A polêmica da marca d´água 4.67/5 (3)

A internet é conhecida pela facilidade da disseminação de conteúdo (o que inclui imagens, fotografias, textos etc.), e também pela falta de credibilidade que essa facilidade atribui. O principal ponto é: quando se preocupar com isso?

Uma das principais questões levantadas por colegas fotógrafos ou não, é: sujar as fotografias por quê?

Exemplo de marca d´água

A marca d água, presente nos trabalhos de alguns fotógrafos é motivo de polêmica. Alguns defendem a ideia de que pelo simples fato de divulgar um trabalho na internet, você deve estar ciente de que outras pessoas utilizarão. E talvez seja por isso que muita coisa perde a autoria pelo mundo virtual. O ponto da aceitabilidade de disseminação é coerente, se você dispõe o trabalho na internet, sabe que está sujeito ao famoso “copiar e colar”.  Se existe hoje essa utilização de conteúdo na internet – muitas vezes indevida – é porque de alguma forma houve margem para que isso fosse feito. Se o trabalho está bem feito, não creio que a marca d´água seja suficiente para depreciar a arte. E convenhamos que a prospecção de clientes pela internet costuma ser introdutória, é uma amostra do trabalho, do tom e estilo do fotógrafo. Obviamente que há outras formas de proteger fotografias: diminuir a qualidade, o tamanho, adicionar informações na configuração da imagem etc. Mas a marca ainda parece o mais efetivo. Censura pelo incomodo que promove.

O hábito do salvar ou copiar e colar é tão grande que o que está na internet perde a autoria. Pode parecer possessividade defender tal ponto de vista, mas só quem já enfrentou um processo sabe como a marca d´água pode ajudar na comprovação, inclusive quando a mesma é retirada da imagem.

Pouca legibilidade e muito destaque pode atrapalhar a análise da imagem

Há os que tem intenção de utilizar imagens indevidamente, os que a usam pela ideia de que na internet é tudo de todos, a verdade é que não há como separar esse público.

A marca d´água serve tanto para os que sugam as fotos da internet e deixam de citar o local/autor, quanto para os que pretendem se apossar e para os que apenas admiram e querem compartilhar. Cortes muitas vezes não podem ser evitados – mas de alguma forma dificulta o trabalho dos que tem más intenções.

Se estraga o trabalho? Depende da marca e do quão ela aparece, quando ela começar a roubar os principais pontos da foto, começa a ser inconveniente. Como tudo, senso é necessário, tal qual profissionalismo ao definir uma logomarca.

A transparência suaviza a marca, mas a definição do tamanho e local é importante

Portanto, utilizar marca d´água em fotos requer consciência e tem utilidades além da possessividade, é uma forma de exigir o direito mínimo de autoria, transformando essa disseminação em um ato pelo menos consciente.

Na sequência algumas dicas para incluir a marca d´água em suas fotografias.

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Mariana Simon

Fotógrafa de shows e admiradora da fotografia nas mais diversas formas, inclusive as que mantém a naturalidade. Graduada em Publicidade e Propaganda, assídua leitora e curiosa, extremamente viciada no mundo fotográfico.

http://www.twitter.com/marianasimon
http://www.flickr.com/paperday

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