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História da fotografia de 1800 a 1900 – Parte 3

1826 – Joseph Nicéphore Niépce, no início do século XIX, trabalha com litografia. Pesquisa por dez anos substâncias que captem uma imagem numa placa metálica (cobre polido).

O negro betume branqueava quando exposto à acção da luz solar por aproximadamente 8 horas. A parte do betume agora branco não era mais solúvel em essência de Alfazema. Sabendo disto, cobria a placa com betume da Judéia, expunham-na à luz de uma projecção da câmera escura e submetia esta placa a um banho de essência de alfazema. Na sequência, espalhava ácido sobre a placa, o qual corrói os lugares desprotegidos. Finalmente, removia o restante do betume e tinha uma imagem gravada em baixo relevo na placa metálica. Niépce havia criado o que hoje se chama de Heliografia.

Com uma câmara escura construída pelo óptico francês Chevalier e uma dessas placas, Niépce, conseguiu a imagem dos telhados, vistos pela janela do sótão da sua casa de campo, na França. Através dos irmãos Chevalier, famosos ópticos em Paris, Niépce conhece outro entusiasta da procura por obter imagens através de um processo químico, Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), pintor francês, inventor do diagrama, um tetro de efeitos a base de luz de velas. Espectáculo de enormes painéis translúcidos e coloridos, com fusão e tridimensionalidade. Parecido com o milenar teatro de sombras chinês.

1829 – após contactos por correspondência, firmam uma sociedade com propósito de aperfeiçoar a heliografia. A sociedade não prospera e após a morte de Niépce, em 1833, Daguerre continua o trabalho, substituindo o betume da Judéia por prata halógena.

1835 – Daguerre descobre que uma imagem quase invisível, latente, pode ser revelada com vapor de mercúrio, reduzindo assim de horas para minutos o tempo de exposição – diz a lenda que Daguerre guardou uma placa sob exposta dentro de um armário, onde havia guardado um termómetro de mercúrio partido. Ao amanhecer, Daguerre constatou que havia uma imagem visível e de intensidade satisfatória na placa. Nas áreas atingidas pela luz havia a fundição criada pelo mercúrio, formando as áreas claras da imagem.

1839 sete de Janeiro – Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), divulga o processo de Daguerreotipia e, em 19 de Agosto , a Academia de Ciências de Paris, divulga ao público. Surge a primeira forma popular de fotografia. O tempo de exposição é em torno de 4 mil segundos.

Daguerre vende a sua ideia ao governo Francês por uma pensão vitalícia de 6 mil francos. Dias antes, Daguerre, requer a patente do seu invento na Inglaterra. O invento toma conta dos centros urbanos, vários pintores acusam a fotografia de matar a pintura. Mas foi através dessa adaptação cultural, que nasce o impressionismo e o dadaísmo (a arte pela arte).

1840 – Sir Charles Wheatstone, inglês, cria uma engenhoca denominada visor estereoscópio, para visualizar fotografias em 3D. Neste mesmo ano, Daguerre aprimora o seu invento e lança o Daguerrótipo brometizado, reduzindo o tempo de exposição para aproximadamente 80 segundos. Willian Henry Fox Talbot, na Inglaterra, lança um processo denominado Calótipo. Um processo semelhante aos anteriores mas, quando exposta a luz, produz um negativo e através da técnica de contacto obtém-se o positivo. Com base numa folha de papel impregnada de nitrato e cloreto de prata (algumas vezes é usado o iodeto de potássio), depois de seca, é feito o contacto com objectos e obtém uma silhueta escura. Fixada, posteriormente, com amoníaco ou solução concentrada de sal. É tido como o primeiro processo prático para a produção de um número indeterminado de cópias a partir do negativo original.

1844 – O primeiro livro ilustrado com fotografias, The Pencil of Nature, é publicado por Talbot e editado em seis volumes, com vinte e quatro talbotipos contendo a explicação de seu trabalho e estabelecendo padrões de qualidade. O problema da técnica é que o suporte do negativo é papel e na passagem para o positivo perdiam-se detalhes.

1847 – Abel Niépce, primo de Nicéphore Niépce, desenvolve o processo da albumina que utiliza uma placa de vidro coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio e nitrato de prata. Revelada com ácido gálico e fixada a base de tiosulfato de sódio. A albumina, é mais preciosa em detalhes e o tempo de exposição é de 15 minutos.

1850 – Nesta época, era moda, sinónimo de status, ter uma imagem gravada em miniaturas, como colares, anéis, relógios, etc.

1851 – Morre Daguerre. Frederick Scott Archer, escultor inglês, inventa o processo de colódio húmido (uma mistura de algodão, pólvora, álcool e éter – usado como veículo para unir sais de prata as placas de vidro) menos dispendioso que os anteriores e o resultado eram de óptima qualidade. A placa é exposta ainda húmida na câmara escura e o tempo de exposição é de 30 segundos. Este processo é dez vezes mais sensível que a albumina.

Neste período, com a simplificação do processo fotográfico, algumas pessoas começam a questionar a única função da fotografia: retratista. A partir desta fase, aparecem os trabalhos mais criativos.

1855 – Roger Fenton (1819-1869) faz as primeiras fotografias de guerra, quando cobriu a guerra da Criméia para um jornal inglês.

1855 – Aparecem algumas fotografias pintadas a mão, o que dá um toque de realismo e tenta comparar a fotografia às pinturas.

1858 – Gaspard Félix Tournachon (1820-1910) foi um dos primeiros fotógrafos a usar a câmara criativamente, ou seja, como algo diferente da função retratista. Acentuava as poses e os gestos das pessoas que fotografava querendo mostrar o carácter da pessoa. Em paris, tirou as primeiras fotografias aéreas, abordo de um balão, em 1858 e foi responsável, também, pelas primeiras fotografias subterrâneas, nas catacumbas de Paris, utilizando pela primeira vez a luz eléctrica e manequins substituindo as pessoas, devido a excessivo tempo de exposição.

1865 – Julia M. Cameron (1815-1879) a mais notável retratista inglesa do século passado. Utilizava de maneira muito criativa a luz. Fotografou pessoas famosas, como: Charles Darwin, Sir John Herschel cientista amigo de Talbot, responsável pelos termos positivo e negativo; na Europa é também conhecido como o criador do termo “fotografia”.

1871 – Richard Leach Maddox, médico inglês, fixa o brometo de prata numa suspensão gelatinosa, criando assim o processo de chapas secas. O processo que substitui o colódio húmido é publicado no British Journal of Photograph, em Setembro. De início o processo tem a desvantagem de ser mais lento, mas logo é aperfeiçoado e cria-se a placa seca de gelatina e com produção industrial. A partir de então foi possível fotografar o movimento (tempo de exposição: 1/2 segundo) e o design das câmaras é aprimorado, ou seja, ficam menores, mais leves e mais próximas ainda das pessoas.

1873 – Surgem os banhos coloridos com uso de corantes (tipo banho sépia ou azul) e aumenta-se a sensibilidade às cores, banhando-se a emulsão fotografiassensível em anilina, criando o filme ortocromático.

1884 George Eastman, lança o filme em rolo com vinte e quatro chapas, com base de papel e gelatina. Em 1886, a Eastman Dry Plate Company, passa a chamar-se Kodak.

1888 – A grande novidade: a câmara Kodak, com o slogan: Aperte o botão que nós fazemos o resto. O cliente compra a câmara, por 25 dólares, com 100 chapas, mais tarde devolve à fábrica que então revela as fotografias e retorna o filme revelado, a câmara e mais um rolo de 100 chapas.

1889 – Henry M. Reichenbach químico da Kodak, produz o negativo à base de celulóide e gelatina. Graças à febre da função retratista, muitos retratos de pessoas célebres são ligados ao futuro, como foi o caso de Baudelaire e da menina Alice Liddell, que inspirou o reverendo Lewis Carrol a escrever “Alice no país das maravilhas”. Nesta época, o tempo de exposição já alcançava a fracção de 1/10 segundos.

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Diogo Guerreiro

Diogo Guerreiro é o fundador do Fotografia-DG e tem como objetivo a divulgação prática e profunda de técnicas, dicas e recomendações de novas tendências da área do mercado.

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