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Gerd Ludwig e o preço de Chernobyl

A energia nuclear é extremamente fascinante e muito eficiente. Chernobyl, porém, mostrou que o custo pode ser ainda mais alto.

Grandes poderes, grandes responsabilidades. Não se sabe ao certo a origem da frase, mas sabe-se o que houve em Chernobyl: uma mistura literalmente explosiva e radioativa de um planejamento falho, má comunicação e atitudes ruins, incluindo desleixo com algo sabidamente muito perigoso — o que terminou por amplificar todas as falhas.

É possível traçar uma cronologia precisa do que ocorreu na trágica explosão do reator 4 da usina Vladimir Ilvich Lenin (também conhecida por Chernobyl). Indo além, pode-se entender o que provocou e estendeu todo o desastre (no Ciência Todo Dia, por exemplo, há um ótimo documentário sobre). Por outro lado a intensificação de mutações genéticas e más formações devem ocorrer ainda por um longo tempo, e não há como prevê-las, nem o efeito delas na vida de cada afetado. Mesmo mães de hoje na região temem pelos filhos de amanhã.

Igualmente persistente deverá ser a manutenção dos restos do reator epicentro do desastre, além da vigilância do trânsito de intrépidos turistas nucleares (sim, existem, a série Turismo Macabro está de prova). E mais: existe ainda ativo na mesma usina um reator igual ao antigo nº 4: não é preciso dizer o que isso significa. Obviamente a informação e o controle são maiores nos dias atuais, mas bem sabemos que não a Humanidade é um tanto falha em sua avidez por poder e escolha de possibilidades.

Gerd Ludwig nos dá uma amostra do que ronda a mórbida cidade de Pripyat (onde encontra-se Chernobyl) e nos lembra que certas tragédias não podem nunca serem esquecidas.

Uma cobertura do antigo Hotel Polissya no centro de Pripyat mostra a proximidade do malfadado reator para a finada cidade de 50 mil habitantes. / Pripyat, Ucrânia
Trabalhadores da Novarka construindo o New Safe Confinement (Novo Confinamento Seguro ainda expõem-se a níveis perigosos de radiação. / Planta de Energia Nuclear de Chernobyl, Ucrânia

Trabalhadores necessitam passar por um sistema de segurança estrito e aprimorado que permite acesso apenas às zonas necessárias para sua área de serviço. / Planta de Energia Nuclear Chernobyl, Ucrânia

Vinte anos atrás aqui na sala de controle da Unidade #4 operadores cometeram uma série de erros fatal, desencadeando a fusão no reator que resultou no maior acidente nuclear da História. / Planta de Energia Nuclear Chernobyl, Ucrânia

Mulheres em época de gravidez que foram expostas às partículas radioativas de Chernobyl quando crianças temem hoje quanto aos efeitos da radiação em seus genes. / Gomel, Bielorrússia
Símbolo do abandono, o parque de diversões em Pripyat foi preparado para as celebrações do May Day, quando o reator próximo explodiu. / Pripyat, Ucrânia
No dia do desastre, crianças alheias ao acidente nuclear brincavam no jardim de infância de Pripyat, onde bonecas e brinquedos ainda dispersos no chão são testemunhos de sua partida apressada. / Pripyat, Ucrânia
Sofrendo de um câncer de tireóide, que foi relacionado à queda de césio do acidente em Chernobyl, Oleg Shapiro (54) e Dima Bogdanovich (13) recebem cuidados num hospital dedicado à tireóide na Bielorrússia. / Minsk, Bielorrússia
Numa reunião de meia-noite no Monumento aos Bombeiros, trabalhadores de turnos em Chernobyl honram aqueles mortos pela explosão em 26 de abril de 1986. / Chernobyl, Ucrânia
A Children’s’ Home (Casa das Crianças) em Vesnovo recebe apoio de organizações internacionais de ajuda para vítimas de Chernobyl para cuidar de crianças órfãs e abandonadas com deficiências físicas e mentais. / Vesnovo, Bielorrússia
Um grupo de mulheres conhecido como Viúvas de Chernobyl carregam fotos de seus amados falecidos durante uma demonstração de força com 5 mil em Kiev no aniversário do acidente de Chernobyl. / Kiev, Ucrânia
A tranquilidade da cena mascara o duradouro perigo que paira sobre a pacífica paisagem de inverno. / perto de Pripyat, Ucrânia
Um engenheiro mantém os sistemas de segurança na sala de segurança do reator #3, idêntico ao $4 onde o erro fatal ocorreu em 1986. / Planta de Energia Nuclear Chernobyl, Ucrânia

Alexandre Maia

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