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Fotografe com menos ruído em ISO alto 4.56/5 (9)

Um dos maiores motivos da frequente troca de equipamentos por parte dos fotógrafos é a busca por imagens mais limpas com ISOs elevados. A cada novo lançamento, os desenvolvedores buscam aprimorar a eletrônica das câmeras fotográficas em busca da menor incidência possível de ruído em altas sensibilidades.

Porém, para a grande maioria dos fotógrafos, trocar de câmera a cada lançamento é uma realidade bem distante. Pensando nisso, resolvi buscar uma alternativa. Não chega a ser a salvação da pátria, mas pode dar um fôlego extra para quem ainda não pretende quebrar o cofrinho e contar todas as moedas para adquirir um novo brinquedo.

Antes de saber como regular sua câmera para gerar menos ruído, é importante entender um pouco o processamento de imagens interno.

Traduzindo para uma forma bem simples, o processo de formação da imagem passa por duas etapas: captura (sensor) e processamento (processador de imagens).

Na captura, o sensor da câmera, formado por uma determinada quantidade de pixels, recebe a informação luminosa que passa pela objetiva.

Cada sensor possui um valor de sensibilidade ideal, normalmente o menor número apresentado pela câmera. No caso da Nikon D300, por exemplo, este valor é 200. Abaixo ou acima disso, tudo é feito pelo processador de imagens.

Neste ponto, a densidade de pixels do sensor é fator determinante para a qualidade final da imagem. Na Nikon, por exemplo, existem dois sensores bem conhecidos: DX e FX. A diferença entre eles está basicamente no tamanho e, consequentemente, na densidade de pixels.

Para tornar a leitura mais fácil, segue uma analogia:

Peque 10 palitos de dente e coloque em uma caixa de fósforos. Agora, peque os mesmos 10 palitos e coloque em uma caixa de sapatos.

Os 10 palitos estão presentes nos dois casos, mas com muito mais espaço entre eles na caixa de sapatos.

Voltando ao tema, a caixa de fósforos é o sensor DX, a de sapatos o FX. Os dois, com a mesma resolução, possuem a mesma quantidade de pixels, mas com densidades diferentes. E quanto maior a densidade, neste caso, menos informação cada pixel capta. Com densidade menor, no caso do sensor FX, cada pixel consegue captar uma quantidade maior de informação luminosa.

Posteriormente, um processador de imagens com um software específico, processa essas informações captadas por cada pixel e aplica uma série de algoritmos para gerar a imagem final.

E é justamente nesta segunda etapa onde podemos interferir para conseguir resultados melhores com sensibilidade elevada.

E o ruído?

As informações repassadas pelo sensor nem sempre são completas. Muitas vezes, nas áreas de baixa luz, os pixels não conseguem captar nenhuma informação. O resultado são falhas que precisam ser preenchidas para que a imagem não tenha, literalmente, buracos. Programado para fazer isso, o processador de imagens simplesmente preenche tais falhas com um valor aproximado aos pixels adjacentes. Como o valor não bate exatamente com a informação que deveria estar ali, o resultado são pontos de cores diferentes, ou, traduzindo, o ruído.

Quando aumentamos o ISO além do ideal (200, na D300, por exemplo), não estamos aumentando a sensibilidade do sensor, mas pedindo ao processador de imagens que acrescente ganho às informações. Algo parecido com o ajuste de brilho do Photoshop. Isso amplia a informação das áreas bem iluminadas e facilita a captura com baixa luminosidade, mas o ganho também é aplicado às falhas, e o ruído torna-se ainda mais evidente.

Nos sensores FX, como cada pixel capta mais informação em virtude da menor densidade no sensor, ao subirmos a sensibilidade ISO o processador tem mais informação para trabalhar, e o ruído fica bem menos visível. Nos sensores DX ocorre o inverso. Como a quantidade de informação é menor não há como esconder tanto o ruído, bem mais pronunciado.

Eis que surge outro parâmetro: a nitidez.

A grande maioria das DSLRs tem controles específicos de nitidez, contraste e saturação. É importante destacar, no entanto, que isso não afeta em nada o trabalho do sensor. O sensor vai captar a informação luminosa da mesma forma, independente da regulagem. O que muda com a utilização desses controles é a forma como estas informações serão processadas pela câmera.

Por natureza, temos o costume de aumentar ao máximo a nitidez proporcionada pelas regulagens da câmera, em busca de mais nitidez da imagem final. A regulagem deste parâmetro não altera a captação física, mas indica ao processador de imagens quanto ele vai aplicar de contraste entre os pixels adjacentes, para dar a ‘impressão’ de maior nitidez.

Porém, ao regularmos uma nitidez maior, esta também é aplicada aos pixels inseridos pelo processador de imagens para cobrir as falhas de informação vindas do sensor, o que evidencia ainda mais o ruído.

E aqui vem a saída: reduzindo as variáveis da câmera para quase zero, temos uma imagem mais bruta, com muito menos interferência do processador de imagens. Posteriormente, tais alterações podem ser aplicadas na edição, na medida do fotógrafo, para obter resultados melhores e mais limpos em sensibilidades mais elevadas.

Qual a lógica disso tudo?

O processador de imagens da câmera tem um software que não recebe atualizações constantes. Com uma imagem mais brutas, parâmetros como redução de ruído, nitidez e contraste podem ser feitos posteriormente, em softwares mais atualizados, com algoritmos melhores, e o resultado será superior.

Vamos aos exemplos:

Todas as imagens feitas com: Nikon D300 + 18-55mm – ISO 3200, f/3.5, 1/50s

FOTO 1 – NITIDEZ: 0 – SATURAÇÃO: -2/3 CONTRASTE: -2/3

 

FOTO 2 – NITIDEZ: 9 – SATURAÇÃO: 0 CONTRASTE: 0

 

DETALHES – SEM CORREÇÃO

IMAGENS EDITADAS NO LIGHTROOM

DETALHES

Apesar de utilizar a mesma sensibilidade ISO nos dois casos, o resultado final da primeira foto, após tratamento das duas imagens no Lightroom, é bem superior em relação ao ruído.

Os mesmos testes foram feitos com ISO 1600 e 2500, onde o ruído é bem menos pronunciado nas imagens, e os resultados foram bem satisfatórios na D300.

Vale lembrar que tudo foi feito em JPEG. No formato RAW, o resultado pode ser ainda melhor. Apesar do RAW ser um formato ‘bruto’, alguns parâmetros são aplicados pela câmera. No Lightroom, por exemplo, não há como baixar a nitidez além do mínimo pré-estabelecido pela câmera. A vantagem do RAW, juntamente com estas regulagens acima explicadas, é a possibilidade de ajustes ainda mais finos, já que a informação captada pelo sensor foi muito pouco alterada.

Boas fotos!

Agora que leu, avalie o artigo e deixe um comentário mais abaixo:

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  • Mauricio

    Interessante

  • Andre

    acontece me o mesmo e não percebo o qu se passa

  • Neno Canuto

    Muito boa essa dica.
    Parabens!!!!!

  • Leonardo Peterson

    Boa noite Thiago! Gostaria de aprender a fazer esse tratamento no Lightroom, Porem tem alguma video aula que vocês nos indica a assistir?

    • Diogo Guerreiro

      Leonardo uma solução muito boa para o seu problema é o curso de LR5 módulo revelação. Acesse: http://bit.ly/1HGnL7N

  • leleu

    Boas informações, mas acho que uma Nikon d300 é um tanto ultrapassada para ser mencionada, sensores FX são mais novos automaticamente melhores, exceto na d800 que tem 36 mp, ou seja pixel muito comprimidos o que causa algumas perdas em situações de pouca luz, com resultado melhor em ambientes programados, é fato que as câmeras Canon de um modo geral produzem menos ruídos, como também é fato que quanto melhor o equipamento (Canon 5d2,5d3,6d) menor a quantidade de ruído, é claro que existem formas de se minimizar estes problemas. Nem uma câmera fotográfica consegue gerar tanto ruído como uma nikon d7000, quando falei da d300 digo que a mesma em ISO 300 certamente vai gerar mais ruido que uma Canon 5d3 em iso 3200.

    • Acho que vc deveria rever seu comentário. Sobre o que falou da D7000 está totalmente errado. Embora ela tenha os pixels menores, ela tem um controle de ruído excelente, pesquise. E sobre a D300, embora seja uma câmera mais antiga, gera imagens muito melhores que as mais novas, tipo: D3100, D5100 e etc. Sobre a questão da Canon produzir menos ruído, vc precisa se atualizar, pesquise sobre as câmeras D610 e D750, dão um banho em qqer Canon similar. Isso se chama evolução meu caro.

  • Eduardo Nunes

    Tem uma coisa apenas que não entendi, tirando as fotos com minha D5000 no formato raw, se eu colocar iso alto ele não será aplicado as fotos, correto?

  • Eduardo Nunes

    Cara, faz 2 anos que tenho uma Nikon d5000, e garimpo muita informação desde então. Mas essa tu explicação foi a melhor até agora. Valeu mesmo.

  • pedro rocha fortes

    gostei do nível das análises dos problemas apresentados,
    parabéns.
    pedro fortes

  • Acho que eu sei o que pode ter ocorrido, se vc fotografou em RAW o Lcd te mostra um JPG com ajustes da camera, e este JPG pode ter algum NR… o RAW, visualizado no LR e na tela de um LCD tem normalmente uma aparencia ruim… mas é natural esso: a imagem tem muita informação e a resolução da tela do monitor não atende essa grande quantidade de dados e os graos ficam super evidentes! Parece areia fina em todo lugar… na impressao no entanto a concentração de dados sobre para 300DPI! e volta a ser imperceptível ao olho nu…

  • Aconteceu comigo uma coisa muito estranha com relação a ruídos.
    Fui fazer um casamento outro dia numa igreja pequena teto baixo, depois que liguei as luzes fiz a fotometria vi que não teria a necessidade de fazer as fotos com flash e resolvi deixar ele de lado. Eu estava usando uma canon 7D com uma lente 24-70 uma 70-200 e uma 18-55 tudo 2.8 Na maioria das fotos eu estava usando f/3,2 pra não desfocar ninguém 1/100s de velocidade e iso na casa dos 1600 a 2000 – Tudo perfeito. Vale lembrar que eu sempre fiz fotos de casamentos com flash nesse dia resolvi não usar e achei que não teria problema algum deixar o iso até 2000 final na maquila ele vai até 6.400 "grande engano". Quando eu tirava a foto eu conferia com o zoom da maquina e estava tudo nos conformes, mas quando cheguei em ksa que fui ver as fotos no pc pimba lá estavam os ruídos, nossa fiquei louco de raiva. Toda foto que eu abria aparecia o danado. Fiquei tão preocupado que na madrugada mesmo eu mandei pra impressão 10 fotos pra eu comparar. Na segunda fui buscar as fotos e na impressão quase não se percebe os ruídos, mas vcs sabem como somos perfectionistas tem que estar 100%….
    Até hoje tento descobri o porque dos ruídos, porque na maquina não aparecia, no pc apareceu e muito e na impressão quase nada… Se alguém tiver passado por algo parecido responde ai.. Abs – Rodrigo Gonçalves

    • cleber

      Andre, não sei qual monitor vc usa, pode ser que utilize monitor de muita qualidade e que as vezes a impressora não tenha essa qualidade e detecte isso e, meio que ofusca, creio que se saber a configuração da impressora daria para comparar com seu monitor

  • Leandro dos Santos

    No meu caso a luta contra o ruído é constante devido ao minúsculo sensor da minha câmera, uma Fujifilm Finepix S4000. Ela até que é boa (para uso doméstico de quem não tem muito recurso financeiro) em condições de boa iluminação como à luz do sol. Porém, para condições adversas como à noite com pouca iluminação ou ainda, com boa iluminação (aos nossos olhos) por luzes artificiais, sejam incandescentes ou fluorescentes, a coisa muda muito.

    A sensibilidade mais baixa da minha câmera é ISO 64, logo, tudo o que se coloca acima disso cria ruído, porém, até ISO 400 de forma "aceitável" por assim dizer. Acima disso, é terrível o resultado. O grande problema não é isso, o grande problema é que devido ao minúsculo sensor (creio eu) só conseguimos usar ISO 64 ou ISO 100 sob a luz do sol (diretamente ou à sombra). Em ambientes fechados, somos forçados a usar ISO 400 no mínimo para poder ter um tempo de exposição baixo (1/30s ou 1/40s) e fotografar pessoas ou animais, em movimento, ou ainda, usando algum tipo de zoom, em ambos os casos com obturador o mais aberto possível (ƒ/3.1).

    A ideia passada, pelo menos nas câmeras mais baratas como a minha, não se aplica perfeitamente, mas pode ser sim experimentada de acordo com a situação, porque não? No caso da S4000 ao baixar a Nitidez (Alta, Média, Baixa) para Média, realmente os resultados parecem ficar melhores, porém, ao visualizar em 1:1 ou zoom 100%, parece que a imagem fica borrada e sem detalhe algum. Se usar Nitidez baixa então, esqueça, a foto parcerá mais pintura à óleo do que fotografia. Mas como disse, cada situação é diferente e pode-se usar o ajuste da Nitidez para tentar compensar a deficiência do equipamento, principalmente ao fotografar objetos/cenas onde não se requer tantos detalhes ou ainda resolução alta.

    Uma dica para câmeras com sensores "pequenos" e alta densidade de pixels é não usar a resolução no máximo, até porque, essa resolução oferecida nem sempre é a resolução real permitida pela área do sensor. A Fujifilm S4000 mesmo, que tem resolução teoricamente de 14MP eu recomendo usar apenas 5MP se quiser fazer fotos 4:3.

    De qualquer forma, o artigo é muito útil e interessante.

    Abraço e parabéns pelo site ;)

    • Só uma correção… o que se abre é o diafragma, não o obturador, Leandro.

      Quanto a alterar o tamanho das fotos, pesquise se o tamanho é alterado "na fonte" mesmo ou apenas ao final, quando a câmera "entrega" o arquivo para o usuário, já que, salvo engano meu, não dá no mesmo.

  • Rafael

    Essas configurações de nitidez, contraste e saturação da pra zerar no lightroom, geralmente abre com algumas prédefinições da maquina mas tem como tirar e se usar o Capture NX da pra escolher a pré definições q vc quer usar isso com nikon, nas canon não sei

  • Rafael

    Essas configurações de nitidez, contraste e saturação da pra zerar no lightroom, geralmente abre com algumas prédefinições da maquina mas tem como tirar e se usar o Capture NX da pra escolher a pré definições q vc quer usar.

    • Rafael

      esqueci de escrever antes, isto nas nikons, nas canon ja não sei como fica.

    • Rafael, o artigo é sobre como _evitar_ ruídos, não reduzi-los depois que eles já foram provocados.

      E não sei o que quis dizer com "zerar no Lightroom", mas me parece que você está enganado… a exportação no LR, mesmo de um RAW, salvo engano meu, não inclu predefinições da câmera no quesito nitidez e etc, a não ser nos metadados (e talvez nem isso). Ou seja, o LR não mostra, por exemplo, a barra de nitidez aumentada quando se exporta um RAW que foi feito com a câmera configurada para clicar com nitidez extra: por padrão as barras ficam em 0 ao exportar (a não ser que você mude o padrão no software para exportar com nitidez extra, mas estou falando de padrões "de fábrica").

  • Rose Cruz

    Tenho uma D7000 e nao encontro onde posso alterar essas configuraçoes. Teria como me ajudar, por favor. Desde ja agradeço e parabéns pelo artigo.

    • Rafael

      vc pode entrar nas configurações do picture control e alterar, ou fazer pelo capture NX (talvez o view nx tbm ) e baixar na camera

  • xereda

    Prezados colegas,

    Mais alguem fez testes e comparativos, do assunto aqui tratato, especificamente com arquivos RAW?

    Ainda tenho dúvidas de que possam surgir ganhos em arquivos RAW, visto que, na teoria, as definições impostas pela câmera, são atribuitdas aos metadados do arquivo RAW e não efetivamente utilizadas como parâmetros na renderização, como é o caso do JPEG.

    Desde já agradeço,

  • Danilo Medeiros

    Ola Thiago, tenho umas D800 já e tinha uma grande duvida sobre o assunto, mas a matéria me tirou todas as duvidas, fiz o teste e realmente faz a diferença. Muito obrigado pela e espero que venha mais… Danilo Medeiros

  • Ederson

    Excelente post, muito bom, porém gostaria de um esclarecimento, sempre ouço dizer que o melhor processamento é feito no arquivo RAW, pois ele é a forma bruta da fotografia digital, sem influencias do pós-processamento realizado no interior da câmera, o que ocorre nas fotos em jpeg, sendo assim os ajustes que a câmera fornece deveriam alterar apenas as fotos que forem tiradas no formato jpeg, deixando as fotos tiradas em formato RAw serem alteradas apenas pelas funções básicas da câmera tais como (abertura, velocidade e iso), neste caso então se eu usar as fotos em RAW no lightroom não deveria ocorrer os problemas que foram apontados nas fotos, aliás as fotos acima foram a partir de qual formato?

    • Thiago Antunes

      Ederson, as imagens foram feitas em RAW.
      Das três funções básicas que você cita – abertura, velocidade e ISO – apenas as duas primeiras realmente são básicas.
      A abertura é controlada diretamente na lente, e a velocidade no obturador.
      Todo o restante, incluindo o ISO, são aplicados pela câmera sobre as informações captadas pelo sensor para gerar uma imagem.
      Assim sendo, mesmo em RAW, há influência de muitos ajustes feitos nas configurações da câmera.
      A grande diferença, no entanto, é que o arquivo RAW não é uma imagem pronta. Em uma linguagem bem simples, o RAW tem duas partes: um arquivo com as informações captadas pelo sensor e uma tabela de referência com dados para o processamento dessas informações.
      Quando você fotografa em JPEG, a câmera fornece um arquivo pronto.
      Quando você fotografa em RAW, a câmera te fornece uma referência.
      Na edição do JPEG, se você precisar clarear um tom, você irá mexer diretamente nele.
      No RAW, quando esta alteração é feita, não é o arquivo final que é alterado, mas a tal tabela de informações que está agindo sobre este arquivo.
      Esta não é uma linguagem técnica, mas acho que fica mais fácil visualizar as coisas.
      Sobre a questão específica da redução da nitidez na captura de arquivo em RAW: pensando na tal tabela de referência do RAW, imagine a seguinte situação:
      Nitidez: valores possíveis de 1 a 10;
      Quando fiz os testes, ao abrir as imagens no Lightroom, percebi que havia diferença no controle de Nitidez. Quando eu mantinha a nitidez em 10 na câmera, mesmo deixando o controle de Nitidez do LR no mínimo, as imagens ficavam mais nítidas em relação aos arquivos onde o regulagem de nitidez da câmera estava em 0. E é justamente este o ponto que dá a diferença de resultados. Com menos nitidez aplicada na câmera, pude controlar a nitidez em níveis específicos e conseguir um resultado melhor na relação entre redução de ruído/perda de detalhes.
      Espero ter esclarecido.

      – Só para deixar clara a questão do ISO: apesar das alterações serem físicas (em resumo, o sensor recebe ganho elétrico para ficar mais sensível), um software específico trabalha esses resultados. Resumindo: há interferência direta de pós-processamento da câmera no resultado obtido pelo sensor, o que não ocorre com a abertura e a velocidade conforme citado no início.

  • vagnerrondon

    O tamanho de um sensor DX é 66% do tamanho de um sensor FX o problema de ISO está relacionado com a densidade de pixeis por polegada.
    Um D800 tem uma densidade muito maior que uma D600. Significa que a D800 seria pior que a D600 ??? Não creio.

  • J Ricardo

    Qual seria o maximo ISO indicado para uma Canon T3i, para fotografar sem pós produção?

    • Eduardo

      Até ISO 800, vc terá pouco ruído na T3i, mas isso não quer dizer nada… Afinal, é melhor ter mais ruído e conseguir fazer a foto, do que não ter nenhum ruído e conseguir apenas um quadrado preto ou uma foto subexposta, ou ainda um borrão no lugar do que deveria ser uma imagem…

  • Alexandre

    Na verdade também estranhei muito esta informação. Até então tinha a informação de fonte segura de que o aumento de sensibilidade era resultado do aumento do sinal elétrico do sensor que tinha como efeito colateral gerar um campo magnético causador do ruido. Quanto mais próximos os fotodetectores (= quanto maior densidade) maior a interferência magnética entre eles, e, consequentemente maior ruido de modo que em câmeras com maior sensor e menor densidade o range de zoom confortável quanto ao ruido é muito maior. Obviamente que a tecnologia de cada fabricante interfere nisso, de modo que os sensores tem evoluído muito neste quesito. O mesmo aplica-se ao sinal elétrico que quanto maior, maior será o campo magnético, ou seja, o quanto um pixel vai interferir no outro depende de doris fatores: densidade (o quão próximos estão entre si) e o ISO (qual a intensidade do campo magnético gerado pelo aumento do sinal elétrico que visa aumentar a sensibilidade)._Agora pesquisando vi que é bastante comum encontrarmos informações sobre esta teoria de que o ISO é meramente trabalho do processador, mas sendo assim teríamos um RAW feito em ISO 100 igual ao RAW feito em ISO 6400, e consequentemente ao trabalhar em RAW não precisaríamos nos preocupar com isso e dificilmente perderíamos uma foto, pois bastaria no lightroom alterar o ISO e a exposição estaria recuperada._Sugiro a explicação do Leo Terra neste link aqui: http://forum.mundofotografico.com.br/index.php?to

    • Marcelo

      Não podemos esquecer que ISO serve de referência para abertura e velocidade, isso é imutável, ate no format RAW

  • dbprs

    Olá. Legal o texto, mas fiquei com uma dúvida. Você afirma o seguinte:
    "Quando aumentamos o ISO além do ideal (200, na D300, por exemplo), não estamos aumentando a sensibilidade do sensor, mas pedindo ao processador de imagens que acrescente ganho às informações."
    Acredito que a realidade seja um pouco diferente: há mudanças na captação de luz do sensor ao aumentar o iso, mesmo que isso seja controlado por algoritmos o sensor precisa trabalhar de maneira diferente. Da maneira que você escreveu dá a entender que se tivesse os dados crus que foram captados pelo sensor, eu poderia ter a mesma imagem no pós-processamento simplesmente aplicando os algoritmos corretos nela, independentemente de em qual setagem de iso ela foi feita.

    • concordo com você. O aumento do iso é um aumento do ganho do sensor (como se aumentássemos o volume do som) e como consequência do aumento do ganho aumenta também a interferência dos ruídos eletrônicos. Não é um trabalho somente do processamento da imagem é físico.
      Fora esse detalhe o artigo é ótimo.

  • Cristina

    Oi, Thiago.
    Muito importante e interessante esse artigo.
    Tenho uma Nikon D5000 e gostaria que respodesses se tem como configurar a nitidez, contraste e saturação.
    Tenho ainda muitas dúvidas e minhas fotos não tem nitidez nem saem com foco no local certo que faço na hora do click (botão até meio pra focar e até o fundo pra bater a foto).
    Sou muito iniciante…
    Agradeço qualquer dica neste sentido.
    Valeu, e muito obrigada por esse texto esclarecedor.
    Abraço!

  • allsoares

    Outro ponto de dúvida: Eu estava olhando um detalhe. Eu usava sempre JPG Fine com config Vivid na minha D90. Então devido a algumas fotos que fiz num show usei RAW+JPG Fine. Quando o LightRoom importa a foto com o Vivid Ele evidencia as alterações impostas por esta configuração.
    Preto 5 / Brilho 50 / Contraste 25
    Ai vem a config mais interessante:
    Nitidez
    Intensidade 25 / Raio 1,0 / Detalhe 25 / mascara 0 (zero)

    Em JPG estas configs são incorporadas a foto e você não as enxerga.

    Resumindo: O Ajuste que o software da câmera dá a nitidez é aplicado sem Mask e aparentemente é feito em separado !!! É um ajuste como que pode ser modificado assim como o brilho e o contraste. É por isto que ele aumenta o ruído. Como no JPG este tratamento não fica aparente, não sabemos, mas acaba tendo um aumento de nitidez em áreas não desejadas (superfícies) quando o ideal seria nas arestas e bordas. Somado a isto uma compressão JPG efetuada pela câmera que todos sabemos não é a melhor…
    Precisamos ver se isto é verdade e se afeta o arquivo RAW do mesmo modo que o JPG. Eu não percebi em RAW a diferença…Alguém poderia testar?

    • Eduardo

      A foto feita em RAW é muito superior, pois é captada da forma mais pura possível, sem muitas interferências da vontade da câmera de tentar acertar as coisas… E o pós processamento no Lightroom fica muito melhor em RAW, experimente deixar a nitidez de uma foto em RAW em 50 e uma feita em JPEG pela câmera nesse mesmo valor… Não tem comparação!!! O único problema do RAW é o tamanho dos arquivos, que geralmente são bem grandes (algo perto da quantidade de megapixels de cada câmera, por exemplo, minha Canon 40D de 10MP produz imagens RAW com aproximadamente 10 mega, assim como minha Nikon D300 de 12 MP tbm produz imagens em torno de 12 mega em modo RAW).

      • Eduardo

        É por isso que, apesar de eu estar tentado a comprar uma D800, não vou fazer isso, pois uma única imagem em RAW feita pela D800 possui em torno de 40 mega, e se jogar o ISO p/ valores acima de 800, esse tamanho aumenta ainda mais!!! Eu acho que o ideal são câmeras de no máximo 18MP, pois qualquer coisa acima disso demanda computadores com as configurações mais poderosas e muito espaço disponível p/ armazenamento.

        • vagnerrondon

          Como diz um amigo meu….
          Numa época que HD está dando em árvores….. Espaço não é muito problema….
          Já comprei HD de 20GB por 500 reais, o preço hoje em dia de alguns de 3TB.

  • Luiz Alberto Soares

    Tenho uma pergunta: Assim como o controle de nitidez dá câmera,quando ativado, acaba produzindo uma imagem de qualidade inferior, será que os controles de "Red. ruído na exposição longa" e "Red. do ruído c/ISO elevado" (presentes na Nikon) podem gerar artefatos indesejáveis ou mesmo remover detalhes a ponto de "plastificar" a imagem ?

  • Eduardo

    Muito bom o post! Parabéns!

    Uma dúvida sobre os equipamentos, todas as cameras possuem esse ajuste de Nitidez, contraste e saturação?
    É um ajuste realizado antes de se fotografar? Ou faz-se quando já tirou a foto?
    Possuo uma nikon d5100, porém está beeeeem longe de minhas maos. rs

    Obrigado!

  • kwnilcelio

    Nossa belo post, está foi a melhor explicação que encontrei sobre ISO na internet, agora é dominar a técnica de pós produção para corrigir essas granulações!

    Parabéns excelente post

  • Geraldo Costa

    excelente materia,, muito bom mesmo parabens e obrigado.!

  • Thiago como configuro a nitidez, contraste e saturação na 5D II?

    Este exemplo serve tanto em ISO alto como também em ISO baixo? Gostei muito das informações passadas.

    • Paulo, obrigado pela visita.
      Nitidez, contraste e saturação, na 5D II, estão no menu, opção Estilo de Imagem.
      Sobre a questão do ISO, o resultado será muito bom também em ISO baixo, mas a grande diferença é percebida mesmo só em ISO alto, onde o ruído normalmente é bem evidente.
      abs

  • Brunob, Leonard Leon, obrigado pela visita e pelos comentários.

  • Leonard Leon

    Parabens Thiago, muito boa essa materia sua! Ajudou bastante a intender os pq dos pq!
    pq tdo mundo sabe q ISO alto pode granular a foto, mas o pq disso no "bruto" ninguem explica tao facil de ser compreendido como vc explicou!

  • Brunob

    Muito boa a dica! Bela sacada, incrível, depois que você termina de ler fica aquela sensação de 'como não pensei nisso antes?' sorte que temos o fotografia-dg pra dar boas dicas como essa!! ^^ Abraço

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