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Preparando uma viagem fotográfica de A a Z

Imprevistos sempre vão existir, mas numa viagem quanto menos atrapalharem suas fotos melhor

por Sandra Vallaure, via Dzoom
foto: RawPixel

Você com certeza já tem em mente seu próximo destino. Logo que entrar nas próximas férias na certa já terá resolvido para onde vai neste ano, seja para aventurar-se ou em viagem cultural, o que mais aprecia. Em menos de um mês vou pro Japão! É possível que já esteja pensando nos preparativos sobretudo no que se refere aos aspectos fotográficos da viagem. Se está nessa situação, este artigo deve lhe interessar.

Não tem nada mais emocionante pra um fotógrafo que a perspectiva de iniciar uma grande aventura com sua câmera ao ombro. Se dúvida já sentiu isso. Novos lugares, novas experiências, novas pessoas… Abre-se à frente uma infinidade de possibilidades para documentar e conservar.

No entanto, preparar-se pra uma nova viagem pode ser uma tarefa fatigante: escolher o equipamento adequado, assegurar-se de estar levando tudo que vai necessitar, localizar os lugares que pretende clicar, planejar as fotos com antecedência e um sem-fim de coisas mais.

Nos últimos anos tive a sorte de viajar pra muitos destinos, próximos e longe de casa. Com o tempo fui aprendendo a partir de meus (por vezes muitos) erros e desenvolvi um método para ter certeza de que está tudo pronto. Por isso vou compartilhar esse processo com você.

Procure escolher os melhores locais

Dedique um tempo investigando com profundidade sobre seu destino e comprovará que todo esse tempo investido lhe permitirá voltar pra casa com imagens espetaculares.

Por que gastar tempo em ver fotos de outros?

Me fizeram essa pergunta em muitas ocasiões e reconheço que faz sentido. As pessoas me dizem que querem fazer suas próprias fotos, não copiar ou imitar a de outros. E ainda que eu pudesse escrever um ensaio sobre a impossibilidade de que dois fotógrafos vejam o mesmo e fotografem de forma idêntica, esse não é o propósito deste artigo, nem o de sua investigação fotográfica.

Na verdade você não busca ideias para copiá-las, e sim informação que te ajude a identificar o povo, as coisas e lugares que gostaria de captar com sua câmera. Sempre há margem para as surpresas em uma viagem, porém é interessante conhecer de antemão alguns elementos chamativos a fotografar. E, sobretudo, é importante que conheça as dificuldades com as quais poderá encontrar pelo caminho.

Dessa forma estará preparado. Ou ao menos bem mais do que se não fizer esse trabalho de investigação.

Como levar a cabo seu trabalho prévio de investigação

Pode escolher entre duas maneiras, ambas igualmente práticas e úteis:

— Você já decidiu-se por um destino e pretende ver o que pode ser interessante na área, cidade ou país.

— Está vendo detalhadamente fotos que lhe chamam a atenção e decide que vale a pena organizar uma viagem pra esse lugar.

A maior parte das pessoas entra dentro da primeira categoria, sabendo aonde vai. É possível até que conheça alguns lugares que quer fotografar enquanto está está por ali. A fotografia não é o objetivo principal de sua viagem, de forma que precisa maximizar o pouco tempo que tem disponível com sua câmera.

Entretanto se você é dos que gosta de planejar uma viagem fotográfica torna-se muito divertido imagens e encontrar novos locais que gostaria de visitar e imortalizar. Há pouco tempo, por exemplo, vendo fotos de Roma, uma cidade na qual estive muitas vezes, encontrei um par de rincões os quais nunca ouvido falar. Já deve imaginar que não demorei muito a voltar para carregar uma recordação…

Não procure somente por lugares. Busque por tudo aquilo que termine sendo interessante pra você.

Por onde começar?

Na verdade a busca não inicia-se com seu destino. Começa com seu conceito.

O que você trás no retorno pra casa que contém a essência do que experimentou enquanto estava viajando? Eram as pessoas ou a paisagem? Lhe atrai a cultura, as cores, uma textura? Se fixou nos detalhes ou viveu algum evento especial?

Não precisa escolher só um ou limitar-se a essa breve lista. Precisa somente pensar no tipo de imagem que deseja. Veja com um plano em mente e as possibilidades de sucesso serão maiores. Alguns chamam de visualização prévia, já eu prefiro prefiro chamá-lo de “tirar a cabeça do buraco” porque o que conta é o resultado final. 

As piores decepções que tive com minhas fotos de viagem foram quando visitei um lugar sem ter a mínima ideia, esperando que algo extraordinário ocorresse como que magicamente. Mas não: a magia não surge, tem que buscá-la.

Onde buscar?

Esses sites não deveriam surpreendê-lo(a). São minhas principais fontes de inspiração quando começo a preparar uma viagem fotográfica:

Flickr

500px

SmugMug

Google Imagens

Sempre busco nestas quatro páginas porque cada uma tem algo que falta à outra. Pode ser uma vista diferente de uma paisagem, um mapa, informação do fotógrafo sobre como fez. São complementares.

Em verdade você não precisa investigar apenas sobre o ponto de vista ou de onde foi tirada uma foto. Imagine que vai fotografar ao seu sonhado destino e se dá conta de que planejou a viagem numa época péssima do ano. Pode ser que os parques nacionais estejam fechados se for baixa temporada. Ou que a direção do sol não seja a ideal. Ou ainda que ocorra um congresso na cidade que faça com que o alojamento esteja com preços nas nuvens.

Consulte fóruns ou guias de viagens para saber em que época do ano é melhor ou é baixa temporada. Baixe um aplicativo no celular que lhe permita antecipar a posição do sol em uma data determinada. A maioria das cidades publicam os principais eventos que vão acolher. Olhe em seu buscador preferido e digite “próximos eventos em [nome da cidade]” para ver a agenda. Trate de antecipar-se a qualquer imprevisto que lhe atrapalhe em conseguir o conceito fotográfico que busca.

Deixe sempre margem para a improvisação

O ato de planejar e investigar o tipo de foto que pretende produzir durante sua viagem não significa que tenha que ajustar-se a um programa estrito de atividades. O que consegue-se com isso é ter uma ideia sobre o que esperar e como planejar algo que lhe interesse de fato. Você sempre terá tempo para explorar e nunca se sabe que oportunidades inesperadas surgirão durante sua viagem.

É sua viagem. Empregue seu tempo como quiser. Um pouco de planejamento não fará mais que ajudar-lhe a não deixar nada perdido pelo caminho.

Como planejar uma fotografia

O trabalho prévio de busca de locais é muito importante. Não somente lhe trará ideias novas de lugares ou cantos concretos onde fará fotos incríveis, como também lhe ajudará a descartar os que terminem não sendo tão interessantes pra você.

Agora que já possui uma lista do que deseja fotografar é hora de pensar em como levar a cabo.

Prefere gente? (mas não tem cara-de-pau)

O mero ato de pensar em clicar pessoas durante uma viagem é suficiente para que muitos fotógrafos sintam calafrios e tenham um pânico incompreensível. Chegar perto de completos desconhecidos e lhes perguntar se importam-se em ter um retrato tirado por ser todo um desafio. Não deixe de tentar. As pessoas são o que fazem um lugar ser especial, e esse tipo de foto costumam dar resultados muito bons na fotografia de viagem.

Porém antes de aprender quais as melhores técnicas e truques para captar o povo durante sua viagem, a primeira coisa a fazer é investigar onde encontrá-lo.

Um grande ponto de encontro são os mercados. E o melhor deles é que estão por toda parte. Não importa o seu destino, sempre haverá algum mercado, geralmente de alimentação, onde os locais reúnem-se para abastecer-se.

Outro ponto interessante normalmente são os eventos extraordinários. Entre eles pode-se encontrar um festival, um evento cultural (exemplo: uma processão de Semana Santa ou um desfile de Carnaval) ou mesmo um casamento. Todos eles presumem grandes oportunidades fotográficas nas quais encontrará muita gente participando de algo excepcional.

Por último, não descarte a possibilidade de fotografar as pessoas em sua rotina habitual ou realizando suas tarefas diárias. Isso inclui desde pegar o transporte público até cozinhar. Qualquer atividade vale porque o extraordinário às vezes também esconde-se por trás do ordinário.

Uma vez que tenha determinado os lugares que possam ser mais propícios a fazer essas fotos, preocupe-se em conhecer melhor as pessoas. Esteja consciente quanto a qualquer reação que sua câmera venha a provocar: alguns terão medo de sua teleobjetiva; em outro lugares não poderá clicar as mulheres. Tudo dependerá de onde você estiver.

Informe-se de antemão e evitará situações embaraçosas que podem ser inclusive comprometedoras.

Se sua paixão é a cidade

É muito fácil fazer fotos sem graça de edifícios. Trate de captar a alma da cidade.

Qualquer entorno urbano te oferece um leque infinito de possibilidades. Neles é certo que os motivos se multiplicam, mesmo no menor dos povoados. Andando só um pouquinho já terá tempo de clicar silhuetas de edifícios, , gente ao caminho do trabalho, detalhes arquitetônicos abstratos, uma atividade frenética na rua ou mesmo uma cena prazerosa num parque.

Também poderá captar elementos do passado e do presente através da arquitetura, compor uma cena de rua, adentrar-se num beco solitário e, metros depois, encontrar-se de cara com um dos ícones dessa cidade.

No entanto para conhecer uma cidade com profundidade você tem que estar preparado para percorrê-la novamente, e não cansar-se de ir aos mesmos lugares em momentos diferentes do dia, ou diferentes dias da semana. Combine a agitação com a calma, a inspiração que baixa num artista de rua ou a tranquilidade de uma zona de restaurantes cedo da manhã. As cidades são organismos tremendamente mutáveis que alteram-se rapidamente e possuem mil facetas.

Somente explorando durante horas você será capaz de ficar com o que mais gosta. Você escolhe.

Se lhe interessam as paisagens

Nessa disciplina você não somente terá que realizar um trabalho prévio para determinar a localização. Deverá ter em conta além disso dois fatores importantes: o primeiro é a meteorologia; o segundo é a luz.

Se você possui um interesse especial em fotografar paisagens urbanas ou de natureza e quer contar com as melhores condições de luz, não posso deixar de recomendar que olhe o Photopills. Hoje em dia é a aplicação mais completa para planejar qualquer tipo de foto de paisagem, e creio que que é uma ferramenta imprescindível para fotógrafos de todos os níveis.

Tenho que reconhecer que na primeira vez que você a utiliza é surpreendente a multiplicidade de ferramentas e possibilidades que ela inclui. Algumas das mais interessantes são:

  • Planejador do Sol e da Lua com um mapa que lhe permitirá posicionar-se onde quiser no mundo;
  • Informação do Sol com tudo que necessita saber sobre ele, 
  • crepúsculos e horas mágicas;
  • Informação da Lua que inclui um calendário, suas fases, as datas das superluas e, claro, as horas do surgimento e poente;
  • Tabela de hiperfocais que te permitirá visualizar como a distância hiperfocal muda com a abertura e a 
  • distância focal. Além disso te ajudará a entender as relações entre abertura, distância focal e distância hiperfocal;
  • Visores 3D de realidade aumentada (RA) do Sol e da Lua, da Via Láctea, o equador celeste e da estrela polar [caso esteja no hemisfério norte].

De todas formas, se em algum momento sentir que precisa de ajuda, não deixe de passar aqui no Fotografia DG, onde encontrará artigos e vídeos, e sempre poderá comentar e tirar suas dúvidas. Se ainda assim lhe restarem questionamentos, escreva-nos!

Que equipamento escolher e como deixá-lo pronto

Sua primeira pergunta — e na certa a mais importante — será “Que câmeras e objetivas vou levar?”

A resposta não é simples, e geralmente é necessário que pese com calma. Quando algum amigo ou leitor do blog me pergunta que câmera deveria levar na sua próxima viagem, sempre respondo o mesmo: “Depende”. A verdade é que não há uma escolha única, mágica e perfeita. É mais o resultado de considerar os prós e os contras.

Pra começar pense em quais são suas metas de sua viagem: o que espera fotografar, e o que pensa em fazer com as imagens no seu regresso pra casa? O equipamento que levará será muito diferente se for passar uns dias em Nova York ou se forem duas semanas em safári na Tanzânia.

Quando comecei a combinar minha paixão pela fotografia com as viagens eu costumava cometer um erro de principiante: enfiar coisas demais na mochila. É inevitável: cedo ou tarde vai terminar arrependendo-se de ter levado um equipo que ao final nem usa. Esse excesso de peso e volume termina sendo uma carga quando tem que arrastá-lo por aeroportos, estações de trem, ônibus e até andando pela rua.

Falando em carregar peso de monte, tenho que lhe confessar que em muitas ocasiões optei por levar o tripé para clicar entardeceres ou auroras, e no final das contas usei foi para nada. Por vezes porque os horários não encaixavam-se em meus planos de viagem, outras porque a meteorologia não acompanhava, ou ainda porque é complicado conciliar a fotografia com seus acompanhantes de aventura. Mas não aguento, na próxima vez volto a jogar o tripé na maleta.

Posto isso, chegado o momento da escolha, pense com calma qual equipamento será o que lhe permita conseguir o que você quer ao longo da viagem. Estenda todo seu equipamento na cama ou no chão, selecione pouco a pouco o que levará e descarte o que deixará em casa. Quando acreditar que já chegou no ponto, dê uma segunda examinada para ter certeza das escolhas.

Esse nível ideal em levar somente o necessário pode parecer difícil a princípio, porém é bem menos complicado do que imagina. Um truque que sempre pratico é fazer uma lista de tarefas no Evernote. Na primeira vez terá que fazer uma lista completa com tudo que você tenha (câmeras, objetivas, filtros, tripé, carregadores etc). Logo depois fica tão simples quanto ir marcando cada caixinha dependendo se vai levar aquele objeto ou não.

A vantagem do Evernote é que a lista fica armazenada na nuvem e está sempre ali para ser consultada a partir de qualquer dispositivo. Além do mais também é uma boa forma de certificar-se de que não deixou nada no hotel antes de partir. Me cai muito bem uma lista virtual, mas se preferir pode fazer uma no papel mesmo. O mandamento é não perder.

Uma vez que tenha escolhido o suporte, chega o momento de testá-lo. Seja minucioso(a) para não deparar-se com surpresas de última hora. Aqui tem uma listinha de coisas a fazer:

— Limpe suas objetivas

— Limpe os corpos

— Assegure-se que o sensor não está com manchas de poeira. Se tem, trate de limpá-lo com cuidado

— Carregue todas as baterias. É aconselhável que tenha ao menos duas, para caso alguma esgote-se antes do tempo ou deixe de funcionar

— Esvazie ou formate seus cartões de memória

— Verifique os ajustes de sua câmera e coloque-a nas configurações-padrão. Não seria a a primeira a deixar o ISO em 1600 e só dar-me conta depois de já ter feito muitas fotos!

— Limpe a bolsa ou mochila onde levará seu equipamento.

Por último, se cogita levar um computador, dedique um tempinho em limpá-lo e checar se possui um bocado de espaço livre. Isso é igualmente válido para os HDs externos que vá levar como cópias de segurança. E não esqueça de deixar um backup de teus arquivos e outro local que não seja sua casa para que nada seja perdido em sua ausência.

Que acessórios levar e por que

Mesmo que a câmera seja a peça principal de qualquer equipamento fotográfico, não vai demorar em se da conta de que às vezes será necessário adicionar certos acessórios. Graças a eles conseguirá melhores resultados conforme torne-se mais exigente com suas imagens.

Aqui você tem uma lista de alguns dos acessórios que deveria considerar levar:

Baterias. Já disse mas insisto que é fundamental que tenha ao menos duas. Desse modo, se uma acabar a carga ou se danifica, sempre terá uma (ou várias) à mão para repor.

Carregadores. Não somente os das baterias de sua câmera! Não esqueça dos de seu celular, seu tablet/notebook (se decidir levá-lo) e qualquer outro gadget. E, claro, não deixe de verificar o sistema elétrico de seu destino e se precisa de algum adaptador de tomada.

Cartões de memória. Além de esvaziá-las e formatá-las, leve quantos puder por desencargo. É melhor não usá-las na viagem do que perceber que não tem espaço suficiente pra seguir tirando fotos, obrigando-lhe a buscar uma loja de foto que seja e pagar o preço que esteja (se encontrá-la).

Lenço de microfibra. É um acessório muito útil que ocupa pouco espaço e que lhe ajudará a manter a objetiva limpa de poeira e marcas.

Tripé. Dependendo do tipo de fotografia que você goste de praticar pode ser que, assim como ocorre comigo, um tripé seja imprescindível. Sou uma apaixonada por amanheceres e entardeceres, dessa forma preciso levá-lo quase sempre comigo, mas vale de fato a pena se vai usá-lo no decorrer da viagem. Não há nada pior que ir carregando um tripé nas costas se não pretende usá-lo.

Filtros. De novo, depende da disciplina fotográfica que você goste. Não obstante nunca é demais ter à mão um filtro polarizador. Prático, não ocupa muito espaço, cria contraste e evita os reflexos indesejados. Quanto aos filtros de densidade neutra e graduados, usará se estiver pensando em fazer longas exposições.

Disparador remoto. Outro acessório necessário se planeja fazer longas exposições, fusões de várias formas e macrofotografia. Graças a ele poderá fazer fotos mais nítidas, evitando as vibrações.

Parasol. Pense em levá-lo sobretudo se for a um destino ensolarado e quiser evitar aqueles halos que aparecem devido à incidência de luz lateral nas lentes da objetiva.

Limpador de sensor. Existem vários acessórios para limpar o sensor. Eu uso um Arctic Butterfly 724, que apesar de não ser exatamente barato funciona perfeitamente, e deixa o sensor impecável. Porém não o levo sempre comigo, depende do destino que eu vá e se vou mudar muito frequentemente de objetiva ou não. Às vezes prefiro levar uma versátil 18-200mm e deixar pra lá todo o resto.

Cheque duas (ou mesmo três) vezes se está levando todos os acessórios necessários. Tenha em conta que há alguns essenciais como os carregadores, as baterias e os cartões de memória.

Em certa ocasião, um de meus companheiros de vagem deixou o carregador em casa e tivemos que ir a um mercado caótico de um povoado perdido no meio do nada tentando encontrar esse cabo. Ao final conseguimos, mas perdemos um tempo precioso em que poderíamos ter dedicado a qualquer atividade mais interessante.

Além da lista mais acima, uma das formas de evitar esses descuidos é colocar carregadores, cabos e bateria de cada um de seus dispositivos (câmera, telefone, computador) juntos e à vista.

Se não pretende descarregar suas fotos durante a viagem, tenha certeza de que leva cartões de memória suficientes. De novo, é melhor que sobre algum sem uso do que falte e você preocupe-se em comprar mais alguma.

Por último, se planeja levar muito equipamento não é demais contratar um seguro. E não se esqueça de tomar as precauções necessárias para evitar que roubem seu material fotográfico.

Truques para preparar a bagagem e como levar o equipamento de um lugar a outro

Uma vez que estiver claro qual equipamento vai levar, sua próxima missão será determinar como vai transportá-lo de um local a outro. E lembre-se: sua mochila ou bolsa tem que ser o mais cômoda possível. Quando você a tiver cheia com o material suas costas e ombros agradecerão.

Se for do tipo que coleciona bolsas e mochilas, a primeira coisa será determinar qual vai levar. Para isso tem que pensar em por quantos dias sairá e para onde vai. Obviamente não levará o mesmo tipo de bolsa durante um fim de semana em Londres que levaria por três semanas na Patagônia.

No caso contrário, se já teve a sorte de encontrar sua mochila ou bolsa perfeita, a dúvida está solucionada. Cheque se está limpa e coloque seu equipamento com cuidado.

Deixo-lhe com alguns truques que podem ser úteis ao preparar a maleta:

— Se vai voar, consulte as restrições de equipamento da empresa aérea que vai utilizar;

— À medida que coloca o equipamento na bolsa ou mochila procure repartir o espaço o mais eficientemente possível, de tal maneira que caiba tudo;

— Cheque se todo o equipamento estará perfeitamente protegido em caso de golpe na bagagem;

— Se as previsões meteorológicas  anunciam chuva, proteja seu equipamento colocando-o em bolsas-estanque, como as usadas nos barcos. Uma boa marca é a Exped. E se sua mochila ou bolsa não tem proteção contra chuva, a Exped também oferece boas opções;

— Seja organizado e guarde cada coisa em seu lugar. Dessa forma sempre encontrará rapidamente quando necessitar;

— Os cabos são mais frágeis do que parecem. Dobre-os com cuidado e proteja os plugues;

— Se gostou do truque citado mais acima da lista no Evernote, use essa lista cada vez que sair de um local para certificar-se de não estar deixando nada e que tudo está perfeitamente na sua mochila.

— Identifique sua mochila com uma etiqueta onde conste seu email. Com isso atinge vários propósitos. Primeiro, sua mochila se diferenciará do restante. O segundo é que se perdê-la e alguém encontrá-la, sempre poderá entrar em contato para devolvê-la. O terceiro propósito é não deixar seu endereço ou qualquer dado pessoal à vista.

Um dos conselhos que sempre dou é que, se vai voar, não despache sob hipótese alguma seu equipamento fotográfico. Ou ao menos o essencial, a saber: câmera, objetivas, baterias, cartões de memória e carregador. Leve-os sempre consigo na cabine, e se puder levá-lo aos pés ao invés do bagageiro acima dos assentos para não perdê-lo de vista, melhor.

Para concluir, se levar tripé o ideal seria não despachá-lo também. Tragicamente a maioria dos tripés não cabe dentro de uma mochila. A única ocasião em que conseguirá metê-lo numa cabine é quando viajar com uma maleta de mão. Se levar uma maleta grande o uma mochila de grande capacidade não lhe restará remédio além de despachá-lo para que siga em frente.

Não esqueça do mais importante!

Todos os destinos são únicos, mas através de sua câmera serão ainda mais especiais. Será você que, com seu estilo, sua personalidade e sua forma de ver as coisas, dará um toque autêntico a suas imagens. Seu objetivo como fotógrafo será determinar o que é realmente original e captá-lo de forma que signifique algo para si.

Outro ponto a ter em conta é os outros ao seu redor terão uma ideia pré-concebida de como é esse destino. Assim você tem duas opções: mostrar o que todo mundo tem em mente com algum toque especial; ou podes deixar de lado essas ideias pré-estabelecidas e mostrar o que ninguém imaginava que pudesse estar ali.

O último conselho desta guia é, talvez, o mais importante. Lembre-se que enquanto viaja está vivendo coisas alucinantes. Não se deixe arrastar pela fotografia e desfrute desses momentos. Se estiver vendo uma aurora maravilhosa, clica, mas pensa também em tirar a câmera um pouco de sua vista, esquece ela por um momento e saboreie a vida.

 


Sandra Vallaure é uma apaixonada por fotografia e viagens. Através de seu blog Sifakka [em espanhol] ajuda a fotógrafos principiantes a melhorar sua técnica e estilo para conseguir imagens espetaculares durante suas viagens.

Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

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