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Porque a fotografia beneficia sua saúde mental

Megan Kennedy conta que relações ela percebeu entre Fotografia e saúde mental

via Digital Photography School

 

No começo a fotografa me pegou por uma simples razão: eu não conseguia desenhar. Meu eu de 16 anos tinha pra ela que a fotografia devia ser bem fácil. É só apontar a câmera e disparar, certo? Porém trabalhando na câmara escura da faculdade, percebi o quão poderosa é a câmera para uma vazão artística. E à medida que realizava minha própria prática fotográfica, fui vendo outro lado da fotografia também, suas qualidades terapêuticas.

Ela dá os fotógrafos a oportunidade de realmente verem um meio ambiente, fazendo o máximo em qualquer situação. A fotografia requer adaptabilidade e foco, levando fotógrafos a correrem atrás daquele clique perfeito e indescritível. Por isso muitas pessoas consideram a fotografia tão efetiva para cultivar uma boa saúde mental.

Saúde mental é um tema vasto. Ele colhe experiências externas e as funde indiscriminadamente com psicologia. Pessoalmente sinto que fotografia não tem a ver apenas com câmeras e fotos, e sim consistência. Algo que me permite voltar aos tempos difíceis. Com frequência acho que a fotografia pode ser a diferença entre um bom ou um mau dia — isso é uma coisa poderosa.

Aqui estão algumas maneiras que encontrei pelas quais a fotografia é benéfica para meu próprio bem-estar mental.

Motivação

Desde os estágios mais primordiais nos estudos fotográficos, a câmera treina o olho a procurar detalhe e oportunidade. Note você ou não, há chances de você logo começar a ver o mundo pelo perímetro de um visor — com ou sem a câmera na mão. O processo de um fotógrafo é frequentemente cíclico, buscando motivos que vão levá-lo a documentá-los fotograficamente. E para fotografar esses motivos adequadamente vai precisar de um olhar com discernimento. Uma coisa alimenta a outra, e a motivação estimula ambos.

No entanto o relacionamento entre a fotografia e a motivação pode ser tênue. Manter-se fotografando em dias melhores cria um senso de estabilidade em períodos mais complicados. Caçar o esquivo “clique perfeito” e resplendor de uma sessão fotográfica vai tornando-se lentamente uma necessidade, instigando resiliência.

Nós fotógrafos somos sortudos no fato de termos uma ferramenta auto-suficiente para estender a mão. A fotografia abre uma uma profusão inesgotável de portas, fornecendo oportunidades para explorar, viajar, experimentar e experiência de crescimento. Ela também ajuda nas relações com diferentes locais e modelos, levando-nos a locações tangíveis que são um refúgio para dias desanimados. Uma técnica de cuidado pessoal valiosa.

Pessoas que veem de fora podem não entender o funcionamento interno ou o bem-estar de um(a) fotógrafo(a), mas até mesmo a menor das realizações durante um novo dia facilita as complexas dificuldades passadas num mau dia. A fotografia tem muitos benefícios e todos vêm ao pegar uma câmera em suas mãos.

Mindfulness

Mindfulness (atenção plena) pode ser um recurso importante para a saúde mental. Normalmente você poderia pensar em yoga ou meditação ao conversar sobre isso. Mas não é diferente para fotógrafos.

É um tempo para fazer um balanço de sua paisagem mental. Ele dá um impulso a um estado de atenção ao que o rodeia e aos seus próprios pensamentos. Quando você traz consciência aos seus próprios sentidos você está deliberadamente sendo atento (mindful). É quase como apertar por um momento um botão de reset, dar uma respirada e prestar atenção à sua experiência sensorial. A atenção plena foi encontrada para a contemplação, a memória de trabalho, o foco, a auto-compreensão e a redução do estresse.

A fotografia não é como mindfulness, ela é mindfulness. A fotografia requer um foco profundo em toda a absorção sensorial na busca de motivos fotográficos. Ela prioriza as ações envolvidas na fotografia, evitando algum tipo de sobrecarga sensorial.

Esse senso do que rodeia o/a fotógrafo(a) transforma um momento numa imagem cuidadosamente pensada, mesmo que num ínfimo segundo. E tudo isso funde-se para formar um único momento fluido, com cada clique do disparador ativado com propósito e motivo. Como disse Don McCullin, fotógrafo documentarista e de guerra:

“Fotografia pra mim não é olhar, é sentir. Se você não consegue sentir o que está olhando, então você nunca vai conseguir que outros sintam qualquer coisa quando olharem para suas fotos.”

Perspectiva

Desde suas primeiras encarnações, a fotografia deu forma a nossas compreensões do mundo. Eadweard Muybridge é conhecido por suas fotografias do Meio Oeste, mas ele mudou seu foco para um empenho mais científico quando Leland Stanford, um proprietário de cavalos corredores, perguntou-lhe se poderia estudar a dinâmica do galope de um cavalo.

Muybridge recebeu a tarefa de desmembrar o que o olho não poderia. Até os esforços de Muybridge a maioria dos artistas pintava cavalos em trote sempre com uma pata no chão. O uso que Muybridge fez da fotografia no entanto revelou que a maneira de correr do cavalo incluía ter todas as patas no ar no decurso de cada larga passada. Seu método foi um dos primeiros usos da perspectiva em fotografia, revelando o potencial científico da câmera.

Fotógrafos fazem uso tanto físico quanto mental da perspectiva para reimaginar o mundo. Às vezes uma nova perspectiva é física, ou reflete as maquinações internas do processo de um fotógrafo. A inspiração pode bater a qualquer momento, e é por isso que procuro manter a câmera comigo o tanto quanto possível.

Pensar, planejar, investigar, polir. Fotógrafos fazem uso de experiência pessoal para transmitir uma nova forma de sintetizar uma cena, deliberada e propositalmente. O resultado é um insight incomum sobre um motivo/modelo. Essa abordagem genuína pode revelar uma fé mais forte em sua própria fotografia, mas também encoraja relacionamentos entre um espectador e o/a fotógrafo(a).

Esse contentamento desenvolve consciência, ponderação e discernimento.Esse compartilhamento de ideias também é catártico e benéfico mentalmente: um problema compartilhado é um problema cortado ao meio.

Conclusão

Artistas sempre traduziram arte a partir das manifestações artísticas do artista. A fotografia cultiva reflexão, inspiração, consciência e foco. Sua fotografa reflete sua própria experiência, criando novas perspectivas e conexões com as pessoas. A arte consegue virar a perspectiva de cabeça pra baixo.

Compre aprimorando suas próprias experiências, você pode desenvolver uma atenção plena em sua prática que flua nas esferas da criatividade e alivie algumas das cargas de baixas mentais.

 


Megan Kennedy é fotógrafa e escritora baseada em Canberra, Austrália. Desde sempre fascinada por voos, inspirou-se daí sua prática fotográfica documentando a intricada forma de aeroplanos. Megan também interessa-se por fotografia de viagem e interações humanas com paisagens modernas, através de intervenções tanto incidentais quanto propositais. É bem versada na prática analógica e na digital. Tanto seus escritos quanto suas fotos já apareceram em numerosas publicações. Site | Instagram

Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

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