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O lado ácido da fotografia: Não deixe fotógrafos lhe subestimarem só porque você é jovem 5/5 (1)

- Última Atualização a: 29/04/2016

por Olivia Paige, via PetaPixel (texto original) e O fabuloso mundo das imagens (tradução)

Desde o primeiro momento em que fui para a Milford Photo buscando uma câmera profissional para comprar no inverno de 2011 fui exposta a constante julgamento de que eu seria uma rica, estúpida e mimada de 13 anos de idade que queria uma câmera cara para fazer fotos “artísticas” que eu não saberia como fazer.

Ao contrário das crenças da sociedade, eu não me encaixo nesse estereótipo, de nenhuma maneira, forma ou configuração. Infelizmente, sou associada a esse estereótipo porque este é a visão que a sociedade escolheu para observar e exagerar.

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Aparentemente, hoje e nesta época, câmeras profissionais são usadas por “profissionais”, ou [como diz o dicionário] substantivo: pessoa contratada ou qualificada em uma profissão — neste caso, fotografia. Mas onde está a anotação de idade específica que diz que você não pode ser jovem?

Pois é, não há.

No entanto, hoje em dia a sociedade acredita que para você ser de fato um profissional precisa ser velho (ou no mínimo mais velho que 13 anos) e conhecer todas pequenas coisas que está fazendo e como fazê-las perfeitamente, enquanto, claro, possui todo o equipamento dos sonhos que supostamente representa seu nível de habilidade. Reciprocamente, que mais que definitivamente não é o caso.

Um cenário predominante é ir a uma loja de câmeras na esperança de comprar uma câmera.

Suponha que eu entre numa loja, com a idade de 15 agora, e peça para comprar uma pequena câmera point-and-shoot na minha cor rosa favorita. Vai ser dada a mim, e, provavelmente, a menos cara.

Agora suponha que eu vá a mesma loja, com a mesma idade, e peça pela oh-mas-que-cara Nikon D4, uma das mais profissionais câmeras no mercado atual — por suas características e e o nível de habilidade que ela pede para uso. Eu seria questionada sobre por que eu precisaria dela, se eu saberia usá-la, avisada do preço alarmante e provavelmente seria ofertada uma câmera menor, menos cara e fácil de usar.

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Agora suponha que um alto executivo entre na mesma loja e faça o mesmo pedido.

Primeiro, com a point-and-shoot, ele seria questionado se aquilo seria mesmo o que queria, lhe seria mostrado um modelo mais caro e provavelmente lhe seria ofertada uma câmera mais profissional e avançada. Se ele perguntasse pela Nikon D4 ou a Canon topo de linha equivalente [nota: seria a Canon 1D X] ela seria posta em suas mãos sem dúvidas da parte dos vendedores.

Agora, vejamos do que nós dois precisávamos.

Eu estava buscando um upgrade para minha Nikon D3100, uma câmera de nível profissional, mas alguns degraus abaixo da D4. Sou uma fotógrafa de shows e esportes, usando minhas fotos para um site, um portfolio e para vendas para financiar minha câmera e lentes.

Venho utilizando câmeras profissionais há 2 anos, e foi dito por meus colegas, bem como experientes e bem informados fotógrafos mais velhos que eu superei minha câmera e a usei no ponto máximo em que minhas habilidades não poderiam mais desenvolver-se e serem mostradas, assim como elas estavam sendo limitadas pelo que a minha câmera era capaz de produzir.

E fui questionada pelos vendedores sobre por que eu precisava da D4 e se eu sabia usá-la?

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Agora vejamos o executivo. Ele era um fotógrafo amador, clicando somente por passatempo paralelo à sua reputação em Wall Street. Ele precisava de uma pequena câmera point-and-shoot, com a qual ele pudesse andar pela cidade e em casa, capturando memórias de suas crianças e família. Ele não tinha razão de pegar a Nikon D4, todas suas necessidades era uma câmera para manter o ritmo de seu estilo de vida e seus filhotes enquanto eles viajavam pelo Disney World numa viagem de férias da familia. Alguma coisa que todos na família pudessem usar, que fosse fácil de entender e pudesse fazer as poucas coisas que ele necessitava que ela fizesse.

Então por que ele foi questionado sobre se queria ou não a câmera mais avançada do mercado e não apenas dada a pequena point-and-shoot que ele havia pedido? Teria sido porque ele estava num terno e com jeito de quem tinha dinheiro para gastar? Ou seria porque ele não sabia o que queria e aparentemente alguém com cara de profissional como ele necessitou de uma grande câmera dos sonhos?

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Existe uma diferença entre idade e habilidade que representantes de vendas possam notar na pessoa que pergunta sobre a câmera? Não, não há.

No entanto, de alguma forma, em todo lugar que eu vou eu sou confrontada com os mesmos olhares de julgamento e pessoas pensando que eu não deveria estar lá ou que eu não deveria ter o equipamento fotográfico que eu tenho.

No dia 17 de abril de 2012 enfrentei esse estereótipo no mais límpido dia de sol possível. Eu obtive um passe para um grande show e estando para entrar no prédio com o passe fui questionada pela segurança e outros fotógrafos se eu pretendia realmente estar ali, como eu cheguei no local e daí meu nome para que eles pudessem verificar.

Depois que leram meu nome na lista mestre de fotógrafos comprovados, recebi olhares e questionamentos sobre como aquilo tinha acontecido. Os pensamentos eram claros naquela noite, como eu tenho olhares e rostos perplexos quando eu fiz o meu trabalho tirando fotos para o jornal da escola.

As expressões demonstravam olhares intrigados com, para começar, como eu obtive um passe de fotógrafa, seguidos da impressão de que minhas fotos na certa seriam absoluta m***a e que eu não tinha ideia do que eu estava fazendo com uma câmera profissional da Nikon.

Fiquei tensa com o ambiente ao redor, pensando que os outros fotógrafos e jornalistas tinham muito mais experiência e habilidade do que eu tinha, e fui intimidada quanto ao que pensei que era o poder e a perícia.

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No dia seguinte, publiquei minhas fotos. Algumas horas depois, recebi uma solicitação de amizade de um fotojornalista top da cidade de Fairfield. Aceitei, sem saber o motivo de seu pedido, e naveguei por suas fotos da noite anterior.

O que vi foram rostos borrados, iluminação pobre, imagens fora de foco e superexpostas que eu nunca esperaria de um fotojornalista superior como ele. Continuei em busca de outro fotógrafo que estava lá e observei imagens similarmente problemáticas. Eu então comecei a receber comentários atrás de comentários do fotógrafo elogiando minhas imagens e perguntando-me como eu dei “cliques verdadeiramente surpreendentes e notáveis”.

A influência constante da sociedade levou-me a pensar da mesma maneira que os fotógrafos “profissionais” pensavam de mim. Eu pensava que eles eram fotógrafos de destaque que adquiriram a câmera dos desejos para ter o título.

Pareciam escritores oficiais dessas publicações grandes, e eu esperava resultados de cair o queixo. Mas eles não eram tudo isso. E eles pensaram que eu ia ter fotos terríveis, porque eu tinha 15 anos e fotografava para o jornal da minha escola. Pensaram que eu tinha a câmera para me amostrar, que eu não sabia como usá-la, e que eu não deveria estar lá. Em ambos os casos, o oposto era verdade.

A visão da sociedade sobre idade versus nível técnico e a lógica de produção das câmeras profissionais tem guiado a conclusões de discriminação alheia. Sim, ainda que tenhamos a mesma câmera e equipamentos não significa que que sou menos talentoso por conta da minha idade.

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Experiência é tudo, e simplesmente ver uma pessoa com uma câmera não o torna capaz de fazer o que é produzido por ela.

Grandes fotógrafos surgem de trabalho duro, persistência e determinação para o sucesso e tentativas falhas pelo caminho, não apenas mágica ao estalar silencioso do obturador. Embora seja verdade que alguns adolescentes têm câmeras profissionais simplesmente porque podem, é importante dar uma olhada em sua experiência antes de referir-se a eles meramente como mimados e ignorantes.

E o mesmo vale para os adultos: só porque você tem o equipamento não significa que você automaticamente está em vantagem perante os outros.

Trabalhei duro para provar que o estereótipo da sociedade é falso, e no final das contas acredito que se um adolescente demonstra dedicação e perícia em sua arte e fotos, elas merecerão uma chance no por vezes desdenhoso mundo da fotografia e das câmeras profissionais.

Sobre a autora: Olivia Paige é uma foógrafa de 15 anos de idade que atualmente atende a The Taft School, em Connecticut. Você pode visitar seu site aqui e sua conta no flickr here.

Agradecimentos a Acauã Borges, por preciosa ajuda na tradução

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Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

Também estou no blog da D&M Photo.

28 Comentários

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  • Pessoal observem o que é a ironia do destino. Eu sou fotografo profissional a mais de 43 anos. Acredito que todos vocês estão longe de ter essa idade de vida. Pois é, sabem o outro lado da moeda? Vou dizer a vocês com todas as letras: depois de anos de dedicação, estudo, centenas de livros lidos, milhares de revistas, professor no SENAC de fotografia de moda, mais de 20 capas de revistas de circulação nacional, centenas de editoriais de moda para revistas e catálogos, premiado em Londres pela Black and White Spider Awards em 2006 na categoria profissional concorrendo com mais de 1600 fotógrafos profissionais do mundo todo, milhares de dólares investidos em equipamentos o mercado simplesmente te REJEITA. Não te passam mais trabalho porque você está VELHO! Sim isso mesmo, não consigo mais trabalho por excesso de conhecimento em fotografia, indústria gráfica, ser sênior em pós produção de Photoshop e outros plugins de fotografia. Quando você passa dos 50 anos você passa a ser julgado pela sociedade com o pior de todos os PRECONCEITOS, o de ser VELHO e todas experiências e estudo acumulados por anos de dedicação vão para a LATA DO LIXO! Triste. Pensem nisso!

  • Fernando Super legal o que vc escreveu!Realmente e isso .nao se deve escutar as criticas ,a inveja e o que os outros pensam sobre o seu trabalho. Eu amo meu trabalho eaprendi tudo sozinhaaaa! E sou orgulhosa por isso!nao adianta Ser um fotografo que FAZ sempre o Mesmo. Ainda Nao sou top Fotografia mas quero aprender a cada Dia novas coisas.

  • Sim o que notei ao longo do texto foi alguma prepotência, existem bons fotógrafos que fazem boas fotos com equipamento limitado, vi as fotos dela no facebook, e não achei geniais. Também existem pessoas que com bom equipamento fazem más fotos.

  • Concordo plenamente com o que ela disse, porém se diz tão profissional e não tem nenhuma foto boa, todas completamente desfocadas!

    • Maurício, recomendo olhar as imagens na fonte… o tema que era utilizado aqui no DG não permitia uploads de imagens tão bem definidas. ;)

  • Concordo com o Pineze
    Além de que, minha impressão foi que ela quis se colocar em um patamar genial, como uma profissional nata, olhando as fotos dela no flickr não é nada disso, tem as mesmas faces borradas e iluminação estranha que ela diz dos outros fotógrafos.
    Adolescentes são adolescentes, em qualquer profissão. Não tem experiência, e é ela que torna o profissional ser o que ele é. Achei prepotência uma garota de 15 anos querer julgar profissionais mais velhos, se escondendo em desculpinhas de preconceito. Não acho errado ela querer ter uma câmera melhor sendo que ela gosta de fotografia. Mas achei errado a prepotência, mas bem, acho que isso faz parte da adolescência né?

  • Me identifiquei com o texto. É realmente um preconceito muito grande por parte dos "senhores da razão" julgar uma pessoa por sua idade ou aparência, sem nunca ao menos conhecer o seu trabalho. Mas acredito que é dessas situações que surgem os verdadeiros mestres, pois quem realmente é apaixonado pelo que faz não mede esforços para provar a sua paixão.

  • É, a narrativa dela está cheia de falhas… o que já era de se esperar de uma pessoa tão jovem. Mas sim, serve muito bem como um exemplo, pois esse tipo de situação acontece sim. Concordo também que ela tenha ficado um pouco abalada demais com este episódio e se você quer fazer alguma coisa que exija sua forma de se expressa como premissa básica de tal tarefa é bom começar a se firmar logo enquanto pessoa pra não ter que ficar se auto-afirmando depois. Dá pra entender do que ela tá falando, dá pra entender a situação, porém, é um texto cheio de falhas, preconceitos e que aborda sem cuidado temas mais complexos como por exemplo o fato de se tornar um fotógrafo profissional, que vai muito além da habilidade de se produzir uma boa imagem. Tem que ter um pouco de cuidado ao ler este texto pra não interpretar as coisas de forma mais errada ainda do que já foi colocado. Mas pra mim valeu sim. Foi bom conhecer um pouco da história dela.

      • Tá, vamos lá então: (OBS: não estou respondendo com nenhum tipo de sentimento, somente com o que pude perceber do texto, então, sem essa de que estou tentando aparecer ou rebaixar alguém, inclusive a garota do referido texto. Simplesmente estou respondendo o que eu penso :D)

        1 – Porque um executivo, fotógrafo amador, que clica passarinhos e árvores para passar o tempo tem que comprar uma point-and-shoot? Isso é preconceito! Ele compra a câmera que ele quiser e lhe convier. Se quiser comprar uma D4 ou uma 1Dx pra fotografar florzinhas… qual o problema?

        2 – Se eu fosse o vendedor da loja eu também tentaria empurrar a D4 nele sim. Afinal, eu ganharia uma comissão pela venda né. 

        3 – Ela diz que teve que comprovar que estava na “lista mestre” de fotógrafos para um determinado evento. Bom, nada mais justo enquanto organizador ou segurança responsável pela entrada de pessoas a um evento conferir se aquela pessoa tem realmente permissão pra estar ali.

        4 – Logo depois diz que enfrentou olhares estupefatos dos outros fotógrafos que não acreditavam que ela pudesse estar ali por merecimento. Ora… não sejamos tão ingênuos assim. Primeiro a pessoa compra uma câmera. Depois aprende a fotografar. Depois percebe que tem jeito pra coisa e é óbvio que ela pensa em se destacar, em ser diferente, em ser boa fotógrafa mesmo sendo tão jovem… daí quando essa diferenciação finalmente chega ela acha ruim? Eu teria adoraaaado o pessoal preocupado comigo, pois eu teria a confirmação de que eu tinha conseguido algo inusitado, diferente, não comum e por isso os olhares. Pra mim isso foi mais drama do que realmente um obstáculo.

        5 – Nova, ingênua, acreditava que um fotógrafo renomado teria fotos boas. Uma coisa é trabalhar com fotografia e outra é fazer fotos belas. Às vezes conseguimos unir as duas coisas e há trabalhos onde somente as duas coisas juntas fazem sentido. Mas no fotojornalismo o mais importante ainda é a história, o fato, a cena. Trabalhar com fotojornalismo é complicado, não em termos de fotografia, mas em termos de trabalho, que pelo visto ela desconhece pela falta de experiência. Mas isso também é normal.

        6 – “Experiência é tudo, e simplesmente ver uma pessoa com uma câmera não o torna capaz de fazer o que é produzido por ela”. Ãh!? Eu juro que não entendi absolutamente nada aqui. Se algo é produzido por você, seja lá o que for, você foi capaz de fazer! Que frase mais louca ou mal elaborada, assim como outras partes no texto, mas que quiser achá-las vai ter que ler.

        7 – Conclusão: É apenas uma garota de 15 anos que começou na fotografia como em qualquer outra profissão no mundo! Onde você pode se destacar mediante seu esforço. Onde você vai ser julgado pelos seus resultados sim. Onde conflitos de interesses surgirão. Onde pessoas mais velhas terão preconceito contigo e, o mais normal de tudo, onde você terá preconceito com tudo isso.

        Por isso eu digo: Foco! Firmeza! Você não vive de acordo com o que os outros pensam de você e não seja arrogante ou abusado o suficiente para “pensar saber o que os outros pensam de você antes de ouvir deles próprios o que eles realmente pensam”.
        A fotografia pode ser linda, pode ser fácil, pode ser horrível, triste e perigosa. A fotografia pode ser rentável e pode ser um dos piores investimentos. A fotografia pode ser aqui, lá ou em qualquer lugar… ou em lugar nenhum. A fotografia pode ser praticada por homens, mulheres, crianças, idosos, transexuais, negros, asiáticos, etc. A fotografia pode boa e pode ser ruim. Só tem um jeito de descobrir… que é fotografando. O resto faz parte da história e quanto menos preconceito e quanto mais sua mente e seu coração forem abertos, mais chances você terá de se realizar nela.

        • Pineze, se tiver sugestões para a tradução, pode mandar. Não sou fluente em inglês, faço essas traduções pra ajudar o pessoal que não tem saco pra ler textos como este todo em inglês.

          Quanto aos outros pontos, parece-me que tens razão! ;)

          • É, alguns erros podem ser exclusivos da tradução, mas isso é normal também. Continue traduzindo os textos, tá ótimo!

            E realmente só queria ressaltar que há muito preconceito no texto dela, muita imaturidade. Mas isso é o bom da leitura. Não é acetar e engolir tudo que vê pela frente, mas pensar, raciocinar e filtrar o que de melhor tem lido. Inclusive o que eu digo… rsrsrsrsrs.

            Abração Alexandre e que bom que não ficou chateado… rsrsrsrs

          • Será um prazer pra mim também continuar recebendo seus comentários, Pineze! Um abraço! =D

  • Agora vejamos o executivo. Ele era um fotógrafo amador, clicando somente por passatempo paralelo à sua reputação em Wall Street. Ele precisava de uma pequena câmera point-and-shoot, com a qual ele pudesse andar pela cidade e em casa, capturando memórias de suas crianças e família. Ele não tinha razão de pegar a Nikon D4, todas suas necessidades era uma câmera para manter o ritmo de seu estilo de vida e seus filhotes enquanto eles viajavam pelo Disney World numa viagem de férias da familia. Alguma coisa que todos na família pudessem usar, que fosse fácil de entender e pudesse fazer as poucas coisas que ele necessitava que ela fizesse. Então por que ele foi questionado sobre se queria ou não a câmera mais avançada do mercado e não apenas dada a pequena point-and-shoot que ele havia pedido? Teria sido porque ele estava num terno e com jeito de quem tinha dinheiro para gastar? Ou seria porque ele não sabia o que queria e aparentemente alguém com cara de profissional como ele necessitou de uma grande câmera dos sonhos? – See more at: https://www.fotografia-dg.com/o-lado-acido-da-foto
    Acho q rola um preconceito ai hein. Nao sou profissional e nao posso ter uma D4 ou uma D700? Acho q posso sim. Amo a arte da fotografia e bons equipamentos resultam em trabalhos melhores…posso sim ter uma. Posso???

    • Nobre colega o que ela quis dizer é que pelo fato dela ser jovem acharam um absurdo comprar uma maquina profissional, ela apenas demonstrou o quanto preconceito existe. E alias qualquer um pode ter e utilizar o maquina que quizer, mas ela ficou chateada apenas com relação ao tratamento dado a ela.

      • Exato. O preconceito apontado pela autora foi por parte da loja em relação a ela, e existe todo um contexto no escrito dela demonstrando isso.

  • Com certeza, suas afirmações demonstram sentidos. Os com mais idades "aparentam" profissionais. Falar em profissionais queria entender no mundo da fotografia o que se entende por "profissional" e "amador". Seria profissional o que tem curso? o que é formado? o que tem mais tempo na atividade de fotografia? o que é sindicalizado? o que usa uma máquina para o chamado profissional? O que tira melhores fotos? Aquele que tira foto com defeitos e ajeita no computador? Ou aquele que sobrevive delas. Essa questão da idade, os jovens dominam, pois a medida que vamos envelhecendo, vamos perdendo a capacidade de enxergar melhor. Por isso, minha cara Olivia Paige, suas fotos saíram melhores do que as deles

    • Resumir a problemática toda a problema de "vista cansada" me faz pensar que você talvez tenha feito uma leitura um tanto dinâmica…

  • E que tal para de pensar no que os outros pensam e simplesmente fazer o que gosta! O post pareceu somente uma necessidade de auto afirmação… Faça seu trabalho e será reconhecido por isso… Faça o que te faz bem, só isso…

  • Me indentifiquei muito com o que li aqui. Já fotografei um aniversário e passei pelo mesmo problema. Tenho apenas 18 anos e quando as pessoas me veem com alguma camera “maiorzinha” acham que eu não sei usa-lá ou que só quero aparecer. Essa sociedade é muito hipócrita mesmo.

  • ADOREI O POST, TENHO 24 ANOS E SEMPRE GOSTEI DE FOTOGRAFIA, COMPREI UMA NIKON D3100 E ESTOU EM UM CURSO, EU SIMPLESMENTE ESTOU AMANDO, MEU PROFESSOR CONFERIU MINHAS FOTOS E FALOU Q TINHA TIRADO MUITAS FOTOS BOAS E EXCELENTES, FOI UM ESTÍMULO MUITO GRANDE, FOTOGRAFIA TEM HAVER COM SEU OLHOR FOTOGRÁFICO E SENSIBILIDADE, Ñ É SÓ EQUIPAMENTO

    • Sim, Elber, fotografia tem mesmo a ver com olhar fotográfico, mas quer uma dica? Escreve normal, por favor, porque escrever EM CAIXA ALTA além de não ficar legal ainda parece que você está GRITANDO. ;D

  • Pois é,, falou tudo…
    Eu com meus 18tão e querendo começar a fotografar agora ainda escuto coisas do tipo
    "E cara, só falta vc querer virar fotografo"
    "N gasta dinheiro com equipamento caro não, vc quer só pra zuar msm neh?"
    "Ah bobagem comprar um Canon T3i, pega um superzoom que vc vai ficar mais satisfeito pq ela é facil de usar e tem um zoom foda"
    "fotografar serio num é brinquedo não kra"
    entre tantas outras… penso oq ela, com 13 aninhos, teve que escutar…