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JPG vs RAW – Parte 3/8 – Como são criadas as imagens

- Última Atualização a: 13/06/2014

Antes de mais, não se esqueça de ler as partes anteriores deste artigo “JPG vs RAW” para um melhor entendimento do assunto. Na segunda parte do artigo falamos sobre o que são os formatos JPEG e RAW

Criação da imagem:

JPEG: No momento do click a câmera processa os dados da imagem com base nas configurações pré-selecionadas e cria o arquivo na memoria interna com estas configurações e em seguida transfere para o cartão de memória. Já estando no seu cartão o arquivo “final”. Essas configurações como informado anteriormente são baseadas em brilho, contraste, nitidez, Balanço de brancos e redução de ruído.

Em tese se você configurou corretamente a sua câmera esse é um arquivo final a ser utilizado sem uma pós-produção. Pois o mesmo já pode estar com um “bom” contraste, brilho, nitidez, etc.

Como já existe um tratamento e certa perda de informações essas informações perdidas não podem ser recuperadas, e a como o “Dynamic Range” do JPEG é  menor que o do RAW você acaba tendo um limite na edição.

 

Arquivo processado de acordo com as configurações da câmera em JPEG
Modelo: Michelle Ramos Dias

RAW: O mesmo não acontece com o RAW no momento do click, as configurações são salvas em um arquivo com os mesmos ajustes do JPEG (como informado anteriormente) mas este é utilizado apenas pela câmera, para que você possa visualiza-la através do LCD. Mas quando você transfere para o computador essas configurações de brilho, contraste, nitidez, Balanço de brancos e redução de ruído são zeradas e as vezes trocadas por outras do software que você esta usando para migrar/copiar e visualizar as fotos (no meu caso Lightroom). Por isso que quando você transfere é possível visualizar por alguns segundos a foto com as configurações da câmera e logo em seguida sua foto é atualizada pelas configurações do programa utilizado, dando a sensação de que o software danificou a imagem e sumiu com as cores, brilhos, contrastes, etc.

Perceba como a foto abaixo é sem vida, com baixo contraste, brilho, nitidez, balanço de brancos, etc. Nesse caso abaixo a foto está visualmente menos “agradável”, pois suas configurações foram zeradas, ficando sem as configurações automáticas aplicadas pelo Lightroom.

Foto em RAW com todas as configurações zeradas.
Modelo: Michelle Ramos Dias 

Na quarta parte da série, vamos saber um pouco sobre as cores/tons e também sobre o Dynamic Range (Faixa Dinâmica) e como ele comporta com esses formatos.

Obrigado a todos e caso queiram ver um pouco mais do meu trabalho podem acessar o meu site www.guilhonfotografia.com.br e me seguir no Twitter juntamente com o @fotografiadg.

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Eduardo Guilhon

Eduardo Guilhon é brasileiro, nascido no ano de 1981 e residente na cidade de Florianópolis/SC, atua no mercado através Books/Retratos, ele também foi o primeiro Catarinense se especializar em Crianças com Necessidades Especiais através SpecialKids Brasil. Sua marca é a utilização de técnicas de iluminação criativa (Strobist) em conjunto com a luz ambiente. Tem como missão congelar a imagem de forma inovadora, refletindo e registrando com alto desempenho o momento único existente durante todo o trabalho, entregando ao cliente, um pedaço especial de sua vida em forma de fotografias.

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