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Ministra da Cultura no Brasil vai estudar criação de editais para fotografia

via Agência Brasil

Em encontro no último dia 31 com a Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB), a ministra da Cultura, Marta Suplicy, encarregou a rede de produzir editais para fotografia e enviá-los para o Ministério da Cultura (MinC) para que possam ser analisados. Representantes da rede reclamaram da inexistência de editais específicos do governo federal para a área. Segundo o presidente da RPCFB, Iatã Cannabrava, a fotografia ainda não concorre em editais, por exemplo, da Petrobras e da Vale do Rio Doce.

A ministra disse que vai dialogar com a Funarte no intuito de promover projetos de fotografia junto ao órgão. Marta também informou que a nova lei que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) está mais abrangente e dinâmica do que a atual lei de incentivo à cultura (Lei Rouanet).

O Procultura ainda tramita na Câmara, mas a ministra espera a aprovação pelos deputados até o final deste ano. Em esforço para agilizar o processo, Marta pediu para os senadores entregarem a relatoria ao senador José Sarney (PMDB-AP), criador da primeira lei em 1991.

Os representantes da rede em cada estado pediram também que seja incluída a realização de festivais de fotografia nos editais do governo federal. A ministra, entretanto, prefere que os eventos sejam estaduais, devido a uma possível demora de realização pelo governo federal.

Milton Guran, coordenador geral do Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro (Foto Rio), relatou o sucesso que obteve com o evento carioca no ano passado, com público de 250 a 300 mil pessoas. Já o fotógrafo Kazuo Okubo, representante da RPCFB em Brasília, elogiou o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Fundação Nacional de Artes (Funarte). “É o único no país”, disse.

A ministra aprovou as iniciativas. “É importante para o Brasil não ficar atrasado no mundo. A fotografia está aqui desde que Dom Pedro II tirou a primeira foto do Brasil”, disse. Marta aconselhou os fotógrafos a criarem uma entidade de classe de direitos autorais como o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), da música. “Vocês teriam mais força do que uma pessoa jurídica e mais verbas”, disse.

Marta também abriu espaço para a fotografia nas arenas culturais da Copa do Mundo 2014. Segundo a ministra, as bases das arenas vão ser nas cidades-sede, mas elas também irão para outras regiões do Brasil. “Lá vocês podem vender cartões postais, por exemplo”, disse.

Guran considerou o encontro com a ministra positivo. “A ministra mostrou interesse e está sintonizada com propostas futuras, além de ter uma visão importante de modernizar a fotografia com o ministério”, disse.

 

OK, esta é a notícia. Só fica uma perguntinha na minha cabeça: vender cartões postais, Marta? Ainda bem que quem vai fazer os editais somos nós fotógrafos, não a senhora, hein. Tá parecendo aquela tal de Manuela D’Ávila que achava que fotografia digital para os profissionais ainda é coisa pouco difundida. Vôte…

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  • Marcos

    texto*

  • Marcos

    Alexandre, "vender cartões postais" teve em mim, quando da primeira leitura do testo, impressão similar a que descreves… De fato, assim como no que se relaciona às outras manifestações artísticas, nossa querida ministra não entende nada do dia a dia de um fotógrafo e de como é viver de fotografia no Brasil.

    • Alexandre Maia

      Ao menos ela parece querer botar coisas bacanas pra frente, e nada como o apoio e a parceria de um ministério para fazer grandes ideias tornarem-se grandes realizações. Só espero que ela não use isso como pretexto pra inchar ainda mais o número de secretarias e etc etc, para transformar parte da fotografia brasileira em chapa-branca e/ou cabide de emprego.

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