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Fotografia Posada, Espontânea ou Dirigida? Qual é a sua? 5/5 (1)

A primeira vez que me fizeram essa pergunta, fiquei confusa, deveria ser óbvia minha resposta, mas não foi!! Titubiei e fiquei em dúvida, “afinal, você já parou pra pensar nisso?

A fotografia já foi uma arte elitisada, onde apenas um pequeno grupo tinha acesso, tratava-se de muita pompa e circunstância. Com o passar do tempo e popularização, a fotografia foi desenhando novos sentidos na vida das pessoas.

Primeiro havia um estranhamento, as câmeras fotográficas eram grandes, os fotógrafos ficavam escondidos e o click era mais um estouro. As pessoas fotografadas deveriam ficar por alguns instantes paradas para sairem bem nas fotos.

Com toda certeza, essa fotografia posada contou a história de muitas famílias, mas com a evolução do equipamento fotográfico e mais recentemente a facilitação do acesso, colocou nas mãos de muitas pessoas a possibilidade de fotografar seus momentos.

Fotografia Posada, Espontânea ou Dirigida

É claro que o sentido atribuído a fotografia também mudou, a forma de contar a história das pessoas ganhou um significado mais subjetivo, buscando guardar numa imagem o momento,  a emoção. Podemos pensar então nas fotos espontâneas! Aquelas em que a pessoa parece não saber que está sendo fotografada.

Caberia então ao fotógrafo esperar pelo acaso para conseguir fazer fotos espontâneas? Fica a pergunta.

E o que seria a foto dirigida? Podemos encontrar várias definições, compartilho aqui o que eu penso ser uma foto dirigida. Partindo do princípio que o ensaio é conduzido pelo fotógrafo, cabe a ele provocar situações em que o fotografado se sinta à vontade para se expressar e assim ambos se conectarem. Conseguindo colocar na imagem aquilo que a pessoa verdadeiramente é.

Fotografia Espontânea

A fotografia enquanto algo muito particular, vai demandar diferentes necessidades naquele que fotografa e em quem é fotografado. Hoje essas três formas (fotografia posada, espontânea e dirigida) coexistem, de forma muita pacífica eu diria, pois depende do meu objetivo, o que quero daquela foto, de quem é, e pra quem é.

Eu busco uma fotografia dirigida, então invisto meus esforços nessa direção. É uma escolha íntima, pessoal, tem que estar ligada à aquilo que você é e busca na fotografia.

Num próximo texto vou tentar esclarecer mais didaticamente o que estou chamando de fotografia dirigida.

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Alessandra Barreto

Sou mãe, arteterapeuta, fotógrafa. Gosto do que é simples, verdadeiro, gosto de cheiro de terra molhada, de andar descalça, de batata frita. Gosto de sorrisos, olhares e mãos. Ser fotógrafa pra mim é um ato de liberdade e transgressão!

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