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Aprenda a usar o flash portátil em estúdio

“ILUMINAÇÃO PARA BEAUTY & RETRATOS FEMININOS”

Primeiros dia de 2014 e um dos meus objetivos é aprofundar (mais ainda!) As explicações das técnicas que utilizo no meu trabalho e voltar a dedicar um tempo para os fotodgnianos!!!!

Todas as minhas fotos serão acompanhadas do respectivo esquema de iluminação para os que não estão familiarizados com alguns termos técnicos que eu uso por escrito possam, também, compreender através de um desenho detalhado toda a iluminação.

Gostaram??

Aprenda a usar o flash portátil em estúdio

Tenho visto muitos amigos que me seguem aqui e no facebook que aplicam o que vou ensinando e isso me deixa bastante motivado pois muito do que sei nesses 30 aninhos de profissão veio (e ainda vem) da troca de informações entre os meus amigos daquele tempo onde tudo acontecia na tela mental antes de poder fazer o click … Lcd??? Wtf??? Talvez algum tipo de droga nova “parente” do lsd??!

Nesta semana tive o prazer de preparar uma sessão para o grande fotógrafo português Bernardo Coelho, meu amigo e soube que ele fez estágio com o enorme (grande é pouco!) Fotógrafo Patrick Demarchelier, um dos poucos ídolos que tenho, e pude entender porque gosto tanto do trabalho do Bernardo … A capacidade de criar iluminações complexas a partir de esquemas de luz simples já que a verdadeira fotografia nasceu com uma única fonte, o sol!!!

Foi a partir do sol que o conceito de nasceu a necessidade do fill light (luz de preenchimento) e, na verdade, essa é a base da fotografia desde sempre.

Nesta foto de hoje da Catarina Pinto, minha amiga querida, modelo linnnnnnnnda, talentosa e com um rosto perfeitamente simétrico para trabalhos de beauty.
Bóra lá então!!!??

ILUMINAÇÃO PARA BEAUTY & RETRATOS FEMININOS

Tudo parte de uma só fonte (1 no esquema) que vem de cima (flash portátil com sombrinha translúcida + tripé girafa) que usei para criar as altas luzes (luzes de recorte nos cabelos, ombros e dedos).

Eu tenho uma janela no teto do meu estudio que funciona em algumas épocas do ano entra fazendo essa função mas, neste caso, o dia estava nublado e tive que simular a luz difusa de uma janela com o flash + sombrinha translúcida (1).

Peguei no meu amigo flashmeter e medi só essa luz de recorte deixando o resultado como ponto de partida para o fill light (luz 2 flash portátil com sombrinha branca refletora com -2ev no esquema, ou seja, com 1 fstop completo que significa metade da potência da fonte 1). A fonte 2 está no tripé mais alto que a modelo, ligeiramente para a direita em ângulo 45º de cima para baixo para trazer os detalhes do primeiro plano (fill light).

Aqui vai uma superdica que já ensinei neste post com a maravilhosa modelo brasileira Bárbara Nogueira no link:
Https://Www.Facebook.Com/Photo.Php?Fbid=10150837329121352&Set=A.337030511351.196537.595591351&Type=1&Theater

Isso cria um reflexo muito importante nos olhos de tons escuros e quanto mais proxima da modelo estiver a sombrinha, mais suave será o contraste e a transição dos meios tons para as zonas de sombra!!

So far so good!!!?

Porém, as laterais do corpo precisavam ter iluminação também pois nenhuma das duas fontes (1 e 2) conseguia chegar lá com a mesma suavidade e usei duas placas brancas de isopor com distâncias diferentes para manter a delicadeza do gradiente (são as fontes 3 e 4 do esquema de luz).

A da direita está a 1 metro e a da esquerda a 2 metros (exatamente!!!) Pois assim entra em ação a “lei do inverso do quadrado da distância” (http://www.portraitlighting.net/inversesquare_law.htm) que todos os meus alunos sabem o que é e é muito fácil de entender!!!

Mas já que a minha proposta é aprofundar a explicação sem tornar mais difícil de entender, de uma forma bastante simples, a lei do inverso do quadrado da distância diz: “se dobramos a distância da fonte, perdemos (75%) da luz mas para facilitar podem arredondar para 100% e depois façam um ajuste de -0,3 no diafragma.

Exemplificando, se eu tenho uma fonte a 1 metro e com a fotometria em f/stop 8 e coloco esta fonte a 2 metros posso ajustar sem medir novamente para 6.3 (5,6+0,3) para compensar a perda da luz em relação que a exposição será a mesma no lcd da camera.

No caso da regulagem do flash portátil, seria o mesmo que ter o flash 1 em 1/1 da potência e o flash 2 em 1/2+0,3.

É uma luz que funciona para modelos jovens ou mulheres maduras exatamente pela transição suave e, principalmente, por ser uma iluminação difusa onde o photoshop não é necessário como eu fazia na época do filme!!!!

Finalizei a edição buscando o mesmo resultado que conseguia no tempo do filme onde aplicava química sobre a ampliação usando citrato de ferro amoniacal + ferricianeto de potássio + ácido oxálico em cristais para obter tons de azul como há hoje em dia em alguns plugins que oferecem “blue toner” ou “cyanotipe” para o photoshop e lightroom.

Lembrando que fiz questão de usar a eos 20d (sério!!!! Com 8,2 mpx) para mostrar que é possível obter resultados profissionais comparáveis às cameras mais caras desde que a captação seja em raw!!! ;)

para quem quer ver o esquema de iluminação detalhado deixo na minha pasta “tutoriais e livros” esperando que neste novo ano também comecem a praticar mais e que possam melhorar com as minhas dicas!!!

Um grande abraço e um 2014 fotogênico!!!

É nóis!!! :-)

modelo: catarina pinto
make up/hair: diana pereira make up
styling: us
fotografia: www.fernandobagnola.com

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Fernando Bagnola

Fernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1984 atua nas áreas de Moda e Publicidade, vive em Portugal há 10 anos e desenvolve formações avançadas de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil, USA, África, Austrália e Portugal.

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