Dicas para um ensaio Newborn na casa do cliente 4.81/5 (26)

Olá pessoal,

Hoje vou falar um pouquinho sobre o ensaio newborn na casa do cliente. Sei que muitos ainda estão começando e ainda não possuem recursos para arcar com um estúdio próprio e por este ou outro motivo realizam seus ensaios na casa do cliente.

Para quem acha que não é possível realizar um ensaio newborn na casa do cliente com a mesma qualidade que se tem em um estúdio, garanto que está bem equivocado. Saibam que existem fotógrafos de renome nesta área da fotografia que optam por fotografar na casa do recém-nascido (tenho que citar o trabalho do DigaChis que admiro demais).

Eu realizo meus ensaios na casa do cliente. Bem que eu gostaria de ter um estúdio montadinho, com tudo organizado, piso de madeira instalado…assim evitaria a “bagunça” generalizada que minha casa virou e o depósito ambulante de cestos e caixotes em que transformei meu carro. Mas como as prioridades no momento são outras, mantenho a academia em dia para ganhar força nos braços e mãos à obra.

Pensando nas diversas dúvidas que encontro nos grupos de fotógrafos de newborn e as que aparecem na minha fanpage, resolvi escrever um artigo com algumas dicas para quem vive a mesma situação que eu.

Então vamos lá, dica por dica:

1 – Props e Cenários – o que levar:

Ouço uma porção de fotógrafos dizendo que leva tudo o que possui (todos os cestos, caminhas, caixotes, wraps, gorrinhos, headbands, tecidos, mantas…uffa!!!) e na hora decide o que usar.

Eu fazia exatamente o mesmo, até que me dei conta de que não usava nem um terço do que levava. Aquilo não estava funcionando bem.

Alguns de nós gostam de levar muitas opções para os pais escolherem, mas esquecemos de alguns detalhes: normalmente os pais estão ansiosos e exaustos pelas noites mal dormidas; daí chega o fotógrafo, apresenta um monte de props, abre uma mala enorme cheia de gorrinhos, wraps, headbands e pede que escolham. Claro que eles vão ficar super confusos e possivelmente não vão saber o que escolher. Sequer vão pensar em regras de composição. Até porque esse é o nosso trabalho e não o deles.

Cheguei à conclusão de que deveria restringir o número de acessórios e levar somente aquilo que eu usaria naquela sessão. Agora já monto as produções, testo previamente para ver o que funciona e levo no máximo quatro para o ensaio. Faço kits completos pensando na composição.

Agora estou bem mais organizada, levo muito menos coisas, e consigo usar praticamente tudo.

Ainda com relação ao cenário, existem dúvidas com relação aos backgrounds.

Eu comecei com um piso vinílico (durafloor) que levava enrolado no carro. Era de um material fosco e não brilhava com a incidência da luz. Como não tinha suporte para fundo, usava o que encontrava na casa do cliente para prendê-lo. Já usei mesa, encosto do sofá, hack de TV. Ele sempre funcionou muito bem, até que com as indas e vindas dentro do veículo, acabou amassando e ficou imprestável. Puro descuido meu.

Figura 1 - Piso Vinílico Durafloor - Leroy Merlin
Figura 1 – Piso Vinílico Durafloor – Leroy Merlin

Se optar por este tipo de vinil, não deixe de mantê-lo enrolado em um tubo de PVC ou algo similar.

Depois do vinil passei para lâminas de PVC coladas sobre duas chapas de compensado (uma para o chão e outra para o fundo). Pesadinho, viu?! Tem seu prós e contras. Prós: não amassa, não dá brilho, cabem no carro, são fáceis de recostar na parede da casa, são lindas, são uma reprodução perfeita de um piso de madeira. Contras: Pesam uma tonelada (um pouquinho menos), são um incômodo dentro do carro, são um trambolho na minha casa.

 Figura 2 - Piso PVC autocolante - Leroy Merlin
Figura 2 – Piso PVC autocolante – Leroy Merlin

Pesando prós e contras fiquei com elas mesmo.

Depois que adquiri o suporte para fundo (vale muito o investimento gente), passei a usar também tecidos de decoração. Eles vêm enrolados em tubos, o que garante sua integridade e facilita o uso, já que a barra de suporte passa por dentro do tubo.

As vezes a casa do cliente possui bela decoração e papéis de parede incríveis que funcionam muito bem como fundos. Por isso sempre é legal conversar antes com o cliente, já que você pode levar ainda menos coisas para seu ensaio. O mesmo serve para tapetes, pisos e afins.

Para finalizar, sempre levo um fundo preto de veludo opaco para fazer montagens que amo demais.

Figura 3 - Manipulação de imagem com fundo preto
Figura 3 – Manipulação de imagem com fundo preto

2 – Fazendo a mudança na casa do cliente:

Bem, eu sou meio “sem vergonha” e já chego dizendo que vou bagunçar!!! Mas é claro que no final arrumo tudo direitinho. Rs.

Vejo sempre o melhor espaço, com a melhor iluminação. Geralmente as salas e varandas são meus eleitos. Uso a luz que entra pelas janelas para a iluminação e uso adicionalmente flash rebatido.

Começa o empurra – empurra de mesas, cadeiras e outros móveis para conseguir espaço suficiente.

Escolho um local para posicionar as chapas de compensado + PVC. Já deixo todas as produções montadas de forma bem visível para que eu não esqueça de nada.

Hoje em dia já tenho meu puff pastilha, mas sempre usava o sofá do cliente. Colocava várias mantas, umas sobre as outras, sobre o sofá e colocava mantinhas e fraldinhas (do bebê) por baixo, moldando a posição em que gostaria de colocar o bebê (sempre sob a primeira camada de manta).

Hoje possuo tripés e suporte para fundos e os uso para prender as mantas sobre o puff (com garras). A dinâmica é a mesma do sofá, só que o resultado é melhor (mais uma vez aconselho a aquisição).

Aprendi um truque com o DigaChis Recém-Nascidos no Newborn Photo Conference e hoje faço uso em meus ensaios. Eles ensinaram a montar uma “gambiarra” com pregadores de roupa e elásticos. Basta prender as mantas com o pregador e puxar o elástico amarrando onde for possível. Isso garante mantas bem esticadinhas e menos tempos de pós-produção para corrigir os amassados.

3 – Melhor horário:

Isso é bem relativo, mas vou falar por mim. Eu marco os ensaios às 09:00h. Isso porque em geral os bebês trocam a noite pelo dia e consigo que eles durmam bem neste horário da manhã. Peço que a mãe regule a mamada para as 08:00h. Na maioria das vezes dá certo, mas quando não dá, tenho o dia inteiro pela frente para conseguir a melhor hora de sono do neném. Isso garante a sessão e dificilmente tenho que retornar outro dia para concluir o trabalho.

4 – Equipamentos:

  • Nikon D800
  • Lente 50 mm f. 1.4 (sempre) e lente 24 x 70 mm f. 2.8 (muito raramente)
  • Macro – adquiro a minha agora em março e não desgrudo nunca mais. Quem puder investir, aconselho. Detalhes do bebê são a coisa mais maravilhosa e precisam ser registrados.
  • Flash – SB700
  • 2 Tripés com suporte para fundo infinito.
  • 3 garras.

5 – Cuidados Adicionais:

Levar sempre uma muda de roupa para você, porque nunca sabemos o que o bebê vai aprontar com a gente. Rs.

Levar sacos para colocar tudo o que foi utilizado para ser higienizado posteriormente.

Levar aquecedor para regular a temperatura do ambiente e álcool em gel para higienizar aos mãos constantemente.

6 – Pós Produção.

O pós produção acho muito pessoal, porque cada um tem seu estilo.

Vou compartilhar apenas duas dicas que acho muito legais:

Montagens com fundos pretos:

Sempre faço alguma montagem com fundo preto nos meus ensaios. Eles são ótimos, porque no pós produção é possível uniformizar o fundo e criar belas imagens. Tem milhares de exemplos no Pinterest, para quem quiser inspiração, mas trago um dos meus para vocês:

Untitled-1

Tem alguns exemplos de manipulação e tratamento de imagem com o fundo preto no meu blog. Dêem uma olhadinha por lá.

http://bellalunafotografia.com.br/blog

Bebê Johnson:

Todo mundo fica atrás do resultado “Bebê Johnson”, não é mesmo?

Eu consigo o resultado com o Portraiture, um plugin para Photoshop disponível na internet (através da compra do mesmo). Depois de baixar e instalar no seu PC, basta ir em Filtros < Imagenomic < Portraiture e fazer as regulagens que desejar.

Esse é o meu resultado:

_DSC2878

Por hoje é só! Fiquem a vontade para perguntar nos comentários ou na minha fanpage, pois ficarei muito feliz em responder (o que eu souber, rs).

Até a próxima e bons clicks!

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Liana Lemos

Meu nome é Liana Lemos, sou uma carioca de 33 anos apaixonada por fotografia. Como em todas as relações, um dia a paixão acaba ou virar amor. Comigo virou amor e então resolvi me profissionalizar. Desde então posso dizer que acordo, respiro, como, durmo e sonho com fotografia. Sou louca por crianças e pela pureza de suas almas e procuro buscar essa essência em minhas fotografias. Hoje digo com muito orgulho que sou fotógrafa infantil, de gestantes e família e agora escrevo para o fotografia-dg. Meu compromisso é estudar, me atualizar, e dividir o que sei, buscando uma constante melhoria naquilo que faço por amor.

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