Fotografia de Interiores – Flash 4/5 (3)

Fotografia de interiores é um ramo da fotografia de arquitetura e, assim como a própria, requer um olhar mais objetivo do lugar a ser fotografado. Claro que não se deve ignorar o lado artístico, mas a técnica e simetria são muito importantes nesta área.

Leia antes de continuar: Fotografia de Interiores – Objetivas e Tripé

Existem dois tipos de fotografia de interiores: a informativa e a artística. A primeira é a que tem como objetivo retratar um ambiente fielmente, onde quem a ver saiba exatamente como o lugar é. Ela é mais técnica e não permite muita criatividade da parte do fotógrafo. Já a segunda exige um olhar mais sensível, permitindo ângulos mais ousados, e depende também do momento a ser fotografado.

Como já havia citado no artigo Fotografia de Interiores – Objetivas e Tripé, o foco deste artigo será na fotografia informativa. Neste tópico será abordado o uso e o não uso de flash para fotografar ambientes.

Muitos fotógrafos defendem o não uso do flash para a fotografia de interiores, pois o objeto tratado é um ambiente onde tudo deve ser “vendido” do jeito que é na realidade. Um projeto de arquitetura engloba tanto as divisões de espaço quanto sua parte mais decorativa, como iluminação. E, caso o fotógrafo não saiba manusear o flash corretamente, ele acabará por tornar o ambiente mais pobre, “matando” o design original.

Mas claro, como comentei, o entendimento do flash é de extrema importância. Acredito no potencial do flash neste tipo de fotografia, mas como um aliado. Nesse tipo de trabalho, o flash é somente mais um componente que precisa trabalhar junto com o diafragma e o obturador, mas sempre o último a ser acionado. Ele deve ser só um complemento, não como o parâmetro para a foto.

Por isso a importância do tripé. Com ele, você poderá usar velocidades mais longas, podendo assim, usar o flash só para completar o ambiente.

No uso do flash, quando ele é acionado, é sempre preferível rebatê-lo no teto, quando este for branco. Ele preenche de forma natural o ambiente, sem estourar os elementos que se encontram no primeiro plano. Agora, se o teto for de outra cor, que não branco, é bom rebatê-lo em alguma parede próxima que seja clara, ou então usar um difusor.

Quarto fotografado com flash rebatido no teto

Quarto fotografado com flash rebatido no teto

Defendo o não uso do flash em ambientes que possuam artifícios noturnos, onde o design não se encaixe em ambientes diurnos, como na foto abaixo.

Mesmo quarto fotografado sem flash

Mesmo quarto fotografado sem flash

Em ambientes onde a área externa seja muito importante para a composição da foto, o bom é fotometrar pela luz de fora e aumentar a carga do flash, para completar o ambiente interno.

Quarto fotometrado pela luz externa, flash completando a área interna

Quarto fotometrado pela luz externa, flash completando a área interna

E não é necessário que o ambiente externo esteja sempre visível, caso ele não tenha nenhum atrativo. Estourar um pouco a janela traz um ar sofisticado e etéreo à imagem, mas é preciso tomar precaução para que a janela não fique extremamente sobre exposta, fazendo com que objetos perto dela desapareçam, devido à luz forte.

Sala com a janela sobre exposta

Sala com a janela sobre exposta

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Larissa Pereira

Trabalha há 2 anos com fotografia de eventos, ensaios e interiores, é formada em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde foi apresentada à fotografia. Seu trabalho pode ser visto em www.larissapereira.com e podem-se acompanhar novidades em @lari_be pelo Twitter.

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