Home » Artigos » Dicas » Não confunda “Highlight” com “Hair Light”!

Não confunda “Highlight” com “Hair Light”!

E aí, quando alguém fala em highlight, você sabe do que se trata?

O highlight (ráiláit) nada mais é do que uma ou mais áreas da imagem fotografada que ficaram com o brilho em destaque. Só isso. Procurando pela tradução da palavra highlight, chega-se em realce. Então highlights são os pontos onde há realce da luz na composição da foto (ou os pontos que ficaram mais brilhantes para simplificar). Esses pontos de realce da luz podem ser produzidos intencionalmente, como parte da linguagem fotográfica do autor, ou podem ser desastrosamente produzidos de forma involuntária. Na figura abaixo é possível identificar pontos de highlight, mas mesmo assim os detalhes do objeto fotografado são nitidamente identificados.

Por isso é preciso muita atenção, em uma imagem super-exposta, o brilho excessivo nas áreas de highlight ocasionam perda de informação. Ao fotografar composições com fontes de luz ou reflexos muito intensos, se não forem tomadas as devidas providências para evitar a superexposição, estes pontos podem se tornar highlights sem possibilidade de recuperação da imagem, principalmente na fotografia digital.

Nestes casos, o sensor é estimulado com intensidades de luz em níveis superiores ao que ele consegue ler e acaba reconhecendo todos esses variados níveis de luz como o máximo valor de branco, perdendo assim as informações de diferenças de tonalidade e contornos da área que sofreu highlight. Quando isso acontece, é comum escutar que a “imagem ficou estourada” ou “estourou a luz” em dada área da foto. O termo “estourar” é usado nestas situações. Abaixo vemos um exemplo em que a imagem ficou estourada, os contornos dos objetos se confundem com o fundo branco e detalhes são perdidos nas áreas de highlight.

Tá legal, e o tal do Hair Light? O que tem a ver com o highlight?

Já o hair light (rérrláit) é o ato de direcionar uma porção de luz para os cabelos da modelo fotografada (geralmente de cima para baixo) com intenção de criar um brilho, um reflexo, e desta forma realçar e definir os contornos do cabelo.

Então o hair light é quando criamos um highlight nos cabelos do modelo.

O que um tem a ver com o outro? Highlight refere-se a um fenômeno da luz na fotografia. O Hair light é uma técnica de iluminação que se utiliza do highlight. E você está PROIBIDO de confundir um com o outro a partir de hoje.

Não existe hair light no reflexo da luz do sol na superfície do mar, ok? Só existe highlight ;-)

Aproveitando o embalo, e os Darks… adivinha o que é?

Darks (se fala dárks mesmo…) ou sombras, são as áreas da imagem que recebem o mínimo de iluminação, gerando áreas escuras na composição. Da mesma forma que o highlight, uma área de sombras pode acarretar em perda de informação se possuir tão pouca luz, ou sofrer sub-exposição de tal forma que não seja suficiente para sensibilizar o sensor ou filme.

Na figura abaixo, é possível notar a área de sombras no rosto da criança que prejudicou a identificação dos contornos dos olhos, nariz e boca.

Sejam highlights ou darks, caso a luz disponível não esteja dentro da gama de intensidade de luz para a correta sensibilização do sensor ou filme, o que acontece é que aquilo que deveria ser representado em variados níveis de cinza são interpretados como tudo branco (highlights) ou tudo preto (darks). Em geral, o filme apresenta o efeito de forma mais suave, deixando a imagem “menos feia” caso ocorra um desses problemas. Já na fotografia digital, as áreas problemáticas se destacam mais ficando com os limites mais definidos.

A “gama de intensidade de luz para correta sensibilização do filme” tem nome e se chama latitude. Este assunto é lindamente discorrido no artigo do Queimando Filme, blog especializado em fotografia analógica, vale a leitura.

De maneira geral, se você estiver usando uma câmera digital, é preferível recuperar fotos sub-expostas. O sensor digital tem maior latitude nas áreas de sombras. Mas caso esteja usando filme, é preferível trabalhar com super-exposição pois estes possuem maior latitude nas áreas de highlight.

No processo de recuperação digital de uma imagem super-exposta ou sub-exposta, é importantíssimo que a imagem tenha sido capturada em RAW. RAW (wró) é o equivalente ao negativo em fotografia digital, é um arquivo que possui muito mais informações da imagem capturada do que qualquer outro tipo de arquivo, mesmo um JPEG gravado em super-fine sem compactação não chega nem perto de um RAW. Portanto se sua câmera permitir, fotografe em RAW!! E exercite a manipulação da imagem com este tipo de arquivo. Você vai notar uma diferença absurda. Leia um excelente comparativo sobre JPG vs RAW aqui no Fotografia-DG

Veja as diferenças abaixo num exemplo de recuperação de fotografia utilizando RAW e JPEG. Note como na recuperação do arquivo RAW ocorre menos distorção de cores.

Gostou? Não gostou? Tem alguma dúvida ou sugestão?
Deixe um comentário ou me procure nas redes sociais.
Ficarei feliz com o seu contato.

Um abraço, e até a próxima!

Ajude-nos, avalie este artigo:

Fernando Cury

Brasileiro, nascido e residente em Curitiba-PR. Considera-se aspirante a fotógrafo e numa busca constante por aperfeiçoamento. Autodidata, procura exercitar novas técnicas e desafios fotográficos. Atualmente está iniciando na fotografia profissional como freelancer.

11 Comentários

Clique aqui para comentar

  • 30 fotos grátis na 1a compra