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Fotografia Social para Iniciantes – Parte 2 4.5/5 (2)

Na primeira parte da série Fotografia Social para Iniciantes demos uma pequena introdução ao tema e vimos sobre a Network na Fotografia Social de forma a que você aprenda a ganhar clientes.

Agora, é hora de conhecer alguns requisitos para ingressar na profissão de fotógrafo social. Veremos ainda neste artigo como se comporta um fotógrafo social em ação.

Os requisitos para o início da carreira do fotógrafo social

O simples nunca será errado

Esta é, provavelmente, é a dica mais valiosa para um iniciante: não tente inventar moda se não tiver idéia do que faz. Independente do tipo de evento saiba que o mínimo que esperam do fotógrafo são fotos em foco, bem enquadradas e tecnicamente bem resolvidas. Você pode até não impressionar muito, mas não vai ouvir nenhuma crítica mais contundente por ter feito o bom e velho feijão com arroz.

Deixe o lado criativo aflorar quando tiver controle total da situação e souber exatamente qual resultado buscar. Na dúvida, faça simples e bem feito.

Conheça a dinâmica do evento

Seja qual for o evento a ser registrado, procure ter o maior número de informações possível. Eventos maiores possuem um cerimonial especialmente qualificado para administrar cada passo. Em outros casos, um parente ou alguém mais próximo da família normalmente toma as rédias e faz uma organização, ainda que superficial, mas simples o suficiente para dar um norte ao desenrolar do evento.

Tente saber quais os passos serão seguidos, quem entra, por onde entra, o que faz, homenagens,  discursos e tudo mais que requeira atenção para ser registrado.

Estas informações são essenciais para que o fotógrafo saiba onde deve estar em cada situação, que tipo de luz vai encontrar, o que precisa ou não ser alterado na regulagem da câmera e o que esperar da pessoa a ser fotografada.

Aproveite para examinar o local do evento, fazer alguns testes de regulagem da câmera, buscar possibilidades diferentes para uso do flash, como rebatê-lo no teto ou em paredes, por exemplo, distâncias, possíveis enquadramentos utilizando o cenário como fundo, etc…

São alguns minutos valiosos em termos de estudo de ambiente e luz, e vão trazer uma idéia bem mais clara sobre o que pode ou não ser feito.

Estabeleça metas

Pode parecer estranho falar em metas quando se trata de cobertura de eventos. Normalmente esse é um vocabulário da área de vendas. Mas, até suas ações se tornarem algo automatizado em relação aos eventos, traçar uma linha de trabalho pode ajudar muito. Lembre-se que, quanto maior o álbum a ser entregue, maior deverá ser a variedade de possibilidades para quem vai escolher as fotos. Para álbuns do tipo composite, a situação é ainda mais complicada: é preciso ter opções para conseguir diagramar lâminas equilibradas e com uma unidade entre as imagens mostradas.

Procure pensar mais ou menos assim: para cada situação registrada preciso de, no mínimo, uma variação de composição. Para pessoas, por exemplo, faça fotos de corpo inteiro e meio-corpo.

Estude cada momento e tente visualizar suas variações. Com o tempo, novas ideias surgirão e você terá aumentado seu leque de variações naturalmente, sem perceber.

São atitudes simples, mas muitas vezes esquecidas e que, no fim, podem facilitar ou não no processo de criação de um belo álbum.

Como se apresenta um profissional durante o trabalho

Imagine a situação: um fotógrafo chega no casamento vestido com terno amarelo, calça da mesma cor e sapato branco! Imaginou? Pois bem, esse é um fato ocorrido no interior de Santa Catarina. Em outra oportunidade, o mesmo cidadão apresentou-se com um terno verde e sapatos com “estampa” de jacaré. Não há motivo para citar nomes, mas as façanhas ainda repercutem entre os profissionais da região e rendem boas risadas.

O fotógrafo social precisa ser discreto, não ao ponto de ser invisível, mas precisa ter certeza que não vai chamar a atenção mais que o necessário. A estrela da noite é o aniversariante, o formando ou os noivos, e não o profissional que foi chamado para fazer o registro.

Isso não obriga ninguém a estar de black-tie em todas as circunstâncias. Vista-se de acordo com a ocasião. Um aniversário pede traje social. Um evento mais informal não. Ser discreto é estar bem vestido para a ocasião, e não usar a roupa mais cara do guarda-roupa.

Um aniversário de criança pode muito bem ser registrado de calça jeans e camisa.

O mesmo vale para as mulheres: produção simples, discreta e de acordo com o tipo de evento. Nada de vestido longo e cheio de brilhos para um aniversário de 1 aninho!

E muito cuidado com o celular ou qualquer outro aparelho que possa fazer barulhos indesejáveis e indiscretos. Verifique se há necessidade de tê-los nos bolsos, e caso realmente seja imprescindível mantê-los com você, retire todo e qualquer som.

Só para reforçar: seja discreto, haja naturalmente. Faça seu trabalho sem ser a atração principal.

Encerrados os conselhos iniciais é hora de partir para a ação. Câmera em mãos e vamos ao passo a passo básico. Como dito anteriormente, este não é um guia definitivo, e não tem pretensão de ser. É apenas uma referência para quem não tem experiência na área de fotografia social e, por vezes, não sabe por onde começar.

Chega de muita conversa. No próximo artigo, começa o passo a passo da fotografia de Aniversários.

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Thiago Antunes

Thiago Antunes é jornalista e fotógrafo esportivo há mais de 10 anos. Graduado em Comunicação Social - Jornalismo, atua também como freelancer em outros segmentos da fotografia como publicidade e social, e ministra cursos e workshops nos três estados do sul do Brasil.

5 Comentários

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  • adorei o que vocês falaram,isso é muito bom para quem quer ser um fotografo,eu quero muito ser uma e tenho a certeza que com os conselhos de vocês eu vou ir mas longe do que eu mesma possa imaginar..bj

  • Aguardo pela sequência dos artigos. Temo apenas que o comentário sobre o fato ocorrido no interior de Santa Catarina a respeito do vestuário de um fotógrafo possa generalizar os fotógrafos da região perante leitores de todo o país.

  • Sinto muito criticar, mas não gostei dos comentários sobre o tal fotógrafo lá de santa catarina. Se fosse aqui em SP, ficaria mais chateado. O que vão pensar dos fotógrafos do sul? Não adianta dizer que não dá nomes aos bois mas fala onde eles vivem. Parabéns pelo artigo!

  • Muito bom o principio deste artigo. Sou fotógrafo social a mais de 7 anos, e tento ser o mais discreto possível, por isso trabalho numa equipe de no máximo 2. Não suporto ver produções com 7-8 fotógrafos, que, por exemplo no casamento, rodeiam os noivos de modo que nem os convidados consegue vê-los.
    Eu chamo esses fotógrafos de pavão, levam suas câmeras com teles desnecessárias e ficam na frente de todos sem pensar que a festa é de um e seus convidados e não dele.