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Fotografia e Arquitetura – Parte 2 de 2 3/5 (1)

Antes de iniciar a leitura da parte II do artigo Fotografia e Arquitetura é recomendado começar pela primeira parte deste artigo, referente ao fator de corte, objetivas, panorâmicas, etc..

A fotografia arquitetônica muitas vezes é descritiva, e por isso deve manter aspectos de iluminação – caso de internas ou externas e noturnas -, tal qual fidelidade das linhas.  Além disso, há muito para contornar: postes, fios, placas, carros, pedestres, reflexos, sombras…  Por isso é extremamente importante que se faça um estudo do local, desde a melhor hora para fotografar, considerando o ponto ideal do sol ou aproveitamento de uma iluminação mais difusa em um dia nublado, até a localização e a contextualização mais apropriada.

Como exemplo o trabalho abaixo, no qual tínhamos que fotografar alguns pontos da cidade destacando gêneros arquitetônicos de interesse cultural para constar em arquivos, para isso avaliamos e definimos um horário com menos movimento, porém tivemos que adequar os registros a luminosidade e consequentemente às sombras do momento.

Panorâmica feita utilizando um tripé | Carolina Simon

Nesse caso o que está em evidência é o edifício, mas foi fundamental compreender o em torno e representa-lo no registro.
As noções técnicas passadas pelo arquiteto também são valiosas para complementar o trabalho efetivamente. Saber o que destacar e o porquê disso para estudar o motivo por ângulos e técnicas mais convenientes.

Referência humana ou contextual

Expor conceitos: o contraste entre as construções e materiais utilizados.

Mesmo conhecendo as necessidades técnicas definidas pelo profissional contratante é muito importante que o fotógrafo mantenha sua linha e busque formas criativas de representar o assunto. Em qual ambiente o assunto está inserido e qual a melhor forma para representar todos os conceitos vinculados?!

A referência humana ajuda em muitos aspectos: escala proporção, período da imagem através de costumes, trajes, atividades… Já o contexto é capaz de refletir marcos históricos (sociais, políticos, econômicos), função, estilo, o elo entre ao assunto e o meio, etc..

Criando panorâmicas

Caso sua máquina não faça isso automaticamente, basta fazer uma sequência de cliques, mantendo a sobreposição de 30% a 40%, para que se encaixem perfeitamente, evitando assim o “erro de paralaxe” (desvio óptico devido ao ângulo).

Panorâmica feita sem tripé, com falhas nas bordas devido ao
para-sol mal encaixado. Clique na imagem para ampliar. | Carolina Simon

A próxima fase envolve o uso do Photoshop, no CS5 basta ir em File > Automate > Photomerge:

Abrirá uma janela, com duas opções disponíveis de “Source Files”. Se escolher Files, você deve selecionar manualmente todos os arquivos que quer unificar. Caso eles já estejam separados em uma pasta, basta escolher “Folder” e todas serão selecionadas.

Do lado esquerdo terão as opções de layout que estão exemplificadas nas respectivas imagens, definindo assim o formato de montagem.

Na parte central inferior há três itens selecionáveis:

  • Blend Images Together (transforma as fotografias em camadas, recorta e adequa aos contornos);
  • Vignette Removal (suprimi a vinheta – efeito que escurece as bordas);
  • Geometric Distortion Correction (corrige as distorções geométricas).

Algumas imagens necessitam de ajustes posteriores nas emendas, mas se as fotos forem bem feitas, ele será nulo ou mínimo, por isso é importante que haja um cuidado inicial então não pense que o programa será capaz de salvar qualquer sequência, e planeje a panorâmica.

A próxima etapa é notar se há convergências. Para amenizar selecione as camadas (layers) e digite Ctrl + E ou clique com o lado direito do mouse e escolha Flatten Image. Depois vá em Filter > Distort > Lens Correction ou digite apenas Ctrl + Shift + R e explore as opções conforme necessário.

Fotografar em RAW

Toda fotografia deveria ser obrigatoriamente em RAW, afinal, só agrega qualidade.  Mesmo ocupando mais espaço no cartão e PC (costuma ser a argumentação de quem rejeita a ideia de usar RAW), quem usa nunca mais consegue voltar a usar outro formato devido as inúmeras vantagens.

Embora a fotografia arquitetônica envolva muitas vezes elementos estáticos, os horários nem sempre são os mais adequados ou a iluminação e cores são inapropriadas, e o formato RAW pode ser benéfico nesse sentido. Leia o e-book escrito pelo fotógrafo Eduardo Guilhon e conheça as principais diferenças, pós e contras entre JPG e RAW.

Referências

Nada mais interessante do que se inspirar em bons trabalhos. Alguns fotógrafos estão relacionados a seguir, explore e aprenda muito mais sobre o universo da fotografia arquitetônica e também não deixe de compartilhar informações:

Aproveitem o espaço de comentários para citar autores ou sugerir outras abordagens para esse mesmo tema! :-)

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7 Comentários

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  • Fosk, obrigada pelo comentário. Toda crítica é super bem vinda, mas ficaria grata se tivesse sugestões de melhoria, como complementar o assunto, etc… E melhor, o que você esperava? Tudo isso se achar conveniente, é claro. :)

    Movimento é algo bem relativo, né? Ter um carro parado na frente de uma fachada é extremamente indesejável em diversos casos… mas inevitável em boa parte deles, ao menos que você feche a rua, e ainda assim ninguém pode censurar os direitos alheios. Como cito no início, não há fórmula mágica, a fotografia sequer é mensurável… em escala de possibilidades. Ideias e ângulos ajudam a resolver muitos problemas, tal qual dominar ferramentas.

    As pessoas deveriam começar pela base, não é diferente na fotografia. O "básico" deve ser esmiuçado todos os dias, afinal, ele é fundamental.
    A era da informação e suas divergências… ficaria realmente impressionada se algum leitor se considerasse apto para atuar profissionalmente depois de ler revistas ou artigos isoladamente. Autodidatismo tem limite, compartilhamento de informações tem meios compatíveis, senão o mercado literário estaria estagnado.

    Sabe quem ganha? Aquele que é capaz de aproveitar alguma oportunidade, de aprender, de debater, pensar… A incompatibilidade de compreensão ou as informações excessivas servem para guiar ao local correto, é o que distingue o preliminar do técnico.

    Sites e blogs transbordam por aí, o critério de leitura e interpretação é pessoal. Agora, se vale a pena?
    Depende. Quanto custa o seu tempo? :)

    E te garanto que a única gratificação é a de ajudar. Não é todo mundo que se propõe a fazer isso atualmente, onde o tempo está cada vez mais escasso por conta de uma rotina bruta.

    De qualquer forma, caso ache justo dialogar, meus contatos estão aí…

  • fiquei curioso, qual eh o horario q bonfin tem menos movimento?
    esperava mais do artigo, mas tah bem do nivel do site ao qual jah estou me acostumando.
    isso soh pode ser jabah nao eh possivel…
    quanto custa pra eu fazer um artigo enchendo linguiça sobre o basico? ou eh grátis mesmo?

  • Alexandre, ótima indicação. Tinha visto o artigo e ele tem realmente um trabalho bem elaborado. Obrigada por compartilhar!

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