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Autoconfiança é necessária na fotografia 5/5 (1)

É impossível, não concordar que, desde a popularização das redes sociais, a maneira de nos comunicarmos já não é mais a mesma, as mensagens são imediatas, os conteúdos mais “enxutos”, localizar uma pessoa se tornou mais fácil, basta um “check in” feito pelo usuário através de algum aplicativo em determinado local e principalmente se houver uma foto associada a localização, para a atenção já ser desviada.

Desde então as imagens passaram a ser o idioma universal da atualidade, a velha frase “uma imagem vale mais que mil palavras” literalmente se tornou a principal regra visual das informações das redes sociais, acompanhadas ou não de curtas mensagens quando necessário. Sejam elas, para diversão, publicidade, notícias e para vários outros motivos que eu escreveria um livro para especificar todas.

Esta “nova maneira” de se comunicar/divulgar e publicar, fez com que as empresas e profissionais, se adequassem seus trabalhos visuais para uma comunicação mais objetiva através das imagens e não apenas com texto e logos como há menos de dez anos atrás. Em meio a essa mudança, os profissionais da fotografia se tornaram cada vez mais necessários para fazerem as empresas e até mesmo o mercado da fotografia entrarem nesta mudança. Que inclusive percebemos também na fotografia de eventos e ensaios.

 Autoconfiança da criança ao das os primeiros passos com a bola

Onde quero chegar? Por trás dessas imagens, existe entre a informação e o equipamento, a pessoa que está realizando este clique. É neste ponto que quero chegar. Eu nunca vi a profissão “fotógrafo” tão em evidência como hoje, de fato o mercado para essa profissão cresceu absurdamente e com ele, novos profissionais surgem das universidades, dos cursos técnicos, e claro de dentro daqueles que por influência da família, amigos ou por vontade própria decidem entrar no mercado.

Eu não quero em nenhum momento, entrar no quesito qualidade, pois cada um conhece o seu trabalho e sabe do seu potencial. Porém o que estou percebendo e presenciando muito é a insegurança no produto final, ou seja, a foto.

Participo de alguns grupos de fotografia e possuo alguns amigos que estão no início da profissão, e com essa tempestade de imagens que temos diariamente, um comportamento está se tornando comum, a falta de autoconfiança nas próprias imagens.  E parte dela é consequência da falta de referências e estudo da profissão.

Vejo muitas vezes, fotógrafos iniciantes com ótimos trabalhos, publicando suas imagens em grupos de redes sociais pedindo opinião, sobre qual preset utilizar? O fato nao é usar ou nao usar o preset, se a foto vai ser preto e branco ou colorida, deixar esverdeado ou amarelado? Está faltando confiança no trabalho final, para que, ao invés de publicar uma mesma imagem com três tratamentos diferentes pedindo opinião de um grupo em uma rede social, que também está indeciso, mas sim publicar apenas uma imagem, a final, mostrando o seu trabalho e com isso ir criando a sua característica nas imagens e por fim se tornar referência para outros fotógrafos.

A minha crítica não é sobre a dúvida que surge em determinados momentos, mas sabemos quando realizamos um bom trabalho ou não. Hoje li uma publicação com ótimas imagens por sinal e o fotógrafo dizia “Não existe sentimento melhor do olhar para o seu próprio portfólio sentir orgulho e amor incondicional?”. E foi óbvio que eu como profissional fiquei curioso em conhecer o trabalho dele, e por fim entrei no perfil dele e em seu site e de fato, um ótimo trabalho. Quantos clientes não devem fazer isso? Com certeza a autoconfiança deste profissional, faz com que outros passem a enxergar o seu trabalho de uma maneira diferente, além de se tornar referência para outros da mesma área.

Estamos vivendo um momento em que podemos arriscar, fazer o novo, colocar a nossa identidade nas imagens, buscar novos tratamentos, novos ângulos, criar um diferencial. Há ótimos trabalhos, de novos fotógrafos, novas referências estão surgindo, e para quem já está no mercado, tem-se mais possibilidades para aumentar a rede de contatos.

Sempre falo que, técnica todo mundo aprende, pois ela ensina como manusear a câmera associado a tudo o que já sabemos para uma boa foto, mas quem define o momento do clique, é toda a sua cultura, estudo, olhar e principalmente, a sensibilidade adquirida no decorrer da vida e do exercício da profissão.

Confie em você, na sua sensibilidade e nas suas referências.

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Marcus Barros Gianelli

Paulistano, virginiano, gerente de projetos, fotógrafo e DJ. Urbano e apreciador da arte.

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