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Informação logo ali, com Rodolpho Pajuaba 5/5 (1)

Uma máquina de informações sobre o mundo da fotografia digital. Essa foi a impressão que tive do fotógrafo Rodolpho Pajuaba, 45, quando o conheci durante as aulas de fotografia do Centro Europeu – ainda no segundo semestre de 2009. Impressão que ainda guardo comigo, especialmente depois da conversa de quase duas horas que tivemos para que esse texto para o Fotografia DG fosse escrito.

Carioca da gema, Pajuaba mora em Curitiba, capital do Paraná desde fins da década de 80, mais precisamente desde o ano de 88. A mudança para a capital paranaense aconteceu devido à antiga profissão – escalador. “Existia um fabricante de sapato para escalada de Curitiba e eu era patrocinado por ele. Então, eu ficava transitando entre aqui e lá”, relembra. Depois de algum tempo, escolheu aqui para viver impulsionado por mais dois motivos: a violência crescente na cidade do Rio de Janeiro e também o amor sentido pela, hoje esposa, Angela Marques Pajuaba. “Ela também escalava e nos conhecemos assim”, revela.

Feita a troca do Sudeste pelo Sul, do calor pelo frio, trabalhou três meses como redator publicitário (vale lembrar que ele é técnico em Publicidade e Propaganda). Passado esse tempo, resolveu partir para a fotografia. A primeira experiência foi como fotojornalista, depois laboratorista de filme preto e branco, ficando na área por quatro anos. O pior, conta, que era o cheiro dos químicos que ficava na mão.

E a jornada não para por aí: ele migrou para área de book, então virou fotógrafo de formatura e depois de duas temporadas se tornou coordenador dos fotógrafos. “Sei lá o por quê, talvez o cara tenha gostado do meu trabalho”, responde humildemente.

Fotografia de Rodolpho Pajuaba

Finalmente, em 1995, ele – em parceria com a esposa-, montou o próprio estúdio de fotografia. Os primeiros clientes foram no ramo de varejo de jóia e também de loja de ferragem. Atualmente, sua clientela é composta por Hotéis Mabu, Renault, entre outros. Três anos depois, o estúdio investiu no primeiro back-digital one shot de Curitiba. Nos últimos tempos, tem se dedicado a panorâmica 360º (ele é membro da WWP – World Wide Panorama) e a objeto 3D.

Mesmo que possamos dizer que ele tem uma área específica de atuação, é categórico ao dizer que no mercado fotográfico de Curitiba não há como se especializar. “É muito pequeno, então tem que fazer o que aparece”. Porém, Pajuaba não encara isso como um ponto negativo, pelo contrário. “A gente precisa mudar o paradigma pra ver o diferente”, afirma.  E por isso mesmo, além da panorâmica já fez ensaios autorais em Marrom Van Dyke, Cianótipo, entre outros (técnicas diferenciadas de fotografia). Sempre, segundo ele, pra sentir o novo.

Quem conhece o fotógrafo carioca sabe que ele é extremamente ligado às novidades do mundo digital fotográfico. Mas, como ele faz para acompanhar o ritmo desse mundo? “Só é difícil quando você entra, depois fica fácil”, revela e ressalta que com a tecnologia é possível também criar uma nova linguagem. Pensar que tudo começou com uma palestra que ele viu na capital paranaense sobre fotografia digital… “Fiquei louco , queria saber como aquilo funcionava. E, como sempre gostei muito de ler, fazia isso e depois aplicava na prática”, conta.

Se antes era o cenário se mostrava duvidoso por ser um dos poucos – se não o único – que perambulava por esse mundo novo da fotografia, hoje a história é outra. “Tínhamos um padrão baixo, e isso é ruim. Mas com o passar do tempo, com outros fotógrafos participando, o nível melhorou e muito. Isso acontece principalmente pela própria troca de informações”. Ainda bem – diga-se de passagem .

Porém, não pense que esse autodidata tem uma referência de fotografia. “Gosto muito do trabalho do Clicio, porque ele é meu amigo. Talvez Mark Tucker”, conta. Tucker, creio eu, tenha sido a inspiração para as fotos feitas no tempo que morou em Bruxelas na Bélgica – em 2009 – com a técnica conhecia como Tilt Shift.

Para finalizar, Pajuaba dá a dica aos fotógrafos: “Filmes ruins. Vejam filmes ruins. Isso só vai fazer bem”, acredita.

Algumas fotografias de Rodolpho Pajuaba:

Conheça outros trabalhos fotográficos de Rodolpho Pajuaba, no seu site: http://pajuaba.com.br/

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Annelize Tozetto

Annelize Tozetto - conhecida como Anne - é definida por diversas frases (e silêncios) já que ela mesma é composta por várias partes e momentos. Duas delas têm maior destaque. A primeira foi dita pela também brasileira Lya Uba: "Nasci fotógrafa e vou morrer fotógrafa. Se existir uma próxima vida... também serei fotógrafa". A outra, foi Anne mesmo quem escreveu: "Fotógrafa por paixão. Jornalista por opção. Bloguista por interesse. Chocólatra por vício. Viaja pelo mundo. Colhe histórias e aprende muito com tudo isso.” A experiência profissional de Anne , em fotografia, está voltada para o fotojornalismo e fotodocumentário. Além disso faz fotos de eventos, books e ensaios fotográficos.

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