Qual o limite na pós-produção para não exagerar? 4.71/5 (7)

© Michael Libis
“Midnight Sun in Lofoten”, por Michael Libis

Realizar o processamento de uma imagem que você pretende vendê-la exige certas perguntas em mente — e respostas claras

por 500px ISO (traduzido e adaptado)
revisão: Alexandre Maia

Uma questão muito comum e simples percebida é “Que tipos de foto vendem?”. As pessoas desejam aproveitar do mercado do 500px [por exemplo] para começar a lucrar a partir das próprias fotografias, mas não desejam desperdiçar tempo submetendo um trabalho que não é comercial, e assim têm dúvidas como, “O que os compradores realmente desejam?”, e “Como eu tiro fotos que vendam?”. O grande fator aqui é o aspecto do que é “simplesmente vendável”.

Se as próprias fotos não estão sendo vendidas, um possível motivo poderia ser o processamento exagerado das imagens. Você está reforçando demais as fotos na pós? Na busca pela perfeição, todos são culpados neste único ponto! Com ajuda da fotógrafa Janet Kwan, compartilhamos os erros comuns que os fotógrafos cometem durante o pós-processamento, usando uma imagem de paisagem popular como exemplo.

Quando se trata de pós-processamento para fotos comercialmente licenciadas, há uma dúvida geral entre os editores: “Quanto é considerado exagero?”. Cada imagem precisa de uma quantidade de luz de edição para refinar e melhorar o que já está ali. No entanto, quaisquer ajustes podem ajudar ou prejudicar a capacidade de venda da imagem.

Antes de começar o processo de edição, pense sobre a imagem da perspectiva do comprador. Pergunte-se, por exemplo:

  1. Esta foto representa a marca e imagem de uma empresa?
  2. A qualidade desta imagem seria suficiente para todos os tipos de uso, das resoluções inferiores de web para impressões em tamanho real?
  3. A imagem final pós-processada oferece aos compradores a flexibilidade para acrescentar seus próprios tratamentos criativos, segundo suas necessidades?

Agora, observe um exemplo específico. Abaixo uma imagem de uma paisagem linda em Lofoten, Noruega. Michael Libis fez melhorias sutis para os destaques, sombras, saturação e nitidez para criar o melhor na foto, enquanto mantinha a integridade da cena e a qualidade do arquivo.

© Michael Libis
“Midnight Sun in Lofoten”, por Michael Libis

Aqui estão alguns resultados comuns do processamento exagerado:

© Michael Libis

Imediatamente é vista a presença de listras de cor contrastante e pixels avariados no céu, um halo em torno das bordas das montanhas, e textura adicionada na água. Os problemas podem não parecer visíveis em relação a uma miniatura menor, mas basta comparar a qualidade das 2 versões quando aplicado zoom em 100%:

As altas-luzes não estão estouradas. Sem danos nos pixels.

A presença de listras visíveis de cor contrastante é percebida com facilidade. Os pixels estão deteriorados devido ao filtro high pass. Aqui está outro exemplo visualizado em 100%:

A luz e sombras do sol, nuvens e montanhas são mantidas intactas. A água apresenta suavidade enquanto mantém os detalhes sutis.

Aumentar a saturação, a granulação, e o detalhe exageradamente criou textura e dano. Isto limita a flexibilidade para um comprador e não será capaz de atender a impressão em grandes tamanhos.  

Esses são os resultados comuns do processamento exagerado. Certifique-se de orientar-se bem sobre os mesmos antes de submeter suas imagens.

Links adicionais:

Portfolio de Janet Kwan: https://500px.com/janet
Portfolio de Michael Libis: https://500px.com/m_libis
Mais fotos de Libis em seu Instagram: @michael_libis

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Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

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