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Resenha do Livro Pensar, Sentir e Ver a arte na fotografia

Fiquei de boca aberta!

Há alguns meses escrevi uma crônica sobre fotografia e arte questionando a importância de uma sobre a outra, ou mesmo se podiam conviver em harmonia. Não tive a pretensão de acertar, mas, para minha alegria, o livro “Pensar, Sentir, Ver – percepção e processo em fotografia“, definitivamente conseguiu acertar.

Fiquei de boca aberta

Por um enfoque que beira a psicanálise de Carl Young (O Homem e seus Símbolos), onde os símbolos tem valores que ultrapassam o inconsciente e chegam ao nosso dia a dia de maneira real, o canadense MacLeay, com sua grande experiência de artista de novas mídias, compositor e escritor e dirigente de instituições pelo mundo, nos apresenta textos instigantes e imagens inusitadas que independentemente da beleza, são inspiradoras.

“Acredito que pensamos mais em fotografia sobre o lado técnico das coisas e nos esquecemos de libertar o fluxo da criativa energia intelectual, emocional e psicológica que deveria orientar e dar sentido a esta técnica.” , afirma o autor. Esse é um dois conceitos que o autor defende em sua obra que dentro de suas 338 páginas, compõem, recompõem, descompõem imagens que chegam perto aos sonhos lúdicos de desejo, liberdade, sofrimento, amor. Em suma, os verdadeiros dilemas da existência humana e seus desafios muito bem expostos sobre a ótica de suas lentes e de sua quase inconsciência criatividade.

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Aplicando em seu trabalho técnicas ousadas de pós-produção, toda interferência criada por Scott soma às imagens originais ruídos muitas vezes perturbadores que questionam nosso pensamento. Através de muitas séries propõem um debate interno e intenso para quem lê seu livro: “Como será daqui para frente minha fotografia. Será mais arte? Será mais técnica?

Com textos bem estruturados e propositivos, “Pensar, Sentir, Ver”, muda nossa percepção do processo em fotografia, tirando nosso dedo do botão de disparo fotográfico (click) e o colocando na consciência do papel da arte fotográfica. E digo mais, a obra não é um compêndio de fundamentos psicanalíticos. A leitura flui por entre páginas que vão propondo técnicas e novas visões do mundo fotográfico; basta se deixar impregnar.

Para mim, que atuo em áreas bem técnicas da fotografia, o livro de Scott MacLeay me fez ficar de boca aberta e querer pegar a câmera para viajar pela magia da foto artística. Acho que irei.

Bem, recomendo como leitura mas também como uma descoberta. Excelente.

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