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JPG vs RAW – Parte 5/8 – Diante de ruídos elevados

Abordamos no artigo anterior Cores/tons e Dynamic Range e hoje vamos ver sobre as diferenças entre o comportamento do JPEG e RAW diante de ruídos elevados.

Ruído (NOISE)

O ruído depende de uma série de fatores, como exposição, câmera e ISO, mas também podem ter variações dentro de uma mesma imagem, locais de sombras tendem a ter mais ruído que locais iluminados. Existem dois tipos de ruídos e que normalmente “trabalham” juntos, o Chroma e Luminance. O Chroma é composto por ruídos coloridos e o Luminance pelos pretos e brancos.

No JPEG é possível observar que a imagem tem uma maior quantidade de “chroma noise” , que faz com que a imagem tenha cores onde em locais onde não deveriam, percebemos também a existência de artefatos o que acaba complicando ainda mais a recuperação.

Quando olhamos para a imagem RAW verificamos que o que mais temos é o “Luminance noise” e não encontramos nenhum tipo de artefato, facilitando assim a recuperação.

Foto tirada em ISO 1600 na D200 e sem pós-processamento. 

Recuperação

Abaixo simulamos uma edição extrema utilizando a função para remoção de ruído do Lightroom, e percebemos que o arquivo RAW consegue preencher  melhor os pixels e não apresenta artefatos, apesar aparência plastificada da imagem é devida a remoção de todo o “Luminance Noise” (que pode ser corrido no pós processamento).   

No arquivo JPEG é possível notar várias falhas na imagem quando vemos o detalhe do CROP em 100%, essas falhas são chamadas de artefatos e danifica muito a imagem final.

Quando trabalhado corretamente com o arquivo em RAW, é possível perceber um melhor controle do redutor de ruído, conseguindo manter grande parte dos contrastes e nitidez.

Arquivo RAW usado no exemplo e devidamente pós-processado para recuperação do ruído.           

As últimas versões dos softwares de imagens melhoraram muito o tratamento para remoção de ruído, o Adobe Photoshop CS5 tem a opção de remoção de artefatos JPEG quando é selecionada a opção para redução do ruído (Noise Reduction). Devido a essas melhorias, temos uma remoção de ruído satisfatória até quando trabalhamos com JPEG. Apesar de que é possível ainda ver que o RAW ainda é superior nesse detalhe.

Na sexta parte da série, vamos poder analisar e perceber as diferenças na perda de qualidade entre o JPG e o RAW.

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Eduardo Guilhon

Eduardo Guilhon é brasileiro, nascido no ano de 1981 e residente na cidade de Florianópolis/SC, atua no mercado através Books/Retratos, ele também foi o primeiro Catarinense se especializar em Crianças com Necessidades Especiais através SpecialKids Brasil. Sua marca é a utilização de técnicas de iluminação criativa (Strobist) em conjunto com a luz ambiente. Tem como missão congelar a imagem de forma inovadora, refletindo e registrando com alto desempenho o momento único existente durante todo o trabalho, entregando ao cliente, um pedaço especial de sua vida em forma de fotografias.

1 Comentário

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  • :grin: Quase uma convertida ao RAW. hehehe

    Ja tenho até o Lightroom e tô na fila de espera para um WS.

    Edu Gilhon, parabéns pelo artigo. ;-)

    Com afeto,

    @brunarinha

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