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Fotografa brasileira faz dos ensaios infantis um verdadeiro conto de fadas

No cenário atual da fotografia no brasil estamos vivendo uma grande transformação no que diz respeito a arte como todo.

E no meio de toda esta transformação, Artistas femininas estão trazendo de volta toda áurea romântica que parecia ter se perdido na corrida em meio ao caos do avanço tecnológico e pelo consumo desenfreado no que diz respeito apenas ao retorno de Capital.

O trabalho destas mulheres poderiam ter como base de referência no movimento Pre Rafaelita na pintura (Fundado na Inglaterra em 1848 –  por Dante Gabriel Rossetti, William Holman Hunt e John Everett Millais e dedicado principalmente à pintura. Este grupo, organizado ao modo de uma confraria medieval, surge como reação à arte académica inglesa, que seguia os moldes dos artistas clássicos do Renascimento.) Fonte: Wikipédia

Acervo: Gabriela Massi Yamanishi

Fizemos uma entrevista com a artista Gabriela Massi Yamanishi e ela conta um pouco mais sobre o seu trabalho.

1 – Gabriela poderia falar um pouco mais sobre sua origem e quando começou a fotografar?

Tenho 24 anos, nasci em Panorama, mas moro em São Paulo desde os três anos. A fotografia sempre esteve presente na minha vida, desde pequena pegava escondido a câmera da minha mãe, para fotografar meus irmãos e primos, e ela ficava louca porque eu sempre acabava com os filmes, e naquela época revelar fotos não era algo tão barato, mas no final dava tudo certo, e as fotos ficavam um tanto quanto engraçadas.

 – Como você classificaria a sua fotografia?

Minha fotografia é muito simples. Eu gosto de uma expressão facial calma e serena, um olhar natural, roupas com um toque vintage, sem muita distração. Eu sempre procuro por uma emoção ou expressão que me interesse como espectador.  Acho que o meu estilo de fotografia é um pouco melancólico, eu gosto disso.

3 – Porque fotografar crianças?

Eu sempre gostei de fotografar crianças, tudo nelas me encantam, desde o olhar inocente, até suas manias e vontades. Fotografar crianças é poder voltar a infância e esquecer que existe um mundo lá fora. Um dia eu estava reclamando do sol forte, e a modelo (3 anos) me olhou e disse “Tia, Sol é saúde.” É engraçado, eles sempre me ensinam coisas novas.

4 – Quais as maiores dificuldades no cenário para artistas femininas?

Acredito que a maior dificuldade para as artistas femininas, é ter que lidar com o machismo que ainda é muito presente nesta área.

5 – Fale um pouco mais para nós quais equipamentos fazem parte do teu trabalho.

Trabalho com uma câmera cânon 6d e lentes 35mm 1.4 sigma art, cânon 85mm 1.8 e cânon 135mm 2.0.

6 – Quais artistas te inspiram?

Eu tenho uma grande lista com as minhas maiores inspirações, mas algumas delas são Marie Spartali Stillman e Margaret Keane grande parte das minhas fotografias são inspiradas em suas artes. Também admiro e me inspiro muito no trabalho das fotógrafas Elena Shumilova e Júlia Zarkh.

7 – Conte nos um pouco mais sobre seu processo de composição e edição.

Pra mim os fatores principais para uma composição perfeita são: círculo cromático, produção, ângulos, poses simples e luz. Eu gosto de chegar antes da modelo, para procurar os melhores lugares, posiciono a minha irmã e juntas vemos os melhores ângulos, onde a luz está mais bonita, etc. Assim quando a modelo chega, nós já sabemos em quais os melhores lugares para fazer as fotos. O meu processo de edição muito simples, ajusto as cores no Adobe Câmera Raw gosto de tons mais terrosos, as vezes quando precisa disfarço olheiras, e tiro marchinhas de pele. Aprendi com o tempo que menos é mais.

8 – Percebemos que os teus retratos trazem uma áurea de romantismo e nostalgia porque decidiu trazer este contexto de volta em um mundo onde as pessoas estão buscando outros segmentos?

Eu quero mostrar que há uma mágica na vida comum e as melhores coisas são as mais simples. No Brasil esse estilo de fotografia não é muito comum, as pessoas estão acostumadas com fotos mais “alegres”, coloridas, poses prontas e muitas informações. Então para ter resultados diferentes é preciso fazer algo diferente, e eu fui atrás disso. É como ver aquela imagem e voltar numa época/momento que você nunca viveu ou conheceu. Ainda estou muito longe de onde quero chegar, mas acredito que, se continuar trabalhando duro, chegarei lá.

9 – Como você enxerga o cenário atual, a arte como um todo?

É legal ver como as pessoas estão se interessando mais pelas artes (seja lá qual for) aqui no Brasil é bem diversificada, mas falta um pouco de incentivo, união e valorização. Tem muito artista bom que merece reconhecimento. Hoje as pessoas buscam seguidores, e não qualidade no trabalho.

10 – Dica de Ouro.

Seja autêntico e ouça sua intuição. Não fotografe somente para clientes, crie seus projetos pessoais, mostre ao mundo o que está dentro de sua alma. 

Para saber mais sobre o trabalho da artista:

Misha Voguel

Misha Voguel nome artístico de Michel Assis, atualmente com 34 anos é natural de Salvador BA no momento reside em São Paulo capital, começou a fotografar em 2010 no estilo Street Photography, em 2012 intensificou a fotografar em decorrência do nascimento de seu filho e nesta época era gerente em uma metalúrgica, em 2014 iniciou na fotografia como profissão, um ano depois passou a identificar com retratos de crianças e a dedicar a uso de lentes manuais, como a Petzval 1840, se especializou nela e já fotografou mais de 400 crianças.

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