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Fran Russo e o desapego

via post no Facebook / blog O fabuloso mundo das imagens

Não, não sou bobo. Já sei que poderia criar um Fran Russo Fotógrafos. Mais de dez pessoas pedem para trabalhar para mim, inclusive gratuitamente, por mês, em quase todas cidades da Espanha e da América. Poderia estar ganhando muito dinheiro, muito mais do que imaginam… mas… para quê? Vale a pena?

Prefiro fazer meus seminários e ensinar tudo que sei em dois dias. Não necessito de mais. Para que entreter as pessoas ou tirar-lhes mais dinheiro? Sei que poderia montar muitas escolas de fotografia, na Espanha e na América, mas… para quê? Vale a pena?

Não quero entreter gente nem enganar ninguém. Tudo o que sei, tudo o que se deve saber sobre fotografia de casamento, incluindo sobre minha filosofia de vida, posso compartilhar em dois dias. Se me apressam, quatro com mais calma e mais tempo ainda para conhecer pessoalmente a essas pessoas. Eu consegui isso, muitos conseguiram, é verdade. Com uma câmera nas mãos e muita ilusão e trabalho.

Me pediram que escrevesse livros. Mas… para quê? Um livro não pode condensar o que posso transmitir em dois dias. Eu sei escrever, sei que muito bem, sei expressar-me, mas… não, um livro não é a maneira de ajudar, de compartilhar, pelo menos não minha fotografia de casamento. É muito mais, ao menos minha filosofia, minha forma de ver esta paixão. Não quero enganar a ninguém nem ganhar dinheiro, portanto… para quê? Vale a pena?

Estou escrevendo livros, porém não são de técnica fotográfica, creio que sequer são de fotografia.

Não sou bobo. Sei que seria mais famoso, mais reconhecido… mas isso importa-me bem pouco, melhor dizendo, nada. Exatamente o contrário. Já tenho que aguentar bastante bastante por compartilhar. Mas não tenho mais remédio. Aceitei este desafio, esta missão, e o fiz com amor. Tem muitas coisas ruins, mas assumo. Vale a pena. São centenas de pessoas que escrevem maravilhosos emails toda semana, histórias incríveis, pessoas incríveis.

Meus seminários mais parecem um encontro entre amigos, lágrimas, emoções, sensações… não são horas chatas de palestra e críticas, de destruir o outro para que eu me sinta melhor.

E sobre dinheiro… já tenho de sobra com meus casamentos. Vivo humildemente. E os seminários lamentavelmente não posso dá-los grátis porque as pessoas não dão valor ao gratuito e este mundo é idiota assim. Com isso me sobra, para que uma empresa, escolas ou livros. Não é minha forma de ver isto, não posso ser hipócrita.

Se ao menos eu montasse um Fran Russo Fotógrafos cujos benefícios fossem solidários ou algo assim. Mas nem isso, porque os egos e as disputas chegariam a sujar algo belo. Tenham certeza de que pensei muito, muito, e o melhor é isto. Ao menos por ora. Oxalá me ocorra algo.

Modestamente compartilho o pouco que sei em meus seminários por todo o mundo… quem queira, aqui estou, quem não, que tape seus ouvidos. E se crêem que f*do seus negócios em seus países, que sou seu inimigo, sinto muito. Não tenho inimigos, apenas amigos que não me conhecem bem.

Não tenho culpa pelas pessoas despertarem e se darem conta do que querem e o que não querem. Faço mal por mostrar-lhes que ninguém pode dizer-lhes o que está bem ou mal? Que podem conseguir tudo, sem a aprovação de nenhum professor ou guru? Que não fazem falta tantas parafernalhas?

Eu consegui, muitos conseguiram. Não posso calar minha boca. Um luta por seus sonhos e apenas necessita de um pouco de respiro, não que lhe tirem dinheiro e ainda por cima lhe digam como tem que fazer as coisas. Liberdade, para pensar, para criar, para viver.

E se crêem que sou o vilão do filme não entenderam nada. Não há vilões ou mocinhos. Não existem partidos. Só há um caminho, o do coração. E esse não entende de dinheiro. O dinheiro chega somente quando se realizam as coisas de coração e se se abusa esse dinheiro nos corrompe. Saibam ver a luz dentro de seus corações e saibam elevar a voz se vale a pena.

Ainda que lhes digam que são uns linguarudos, como a mim, ou lhes interpretem mal. Vale a pena lutar pelos próprios ideais e deixar de ser condescendente e diplomático. Não confundam, uma coisa é ser humilde e discreto e outra é agir como se não passasse nada demais e calar-se.

É vergonhoso ser cúmplice silencioso de como riem-se de outros ou olhar para outro lado quando atacam outra pessoa. É valentia defender como gostaríamos de ser defendidos. Somente os covardes se escondem e afastam o olhar.

Luz no caminho, amigos, luz no caminho, amigas! Boa viagem!!

agradecimentos a Rubens Vieira,
que compartilhou este belíssimo texto em seu perfil


OBS: a pontuação no texto traduzido foi colocada de acordo com o original.

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Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

Também estou no blog da D&M Photo.

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