Home » Artigos » Dicas » A polêmica da marca d´água

A polêmica da marca d´água

- Última Atualização a: 13/01/2016

A internet é conhecida pela facilidade da disseminação de conteúdo (o que inclui imagens, fotografias, textos etc.), e também pela falta de credibilidade que essa facilidade atribui. O principal ponto é: quando se preocupar com isso?

Uma das principais questões levantadas por colegas fotógrafos ou não, é: sujar as fotografias por quê?

Exemplo de marca d´água

A marca d água, presente nos trabalhos de alguns fotógrafos é motivo de polêmica. Alguns defendem a ideia de que pelo simples fato de divulgar um trabalho na internet, você deve estar ciente de que outras pessoas utilizarão. E talvez seja por isso que muita coisa perde a autoria pelo mundo virtual. O ponto da aceitabilidade de disseminação é coerente, se você dispõe o trabalho na internet, sabe que está sujeito ao famoso “copiar e colar”.  Se existe hoje essa utilização de conteúdo na internet – muitas vezes indevida – é porque de alguma forma houve margem para que isso fosse feito. Se o trabalho está bem feito, não creio que a marca d´água seja suficiente para depreciar a arte. E convenhamos que a prospecção de clientes pela internet costuma ser introdutória, é uma amostra do trabalho, do tom e estilo do fotógrafo. Obviamente que há outras formas de proteger fotografias: diminuir a qualidade, o tamanho, adicionar informações na configuração da imagem etc. Mas a marca ainda parece o mais efetivo. Censura pelo incomodo que promove.

O hábito do salvar ou copiar e colar é tão grande que o que está na internet perde a autoria. Pode parecer possessividade defender tal ponto de vista, mas só quem já enfrentou um processo sabe como a marca d´água pode ajudar na comprovação, inclusive quando a mesma é retirada da imagem.

Pouca legibilidade e muito destaque pode atrapalhar a análise da imagem

Há os que tem intenção de utilizar imagens indevidamente, os que a usam pela ideia de que na internet é tudo de todos, a verdade é que não há como separar esse público.

A marca d´água serve tanto para os que sugam as fotos da internet e deixam de citar o local/autor, quanto para os que pretendem se apossar e para os que apenas admiram e querem compartilhar. Cortes muitas vezes não podem ser evitados – mas de alguma forma dificulta o trabalho dos que tem más intenções.

Se estraga o trabalho? Depende da marca e do quão ela aparece, quando ela começar a roubar os principais pontos da foto, começa a ser inconveniente. Como tudo, senso é necessário, tal qual profissionalismo ao definir uma logomarca.

A transparência suaviza a marca, mas a definição do tamanho e local é importante

Portanto, utilizar marca d´água em fotos requer consciência e tem utilidades além da possessividade, é uma forma de exigir o direito mínimo de autoria, transformando essa disseminação em um ato pelo menos consciente.

Na sequência algumas dicas para incluir a marca d´água em suas fotografias.

Ajude-nos, avalie este artigo:

Mariana Simon

Fotógrafa de shows e admiradora da fotografia nas mais diversas formas, inclusive as que mantém a naturalidade. Graduada em Publicidade e Propaganda, assídua leitora e curiosa, extremamente viciada no mundo fotográfico.

http://www.twitter.com/marianasimon
http://www.flickr.com/paperday

17 Comentários

Clique aqui para comentar

  • Achei o blog e sua matéria muito esclarecedor, mas como pude ver em um de seus comentários, a marca d'água ainda é uma coisa meio que desconhecida por muitos, mas para outros é uma forma de segurança e reconhecimento.
    Mas recentemente, minha irmã que é fotografa, teve algumas de suas fotos copiadas mesmo com a marca d'água, pois a mesma foi retirada com a ajuda do photoshop, as fotos claro não tinham valor comercial, mas ainda sim teve o esforço e o mérito da profissional dos lugares visitados, fotos que foram publicadas em um grupo de fotografia do facebook, apenas para compartilhar com amigos seu trabalho, mas um espertinho copiou e apagou a marca d'água, e com ajuste de imagem gráfica, alterou a foto achando que não seria descoberto, dois dias depois voltou a postar a foto modificada como se fosse dele.
    Isso sim deveria ser proibido mas dos programas existentes mais conhecidos todas as marcas d'água podem ser retirada, sou programador e vou descobrir um modo de proteger o trabalho não só de minha irmã, como também de todos aqueles que às vezes esperam o dia inteiro pelo clik perfeito.
    Um abraço e obrigado.
    Att: Igor Silva

  • Pow acho que a questão nem é só autoria. Vejo a marca d´água como um caminho de volta também; um jeito de divulgar o trabalho.Não me importo que minha foto ande loucamente pelo mundo, mas se meu nome ou o nome do meu estúdio estiverem ali, as pessoas podem me procurar e conhecer meu trabalho, não só pra me contratar, mas pra trocar uma ideia, dar um feedback; é que nem música, teatro, qq arte… tem autoria e tem razão de se divulgar a autoria. A questão mesmo é como compor a marca d´água com a imagem.
    Quanto à reportagem não entendi se as fotos apresentadas são bons ou maus exemplos na opinião da autora.
    Algumas coisas sempre ficam no ar neste site.
    Quando diz: Na sequência algumas dicas para incluir a marca d´água em suas fotografias. – acaba a reportagem, então não entendi, desculpa aí se só eu fiquei boiando.

  • Sou tanto a favor de ter marca d'água assim como os pintores assinam seus quadros!
    Claro que deve se ter bom senso no local e tamanho da marca!
    Na minha opinião, a marca deve ser pequena e no canto inferior direto da foto.
    O exIF tb ajuda mto!
    Gostei mto da matéria!
    :)

  • Marcas d'agua dependendo do tamanho e profundidade muitas vezes polui a perfeição de uma captura,desviando assim a atenção do foco.

    Sem levar em consideração que uma vez exposta na rede corremos o risco de quaisquer forma..com tantos recursos e programas para pessoas com má intenção,que bloquear Ctrl-C + Ctrl-V e adicionar marcas d'agua se torna apenas um trabalho a mais pra nós mesmos e para o espertinho que vai dar um jeito de se apossar de conteúdos alheio.

    ps: sou nova no ramo de fotografia,mais amante a algum tempo…pretendo sim me aprimorar e quem sabe me aposentar em tal profissão. #umsonho

  • Acho importante que a imagem seja vinculada ao seu autor, já tive casos de imagens usadas sem permissão. Só acho que a marca d´agua interfere na composição. Se você comercializar a foto para uma empresa grande, onde seu trabalho será impresso ou usado em determinado web site, jamais poderá usar uma marca gigantesca. Agora se você postar uma fotografia autoral na qual você fez uma ótima composição, não tem porque estragá-la com uma marca. A composição se torna texto+imagem para olhos leigos e perderá sua essência. E certamente você deixará de fazer bons negócios no quisito comercial. Antigamente eu usava um enorme texto, com telefone e e-mail! Agora coloco meu nome estratégicamente num lugar que só eu sei e quase imperceptível. Felizmente algumas câmeras profissionais já vem com uma configuração onde a imagem já sai com seu nome e informações que você atribui á imagem. Mas mesmo que use ou não se use a marca d água, sempre exijam os seus créditos!

    Um grande abraço.

  • Concordo 100% em colocar as márcas d`água, só acho que elas não podem ficar no meio da foto. Devem ficar no cantinho, de preferência com um blending mode um pouco sutil.

    Quanto ao fato da marca d`água ser feia, isso são outros 500. Com uma tablet você pode criar uma assinatura legal e assinar as fotos, dá até um aspecto de "exclusividade", devido ao fato de estar assinada, e não com uma marca tipográfica criada.

    Olha um exemplo no meu flickr: http://www.flickr.com/photos/bobeirasa/4685091219

    :)

  • Agradeço a leitura e os depoimentos!

    O contraste dos comentários é muito interessante, os utilizam a marca, os que discordam com a utilização e os que utilizam fotos em mídias digitais (blog).

    Eu inclusive tenho um processo "fotográfico" em andamento, e não foi a marca d´água que salvou a fotografia de ser copiada e utilizada comercialmente, indevidamente. Realmente, com a evolução do Photoshop é muito prático retirar qualquer "sujeira". A verdade é que não há método 100% funcional, todos são burláveis.

    Ainda acho que há muita desinformação no quesito de direitos autorais. Tem gente que acha que fotografia é diferente de texto nesse aspecto, que pode copiar sem restrição. E como o Rodrigo citou, muitas vezes também desconhecem que há imagens que podem ser compradas de acordo com o tipo de utilização, com valores compatíveis.

    As dicas do Fred são bem bacanas. Tudo isso colabora para uma divulgação mais saudável, menos problemática.

    Estamos a cada dia perdendo mais o controle do que está inserido na internet e de como isso é utilizado, já há diversos métodos que inibem os tradicionais de identificação, acompanhando essa "evolução" há os que rastreiam a foto, os que inserem um código digital no momento do clique… e com tanta guerra de conteúdo deixa muitos na dúvida de se realmente é válido compartilhar, mesmo quando o interesse é meramente interagir com visões distintas.

    Talvez a marca reste apenas como uma forma de "tentar educar" o espectador. E cabe a cada um pensar no que é mais cabível sacrificar: a harmonia da foto ou os créditos.

  • Em tempos de Photoshop CS5, que inova com a — por que não? — excelente ferramenta de Content Aware (ou simplesmente "preenchimento inteligente"), a existência ou não de marca d'água é irrelevante: qualquer um com um conhecimento mínimo de softwares de manipulação de imagem consegue facilmente retirar qualquer coisa de uma versão original.

    Pessoalmente, há pouco tempo eu era contra a marcação de fotos. Também achava que a marca d'água prejudica a legibilidade — e ainda creio que, exageradamente, ela é prejudicial (e feia). Porém, depois de tantos amigos profissionais terem relatado o uso indevido de suas imagens, decidi passar a marcar minhas fotos do Flickr com um rótulo opaco, contendo meu nome e a mensagem inequívoca daquilo que todos devemos (ou deveríamos) saber: uso indevido de imagem é crime. Se o autor não autorizou, não pode ser usada, ponto final. Além disso, em minhas fotos a marca d'água não tem o objetivo de prevenção, senão o de caracterizar a má fé em possíveis (oxalá desnecessárias) ações judiciais, já que o recado é patente.

    Assim, para mim, a marca d'água funciona como uma espécie de protesto silencioso. Não existem tais desculpas como "ser prática comum", "dar sorte pro azar", tampouco "usar do jeitinho" no que diz respeito a direitos autorais; e não se sujeitar (ou sujeitar outrem) a isso é a forma mais efetiva de construirmos um ambiente saudável entre aqueles que criam e aqueles que fazem uso, com regras simples, e que sejam seguidas.

    Acredito que a maioria dos proprietários de blogs que faz uso não-autorizado de imagens desconhece a existência de um universo imenso de imagens com licença Creative Commons — ou mesmo ignora os preços ínfimos que se cobra por imagens de baixa resolução, perfeitas para esse tipo de canal.

    Agindo assim, quem sabe, um dia, marcas d'água deixem de ser necessárias na garantia de um direito tão básico?

  • Sou absolutamente contra o uso de marca d’agua. Para mim, a mais bela das fotografias perde o valor quando tem algo que não pertence a imagem retratada.

    Marcas não são sinonimos de respeito a direitos autorais, pois quem quer usar uma imagem indevidamente, não poupará esforços para limpar uma imagem e utilizá-la.

    Concordo plenamente com o André. Se você é um profissional ou mesmo um amador com um tabalho maravilhoso, e descobrir que alguém está usando suas fotografias para obter algum proveito, taca-lhe processo.

    Quando colocamos nossas obras no mundo virtual, seja qual for o trabalho, é importante estarmos conscientes de que existem muitas pessoas que não têm o mínimo de respeito com os autores. Deste modo, acredito que o profissional que se expõe na vitrine da Internet, antes de tudo, deve pesar o preço que quer pagar por esta exposição. Se o que ele busca vale a pena ter uma obra roubada ou não. Se não vale a pena, não coloque.

    Caso seja um risco que vaila a pena correr, como a exposição de um portfolio, ou alguma outro meio de divulgação do trabalho, então tomemos as devidas precauções:

    1 – Fotos para a net não necessitam de altas resoluções, sendo assim uma baixa resolução e imagens com dimensões reduzidas o suficiente para uma boa visualização em torno dos 800×600 px já tá valendo.

    2 – Manter as informações EXIF do equipamento é importante, apesar de serem facil de se retirar.

    3 – No caso de um processo por direitos autorais, nada melhor do que uma foto no padrão original do equipamento para confrontar com uma cópia de baixa resolução e dimensão reduzida, e com todas as informações do momento da captura da imagem.

    Mais do que isso, é contarmos com o bom carater das pessoas para que ao utilizarem alguma produção artistica peçam autorização e negocie as condições de uso com o autor. Dificil? Com certeza!

  • Acredito que a assinatura do artista é muito importante, mas confesso que a marca d'água atrapalha um pouco claro que dependendo do tamanho da marca é claro.

    Tenho um blog e dependo das fotos de outras pessoas, e na maioria das vezes deixo de usar algumas foto justamente por marcas enormes que ocupam toda a foto, e acabo usando foto de fotografos com assinatura mais discreta como só o nome no canto da imagem, por exemplo.

    Sempre coloco os créditos pois sei que é muito importante para um profissional ser reconhecido.

    Mas realmente penso que pequenas marcas como assinaturas não interferem num bom trabalho, que só deixa de ser tão bom assim se a marca for absurda!

  • Sou Fotógrafo a mais de 20 anos, e acho a marca d'água fundamental, principalmente hoje em dia.

    Se antigamente roubavam as minhas fotos, hoje pelo menos as pessoas sabem que a foto roubada/copiada foi feita por mim.

    Ruim mesmo só as pessoas que além de roubar ainda tiram a marca d'água, mas para estas meu advogado resolve.

    AS