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Os Humanos e seu automatismo 4.6/5 (5)

Indiscutivelmente todos nós temos o automatismo diariamente e continuamente em nossas vidas. Nossa guerra tecnológica começou há muito tempo atrás, mas teve seu maior impulso na Revolução Industrial do seculo XIX, passando pela Segunda Grande Guerra e pelas descobertas nos anos 70, nos diversos campos da eletrónica, química industrial e o desenvolvimento de novos materiais.

Hoje já conseguimos fazer o carbono conduzir energia, desenvolvemos os micro motores, estamos nos encaminhando nos super condutores e na genética avançada.

Em todas as áreas do Ser dito Humano, o automatismo está presente.

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Na minha opinião, automatismo e uma excelente ajuda, quando e levada como ajuda e não como elemento principal das operações deste ou daquele equipamento. Nos computadores, e eles estão presentes em absolutamente tudo, estamos sendo substituídos, só que não estamos notando isso em breve teremos computadores consertando computadores. Já existe tecnologia hoje em dia para substituir os dois pilotos das aeronaves comerciais, e praticamente já não se voa, apenas se acompanha os computadores fazendo tudo, e nessa parte, sou integrante desta situação pois sou piloto.

A Revolução na fotografia a meu ver começou com as Nikons F, uma joia rara em Engenharia mecânica e ótica. Avançou com as câmeras eletrónicas tipo Canon AE 1 Program, Pentax ME Super, Nikon Fa, mas realmente começou a pegar pesado com as Minolta Maxxum, que tinham cartões conforme a atividade, esportes, paisagens etc…

Hoje em dia, fica extremamente difícil acompanhar o desenvolvimento dos fabricantes, pois a cada dia se implanta algo de novo, seja em velocidade de foco, miniaturização, novas lentes, novos programas enfim, numa enormidade de novas tecnologias. Câmeras como a Nikon 810, Sony RX 1R, são jóias tecnológicas, mas e o Fotografo…?

Existem novas técnicas na fotografia…? Será que as novas tecnologias nos ensinam coisas novas ou simplesmente elas fazem coisas novas…? O excesso de automatismo cada vez mais nos tira as técnicas e nos entopem de tecnologia, e nós cada dia mais sabemos cada vez menos de fotografia e cada vez mais daquilo que as câmeras fazem, ou seja nos estamos desaprendendo a fotografar pois as câmeras cada vez mais nos substituem.

Não se sintam ofendidos aqueles que não pensam como eu, graças a Deus, as opiniões se divergem senão nunca poderíamos conversar pois dialogar com quem sempre tem a mesma opinião e muito enfadonho.

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Hoje em dia já temos tecnologia que substitui um Ansell Adams, pois pode-se ficar tirando fotos ate se conseguir um resultado bastante aproximado, mas ainda não temos tecnologia para criar um Henry Cartie Bresson muito menos um trabalho de Sebastião Salgado, mas elas chegarão em breve. Enfim a cada dia que se passa menos se fotografa e mais se aperta um disparador.

Eu tenho um cunhado, que sequer sabe o que e uma abertura, nunca ouviu de velocidade do obturador e nem quer saber o que e profundidade de campo, e ganha a vida como fotografo, com um salario muito maior do que o meu de piloto de linha aérea, ele simplesmente liga sua Canon 6D em full automático e sai batendo foto em cima de foto. Estatisticamente suas chances de conseguir bons resultados são boas, e é o que acontece, enfim, nós tornamos não mais usuários do equipamento, mas simplesmente um carregador deles.

Eu tenho atualmente uma Nikon Df, com lentes Nikkor  MF, e em modo manual, ou seja, não por inteligência mas por vontade própria, continuo fotografando… EU… E não minha câmera, eu uso a tecnologia para me ajudar, resolução, armazenamento, novos materiais e nunca para me substituir.

Na minha opinião nada é mais prazeroso do olhar, entender, medir a luz, enquadrar, focar e disparar e não simplesmente apontar e disparar 50, 100, 2000 fotos no mesmo lugar, na mesma cena, do mesmo jeito…

A tecnologia deve ser um aliado, jamais um substituto senão, em breve você mesmo será substituído.

Um abraço a todos.

Fonte das imagens shutterstock.com

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António Tadeu Guimarães

Tenho 63 anos, na ultima vez que contei, parei de contar faz tempo... Sou piloto de linha aérea há 43 anos, e trabalho numa cia aérea brasileira. Detesto o automatismo na fotografia, exceto nos fotómetros e vez por outra no auto focus. Considero a fotografia como uma Arte no sentido exato da palavra.


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