Fotometria + Flash – parte 4 de 9 – O Histograma 5/5 (2)

Já falamos sobre medição de luz pelo TTL (segundo artigo desta série) e pelo fotômetro de mão (terceiro artigo da série). A medição está sempre antes do ato fotográfico, o fotógrafo primeiro mede a luz, depois fotografa. Agora iremos falar de algo que acontece imediatamente após o “click” da câmera. Com o arquivo gravado em segurança no cartão de memória além dele ser visto no LCD da câmera, poderá ser visualizado também o histograma, que em minha opinião é o melhor sistema de avaliação de exposição que existe.

Muita gente vê a imagem gerada pela câmera no LCD e não observa o histograma, deixam a visualização das imagens no LCD de forma que ela fique maior, ocupando todo o visor, pois a visualização do histograma deixa a imagem pequena na diminuta tela presente nas câmeras digitais. Fazendo isso uma imensa legião de fotógrafos em todo o mundo ignora o melhor sistema de verificação de fotometria.

O LCD da câmera é pequeno e graças a isso é impossível fazer detalhadas verificações sobre a qualidade de uma fotografia recém feita, no máximo você descobre se a pessoa fotografada piscou ou não, pois se ela está clara ou escura, focada ou não, bem ou mau composta, isso tudo não poderá ser avaliado. Desta forma deixar o histograma na tela não irá prejudicar a avaliação sobre a qualidade das imagens, por outro lado dirá a verdade sobre a fotometria e se a fotografia foi corretamente exposta.

O histograma de luminosidade é a representação gráfica das tonalidades presentes em uma fotografia. À esquerda temos as baixas luzes (partes escuras), à direita as altas luzes  (partes claras) e no centro os meios tons.

Não existe uma forma correta do histograma, ele reflete o que existe na fotografia que foi gravada no cartão. Em uma cena clara o histograma irá pender para a direita, se for escura penderá para a esquerda. Estará errado se ele ficar ao contrário da lógica, cena escura pendendo para a direita ou cena clara pendendo para a esquerda.

Quando o gráfico atinge os extremos e a curva ultrapassa o final para um dos lados, ou para os dois lados, significa que temos uma perda de informação estourada e/ou fechada.

Nisso reside a utilidade do histograma, afinal o fotógrafo sabe se a fotografia deve ter registros claros, como o já cansado exemplo da noiva, e o histograma irá mostrar isso pendendo para a direita, com ele é possível ter certeza se a exposição dessa foto ficou correta, se neste exemplo o histograma estiver mais ao centro, sua foto está subexposta e você acabará por gastar tempo em um software de edição de imagens corrigindo o erro que poderia ter sido evitado, bastando olhar para o histograma.

O inverso é válido, se a foto deve ter registros escuros, como um jantar no qual todos estejam vestidos de preto e o local iluminado por luz de velas, o histograma obrigatoriamente deve pender para a esquerda, se assim não estiver é por que a foto foi sobre exposta e você acabará por ter que escurecê-la depois quando abrir as imagens no computador, mas para que perder tempo corrigindo o que poderiam ter sido feito já na câmera?

Veja alguns exemplos de imagens e seus respectivos histogramas. Utilizei telas de um software de edição de imagens, mas a base é a mesma, o histograma seja na câmera ou no computador é o mesmo.

Em uma imagem de médio contraste como essa, com bastante informação média, alguma informação escura e quase nenhuma informação clara, o histograma tende a um formato mais centralizado, como neste caso.

Em uma imagem de alto contraste como essa, com bastante informação clara, bastante escura e pouca informação de tons médios, o histograma tende a um formato de U, como neste caso.

Em uma imagem noturna, com bastante informação escura e alguns pontos muito claros, com pouca informação de tons médios, o histograma tende a concentrar no lado esquerdo, havendo inclusive perda de informação, observe os extremos do gráfico e notará tanto a existência de um chapado preto como de um estourado nos brancos (direita do gráfico, na borda).

Nos vemos em breve. Até lá e para não perder nenhum artigo desta série siga o meu twitter e o twitter do Fotografia DG. Pode ainda assinar a newsletter do Fotografia DG e receber os artigos no seu email, basta para isso introduzir os seus dados (nome e email) no formulário disponibilizado abaixo.

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Armando Vernaglia Jr

Armando Vernaglia Jr tem mais de dez anos de experiência como fotógrafo publicitário e diretor de arte. Graduado em Publicidade e Propaganda e especializado em Comunicação Organizacional, é também professor de fotografia e palestrante. Seu trabalho pode ser conhecido em seu site - www.vernaglia.com.br . E você também pode seguí-lo no Twitter @VernagliaJr

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