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Nova lente ultrafina põe fim à aberração cromática

Você sabe qual é a origem da palavra lente? Por incrível que pareça vem da palavra lentilha, parece absurdo mas há uma explicação bem simples e lógica para isso: as primeiras lentes desenvolvidas possuíam um formato biconvexo que era muito semelhante ao de uma lentilha, daí serem batizadas de lentes. Depois foram desenvolvidos outros formatos: plano-convexa, côncavo-convexa, bicôncava, plano-côncava e convexo-côncava como podemos ver na figura abaixo.

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Imagem retirada do site http://www.profesorenlinea.cl/fisica/Lentes.htm

 

 

Mas há um sétimo formato diferente que começou a ser noticiado no ano de 2012 e está sendo desenvolvido com o intuito de revolucionar o mundo das lentes, uma lente ultrafina e plana que promete nos dar as tão desejadas cores perfeitas e livres de qualquer aberração cromática. Pelo menos é o que apontavam os estudos de um grupo de pesquisadores da universidade de Harvard, liderados pelo professor Federico Capasso. Esta lente possui a espessura inimaginável de 60 nanômetros e foi capaz (naquela época) de focar a luz “completamente exata”, porém nada é perfeito já que obviamente haviam limitações e este protótipo conseguia captar apenas um único comprimento de onda de luz, em vez de todo o espectro visível.

O diagrama da esquerda mostra o a captação das cores pelas lentes convencionais e o da direita mostra a lente ultrafina e suas nanoantenas
O diagrama da esquerda mostra o a captação das cores pelas lentes convencionais e o da direita mostra a lente ultrafina e suas nanoantenas/ Harvard SEAS

Mas nos últimos 3 anos os estudos avançaram e esta incrível lente ultrafina melhorou sensivelmente em relação ao protótipo anterior. Chamada de “metasuperfície acromática”, ela usa nanoantenas de materal dielétrico (em vez de metal) que permitem captar uma gama muito maior de comprimentos de onda de luz. E por que acontece a indesejável “aberração cromática”? Porque os diferentes comprimentos de onda de luz são captados em diferentes pontos. E o grande segredo desta lente ultrafina é que estes difernetes comprimentos de onda serão captados em um mesmo ponto tornando-a livre da aberração cromática.

Os gênios por trás da tecnologia da lente ultrafina: Francesco Aieta, Federico Capasso e Patrice Genevet/Foto de Eliza Grinnell, Harvard SEAS
Os gênios por trás da tecnologia da lente ultrafina: Francesco Aieta, Federico Capasso e Patrice Genevet/Foto de Eliza Grinnell, Harvard SEAS

Harvard está patenteando esta ótima ideia e começa a buscar parceiros para produção desta lente ultrafina em larga escala que, além de melhorar exponencialmente a fidelidade de cores, poderá diminuir bastante o volume dos próximos dispositivos de imagem, como câmeras compactas e smartphones.

Via PetaPixel
       Harvard SEAS

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