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Fotometria + Flash – parte 5 de 9 – Latitude de Exposição 5/5 (1)

Considero que este seja o artigo mais importante desta série, ele será um pouco longo e complexo, então desde já peço desculpas aos meus leitores pois este artigo exigirá de vocês mais tempo e atenção do que a média. Mas valerá a pena, acreditem.

Se não tem seguido a série de Fotometria + Flash é essencial que leia os artigos anteriores:

A latitude de exposição é talvez mais importante que a fotometria em si, pois é da falta de compreensão dela que surgem erros comuns como aquela bela paisagem com um lindo céu azul que ao ser fotografada gerou um céu pálido e estourado.

Quando um fotógrafo obtém um resultado em sua fotometria, seja por qual método for, ele obteve um conjunto de regulagens de abertura, tempo de obturador e sensibilidade ISO que lhe permitem registrar um objeto ou cena que está à sua frente para ser fotografado, mas de forma geral a imensa maioria das cenas que registramos não tem apenas uma condição de luz, e portanto não tem apenas uma fotometria, mas uma foto só pode ser feita com um conjunto único de regulagens, ou seja, por mais variação que haja em uma cena, a mesma será registrada com um único trio envolvendo diafragma, obturador e ISO, mas em muitos casos o trio de regulagens escolhido não é suficiente para lidar com todas as situações de luz presentes na cena.

É aí que entra a latitude de exposição e a amplitude tonal. Em essência devo dizer que estes dois termos frequentemente são utilizados para definir exatamente a mesma coisa, eu os separo por motivos didáticos, espero que compreendam esta separação e os motivos pelos quais a faço.

Da forma como vejo, latitude de exposição é um limite imposto pelo equipamento fotográfico, seja ele digital – o conjunto de limitações de registro do conjunto sensor de captura mais processadores de imagem – ou químico físico – o conjunto de limitações do filme mais a sua revelação.

Imagine um objeto cinza médio, ou verde médio, vermelho médio, como quiserem. Ao fotometrá-lo e fotografá-lo com a medição obtida, teremos um registro correto de sua tonalidade, se começarmos a abrir as regulagens, seja de obturador, ISO ou diafragma, iremos clarear a tonalidade média até que em algum momento teremos branco total. O caminho inverso acontece, se formos fechando as regulagens, em algum momento chegaremos ao preto total.

Esse espaço entre os limites de exposição estourado e fechado (claro e escuro) é a latitude de exposição do equipamento. Deve ficar claro que esse limite é imposto pelo equipamento, ele não se relaciona ao que fotografamos e às características da cena fotografada. Há equipamentos com mais ou menos latitude de exposição, assim como haviam filmes com mais ou menos latitude. O mesmo vale para formatos de arquivo, pois RAW tem mais latitude do que JPEG por um grande número de motivos que não cabe detalhar aqui

Um exemplo de teste/demonstração da latitude de exposição. Utilizei um objeto de tonalidade média (um porta canetas). O zero marca a exposição correta. Podemos notar que em +3 a imagem não apresenta mais nenhuma possibilidade de ser recuperada por qualquer artifício digital, e em -3 também já temos uma imagem demasiado escura, que caso fosse clareada, revelaria enormes quantidades de ruído digital, inviabilizando o uso da imagem.

De forma típica, geral, podemos considerar que qualquer equipamento ou filme tem uma latitude de exposição de pelo menos 3 pontos acima do médio, e 3 pontos abaixo do médio, ou seja, podemos abrir 3 pontos e o médio não irá ficar totalmente branco, e do outro lado fechamos 3 pontos e não temos o preto total. Acima desse intervalo os riscos de perda de informação são enormes.

Do lado de fora da câmera está o que costumo chamar de amplitude tonal, ou seja, o conjunto de informações tonais presentes em uma cena que pretendemos fotografar. Esta amplitude pode ser medida com o fotômetro da câmera.

Para mensurar a amplitude tonal buscamos algo que tenha tonalidade média, ou que desejamos que na fotografia tenha tonalidade média – sim, por que o fotógrafo tem o direito de olhar para algo mais claro ou mais escuro e decidir que ali no final será registrado como médio – e ali obter uma medição base. Após isso o fotógrafo deve observar a cena pretendida e localizar nela seu ponto mais claro e o mais escuro, realizando essas duas medições.

Tendo o conjunto de três medições, o ponto mais claro, o ponto médio e o ponto escuro, é possível saber se este intervalo de luz, essa amplitude tonal medida na cena é possível de ser registrada com o equipamento que temos, em resumo, poderemos saber se a amplitude tonal cabe na latitude de exposição. Vejam o exemplo a seguir:

No exemplo haviam duas áreas que poderiam ser médias, ou que poderiam aparecer como médias no resultado final da fotografia (o fotógrafo sempre pode escolher o que ele quer que saia médio no resultado final e assim determinar toda a estética da fotografia), o gramado iluminado pelo sol e o céu azul. A área mais clara da cena era a grande nuvem logo acima do prédio e a área mais escura a grande sombra no primeiro plano. Há outras sombras até mais escuras distribuídas sob as árvores na cena, mas todas menos importantes para esta imagem, caso ficassem pretas, sem informação, não seria um problema.

Ao medir o gramado ao sol obtive o resultado de abertura f11, tempo de 1/100s em ISO 100. A nuvem apresentou medição de f11, 1/1600s e ISO 100 (quatro pontos mais claro que o gramado. Por fim a sombra do primeiro plano teve medição de f11, 1/12s e ISO 100 (três pontos mais escuro que o gramado). Esse conjunto de três medições tornou óbvio que os quatro pontos de distância da área clara para a mediana fariam a nuvem estourar, o que de fato aconteceu como é observável na imagem à esquerda.

Passei a considerar a outra opção de tonalidade média, o céu, que era pouco mais claro que o gramado e consequentemente levaria a uma medição um pouco mais fechada. No céu obtive f11, 1/160s e ISO 100, uma medição 2/3 de ponto mais fechada do que a obtida no gramado. Isso significa que toda a cena sairia um pouco mais escura ao fotografar com essa medição no lugar da obtida no gramado. No entanto a distância entre o área mediana (céu) e a nuvem agora era de 3 pontos e 1/3 e não mais 4 pontos, mais adequada para evitar o estourado na nuvem. Fiz a foto com a medição do céu e o resultado é visto à direita no exemplo.

O céu não necessariamente era de tonalidade média, isso na verdade não importa, ao fotometrar ali e usar essa regulagem, o céu acaba saindo médio pois é isso que o sistema TTL faz, ao “zerar”  minha medição no céu o TTL se encarrega de torná-lo mediano, restando analisar o resto da cena para saber se nada vai estourar ou sumir no escuro.

Resumo da ópera: Olhe para sua cena e decida o que será médio, fotometre ali “zerando” (centralizando) seu fotômetro naquela área. Pronto, você tem a medição base para sua fotografia. Em seguida encontre a área mais clara e a mais escura de seu enquadramento, meça as duas, se nenhuma delas estiver mais do que a três pontos de distância para essa medição inicial, você pode ter certeza de que a amplitude da cena cabe na latitude de seu equipamento, mas se encontrar uma diferença maior do que 3 pontos em uma das áreas, aí terá de pensar se é possível deixar a referida área estourar ou fechar, se isso irá ou não comprometer a qualidade de sua fotografia, e se você deve ou não tomar providências para corrigir.

No caso da foto do exemplo, considerei que as nuvens estouradas seriam prejudiciais à qualidade da fotografia, então decidi tomar como referência algo um pouco mais claro que médio e torná-lo médio, ou seja, escureci o céu até ele ser médio, reduzindo a distância para a área mais clara e evitando o estourado, o preço que paguei foram sombras mais escuras, mas foi uma escolha consciente.

Quando a amplitude tonal não couber na latitude de exposição o fotógrafo deverá pensar nas seguintes hipóteses:

  • devo fazer a foto assim mesmo sabendo que aquela área vai estourar/fechar?
  • há algo que possa ser feito para a área não estourar/fechar, como por exemplo o uso de filtros graduados de densidade neutra?
  • é possível esperar e voltar em outro dia ou outro horário quando a condição de luz for mais favorável?
  • é possível fazer mais de uma foto com exposições diferentes e mesclá-las digitalmente para disfarçar o problema?
  • É possível escolher uma outra área como médio e assim reduzir diferenças de exposição para a tonalidade extrema que está apresentando problemas?

As respostas para essas perguntas determinarão a atitude que o fotógrafo deverá tomar. Num evento não é possível voltar em outro dia, e muitas vezes não será possível utilizar filtro graduado ou mesmo fazer várias fotos para compor em software. Em casos assim a escolha cairá sobre o sacrifício de alguma área da fotografia, seja escurecendo algo para evitar o estourado ou compondo de forma a evitar a área problemática.

Lembre-se de que o histograma, pode e deve ser usado para verificação da latitude de exposição, ao fazer uma foto, caso o gráfico do histograma esteja “saindo” para uma das laterais (ou para ambas) é sinal de que há perda de informação, seja nas áreas claras (direita do gráfico) ou escuras (esquerda do gráfico) e com essa simples verificação do histograma você poderá tomar várias das decisões que citei anteriormente.

Seja como for, ao analisar a amplitude tonal e confrontá-la com a latitude de exposição o fotógrafo tem meios para tomar essas decisões e voltar para casa com a melhor foto possível, do contrário o fotógrafo chegará em casa e terá uma desagradável surpresa ao abrir as imagens e ver que muitas coisas deram errado e não poderão ser consertadas.

Nos vemos em breve, até lá siga o meu twitter e o twitter do Fotografia DG. Assine ainda a newsletter do portal para receber os artigos no seu email.

[]’s
Armando Vernaglia Jr
www.vernaglia.com.br
armandovernaglia.wordpress.com
@VernagliaJr

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Armando Vernaglia Jr

Armando Vernaglia Jr tem mais de dez anos de experiência como fotógrafo publicitário e diretor de arte. Graduado em Publicidade e Propaganda e especializado em Comunicação Organizacional, é também professor de fotografia e palestrante. Seu trabalho pode ser conhecido em seu site - www.vernaglia.com.br . E você também pode seguí-lo no Twitter @VernagliaJr

25 Comentários

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  • Armando, primeiramente parabéns por esse, por todos os outros cursos e todos os artigos oferecidos aqui no site, tem sido de grande relevância em todo meu aprendizado.
    Agora, vamos as perguntas! rsrs
    1- Na hora que faço a medição dos pontos escuros e claros pelo fotômetro da câmera, eu não estarei transformando-os em pontos médios(cinza-médio 18%), devido a também ter feito no ponto médio, fazendo com que ele fique novamente no meio dos dois certo?
    2- Se eu não concordar com a exposição dita pelo fotômetro, eu devo altera-lo considerando os pontos que constatei na medição?
    3- Quando falamos de um ponto o dobro ou metade é de apenas de uma das 3 pilares(ISO,velocidade e abertura), exato?
    4- Qual o melhor modo para realizar essa medição? Spot?

    Desculpe a quantidade de perguntas, hehe. Desde já, agradeço de verdade!

    • Olá André,
      1 – quando você mede em algo e regula a câmera para centralizar o fotômetro naquele "algo" para onde você apontou, sim, ficará cinza médio, assim se apontar para branco e centralizar a medição, o branco ficará médio. O ponto aqui é dimensionar a diferença de tons de uma cena, se você apontar para algo que possa ser médio, ou que você tenha a intenção que seja médio na cena final (como o céu ou a grama no exemplo que dei acima) e centralizar sua fotometria ali, medir os extremos lhe dará as diferenças de luminosidade, para saber se a sombra ficará preta ou se irá registrar com informação, se o branco irá registrar ou se irá estourar e assim por diante, o objetivo desse processo é a analise da cena para saber se o que vemos comos olhos será ou não captado pela câmera.
      2 – talvez sim, talvez não, se na medição dos extremos você constatou que o branco vai estourar (por exemplo) e não desejar esse estourado, terá que fechar suas regulagens para evitar o estourado, fazendo com que sua medição de médio inicial não mais se aplique, e que o médio seja registrado como algo mais escuro.
      3 – um ponto, ou um EV, é uma unidade padrão que se aplica tanto à abertura, como ao tempo ou ao ISO, por exemplo, para abrir um EV (dobrar a luz), podemos abrir 1/3 no ISO, 1/3 na abertura e 1/3 no tempo, e o total dessas pequenas aberturas somadas é de 1 ponto, ou 1EV.
      4 – sim, pois dá maior precisão para essa analise toda, de ter certeza que está medindo uma área específica.
      []'s
      Armando

  • Muito bom o post! Estou fazendo uma cadeira de fotografia publicitária na faculdade, e não tinha conseguido entender o que era essa tal LATITUDE DE EXPOSIÇÃO. Sua explicação com exemplos para ilustrar, ficou muito elucidativa! Muito obrigada!

    • Obrigado pelo comentário. Apenas adicionando um ponto, o termo latitude de exposição pode ser usado como sinônimo de alcance dinâmico (termo mais usado em sistemas digitais), aí você encontra mais referências na internet pois tem dois termos sinônimos para pesquisar.

  • Armando, muito obrigada pelo maravilhoso e didático artigo!

    Uma dúvida: eu perco a precisão dessa técnica se, ao inves de fotometrar o meio tom e depois fotometrar as outras duas áreas, somente fotometrar o meio tom e analisar diretamente o histograma? Pensei nisso para agilizar, mas não sei se perderia a precisão ou algo assim!

    Muito obrigada novamente!!

    • Sim, perde, pois o histograma refere-se à visualização da imagem em Jpeg e não ao arquivo em RAW, o arquivo RAW tem maior latitude de exposição (ou alcance dinâmico) e o histograma não apresenta os mesmos dados que estão contidos no arquivo. Se estiver fotografando em jpeg ou fazendo vídeo, aí dá para confiar um pouco mais no histograma como referência.

  • Bons profissionais se consolidam não só no seguimento a que se propõem, mas, também como bons seres humanos ao terem esse tipo de iniciativa, buscando multiplicar conhecimento e ajudar o próximo. Estou sendo ricamente edificado com estes estudos. Parabéns e cultivem isso sempre.

  • O melhor post que ja li, meus parabéns Armando, sinceramente você abriu minha mente pra uma situação que ja havia me deixado com dúvidas várias vezes

  • Olá Alexandre, não, a questão da latitude de exposição é antiga, sempre existiu, cada filme (película), tem uma latitude, assim como cada sensor digital, portnato tanto filmadoras como câmeras fotográficas, tanto digitais como de filme terão a mesma questão.

    Agora, existem filmes com mais ou menos latitude, assim como isso varia nos sensores digitais.

    Nas câmeras de filmagem existe a "zebra", que é uma forma de você ver áreas estouradas durante a filmagem, mas o ideal é testar antes de cada take, fazer o pre light e verificar no computador antes do take final. Se for com película, tem que conhecer bem o filme antes, e saber como ele reage à luz, quantos pontos tem de latitude, e controlar isso com o fotômetro de mão medindo todas as áreas de um take.

    []'s

    Armando Vernaglia Jr

  • Pessoal, onde se lê, no texto 1/600s, o certo é 1/1600s, houve um pequeno erro de digitação que vai ser corrigido em breve, obrigado.

    []'s

    Armando

  • muito legal o artigo e os post! Bom site esse hien!

    Nao sou fotografo, mas me surgiu uma duvida, dos problemas falado sobre latitude de exposição, ele seria mais relacionado a fotografia digital!? No caso de fotografia pra cinema, as cameras de filmar digital tambem apresentao esse problemas em relação ao filme?

    Obrigado!

  • Olá pessoal, obrigado pelos comentários. Vamos por aprtes!

    Silvia: com a câmera em modo manual, você ajusta os dados de obturador, diafragma e ISO, pode mover a câmera o quanto quiser que eles não irão mudar, a câmera irá lhe apontar erros mas você ignora e faz com a medição que considerar correta para sua foto, você não perde a regulagem, agora, se usar modos automáticos, aí sim perde pois a câmera muda o tempo todo, por isso modos automáticos em geral mais atrapalham do que ajudam.

    Luiz, você está completamente certo, eu escrevi o tempo de obturador errado, lembro claramente de ter uma diferença de 4 pontos nessa foto, mas quando escrevi cometi um equívoco, já pedi para o pessoal aqui do DG corrigir o texto pois o certo é 1/1600s na nuvem. Obrigado por ter avisado. As diferenças que escrevi estão certas, só o valor de obturador foi errado mesmo.

    []'s

    Armando

  • Olá Armando! Ótimo curso, está me ajudando muito, mas surgiu uma grande dúvida neste artigo.

    Tenho uma Canon T1i e uma Canon T2i, como fotometrar várias partes de uma imagem? Quero dizer, usando a imagem de exemplo, como fotometrar o céu, depois a nuvem, depois o chão, etc?

    Tenho que utilizar apenas um ponto de foco, ou fechar a lente, ou outra coisa?

    Obrigado!

  • Olá Armando, obrigado pela resposta! Me ajudou muito!

    Re-li o artigo e estou entendendo melhor! Porém, mais uma dúvida surgiu (gostaria muito de fixar esse conceito…) por favor me corrija…no exemplo do post, a velocidade obtida no gramado foi 1/100 e na nuvem 1/800….nesse caso, a diferença não seria em 3 pontos e não 4?

    O que eu entendi, depois de ler sua resposta e pesquisando na internet, foi 1/100 para 1/200 (1 ponto), 1/200 para 1/400 (1 ponto) e 1/400 para 1/800 (1 ponto), total 3 pontos…é isso?

    Mais uma vez obrigado!

  • Olá pessoal, Fernando, Luiz, Rafaella, obrigado pelos comentários!

    Luiz e Rafaella, isso é a base do conhecimento fotográfico, sem isso nada funciona! Um ponto de luz é um dobro ou uma metade de luz, por exemplo, a abrir o diafragma de f8 para f5.6, abrimos um ponto, ou seja, dobramos a quantidade de luz, ao fecharmos o obturador de 1/100s para 1/200s fechamos um ponto, ou seja, cortamos a luz pela metade, o mesmo vale para o ISO, de 200 para 400 abrimos um ponto, dobramos a luz e assim por diante.

    Os valores intermediários que existem entre um ponto e outro são terços de ponto ou meios pontos (conforme a câmera estiver programada). Assim, entre 1/100s e 1/160s, temos 2/3 de ponto, e se fechamos 2/3 de ponto nas nossas regulagens, significa que tiramos esses 2/3 também da parte mais clara, por isso a diferença entre o médio e o claro reduziu, passando a "caber" dentro da latitude. Ficou claro?

    Vocês precisam dar uma geral pelo Google nessa informação pois tem muitos artigos e cursos online pela internet falando disso, é a base, dominem isso pois é o ponto fundamental para entender todo o resto.

    []'s

    Armando Vernagia Jr
    http://www.vernaglia.com.br

  • Bom dia Armando ….

    Gostaria de saber se vc poderia tirar uma dúvida.

    Prmeiramente, desculpe minha ignorância, mas não sou fotógrafa profissional, apenas fiz um cursinho básico (mas estava sem máquina na época, então não pude manusear) e me dedico lendo alguma coisa pela internet. Sei que esse é um assunto básico, mas vamos lá:

    Quando vc fala em fotometrar, em medir a luz, eu aprendi que é através do botão de clics, aperte-o até o meio e mede-se a luz. Mede-se em um tom neutro, pode-se usar o cinza ou a palma da mão. Mas se vc mudar a direção da camera pra bater a foto, vc vai ter que focar a cena no próprio botão, então essa medição de luz feita anteriormente não se perde? E como posso medir vários tons ao mesmo tempo…. Costumo usar a medição pontual.

    Fico muito perdida com esse assunto, com o manuseio da máquina, já li meu manual inteiro e nada fala disso. Tenho uma Canon Rebel T1i.

    Se não for muito incomodo poderia me explicar como fazer.

    Muito obrigada…..

  • Muito muito muito bom mesmo!

    Tem gente por aí esquecendo que fotografia é escrever com a luz, e se preocupa mais com a "borracha" [os softwares de edição de imagem] do que com a "caneta".

  • Armando, muito bom o seu artigo! Por enquanto o melhor da série na minha opinião. Vou testar a latitude de exposição do meu equipamento…

    Fiquei com dúvida apenas no cálculo dos pontos..por exemplo, como você chega na informação de que fechou em 2/3 quando aumentou a velocidade para 1/160 (no exemplo do céu)…ou diminuiu a diferença para 3 e 1/3 (em relação à nuvem)…como calcular esses "pontos" de forma correta?

    Obrigado! Vou continuar acompanhdo seus artigos!

    Luiz

  • Excelente série, simples de entender e super esclarecedora! sendo eu uma novata, em menos de uma hora de estudo estou compreendendo facilmente muitas coisas inéditas para mim… e ansiosa para chegar em casa e botar tudo em prática! assim como o Luiz Simões, só fiquei com dúvidas também nessa questão de cálculo dos "pontos"… se puder esclarecer ficarei grata!

    Muito obrigada por compartilhar!

  • Grande post, Armando!!! Vc tem vocação para partilhar e, principalmente, de tornar simples aquilo que tantos fazem questão de complicar. Parabéns pelo seu trabalho aqui ajudando ao nosso amigo Diogo Guerreiro a conquistar o espaço que merece pelo esforço que faz e pela paixão fotográfica que nos une a todos nesse fotoclã fotodgniano. Grande abraço, man! :)

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