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Entrevista a Fer Juaristi – Palestrante do Wedding Brasil

- Última Atualização a: 13/06/2014

Quem não fez a sua inscrição a tempo perdeu a oportunidade! As vagas para o Wedding Brasil já estão esgotadas, e faltando poucos dias para o congresso, restam apenas vagas em alguns Workshops, que serão ministrados no final de semana que antecede o congresso.

Já o Prêmio Wedding Brasil 2011 selecionou os 100 finalistas do concurso, sendo que agora cabe aos fotógrafos Vinicius Matos, Márcia Charnizon, Beto Riginik, Fabio Laub e Lauro Maeda, a dura missão de eleger os 40 finalistas e os 10 vencedores, que serão anunciados durante o congresso no Memorial da América Latina.

E para aumentar a expectativa dos congressistas, o Fotografia DG traz nessa edição da pré-cobertura do Wedding Brasil a entrevista de um dos palestrantes mais esperados dessa edição:  o mexicano Fer Juaristi!

Dono de um estilo singular, Fer Juaristi é premiado pelas maiores associações de fotojornalistas do mundo, e tem por característica a fotografia carregada de sentimento e poesia, com uma influência do cinema e do minimalismo.

Fotografia DG – O começo da carreira é sempre difícil, e às vezes até desestimulante, como foi o seu início e como enfrentou os primeiros desafios? Sempre fotografou casamentos ou fez outros tipos de trabalho?

Fer Juaristi: O mais difícil é encontrar um mercado que entenda a sua abordagem visual, no começo eu estive prestes a deixar de fotografar, porque eu recebi críticas muito ruins dos casais. Eles queriam algo mais tradicional e eu explicava bem no momento de vender.

Pouco a pouco o mercado compreendeu meu LADO B e a partir daí tudo se tornou um pouco mais fácil.  Até o momento o meu mercado é pequeno, nem todo mundo quer EXPERIMENTAR no dia do seu casamento,  eu aprendi a ter uma comunicação mais direta antes de assinar um contrato.

Fotografia DG – Fotografar de forma surpreendente:  um talento inato ou com técnica e persistência é possível aprender? Existe algum segredo?

Fer Juaristi: Eu creio que cultivar a nossa memória visual vendo muita arte, fotografia artística (não de casamentos), cinema e sempre tentar abrir a nossa sensibilidade um pouco mais nos ajudará mais rápido a criar um estilo pessoal.

Fotografia DG – Suas fotos possuem uma influência de minimalismo e são repletas de poesia, esse estilo sempre esteve presente nos teus trabalhos desde o começo ou foi descobrindo com o tempo?

Fer Juaristi: Podem ver meus primeiros trabalhos no meu primeiro blog que vão desde 2007 até hoje. Eu penso que, como tudo na vida, para mim é uma explosão, em vez de uma evolução.

Fotografia DG – Você diz que busca inspiração na moda, no cinema e nas artes visuais. Qual a importância destes elementos para a criação de uma identidade na fotografia?

Fer Juaristi: Misturar elementos, tudo isso já foi fotografado, ninguém tem uma proposta única, é simplesmente fazer a sua mistura da realidade e estar contente com o que ofereces.

 

Fotografia DG – Quem são os artistas que mais influenciam o seu trabalho?

Fer Juaristi: O trabalho de Pete Turner me deixa louco! Ele foi o primeiro fotógrafo que realmente me cativou.

Fotografia DG – Como você vê o futuro da fotografia de casamento?

Fer Juaristi: Vejo que estamos em um momento mágico, e que os profissionais devem demonstrar porque eles cobram o que cobram, já que todos podem comprar uma câmera e começar a fotografar em alguns minutos.

Fotografia DG – Em tempos de fotografia digital e massificação da produção fotográfica, você acha que a fotografia de casamento com status de obra de arte é apenas uma tendência passageira ou é algo que ganhará ainda mais força?

Fer Juaristi: Isso depende das nossas propostas e que os casais nos deixem brincar. Não posso adivinhar o futuro, mas posso me adaptar a ele

Fotografia DG – O que podemos esperar da sua palestra no Wedding Brasil?

Fer Juaristi:  Honestidade, falar o pouco que sei e compartilhar tudo.

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Diogo Ramos

Diogo Ramos, 26 anos, é fotografo e advogado, especialista em Direito de Imagem e Autoral. Desde criança esteve envolvido com a fotografia, vendo os trabalhos da coleção de seu pai. O interesse em fotografar surgiu somente após concluir a faculdade de direito, há dois anos atrás, quando realizou uma pesquisa sobre o Direito a Imagem e a Liberdade de Imprensa. A paixão pela fotografia foi tamanha que hoje se sente mais fotógrafo do que advogado, e exerce ambas as profissões conjuntamente.

2 Comentários

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  • muito bom,estou mesmo em busca de uma profissão,ja amo fotografia recebendo dicas então!!! muito obrigada por expor e permitir que vejamos terei o prazer em publicar.!!

  • Bom esse contato com quem já é a da área e está mais firmado em seu estilo, e saber que assim como qualquer um que começa a querer profissionalizar-se a sério (e não simplesmente querendo ganhar uns trocos com trabalhos meia-boca) também teve suas dificuldades.
    Agora tô passeando pelo site do Pete Turner – é mesmo bem interessante, embora quanto a uma ou outra foto perdida eu tenha minhas ressalvas, mas arte é isso: o que um enxerga como muito bom, outro tem outra opinião!

    Valeu a entrevista, Diogo!

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