Como melhorar a Luz do FLASH 5/5 (1)

Flash. Flash 430EX. Luz flash. Como melhorar luz do flash.

No seguimento da redacção de alguns artigos, verifico que ficam algumas dicas por partilhar. Como sou a favor da partilha e troca de conhecimentos para a melhoria de um bem comum “A paixão pela Fotografia de Natureza”, o artigo que se segue retrata a utilização cuidada de iluminação artificial.

Possuo um Flash Canon 580 EX II e o antecessor Flash Canon 430EX I. A versão superior, 580 tem a opção de Master e o 430 apenas a de Slave, ou seja consigo que este último dispare após emissão do primeiro, o que não acontece no sentido inverso por limitação técnica. Aconselho por isto, a aquisição de um flash com a funcionalidade de master.

O nome Master representa a emissão de sinais infravermelhos de um flash para o outro, permitindo que disparem os dois simultaneamente, sem recurso a fios adicionais.

Vou demonstrar através de exemplos práticos, as diferenças entre os disparos de um e dois flashes. Procurarei ainda ensinar a construir difusores caseiros com o mínimo gasto possível.

No primeiro exemplo mostro o resultado de apenas um flash na sapata da câmera a fotografar o fóssil de trilobite.

Fóssil

Observa-se que utilizando o flash desta forma, existe sempre uma zona em sombra e a luz fica demasiado dura. A falta de homogeneidade no espaço luz/sombra transforma esta utilização do flash num método incorrecto.

No exemplo seguinte, mostro o mesmo fóssil de Trilobite fotografada com dois flashes, um master ligado com flashcord à sapata e outro como slave. Ambos os flashes estão paralelos ao objecto fotografado.

Fóssil

Com esta utilização dos flashes, a luz fica mais homogénea e equilibrada, contudo os relevos das sombras continuam visíveis, característica que retira a atenção do observador ao motivo a destacar.

A imagem pode ser melhorada, passando a utilizar os tais difusores caseiros que apresento neste artigo.

O difusor pode ser feito com diversos materiais. No meu caso, utilizei um plástico de um dossier comum. Esta base translúcida, permite que a luz passe de forma mais difusa. Dei-lhe as dimensões, recortes e dobragens adaptadas aos meus flashes. Cada um de vocês poderá encontrar medidas e dobragens diferentes das minhas. Para uma melhor difusão da luz, nada melhor que uma folha de papel de cozinha na frente do plástico base.

Difusor. Canon 430EX. Flash 430EX. Flash difusor. Flash com difusor

Observem como a zona luminosa do flash triplicou de dimensão com o difusor que desenhei.

Quanto maior for a zona iluminada pelo flash, maior será a difusão conseguida.

Flash com difusor caseiro. Difusir caseiro.

A melhor forma que encontrei de prender o difusor aos flashes foi através de fita de velcro, que custa menos de 1€/metro em qualquer retrosaria.

Pode-se observar na imagem que a superfície difusora está a determinada distância do flash, o que lhe confere por si só 1 Stop a 1 Stop e ½ de subsposição e por conseguinte maior difusão de luz.

Podemos concluir também que quanto mais aproximado o difusor estiver do flash menor será a expansão da zona iluminada. Procurem encontrar a distância e a dimensão perfeita para uma difusão a vosso gosto.

Nada nestes difusores foi criado com grandes regras e rigor, foi um trabalho de experiência que resultou muito bem e que melhorou de forma significativa a luz das imagens quando recorro à iluminação artificial.

Mostrar-vos-ei agora o resultado final da utilização dos dois flashes com as características do segundo exemplo mas com a aplicação dos difusores caseiros.

Fóssil

Neste terceiro exemplo temos uma imagem sem áreas de sombra visíveis tendo a luz ficado totalmente difusa e as cores melhorado susbtâncialmente. Neste exemplo verificamos que a qualidade da foto melhorou de forma significativa.

Por menos de 2 € em material, conseguimos ter um difusor para o nosso flash, sem recurso a caros e fracos difusores que se encontram disponíveis no mercado.

Sendo a fotografia uma área artística, não se limitem a desenvolver a componente técnica, experimentem, evoluam e aproveitem pois existe muito por explorar.

in www.luis-ferreira.com

“O Fotografia DG não se responsabiliza pelas opiniões emitidas
e imagens divulgadas pelos seus Colunistas”.

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Luis Ferreira

Com o seu trabalho voltado para a vertente natural, tenta mostrar pormenores invisíveis a olho nú e procura aproximações dos animais bastante difíceis. Cria uma empatia com a maioria dos seres que fotografa, direccionando o seu trabalho para a sensibilização das pessoas quanto à importância da conservação e valorização das espécies.

Participou e criou dezenas de exposições de fotografia, tendo tido o apoio da Epson na exposição "Micro-Cosmos" no posto de turismo de Góis e obteve ainda o apoio da HP nas exposições dos Festivais Fotonaturis de 2007 e 2008.

Tem efectuado acções de sensibilização intituladas "Educar a Preservar!" em escolas com crianças apartir dos 5 anos, promovendo assim a conservação da natureza no nosso Portugal.

Luis tem escrito diversos artigos técnicos de fotografia para revistas como Super Foto Prática e FotoDigital.

Actualmente é formador certificado de Adobe Photoshop Cs4 e Fotografia, tendo mais de 200 horas leccionadas. Trabalha com o Centro de Formação Flag (Coimbra) bem como freelancer.

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