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Técnica de Iluminação: “A Luz Masculina”

Oláááá de novo, Fotodgnianos!!!

Hoje vamos continuar a conversa que iniciamos no tutorial anterior onde o assunto foi A Luz Feminina e a forma de raciocinar na configuração da câmera (+ 0,7 no fstop, lembram?) e da distribuição das potências nas  luzes utilizadas, independentemente de serem cabeças de estúdio ou flashes portáteis com triggers.

Enquanto na Luz Feminina as sombras mais densas são uma “preocupação” e a idéia é sempre mantê-las preenchidas (Fill Light) tendo em conta EVs muito próximos da luz principal (Key Light), na Luz Masculina o raciocínio é o oposto, ou seja, as sombras densas são uma “necessidade” e devemos deixar uma diferença maior entre os EVs na comparação entre Luz Principal (Key Light) e Luz de Enchimento (Fill Light).

Outra coisa muito importante é o “Ângulo de Ataque das Luz Principal” que deve estar na área dos 45 graus à direita ou esquerda (áreas vermelhas do gráfico abaixo) o que cria zonas de contraste muito mais acentuado que deve ser preenchido (Fill Light) com uma segunda luz em potência sempre menor do que a ½ da Principal (Key Light) ou por um rebatedor (refletor).

Seguem dois exemplos e assim vocês conseguirão ver na prática como isso funciona da mesma maneira em estúdio e em exterior:

modelo: Jorge Santos/Make up/Hair: Inês Mocho/Fotografia: Fernando Bagnola

Reparem que as duas fotos tem exatamente a mesma configuração de iluminação, inclusive na direção das fontes de luz:

1) Luz Principal (Key Light):

a. Na primeira, em estúdio, flash+softbox vindo do direita.
b.
Na segunda, em exterior, sol direto (final da tarde) vindo da direita.

2)    Luz de Enchimento das sombras (Fill Light):

a. Na primeira, em estúdio, softbox vindo da esquerda com ¼ da potência da Luz Principal (Key Light).
b.
Na segunda, em exterior, a luz ambiente que vinha por trás à esquerda fez o preenchimento (Fill Light). Na parte de baixo (pernas) usei um snoot com flash portátil apontado diretamente para o chão branco do estúdio e assim criava um fill light totalmente sob controle pela escolha da potência até chegar ao mesmo nível da parte de cima (cintura até a cabeça).

3)    Fotometria:

a. A técnica utilizada aqui é a baseada, principalmente, na média ponderada de 3 medições (cabeça, tronco e pernas) e dessa forma ficamos numa escala mais baixa do sistema de zonas (que normalmente vem como 5 nos fotômetros/flashmeters). Isso, à partida já favorece os tons médios (midtones evitando as zonas mais altas acima de 8 na escala do sistema) acabem por roubar detalhes nas luzes de recorte por excesso de brilho.

 i. Na primeira, em estúdio, mede-se, simplesmente, conforme explicado acima dando 1 disparo com o flashmeter na parte superior, intermediária e inferior do enquadramento pretendido.
ii.
No meu caso, como uso bastante a lente em 300 mm para desfocar o fundo, muitas vezes estou muito afastado do modelo e o que faço é colocar a camera em medição pontual e fazer 3 leituras como explico no item i logo acima deste.

DICAS:

1) Para aqueles que não tem fotómetro/flashmeter, a solução é usar o cartão cinza 18% para medir já que, da mesma forma, ele está na zona 5 do sistema de zonas. Lembrando que isso deve respeitar, sempre, a mesma condição de iluminação em que o modelo se encontrar.

2) Quando uso a luz masculina sempre fotografo fecho -0,7 em relação ao fstop que der pois desta forma os tons médios ficam mais presentes. Para que isso possa ser feito com precisão, é fundamental que seja em RAW pois assim conseguimos usufruir do ótimo controle no Camera Raw.

3) IMPORTANTE: Sempre procure pesquisar sobre qual é o “ponto ótimo” da sua lente, considerando que nem sempre menores aberturas (em numero) constituem a zona de melhor performance. Normalmente, esta zona está próxima da média ponderada dos f/stops e, neste caso, foi abertura 11 numa escala que vai do 2.8 até 22. Algumas lentes, mesmos mais caras, tem a pior performance nos f/stops mais fechados.


Espero que tenham gostado deste tutorial de técnica de iluminação e que a partir de agora sempre apliquem em fotografias de Moda, Beauty, Retratos e  books de modelos  (as agências adoram fotógrafos que trabalham assim!!!).

Aquele abraço, Galera!!!! Até breve!!! :-)

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Fernando Bagnola

Fernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1984 atua nas áreas de Moda e Publicidade, vive em Portugal há 10 anos e desenvolve formações avançadas de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil, USA, África, Austrália e Portugal.

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