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Noivo com noivo ou noiva com noiva pode? — toques sobre amor e ensaios com homossexuais

Não é de hoje que existem os homossexuais, mas infelizmente o preconceito também é antigo. No entanto, vale mantê-lo ao fotografar?

 

Já não é novidade para quem acompanha o meu trabalho e também para os meus clientes que eu sou fotógrafa de família e que a minha maior paixão é a fotografia infantil, mas já faz algum tempo que tenho refletido muito sobre a fotografia de família com os novos tipos de família… E isso começou quando pensei se deveria ou não misturar fotografia infantil com fotografia de casais homossexuais.

O meu medo? Perder os meus clientes por um possível julgamento.

A minha motivação? O amor.

Acontece que o medo, por vezes, se sobrepõe à motivação, mesmo que a motivação seja muito maior que o medo, porque este paralisa. Por fim, resolvi pesquisar, o assunto também surgiu em grupos de fotografia que participo, busquei referências e nada disso foi o suficiente para me convencer sobre seguir nenhum dos dois caminhos por uma questão bastante clara: há tanto preconceito espalhado entre algumas pessoas quanto há consciência emocional presente em outras.

E eis que surge uma questão, que me fez tomar um partido: Até que ponto é valioso relevar àquilo que se é e que se acredita por medo do “comercial”? Isso também é ter preconceito (velado, certamente) pelo mundo em que se vive.

Sobre ensaios com homossexuais

E eu passei a observar…

… Observei a quantidade grande de casais homossexuais que têm se formado, ao número de homossexuais que eu vejo lutando pelos seus ideais, direitos e cumprindo o seu papel de cidadão no mundo e observei proporcional quantidade de heterossexuais que também têm buscado as mesmas coisas.

… Observei a alegria de famílias tidas como “convencionais” pela sociedade ao gestar e conceber um bebê, da mesma forma que vi homossexuais criando crianças com tão vasto amor.

… Observei a fila enorme de crianças para adoção, frutos de famílias convencionais, sendo procurada e auxiliada por homossexuais, assim como vi a grande procura por formas de se ter um bebê por parte das novas famílias.

… Observei carinho na fila do supermercado das novas e das convencionais famílias.

… Observei princípios por parte de ambas também.

… Observei lares muito bem estruturados por heterossexuais e por homossexuais também.

… Observei o amor. O amor que transcende à existência e que forma famílias: Famílias de dois, famílias de duas, famílias deles, famílias delas, mas famílias, no sentido mais bonito dessa palavra e então eu pensei:

Sobre ensaios com homossexuais

Como o amor pode prejudicar alguém? Não há nada de negativo nisso! Uma criança perto de um homossexual continua sendo uma criança. Uma criança perto de um heterossexual continua sendo uma criança. Uma criança criada por um homossexual continua sendo uma criança. Uma criança criada por um heterossexual continua sendo uma criança.

O carinho e o amor são os mesmos, se não forem até mesmo maiores, porque, uma vez que você precisa lutar para ter voz, que você precisa relevar muitas coisas para ter respeito e que você sente na pele o quanto esse mundão pode ser desumano, você é capaz de ter ainda mais amor por você, por quem você ama e por quem você gera…

Logo pensei que as novas famílias são incríveis e que não existe exemplo maior de resignação que as novas famílias e então percebi: Não existem “famílias convencionais” ou “novas famílias”, existem “Famílias”, que criam lares por amor… e qual o sentido de eu, homossexual,  fotógrafa de família, com paixão por crianças, separar uma coisa de outra? Não existe sentido em separar as pessoas em grupos, uma vez que eu fotografo o amor.

E o amor?

Bom, o amor não tem sexo, é simplesmente amor!

Eu acredito e defendo isso e acho que, por ser assim, devo fazer minha pequena parte de não fazer divisões e tentar conscientizar as pessoas próximas a mim a pensar assim também.

Sobre meus clientes, acredito não ter problema nenhum com os que já são, e aos novos, se houver algum preconceito e apenas por isso não se interessarem pelo meu trabalho, apenas sinto muito. Não por “perder” um cliente, mas por me deparar com pessoas assim.

Por isso então, eu digo a todas as famílias (novas, convencionais, famílias de 2 ou de 5, com animais ou sem ou seja lá como for):

Noivo com noivo ou noiva com noiva pode? Claro! Sejam bem vindos às minhas lentes!

Sobre ensaios com homossexuais

Graziela Medeiros

Nasci em Osasco – SP em agosto de 1986 e cresci em São Paulo – SP, mas fui morar, ainda na infância, na cidade de Itamogi – MG e hoje posso dizer que sou mineira de coração. Me formei em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, mas , apaixonada por arte e fotografia, decidi não seguir carreira como publicitária. Sorrisos, Emoções e Momentos. Dedico meu tempo e a minha vida à fotografia: ofício de aprendizado constante e paixão de longa data.

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