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Depois de tirar a foto, eu faço o que? — Workflow!

Para o fotógrafo, o trabalho não termina com o fim dos cliques, e sim depois do workflow que vem em seguida

 

É uma dúvida recorrente, e normalmente a gente leva um tempo até descobrir qual o melhor workflow para o nosso tipo de trabalho.

E isso pode ter inúmeras implicações dependendo do tipo de fotografia que você pratica.

Começamos descobrindo (ou tentando) qual o melhor equipamento pra gente, e este artigo “Qual o melhor equipamento pra mim?” pode ajudá-lo se você não sabe por onde começar.

Feito isso, precisamos decidir qual a melhor configuração do equipamento e aqui já começa o que vai determinar o tipo de workflow.

Por exemplo,  se eu só vou fazer fotos de um evento a título de registro pessoal, eu não preciso fotografar em Raw e quem sabe até posso diminuir a resolução da minha câmera fotográfica! Onde? Lá na configuração do tamanho e qualidade da imagem.

Na Nikon D5200, como na maioria das Nikon´s, você pode escolher a qualidade separada do tamanho, e esse último só vale para arquivos jpgs.

 

(c) Simxer

 

(c) Simxer

 

E no caso em Canon 60D, como também na maioria das Canon´s, você pode escolher os dois parâmetros ao mesmo tempo:

(c) Simxer

Com essas imagens podemos observar que nem sempre é necessário deixar na maior configuração, se formos usar as fotos só para colocar no facebook, ou até mesmo imprimir em tamanho comum de 10x15cm, podemos perfeitamente economizar cartão de memória e bateria, eu sei, eu sei, as câmeras mais novas e principalmente as profissionais tem baterias imortais (A da Nikon D800 é assustadora), mas estou falando de um modo geral.

Bom, partindo do princípio que você pretende fotografar profissionalmente, ou até já faz isso, então sua melhor opção será fotografar em Raw, por vários motivos e aqui eu vejo isso como uma necessidade inclusive para o iniciante, já que você pode ajustar até a fotometria sem perda nenhuma de qualidade na pós-produção, e vamos combinar que acidentes na fotometria acontecem com uma certa frequência quando estamos começando :P

Se por acaso você tem uma câmera profissional e domina perfeitamente a fotometria, até imagino que você já tenha um workflow bem definido, e nesse caso fotografar em JPG não será nenhum crime, convivi com fotógrafos que fotografavam, editavam, e imprimiam seus álbuns, tudo em JPG de altíssima qualidade sem o menor problema, mas nestas condições aí de cima.

Aqui cabe uma observação porque percebo muitas dúvidas entre os meus alunos, se a câmera deles é profissional ou não. Entende-se por profissional as câmeras com sensores Full Frames, ou seja, que não possuem fator de corte nenhum, e por isso de qualidade (e preço) superiores, como por exemplo, a Nikon D800 e a Canon 5D MarkIII.

Semi-profissional é um termo mais mercadológico do que necessariamente técnico, mas vamos levar em consideração a diferenciação que o mercado faz e teríamos como exemplo de câmera semi-profissionail a Canon 7D e uma “Entry Level” (câmera de entrada) a t2i (550 EOS), e porque eu escolhi essas câmeras como exemplo? Simples, elas praticamente não possuem diferenças técnicas entre si e foram lançadas somente com 5 meses de diferença, apesar da 7D ser uma “Mid-size SLR” e a EOS 550 uma “Compact SLR”, elas possuem o mesmo tamanho de sensor, fator de corte, megapixels efetivos, e a Canon EOS 550 de quebra ainda bate na 7D em várias configurações. Você pode ver o comparativo aqui no Dpreview.

De acordo com a própria Canon as diferenças, além dos U$1.000 (Mil dólares!) é claro,  é que as câmeras semi-profissionais teriam:

Velocidades de disparo mais rápidas (importante ao fotografar coisas que se movem).

AF mais preciso.

Gravam dados no cartão mais rápido.

Visores mais nítidos.

Corpos mais robustos.

Baterias que duram mais.

E de acordo com minha experiência, esses fatores são muito importantes, mas nem sempre as ditas “semi-profissionais” estão acima das câmeras “de entrada” em todos os quesitos, por isso sempre é bom verificar as diferenças.

 

Não sabe como, ou tem dificuldade? Dê uma olhada neste meu artigo “Nikon ou Canon, câmera profissional ou semiprofissional? Aprenda a decidir você mesmo”, que é um tutorial detalhado de como fazer comparativos em equipamentos no Dpreview.

Pra mim, as câmeras se dividem entre full-frames e câmeras com sensores menores e tendo em mente que quem faz a foto é o fotógrafo, as câmeras atualmente evoluem mais pra facilitar alguns tipos de fotos do que necessariamente determinam a qualidade da foto, lembrando que aqui não vale a comparação entre compactas e câmeras “semiprofissionais” ou “de entrada”, estou falando de câmeras de mesmo nível técnico!

Continuando então o workflow…

Você tem um equipamento que não é profissional, mas que é perfeitamente capaz de produzir fotos profissionais, sim é possível, principalmente hoje em dia, com a sua qualidade técnica aliada às boas lentes você pode fazer ótimos trabalhos.

Uma dica é investir em monitores com tecnologia IPS (In-Plane Switch), que são aqueles que permitem maior ângulo de visão, ou seja, você pode olhar de vários ângulos e sempre verá a imagem do mesmo jeito, o que faz bastante diferença dos monitores comuns que depois de ajeitar a fotometria, ou até mesmo achá-la perfeita, você baixa a sua cadeira e a foto fica mais escura ou mais clara.

Claro que a leitura correta do histograma enquanto fotografa pode ajudá-lo a não ter problemas na edição, mas acredite, o monitor ajuda bastante.

Tenho certeza que vários fotógrafos possuem workflows diferentes, como eu expliquei lá em cima, isso varia de acordo com o tipo de fotografia e vou dar como exemplo os meus, sim, eu tenho mais de um!

Eu iniciei fotografando em JPG somente, mas logo percebi que era muito importante fotografar em RAW, e ainda nesse tempo a maior parte dos meus trabalhos vinham de eventos, e dentro desses eventos a fotografia de grandes casamentos, e porque eu disse grande? Por que com a grande quantidade de convidados, nunca menos de 400, o volume de fotos a serem tratadas aumentava exponencialmente e lá nos primórdios eu só usava o Photoshop pra fazer os ajustes.

Evidentemente não funcionava! Era humanamente imposs