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JPG vs RAW – Parte 6/8 – Diferenças na perda de qualidade 5/5 (2)

- Última Atualização a: 13/06/2014

No artigo anterior da série JPG vs RAW falamos sobre o Ruído (noise) nos formatos JPG e RAW. Agora vamos para outro assunto importante, perda de qualidade.

Perda de qualidade entre JPG e RAW

JPEG

Se você escolher uma configuração JPEG que a comprima demais, os detalhes podem se perder de maneira irrecuperável. Esse tipo de dano é chamado de “JPEG artifacting” (artefatos, como já vimos antes) e sempre aparece como um padrão blocos quadrados e grandes espalhados pela imagem. O artefato limita a possibilidade de fazer uma impressão com alta qualidade mesmo que a resolução (alt x comp) não tenha sido alterada.

Outro problema que temos que levar em consideração é que você está perdendo informações quando a imagem é salva e editada novamente e muitas vezes de uma forma onde não se tem volta. Deem uma olhada na imagem abaixo, o JPEG foi salvo aproximadamente 10 vezes em cima da mesma imagem, usando a qualidade máxima do JPEG e mesmo assim a imagem foi danificada.

O padrão do JPEG é sempre compactar o arquivo, independente de como é configurado o nível de qualidade. Existe perda de qualidade até mesmo quando você apenas muda o modo de visualização de vertical para horizontal (vice-versa) e o arquivo é salvo.

RAW

As alterações feitas em imagens no formato RAW são gravadas em metadados, que ficam normalmente dentro um arquivo com o mesmo nome mas com a extensão XMP. Isso ocorre devido o RAW ser o que chamamos de arquivo não destrutivo (não pode ser alterado). E o JPEG é um arquivo destrutivo, pois pode ser alterado, apesar de que o Lightroom também trabalha com processo não destrutivo com JPEG e outros formatos.  Neste caso toda a edição da imagem (independente do tipo de arquivo) é gravada em um outro arquivo (XMP) e na hora da visualização ele renderiza a imagem com a edição existente no arquivo. Você apenas vai ter um arquivo final editado quando exportar a imagem.

Exemplo da perda de qualidade quando reeditamos o JPEG algumas vezes
Modelo: Michelle Ramos Dias 

Na sétima parte da série, vamos saber um pouco mais sobre poder analisar e perceber as diferenças quando falamos na perda de qualidade.

Obrigado a todos e caso queiram ver um pouco mais do meu trabalho podem acessar o meu site www.guilhonfotografia.com.br e me seguir no Twitter juntamente com o @fotografiadg.

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Eduardo Guilhon

Eduardo Guilhon é brasileiro, nascido no ano de 1981 e residente na cidade de Florianópolis/SC, atua no mercado através Books/Retratos, ele também foi o primeiro Catarinense se especializar em Crianças com Necessidades Especiais através SpecialKids Brasil. Sua marca é a utilização de técnicas de iluminação criativa (Strobist) em conjunto com a luz ambiente. Tem como missão congelar a imagem de forma inovadora, refletindo e registrando com alto desempenho o momento único existente durante todo o trabalho, entregando ao cliente, um pedaço especial de sua vida em forma de fotografias.

1 Comentário

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  • Guilhon, tá tudo certinho, só queria te dar um toque: no lado do RAW (o direito), tira o “perda de qualidade”, pra não dar a entender que o RAW também perde qualidade. ;D

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