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Review do livro Retratos – Técnica, Composição e Direção – de Luiz Garrido

Olá leitores do Fotografia-DG, é com muito prazer que hoje trago a vocês o review de um excelente livro em parceria com a iPhoto Editora juntamente com o Fotografia-DG. O livro Retratos – Técnica, Composição e Direção, escrito por Luiz Garrido.

Um pouco sobre o autor

Em 1968, Garrido abandonou a faculdade de economia, no segundo ano, e foi pra Paris, onde iniciou sua carreira como repórter fotográfico na sucursal da revista Manchete. Estudou fotografia na Faculdade de Vincennes e na École Nationale de Photographie Française. Foi durante o período parisiense que o fotógrafo começou a se interessar por retratos, tendo clicado várias personalidades internacionais como: Alfred Hitchcock, Gina Lollobrigada, Alain Delon, entre outros. De volta ao Rio de Janeiro, em 1971, dedicou-se à fotografia de moda e publicidade, tendo siso colaborador assíduo de revistas como: Vogue, Interview, Claudia Moda, Moda Brasil, Elle, Play Boy, Big, G.Q. e Photo.

Um pouco sobre o livro

No livro, Garrido ensina como iluminar bem a cena e extrair em cada retrato a alma de cada personagem. O autor conta como fez os retratos de 26 personalidades famosas do país, como Tom Jobim, Pedro Bial, Faustão, Oscar Niemeyer, Lula e Jô Soares. Garrido também mostra como fotografar retratos de beleza para, por exemplo, capas de revista e editoriais. Tudo ilustrado com os esquemas de luz, ficha técnica de captura e equipamentos usados para produzir cada retrato. Junto com o livro, acompanha um DVD que, juntos formam uma obra imperdível. Ou melhor: INDISPENSÁVEL.

O livro é dividido em quatro capítulos. Vamos a eles.

Capítulo 1 – Retratos de personagens

Durante o primeiro capítulo, Garrido conta como fez os retratos de 26 personagens brasileiros e, o principal é que o foco não está direcionado em ensinar você a configurar corretamente sua câmera, o que você mais vai fazer aqui é treinar o seu olho. Não existe uma foto boa se não tiver um bom olho atrás do visor. O principal quesito que Garrido comenta é a observação. Seja em qualquer lugar que você estiver para fazer uma foto, o importante é observar, pois você deve encontrar algo que esteja relacionado com a história do retratado. Exemplos interessantes são citados, a exemplo do Oscar Niemeyer; então vamos falar como Garrido conseguiu retratá-lo. Oscar Niemeyer sempre manteve um posicionamento político de esquerda e manifestou suas opiniões abertamente. Sempre teve preocupações sociais e lutou contra a desigualdade de classes e, uma das características que chamou a atenção de Garrido, foi quando ele chegou ao escritório de Niemeyer e viu a parede coberta de frases sobre esse tema. Garrido assimilou as informações e fotografou Niemeyer tendo como fundo a frase.

Oscar Niemeyer – por Luiz Garrido

A fotografia é cortada na altura da boca, um corte simbólico porque não era preciso falar nada, já estava escrito. Com esse corte, Garrido acentuou a forma da cabeça, pois Niemeyer era um personagem cheio de idéias e muito ativo, apesar da idade avançada.

Esses são alguns dos exemplos que Garrido comenta nos 26 retratos de personalidades que ele fotografou e, na história desses 26 retratos, há conteúdo suficiente para que você possa fazer retratos com outro olhar, um olhar mais sensível sobre a história de seu fotografado, seja ele quem for.

Tom Jobim – por Luiz Garrido

Capítulo 2 – Retratos de beleza

Neste capítulo, Garrido comenta de uma forma bem detalhada de como usar a luz de maneira e criativa, de acordo com o objetivo de cada imagem, especialmente em retratos de modelos. Para demonstrar a eficiência dos esquemas de luz e uma boa direção, Garrido faz em seis fotos, com seis produções diferentes usando a mesma modelo, com duas fotos para cada esquema – simples – de luz. Lembrando também q o olhar é a ferramenta principal, pois sem ele, nada ficará bom o suficiente. Em cada um dos seis looks, Garrido expõe de maneira simples, a direção aplicada em cada foto, desde um clima sofisticado e clássico, até uma foto mais agressiva com o visual mais sexy.

E para deixar essa maravilhosa obra ainda mais completa e proveitosa, você pode assistir todos os ensaios deste capítulo no DVD que acompanha este livro. A idéia é que você possa sentir, visualmente, o clima da produção, direção, maquiagem e montagem dos esquemas de luz.

Capítulo 3 – A edição de retratos

Este é um tema que varia muito de fotógrafo para fotógrafo. Cada um tem seu método de trabalho e alguns até prefere editar suas fotos no mesmo dia do ensaio. Mas vale ressaltar que a cada espaço de tempo que passa você vê coisas diferentes, é influenciado por informações variadas, observa o seu entorno de múltiplos ângulos, alterna de opinião constantemente e muda de modo o seu olhar. Essa foi a filosofia que ensinou Garrido a nunca editar um trabalho em uma primeira leitura das fotos.

Um tema que em minha opinião é muito importante – e que é abordado neste capítulo, – é a questão do uso de cartões de memória. Quanto menor, melhor. Penso que, assim, as chances de se perder um bom trabalho, são menores. Mas cada um tem seu método de trabalho, o importante, é que você imprima sua assinatura no trabalho.

Garrido também discute sobre os elementos fundamentais e necessários para a composição de um bom retrato de um personagem ou modelo.

Capítulo 4 – Equipamentos

Garrido divide este capítulo em vários itens, falando inclusive sobre como utilizar os equipamentos de uma forma simples e objetiva. Garrido analisa neste trecho, as máquinas fotográficas e dá algumas dicas sobre elas. Alguns fotógrafos escolhem uma N por ela ser mais forte e resistentes, outros escolhem uma marca X por ela se adaptar à lentes mais antigas, ou marca Y por oferecer um maior estoque de lentes. Mas a escolha de um material é uma questão também de adaptação à ergonomia do corpo e de intimidade com os comandos.

Em seguida, Garrido comenta sobre as lentes às quais ele costuma para fazer os retratos e explica sobre o uso de cada uma delas: Seja uma grande angular, ou uma teleobjetiva.

E, por fim, os famosos modificadores de luzes. Você pode usar vários tipos de luz. Pode usar luz dura, luz suave, rebatedores, flash, até a luz do sol, no momento certo. Para isso, Garrido explica detalhadamente sobre cada modificador de luz e os efeitos que eles causam para se conseguir um bom retrato.

Conclusão

Garrido mostra durante todo o livro, detalhes importantes em relação à utilização de todos os equipamentos e, ressalta que acima de tudo, para jamais deixarmos que a técnica mate nossa criatividade.

É isso aí pessoal, espero que vocês tenham gostado e não deixe de adquirir esta maravilhosa obra que contém experiências e ensinamentos de um dos maiores retratistas do Brasil, chamado Luiz Garrido.

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