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Review Flash Trigger – Cactus V5 Duo 5/5 (1)

O que é o Flash Trigger – Cactus V5 Duo: disparador via rádio frequência para flash.

Qual a utilidade: permite ao fotógrafo utilizar o flash fora da câmera para criar diversas situações de iluminação.

Tirando da caixa

A embalagem é bastante simples, mas muito funcional. Uma caixa de papel, preta com letras em branco.

Uma mensagem de boas-vindas deixa qualquer fotógrafo ao menos curioso: ‘Este é o novo transceiver sem fio para flash Cactus V5. Abra a caixa para experimentar algo novo em fotografia sem fio’.

Logo abaixo, a logo do Cactus e duas imagens superiores dos transceivers.

Dentro, uma embalagem bem elaborada: uma caixa de borracha comporta os dois transceivers. Ao lado, um pequeno compartimento, alguns cabos. Sobre tudo isso, uma pequena tampa de borracha vazada com o manual e um livreto de exemplos, com o resultado final e os esquemas utilizados.

Os transceivers

Cada unidade tem 58g. Conectado na sapata da câmera, o aparelho sequer faz diferença de peso. Com 8,2cm de comprimento, 7cm de largura e 3,7cm de altura não chega a ser pequeno, mas em nada atrapalha. A construção, simples, parece bastante sólida, com acabamento em plástico e conexões em metal. Cada unidade acompanha uma pequena base de mesa.

A evolução

O Cactus V4 já era um grande disparador sem fio. Porém, agora há uma diferença: no V4, um aparelho era apenas transmissor, e outro apenas receptor. No V5, cada peça faz as duas funções, bastando ser regulado ao desejo do fotógrafo. Com dois kits, por exemplo, o fotógrafo pode montar duas câmeras com flashs externos, ou uma câmera com três flashs, utilizando o mesmo canal ou canais diferentes para cada um.

Além de um disparador de flash, o V5 pode ser utilizado como controle remoto sem fio para a câmera, com a utilização de um cabo específico que não acompanha o produto.

A frequência de operação é outra vantagem. Os modelos anteriores trabalhavam em cerca de 400mhz, e seguidamente sofriam interferência de outros aparelhos. O V5 opera em 2.4ghz, com alcance efetivo, segundo o fabricante, de 100m.

Especificações técnicas

  • Frequência de operação: 2.4ghz
  • Número de canais: 16
  • Velocidade máxima de sincronismo: 1/1000s (limitado pela câmera)
  • Distância efetiva: 30cm – 100m
  • Temperatura de operação: -20ºC até 50ºC
  • Alimentação: 2x AAA 1.5V
  • Tamanho: 8,2cm (comprimento) x 7cm (largura) x 3,2cm (altura)
  • Peso (por unidade): 58g

O que vem na embalagem

  • 2x transceivers Cactus V5
  • 2x base
  • 1x cabo com duas pontas 3.5mm
  • 1x cabo de conexão PC Sync
  • 1x plug adaptador 6,35mm
  • 4x pilhas alcalinas 1.5V AAA
  • 1x manual do usuário
  • 1x livro de exemplos ‘When Light Dances 2’

Testes

A montagem do Cactus V5 é extremamente fácil. Basta conectar um transceiver na sapata da câmera e outro na unidade de flash. Na câmera, o transceiver deve ser configurado na posição TX. No flash, RX. Desta forma, um será o transmissor e outro o receptor. Na lateral oposta, há um dial para a seleção de canais. Neste caso, selecione o mesmo nas duas unidades.

Configuração pronta, hora de ver do que o Cactus V5 é capaz.

O equipamento utilizado para teste foi uma Nikon D300, com Nikkor 50mm 1.8 e SB-600.

A primeira etapa foi ver se realmente funciona. O flash foi posicionado em frente ao carro, cerca de 1m, e eu me afastei para algo em torno de 8m. Funcionou normalmente. Até aí, surpresa alguma.

Em seguida, coloquei o flash no assento do motorista e tomei cerca de 8m de distância. O disparo também ocorreu sem problemas.

O terceiro e último teste foi um pouco mais drástico: posicionei a unidade de flash no canto da sala e fui para a rua, cerca de 20 metros. No caminho uma parede. A primeira foto foi feita com o flash desligado. A segunda, ligado.

Sincronismo

A D300 permite sincronismo de flash até 1/250s para plano focal normal e 1/320s para primeiro plano. Nos testes, porém, o V5 não conseguiu operar normalmente com 1/320s.

O que pode ser melhorado

Não há TTL. Qualquer configuração no flash deve ser feita manualmente. Em fotografia social, por exemplo, a ausência do TTL pode dar um pouco mais de trabalho e forçar o fotógrafo a regular o flash diversas vezes para obter uma iluminação adequada ao momento.

Outro ponto que pode evoluir é a trava inferior da conexão, atualmente de rosca. Uma sistema de trava rápida seria muito mais interessante.

O sistema de trava rápida do SB-600 não segurou o flash. Não chega a incomodar tanto, mas é preciso ter cuidado para o flash não despencar de cima do transceiver. O outro modelo de flash testado, com sistema de rosca no encaixe, segurou perfeitamente. Como a maioria dos flashes modernos utilizam trava rápida, isso pode ser uma pequena dor de cabeça.

Conclusões

Em relação ao modelo anterior, o Cactus V5 mostrou grande evolução, principalmente por adotar o conceito de transceiver. A facilidade de operação e configuração são típicas da família Cactus, com simplicidade absoluta e liberdade total para o fotógrafo. Com preço médio de R$ 250,00 o kit, é um investimento de excelente custo-benefício e vai permitir ao fotógrafo criar sistemas de luz diferenciados e com grande flexibilidade em relação ao posicionamento das unidades de flash.

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Thiago Antunes

Thiago Antunes é jornalista e fotógrafo esportivo há mais de 10 anos. Graduado em Comunicação Social - Jornalismo, atua também como freelancer em outros segmentos da fotografia como publicidade e social, e ministra cursos e workshops nos três estados do sul do Brasil.

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