da última foto tirada de um monumento destruído por alguma organização islâmica?).

 

via Petapixel, Philipp Schmitt

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  • dokonal

    Que lamentável essa comparação com organização islâmica. Nunca quis ser o último a tirar uma foto. Não sei que nível de morbidez leva alguém a querer tal coisa. Só falta aparecer gente para bater foto de alguma obra antes de quebrá-la, só para ter sido o último.

    • Acho que você não entendeu o que o autor quis dizer, não houve comparação alguma. Lógico que ninguém quer ser o último até porque tal ato de destruição não é anunciado, então ninguém vai ser idiota o suficiente pra chegar em tal lugar e dizer “já que vai ser destruído vou tentar ser o último a fotografar”, mas depois que é destruído é óbvio que sempre vai ter o último e isso termina tornando-se um documento histórico como tantos outros que existem por aí.

      Desarme-se e tente entender melhor o que o autor quis dizer.

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