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Câmera fotográfica: como escolher? — parte 2 4.33/5 (12)

Escolher uma câmera já não é tão complicado… Só faltam algumas coisas!

Perdeu/pulou a 1ª parte? Recomendamos chegar por lá!

Na primeira parte explicamos o porquê da comparação e escolha de câmeras parecer algo simples, mas não o ser realmente. É arte enganadora, com muitas cascas de banana e muuuita informação a olhar e peneirar. Já indicamos uma parte do que deve ser analisado ao buscar por uma nova câmera, e nesta segunda parte apresentaremos outras características gerais a ficar de olho. Para fechar com chave de ouro, uma listamos ao final alguns bons comparadores.

As câmeras diferenciam-se em linhas gerais por formato e/ou tamanho, presença ou ausência de recursos manuais e o tipo de objetiva que elas utilizam. É considerando estes aspectos que vamos começar a dividi-las e explicar o gigantesco emaranhado de modelos existentes e passados.

Três big players do mercado fotográfico — todas no showroom da D&M Photo

Tamanho/formato:

Os pontos de diferenciação mais evidentes entre os tantos modelos de câmera fotográfica, e que podem ajudar bastante a escolher qual adotar, são as proporções e o formato. Por proporções entenda-se comprimento, largura e profundidade; já o formato é, por assim dizer, o estilo da câmera: se ela é, por exemplo, uma câmera de ação (action camera) das mais quadradas com apenas uma lente sobressalente, ou se seria uma uma compacta de tamanho bem reduzido. Como se pode ver, um ponto confunde-se com o outro, por isso os juntamos.

Os tamanhos são bastante variáveis, indo de câmeras minúsculas como a Polaroid Cube+ 1 até as DSLR com grip de baterias incorporado (como a Canon 1D X mark II 2) e os modelos de médio formato (com back digital sobressalente como a Pentax 645D 3, ou mirrorless anabolizada como a Hasselblad X1D 4). Dois pontos podem auxiliar na escolha entre um tamanho e outro: a ‘compatibilidade’ das dimensões com suas mãos e o peso que geralmente é proporcional, seja entre as câmeras ou suas objetivas.

Cada um sabe o peso que aguenta e/ou que começa a prejudicar a estabilidade além do que possíveis artifícios possam contornar (tripé, truques de postura…) e conhece suas mãos tão bem quanto suas palmas. Porém é sempre recomendável experimentar pôr as mãos nas câmeras, visto que estas evidentemente não são monolitos com peso e medidas uniformes: cada câmera tem seu centro de gravidade, seus pontos de empunhadura e seu layout de acesso a funções. Se não puder empunhar uma do tipo exato, tente uma semelhante, mas não desconsidere a diferença de peso — especialmente se vai carregá-la por horas a fio. Se estiver buscando por sua primeira câmera do tipo, aproveite para aprender como segurá-la e utilizar seus botões e etc da melhor maneira.

 

Recursos manuais

As câmeras mais simples são as mais automáticas: são as chamadas point-and-shoot (aponte-e-dispare). Elas não são ruins — podem até render ótimas fotos, inclusive — mas não te darão as possibilidades a mais que uma câmera com modos menos automatizados.

Mas o que chamamos exatamente de recursos manuais? São os modos de prioridade à abertura e à velocidade (respectivamente Av e Tv, ou A e S, dependendo da marca) além do modo manual em si (o sugestivo M), e ainda as configurações personalizáveis de fotometria, temperatura de cor, modo de cor ou p&b

Tipos de objetiva

As objetivas, por sua vez, dividem-se basicamente em dois tipos: as intercambiáveis e as incorporadas (por vezes chamadas de fixas — mais à frente explico como pode dar confusão).

As intercambiáveis são as mais independentes, que podem ser trocadas por outra, e assim possibilitam ao/à fotógrafo(a) clicar com diferentes limites de abertura, distância focal mais aberta ou mais fechada, além de permitir mudanças no na ‘pegada’ e até no  nível de qualidade óptica com a troca entre um modelo e outro. A desvantagem é ficar mal-acostumado com as opções alternativas (que podem ser numerosas), além do troca-troca ser frequentemente oneroso financeiramente — em especial quando se opta por acumular as objetivas, e não apenas trocá-las.

Já as incorporadas são pensadas especificamente para suas câmeras, com a vantagem de tirarem o máximo — ao menos em teoria — da capacidade da câmera. Elas também costumam acompanhar as dimensões da câmera, a fim de maximizar o conforto no manuseio. A parte ruim é não poder trocá-las, no máximo acrescentar, às vezes, algum acessório, como um adaptador para filtro — daí ocorrem por vezes lançamentos com melhorias internas mínimas, mas uma atualização na objetiva, que não podendo ser trocada isoladamente, ‘precisa-se’ trocar a câmera. Por outro lado, ao se fazer uma busca por acessórios para a câmera, não é necessário pensar em uma configuração específica de câmera + objetiva

Mas por que esse tipo de objetiva, as não-intercambiáveis, podem ser confundidas em sua denominação alternativa (fixas) com as objetivas que não possibilitam zoom. Pois essas últimas também são assim chamadas, por possuírem apenas uma única distância focal. E mais: uma não-intercambiável pode ser também uma fixa, a exemplo da 23mm presente na Fuji X100T 5 — seria o caso de chamá-la de fixa-fixa, duplamente fixa ou…?

Um rápido paralelo entre objetivas intercambiáveis e incorporadas

Compare, compare, compare

E se tem um site que recomendo para comparação de ruído (as tais manchas) e nitidez de diferentes câmeras é o que usei para estas amostras, o Comparometer, da Imaging Resource. Com ele é possível ter, lado a lado, imagens de duas câmeras distintas e compará-las detalhadamente ao clicar na amostra que quiser.

Outro bom site de comparação de câmeras é o Câmera versus Câmera. Este é em português e compara especificações e dependendo do modelo, apresenta também um review geral. Pode-se ver sempre por ele as especificações técnicas das câmeras, como se a câmera usa bateria ou é a pilhas, quais suas aberturas, alcance do flash e etc.

Um site mais amplo e que permite análise de fotos em geral, variando lentes e câmeras é o Pixel Peeper. Nele você pode ver fotografias publicadas no mundo todo pelo Flickr com a câmera ou a objetiva que queira examinar. Claro que neste caso tem a ressalva do Photoshop (que pode ou não estar presente — na dúvida examine os dados EXIF da foto), mas dá pra ter uma ideia interessante do que cada equipamento é capaz, com o quê (que câmera com que objetiva, e vice-versa).

Já para uma simples comparação de tamanho, vale ter à mão o Camera Size Comparison, que compara lado-a-lado as câmeras, e permite que a comparação seja feita com a câmera de frente, de costas ou de cima, e assim pode ver que câmera tem maiores dimensões, é mais “encorpada” e ainda recebe a informação de diferença no peso. Para ajudar mais ainda, existem ainda imagens de uma pilha comum (AA) e uma mão adulta média. Muito útil para comparar o tamanho da câmera pretendida com o da sua atual.

Se você leu até aqui e ainda tem dúvidas, sinta-se à vontade para expor sua dúvida nos comentários ou nos enviar um e-mail. Até mais! =)

colaboraram: Rodrigo Rodrigues, Cristiano Freitas, Rafael Petrocco
agradeço ainda à equipe da D&M Photo por possibilitar a foto desta parte 2 e, claro, serem de primeira categoria

Links de apoio — parte 2

Sites citados:

Comparometer: compare lado a lado imagens de câmeras diferentes — acesse

Câmera versus Câmera: para comparação de especificações, lado a lado — acesse

Pixel Peeper: analise fotos do ‘mundo real’ da câmera pretendida — acesse

Camera Size Comparison: não tem ideia do tamanho da câmera? Acesse

1 – Sobre a Polaroid Cube+
2 – Sobre a Canon 1DX mark II
3 – Sobre a Pentax 645D
4 – Sobre a Hasselblad X1D
5 – Sobre a Fujifilm X100T

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  • Mona Schiavon

    Alexandre, ainda estou patinando, li os dois artigos mas não consigo chegar a uma conclusão. Procurei uma colega que disse: "Mona, precisa ser uma Nikon!" ok, vai ser uma nikon. Mas qual modelo? :((

    • Alexandre Maia

      Céus, deixei esse comentário passar… Desculpe, Mona. Como ficou sua questão? Eu fiquei me perguntando “Mas por que Nikon?!” Nada contra a marca, mas o que levou sua amiga a dizer que tem que ser dessa marca?

  • Desculpa, não sei te dizer, mas procure nas lojas que prefere e confia câmeras com os modos que citei e estará pegando uma câmera bacana para aprender e treinar.

  • Fabiana

    Entendo, pode me indicar algum modelo com orçamento de até R$ 800,00?
    Obrigada.

  • Para iniciantes uma câmera boa é uma que caiba no orçamento, tenha modos manuais (ou pelo menos os modos de prioridade à abertura e ao tempo — às vezes Av e Tv, às vezes A e S).

    Em outras palavras: fuja das câmeras muito automáticas. E com o tempo e a prática você aprenderá a perceber os outros diferenciais. ;)

  • Fabiana

    Olá, muito esclarecedor… Gostaria de indicações de boas cameras compactas para iniciantes.
    Obrigada.

  • Obrigado, Rogério!
    Repasse aos iniciantes que conhecer e ajude-os! ;D

  • Rogério

    Muito bom os artigos 1 e 2. Vale a pena para iniciantes.

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