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CEO da Lytro confirma saída de marca da fotografia

É oficial: a Lytro salta do barco das marcas de câmeras fotográficas para consumidores ‘comuns’ e focará em vídeo e realidade virtual, nos bastidores

via Dpreview

 

Talvez vocês já tenham ouvido falar do boato que deu uma pequena (?) mexida no mercado fotográfico voltado aos consumidores: a revelação de que a Lytro sairia do ramo. O CEO da empresa, Jason Rosenthal, veio a público para confirmar e explicar o motivo.

A ideia é focar na produção de soluções em realidade virtual (VR, de virtual reality), pensando em maximizar o impacto da tecnologia de campo luminoso que a Lytro criou e iniciou no mercado nos idos de 2011, ano da primeira câmera plenóptica da companhia que foi fundada em 2006. O tom geral das declarações, no entanto, demonstram que a Lytro sentiu um peso imenso frente à concorrência — embora seja um pouco discutível se a empresa tinha mesmo concorrentes diretos em sua área. De acordo com o Dpreview, Rosenthal admite que era muito arriscado brigar numa área de consumo já estabelecida. Ainda segundo o CEO, em tradução livre, “O mais cru e claro fato é que nós estávamos competindo numa indústria na qual os requisitos de produtos foram firmemente cimentados na mente dos consumidores por empresas muito maiores e mais estabelecidas”

Assim a Lytro deve seguir a trilha de seu pioneirismo em outras áreas: além de investir mais em realidade virtual (com ajuda dos 50 milhões de dólares recebidos recentemente), deve começar a pavimentar seu espaço entre produtores de cinema. Segundo Rosenthal, os estúdios têm perguntado sobre aplicações da tecnologia de campo luminoso em vídeo e conteúdos futuros — o que pode dar resultados mais maciços do que a parceria com o 500px, ainda que possa ainda esbarrar, quem sabe, na patente de câmera plenóptica requisitada pela Apple (que até já tem bom trânsito no ramo).

Já a área de realidade virtual não é terreno propriamente novo para a Lytro, que em novembro passado lançou a Immerge, um dispositivo de captura 360º em video. Diferente tanto no design quanto na sua ideia, mesmo que esta seja apenas um prosseguimento do que a Lytro já praticava, a Immerge será agora o carro-chefe do portifólio da marca.

Não significa, como podem ver, que a Lytro vai sumir do mapa empresarial, apenas não veremos mais — por ora — novas gerações da câmera que subverteu o fator ‘foco’ entre as câmeras fabricadas para os consumidores em geral. Uma pena. Quem sabe, no entanto, Elon Musk, o destemido CEO da Tesla Motors e da SpaceX não dá uma conversada com Rosenthal e o ajuda a não desistir por motivos de concorrência pesada? Afinal disso Musk entende.

Ah, se você não importa-se que a Lytro possa definitivamente descontinuar suas câmeras e ainda cogita ter uma, saiba que a galeria de imagens interativas da marca ainda está de pé.

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Link adicional:

Immerge, a câmera que promete deixar a realidade virtual mais real (Tecnoblog)

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Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

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