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Porque fazer fotos de graça? E porque não fazer? 4.6/5 (5)

Vamos refletir um pouco agora sobre a questão do trabalho gratuito, da foto grátis. Vamos levantar algumas questões e entender os dois lados da moeda a fim de elucidar um pouco o pensamento de quem está começando ou já começou, mas ainda atua nesta prática da gratuidade para conseguir alguma coisa na fotografia.

Primeiro, antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que meu pensamento sobre a gratuidade do serviço ou produto oferecido não cabe nem ao fotógrafo amador e muito menos, óbvio, ao profissional. Posso ter acabado de comprar minha câmera, mas se alguém me solicita fazer fotos de alguma coisa só porque eu tenho a câmera então já é um serviço. Não entrarei na questão da qualidade e que isso pode ser um tiro no pé também, mas se por força maior você se meter nesta encrenca, cobre! Veja, não sou entregador, mas se eu comprar uma moto e alguém me pedir pra entregar uma pizza eu digo que sim, que entrego, e que custa x. Se eu for questionado por ter acabado de comprar a moto e não ser um entregador eu respondo, com educação, claro: Sim, não sou um entregador, então vai lá e entrega você mesmo.

Hoje em dia todo mundo tem uma câmera fotográfica e se você não sabe usar a sua, apele pro “verdinho” (modo automático). Isso é humilhante no mundo da fotografia, mas é menos humilhante que fazer um serviço de graça. Veja, não é da qualidade do seu equipamento que estou falando, muito menos das suas fotos caso você esteja iniciando na fotografia agora. Estou falando de um serviço! Ficar lá, no evento, fazendo foto para os outros. Ir até uma praça e fazer fotos de uma garota. A turma do skate. O bebê da vizinha. Não importa. Você está TRABALHANDO! Mesmo que seja um serviço porco, o qual quero enfatizar aqui que não é o motivo do texto, portanto, estou considerando a hipótese de você trabalhar porcamente sem questionamento algum.

Fotografo

www.curiosone.tv

Está começando então? Não tem ninguém pra fotografar? Acha que a primeira pessoa que te pedir uma foto será sua única chance fazer um teste? Ansiedade mata viu gente! Calma! Muita calma nessa hora. Existem sim oportunidades que simplesmente aparecem e você deve aproveitá-las com responsabilidade, ou seja, se for capaz, faça, senão, não faça e ponto final. Porque existem também as oportunidades criadas (as quais eu utilizo 99% das vezes) e estas são inesgotáveis, pois é de inteira responsabilidade sua criá-las e pode criar quantas você quiser.

Vamos analisar alguns pensamentos sobre o assunto e ver os prós e os contras.

Fazer fotos dos amigos, vizinhos e familiares de graça poder ser interessante para mostrar meu trabalho.

Esta é super fácil. Qual trabalho? Que eu saiba todo trabalho é remunerado a não ser trabalho escravo o qual você só é mantido vivo e se comparar ao fazer fotos de graça, este último é pior, pois em poucos dias você vai morrer de fome e ninguém te pagará nada para sobreviver. O máximo que pode acontecer é esse pessoal te chamar sempre para as festinhas dos filhos, batismo ou reuniões de natal, ter você como “melhor amigo”, mas sempre, quando receber o convite, escutará algo do tipo: Adoraríamos que você viesse ou participasse deste evento, traga sua câmera para fazer ótimas fotos! E só. Nada de dinheiro.

Porque fazer fotos de graça

Dizem que o boca a boca é o melhor marketing que existe. Se eu fizer alguns trabalhos de graça eles vão espalhar a notícia e terei muito clientes.

Certamente que sim. O boca a boca é uma das melhores ferramentas de marketing de todos os tempos… o problema aqui é a informação que será transmitida, pois no boca a boca você não tem controle sobre a informação e as pessoas podem resumir, aumentar, distorcer, etc. Agora imagine o boca a boca de um serviço gratuito: “Nossa, conheço um fotógrafo amigo meu que faz fotos de graça”. Em pouco tempo terá uma fila de pessoas te pedindo fotos de graça e o que era sonho passou a ser pesadelo.

Antigamente a gente gastava com filme, revelação, provinhas, hoje não, é tudo digital e não custa nada fazer uma foto.

Tem certeza que não custa nada? Minhas câmeras custaram um monte de notas. Minhas lentes também. E meus acessórios! E meus livros! Será que o curso de fotografia entra aqui? Os congressos que participei? E o simples fato de eu estar lá, trabalhando, não vale nada? Um segurança, que fica parado no mesmo lugar durante a festa toda cobra! Não se trata do arquivo, da possibilidade de transmiti-lo via wi-fi gratuitamente logo após ter feito a foto ou se vai enviar por e-mail. Se trata de como consegui chegar ao ponto de fotografar e ter o produto que o seu cliente deseja em mãos e a oportunidade de efetuar sua primeira venda e, do nada, puft, você joga tudo pro alto fazendo o serviço de graça. Isso chega a ser incompreensível! É quase um suicídio fotográfico!

Ah é que fotografar esta modelo será uma ótima oportunidade para que eu possa testar e praticar minha luz e minhas habilidades.

melhorpapeldeparede

www.melhorpapeldeparede.com

Sinto em te informar, mas é meu dever fazer isso. Você nunca vai aprender tudo sobre a fotografia. Cada lugar, cada pessoa, cada objeto ou situação tem sua particularidade, sua própria fotografia, e você terá que reinventar técnicas, descobrir possibilidades, resolver conflitos técnicos, práticos, pessoais e profissionais. Portanto, não ter familiaridade com uma técnica, um tipo de iluminação ou um cenário, não é justificativa para não cobrar. Nós aprendemos, inclusive, muito mais quando estamos trabalhando pelo peso que a responsabilidade exerce sobre nós, nos fazendo superar limites e descobrir soluções que nunca imaginamos ser capazes de realizar. Teste sua luz sim! Teste tudo! Mas cobre! Por isso a importância de se investir em um bom curso de fotografia antes de sair por ai aceitando serviços. E ainda há a questão de que, se você aceita um serviço, seja ele pago ou gratuito, ainda é um serviço e deve ser realizado com profissionalismo, pois o cliente passa a ter direito de reclamar sobre seu serviço a partir do momento que você diz: Sim, eu faço! E não a partir do momento em que ambos assinam um contrato. Orçamento, que não é contrato, já dá problema, imagina dizer que faz. Nossa! É sair do espeto e cair na brasa.

É que eu ainda estou estudando e não tenho um portfólio. Assim que eu acabar o curso e tiver o portfólio, ai sim eu começo a cobrar.

Hummm… isso tá me cheirando a desculpa. Veja, você teve tempo suficiente para construir um portfólio básico durante seus estudos. Se não o fez, das duas uma: Ou você não estava interessado em fotografar, portanto, não entendo porque está insistindo, ou você não fez um bom curso e neste momento deve ter lembrado com raiva daquele curso baratinho virtual que você pagou para… nada. O portfólio de um fotógrafo é sempre renovado, pois como já disse nós nunca sabemos tudo e aprendemos em cada trabalho uma coisa diferente, fazemos fotos melhores a cada dia que passa. Não ter uma foto parecida com a de um fotógrafo famoso e renomado não te faz um incapaz de vender o seu serviço, mas te dá parâmetros para você focar seus estudos e traça um caminho para sua caminhada rumo ao sucesso. Já vi gente vendendo seu primeiro ensaio via mímica: Seu álbum vai ser deste tamanho oh, vai abrir assim e o pôster vai ser maior, deste tamanho aqui oh (tudo gesticulado).

Agora, a parte dolorida, onde separa muito bem as coisas e coloca tudo no seu devido lugar. Se você é um fotógrafo amador e está pensando: Mas eu não quero ser profissional, não quero trabalhar com fotografia. Ótimo! Se você tem outra renda e consegue adquirir seus equipamentos com facilidade, perfeito! Só não se esqueça de duas coisas: Primeiro – Se é amador e não está realizando um serviço, não está trabalhando pra ninguém, então as fotos são suas, somente suas e não devem ser entregues para os outros, pois o “entregar o produto” caracteriza, automaticamente, um trabalho, um comércio, uma relação profissional, mesmo que não haja valores envolvidos. E você pode ter problemas até quando faz de graça, pois o fato de se gratuito não justifica a má qualidade de um produto e repercute mal entre seus clientes em potencial. Segundo – Pense duas vezes antes de aceitar realizar um serviço de graça, pois você pode estar interferindo no trabalho de outro fotógrafo, um profissional, que vive da fotografia, que necessita daquela grana do serviço para poder alimentar-se e à sua família, para repor seus equipamentos que são absurdamente caros e uma infinidade de coisas que uma pessoa comum necessita para viver. O respeito é uma das características primordiais neste meio, pois todos estão te vendo (até porque você mesmo vai querer aparecer para o mundo em busca de clientes) e quando você mais precisar vai encontrar várias portas fechadas, pois eles lembrarão de você, o cara que fez o aniversário do fulaninho, o casamento da ciclana e o batismo do beltrano de graça, aquele pessoal que estava fazendo um orçamento comigo e me dispensou porque ele ofereceu o serviço gratuitamente. Nós precisamos de ajuda o tempo todo! É difícil ter tudo que precisamos, até porque tem coisas que precisamos muito pouco, mas precisamos, uma lente específica, um par de flashes a mais para um determinado ensaio, acessórios diversos… é comum contarmos com a ajuda de outros fotógrafos, um empréstimo daqui, outro auxílio dali, um freelancer acolá, e é assim que a coisa funciona. Portanto, nada de sair por ai trocando os pés pelas mãos, iniciando sua carreira de forma completamente errada e o pior, armando a armadilha para você mesmo cair nela.

Lentes

http://www.rafalopes.com.br/blog/propaga

É difícil sim, como qualquer outra profissão. É caro, leva tempo e precisa de muita determinação. Não aumente as dificuldades gratuitamente, você já terá muitas para superar pagando caro. Minimizar as dificuldades é o que vai te dar espaço para tomar mais decisões certas e trará os resultados que você tanto espera na fotografia.

Agora que leu, avalie o artigo e deixe um comentário mais abaixo:

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  • Olá. Tudo bem? O Tópico já é antiguinho mas gostaria de colocar um contraponto.

    Eu concordo com o que falas em parte. Porque há razões para se fazer fotos de “graça”, sim, na minha opinião. De graça é uma coisa, sem contrapartida é outra! Você pode trabalhar sem receber em dinheiro, mas garantindo que está fazendo um investimento na sua carreira.
    Um exemplo é quando você já adquiriu a capacidade técnica de realizar um trabalho mas não tem dinheiro para investir na divulgação do seu negócio até que as pessoas o conheçam. Vou ser mais clara: Vamos supor que você goste de fazer fotografia de gestantes. Aí você faz um contrato de permuta com a organização de um evento voltado para gestantes onde você faz a cobertura fotográfica do evento em troca de ter um pequeno stand onde você vai poder divulgar seu trabalho, fazer contatos, montar um mailing, etc. com seu público alvo. Você não recebeu nada em dinheiro pelo trabalho. Mas você pode ter feito um baita investimento na sua carreira, no seu marketing.
    Esse é só um exemplo do que na minha opinião se pode ter de benefício de, eventualmente, se trabalhar “de graça”.
    Obrigada

  • Monique

    Li o artigo e seus comentários. Aprendi muito com isso. Para uma iniciante em fotografia, ficamos um pouco perdidos com algumas informações, mas o texto, complementado com os comentarios, foi otimo pra clarear nossas ideias. Sendo assim, quero reavaliar um projeto que montei em mente e nao vejo a hora de concretiza-lo.
    Tenho um conhecido que tem um restaurante, dei a ideia a ele, de eu fotografar seus produtos, e o restaurante, em troca de ele imprimir com minha assinatura, para expor em seu restaurante, sendo por quadros ou adesivos em paredes.
    Como posso fazer um documento para que ambos se comprometa com os serviços???? Eu preciso fazer uma autorização de uso de imagem, caso eu fotografe alguem, ou ele mesmo faz isso?????

    Obrigada.

  • cimiranda

    Desculpa a minha avaliação sair como zero, mas deu um certo tilt no pc na hora de enviar. AVALIAÇÃO 5 ESTRELAS

  • Sergio

    Eu passei 20 anos sem fotografar e tempos atrás voltei já na era digital. P/ me adaptar aos recursos da minha máquina fotografei 30 crianças em uma instituição da qual sou um dos diretores. Fiz aquelas fotos das crianças sentadinhas na cadeira e mesa como se fazia nas escolas antigamente. As mães, por incrível que pareça, não tinham condições de fazer aquele tipo de foto dos seus filhos, por mais baratas que a gente ache que sejam.
    Foi uma experiência muito bacana, pois não interferi no trabalho de ninguém e me senti super bem fazendo isso.
    Faço também o registro das festividades da Instituição, todas de graça.
    Enfim, se a finalidade é treinar, faça fotos dessas crianças que não podem pagar por elas. Não atrapalha ninguém e faz bem p/ alma.,

  • Publicamos um artigo que tem relação com o do seu:
    http://primaerp-pt.blogspot.cz...

    Gostaria de saber a sua opinião. Trata-se da posição de uma das colegas da equipe.

  • Leonardo

    Este artigo foi uma pedrada! excelente. Mas por outro lado me pareceu que foi mais um tom meio revoltado contra os fotógrafos que estão começando e vão tirar o ganha pão do fotógrafo! Não é culpa dos iniciantes e "não tão profissionais" se um cara resolveu largar tudo e viver de fotografia. Pensar assim é como não querer colocar seu carro num estacionamento privado por achar que os flanelinhas possam morrer de fome! Artigo bom. Porém bem revoltadinho!

    • Muito obrigado pelo seu comentário Leonardo!

      De certa forma isso poderia acontecer mesmo, visto que as palavras resumem muita coisa e esse assunto é enooorme. Mas não, não foi a revolta a base deste pensamento o qual coloquei aqui não. É a lógica mesmo! O bom senso, a honestidade, a seriedade, o profissionalismo e todos os outras boas qualidades que deveriam estar intrinsecamente ligadas à fotografia e que, infelizmente, não estão.

      Veja, não sou contra cobrar preços baixos. Haja visto que se cobrar barato demais pelo seu serviço ou produto não terá como repor ou continuar fazendo e a falência é certa. Não me preocupo com isso. Mas me preocupo com alguém que simplesmente adquire uma câmera e sai por ai mudando o nome do Facebook pra Fulado de Tal Fotografia ou Fotógrafo e encara de vez o tal do cliente, que à princípio pode ser o que ele mais precisa e procura, porém, se o relacionamento com ele através do seu trabalho não for bom ele pode ser o monstro que você nunca desejaria encontrar pela frente em toda sua carreira. E isso tem acontecido bastante.

      Por um lado isso é ótimo pra gente que já fotografa, pois quando um fotógrafo iniciante dá uma bobeira geralmente não tem estrutura pra aguentar passar pelas consequências e acaba desistindo da fotografia, o que à princípio é bom para o nosso mercado.

      Mesmo assim, não precisamos esperar isso acontecer e coloquei aqui apenas um modo de pensar na segurança profissional de todos, em um caminho com um pouco mais de disciplina, de seriedade e de respeito pelos clientes e pelo próprio fotógrafo iniciante, que costuma se sujeitar a meios de obtenção de suas primeiras de forma humilhante, sendo abusado, trapaceado, iludido, e isso trás consequências para todos, pois se ele se tornar fotógrafo mesmo um dia, provavelmente fará a mesma coisa. Então, devemos romper este ciclo de despreparo e inconsequência o quanto antes para evitarmos que a fotografia rume para caminhos os quais não queremos percorrer no futuro.

      Mas adorei a crítica e temos que ficar atentos a isso mesmo. Que todos sejam livres para fotografar, mas livres com responsabilidades. Sempre! :D

  • Marcos

    Ótimo Artigo, bem simples e objetivo, elucidou bastante minhas dúvidas concernentes a isto.

    Atenciosamente
    Marcos…

  • Ademil Franca

    Sinceramente!!!! Eu nunca tinha lido um artigo sobre fotografia tão específico e esclarecedor como o escrito pelo sr. Reges Pineze. Parabéns, parabéns mesmo!!! Fiquei muito feliz com o teor do mesmo. As minhas atitudes que antes eram de total abstinência em cobrar os famosos serviços fotográficos de "por favor" fotografe minha festinha de graça, etc. etc. Agora, após ler o referido artigo e os inúmeros comentários e lúcidos, farei diferente. Obrigado!!! Ademil.

    • pineze

      Obrigado Ademil Franca! Fico feliz que isso tenha te ajudado de alguma forma. Muito sucesso pra vc!! :)

  • Robson Silva

    Parabéns pelo texto. Já dei aula de fotografia para alunos de Publicidade e Propaganda e sempre bati nessa tecla, pois só quem vive da fotografia é que entende as dificuldades que a profissão traz.

    • pineze

      Sim, sim… e a monetária é só uma delas… o que torna mais difícil deles entenderem a profundidade do buraco em que estão se metendo rsrsrsrsrsrsrsr. Obrigado Robson Silva, vlw!

  • Fátima Alves

    Parabéns pelo teu comentário, pela tua percepção e principalmente por nos fazer "acordar". Suce$$o para você e obrigada. :)

    • pineze

      Obrigado Fátima Alves! Sucesso também! :D

  • machadowel

    Hilário esse comentário, muito bom para dar uma boa orientada nos fotográfos iniciante.

    • pineze

      Vlw machadowel! :)

  • pineze

    É, o começo é sempre complicado mesmo… rsrsrsrsr. Mas que bom que deu certo pra vc Nicolas. Parabéns pelo sucesso e continue assim. Abraço!

  • pineze

    Olá Marcelo! Muito boa sua pergunta!

    Veja bem… tudo depende do âmbito em que a coisa está sendo realizada. Permuta do tipo: vc posa pra mim e eu faço suas fotos pro nosso portfólio (fotógrafo e modelo) é o tipo de coisa que não precisa de documentação nenhuma, pois ninguém tá fazendo um trabalho sério, que envolve mídia e com grana envolvida. No caso de uma permuta pra um trabalho de verdade, ai sim é necessário que seja colocado tudo no contrato, pois o seu pagamento não será em espécie mas sim em produtos ou serviços de uma outra empresa ou pessoa, mas não deixa de ser o pagamento, entende?

    Então, tudo especificado em contrato sim até no caso de permuta. Um exemplo: Almoço em um restaurante X todos os dias. O dono me pede um serviço que ficará em R$1.000,00. Ele nota minha presença diária no seu estabelecimento e me propõe uma permuta em relação às minhas refeições. Deixaríamos os R$1.000,00 de crédito a serem gastos por mim ali em seu restaurante e eu faria o serviço pra ele. Esta é uma possibilidade sim. Mas não é tão simples assim. Os negócios, os produtos e os serviços são completamente diferentes e requerem uma observação quanto às legalidades e garantias. Ex: se eu faço uma permuta em uma porta de vidro, por exemplo, e esta porta vem com defeito eu tenho o direito de trocá-la ou pedir o conserto, bem como fazer uma reclamação em algum órgão de defesa do consumidor caso algo não seja cumprido, como um cliente normal. Assim como meu trabalho deve ser realizado da mesma forma que pra um cliente que esteja me pagando em espécie pelo serviço.

    O custo sempre vai haver. Porém, pra uns custa mais do que outros. Pense em permutar um álbum com uma empregada doméstica. Ela gasta o transporte pra ir e vir do serviço e vc, mesmo permutando, terá que imprimir as fotos e mandar encadernar. Ou seja, se permutaram R$1.000,00 (só um exemplo), ela pagará R$1.000,00 com seus serviços, ou seja, sem gastar nada a mais do que o transporte, mas vc não entregará R$1.000,00 de serviços. Entregará R$500,00 de serviço mas terá que gastar mais R$500,00 pra imprimir e encadernar o álbum. No caso de uma permuta de 100% vc terá que desembolsar R$500,00 ainda. Daí pode ser interessante permutar somente o lucro bruto, pra que seus gastos diminuam. Daí vc poderia cobrar R$500,00 (necessários para imprimir e encadernar as fotos) e permutar 50% (+ R$500,00) em serviços. Tudo bem que teria que pagar os outros R$500,00 de qualquer jeito, porém, se ela vai 1 vez por semana na sua casa e por vez ela cobra R$50,00 (só um exemplo) vc teria 2 meses e suas semanas para pagar os R$500,00 pra ela, entendeu?

    Bom, espero ter ajudado. Abraço!

  • JA FIZ MUITAS FOTOS DE GRAÇA MEUS PRIMEIROS 4 CASAMENTOS QUE EU FOTOGRAFEI FORAM DE AMIGOS EU TINHA QUE TER MATERIAL PRA MONTAR MEU PORTIFOLIO RECEM FORMADO NO CURSO DE FOTOGRAFIA ENTAO EU PEDIA PRA ELES MESMO ELES TENDO OUTRO FOTOGRAFO E EU IA LA E FAZIA HOJE NAO FAÇO MAIS PQ JA TENHO MATERIAL SUFICIENTE E AS FOTOS DELES QUE EU USEI PRA MONTAR MEU PORTIFOLIO JA FOI SUBSTITUIDO POR UM MELHOR MAIS HOJE NAO FAÇO NADA DE GRAÇA.

  • Gleicy

    Muito bom!

    • pineze

      Vlw Gleicy!

  • Muito boa a sua matéria e também, principalmente, as suas respostas aos posts. Assim, se puder, queria tirar uma dúvida, Pineze. No caso de uma permuta, troca, é bom que a modelo que aceitou assine um contrato informando isso, para depois não cobrar direitos autorais de sua imagem ou coisa parecida, isso? Se sim, sabe como proceder, caso eu queria um contrato de permuta, sem custos entre as partes?

    Desde já, agradeço pela atenção
    Abraço

  • ANA ANJOS

    ADORO AS RESPOSTAS DE PINEZE

    • pineze

      rsrsrsrsr… toma uma só pra você então Ana! :) Bjs!!! rsrsrsrsr

  • E quando se caracteriza um trabalho para sí mesmo?
    Vire e mexe tenho idéias e vontades, tenho a necessidade de coloca-las em prática, e nem sempre quero que seja com algum cliente, pois não quero me sujeitar a opiniões e vontades das quais poderiam vir a interferir no resultado final e fugir do meu propósito. Quando isso acontece, procuro algum/a modelo para estar servindo como ferramenta de criação da minha idéia, em contra partida, para evitar um gasto de cachê, visto que dinheiro não está sobrando, rola aquela boa e velha permuta.

    Como você caracterizaria essa prática? Danosa a minha carreira e a dos companheiros fotógrafos? Danosa a carreira da/o modelo?

    • pineze

      Olá Filipe Nevares! Bom, de forma alguma isso é danoso, muito pelo contrário, isso se chama "colocar a mão na massa" e só tenho a dizer parabéns e continue assim. Veja, o propósito é seu, o desejo é seu, as ideias são suas, você realmente precisa de objetos, lugares e/ou pessoas para concluir essa tal fotografia, nada mais justo do que convidar essas pessoas a te ajudarem gratuitamente ou numa relação de troca, como vc mesmo disse. Isso para o caso de modelos e objetos que talvez precise. Ceder uma foto impressa, ou arquivos para internet em baixa resolução. Mas ainda assim eu ficaria meio de olho pra eu mesmo não dar bobeira com meus anseios fotográficos. Veja, se eu preciso de um lugar e este é um lugar comercial, como um Café, por exemplo… e preciso também de uma modelo para fazer uma foto dela tomando um café de um jeito que eu não havia visto ainda (só imaginando). Daí eu peço autorização para o dono do Café, chamo uma amiga para ser a modelo e parece estar tudo certo. Daí o dono no Café me pede uma foto. Ai complica tudo! À princípio é só dar a foto a ele né? Seja impressa ou digital, mas não. Se ele utiliza esta foto para fazer alguma propaganda do Café ele passa duas pessoas pra trás além de uma ser você a outra você é responsável pela imagem dela, que é a modelo. Então, mesmo em casos de testes, ensaios para se expressar e colocar as ideias em prática é necessário ficar esperto, ficar de olho para não dar aquela bobeira básica que a gente costuma dar quando está ansioso demais. Mas sim, isso que vc está fazendo é legal em todos os sentidos e é exatamente por ai mesmo que deve acontecer a coisa. O marketing que você faz mostrando suas ideias executadas pode ser fantástico. Bem diferente daquele que você faz quando quem te solicita é o cliente.

      A coisa é muito simples: Quem quer e/ou precisa, paga. Ponto final. Se o cliente quer, ele paga. Se você quer, você vai pagar para fazer o ensaio, mesmo que seja com amigos e aparentemente seja de graça você trabalhou e pagou para aquilo acontecer com o seu trabalho.

      Obrigado pela participação e muito sucesso pra ti!

  • caminhosdabaviera

    Concordo em parte. Uma vez ouvi de um designer que nao se faz trabalho "baratinho", melhor fazer uma "cortesia". Assim voce nao associa o seu trabalho a um valor baixo. Ja fiz trabalhos de design (sou designer, nao fotografa, mas isso se aplica tambem) "de presente". É uma opcao válida presentear alguem querido com um trabalho personalizado ao inves de ir a uma loja e comprar qualquer coisa. Ninguem me recomendou como designer que trabalha de graça por causa disso. E quem pediu eram amigos que sabiam quanto valia o trabalho. Tudo depende de como voce comunica a cortesia. Abraços.

    • pineze

      Obrigado pelo comentário caminhosdabaviera! E sim, concordo contigo sim! É que como o exemplo aqui é geral não poderia dizer isso, mas como você mesmo disse, para pessoas muito próximas, especiais, que não são qualquer um, nós também fazemos coisas especiais que não fazemos para qualquer outro. E sim, melhor fazer de graça do que barato neste caso. Presentear também é ótimo e não tenho absolutamente nada contra. O problema é quando o indivíduo resolve presentear todo mundo sabe… rsrsrsrsrsr… e sai por ai dando presentes parecendo o Papai Noel, ou cobrando muito pouco e atrapalhando um mercado que nem entrou ainda e como em qualquer grupo ou nicho, entra se mostrando uma pessoa não interessante para se aproximar e fazer parte de contatos, de uma boa network. Mas são situações bem diferentes.

      Abraços e vlw por acrescentar na discussão!

  • kamila

    Reges, eu texto caiu como uma luva, para uma situação que tem acontecido comigo… estou começando agora na fotografia, e fui convidada pra cobrir um evento de 4 dias por 125,00 (detalhe: 125,00 os 4 dias) fiquei chateado pq vc ficar em um evento o dia inteiro, durante 4 dias…com esse valor eu vou ter que gastar do meu bolso pra integrar os gastos de transporte e alimentação…. será que vale a pena??? achei no mínimo uma falta de respeito…. me dê a sua opinião?? Desde já agradeço… abraço aos. Kamila

    • pineze

      Olá Kamila, bom dia!

      Bom, situação complicada pra quem tá começando. Pra mim é simples… não faço! Ponto final. Além de não fazer ainda daria uma boa resposta a quem teve a capacidade de me propor uma barbaridade dessas. Mas isso é comigo, hoje, depois de muito apanhar e aprender. Pra você um simples "poxa, desculpa, não vai dar nesse dia" já estaria de bom tamanho… rsrsrsrsrsrs.

      Veja, o vendedor de balinhas na porta da escola tem um preço certo pra cada bala. Tem a de R$0,20, a de R$0,10, a de R$0,05… tem até as promoçõe de 3 por R$0,10. Mas cada uma tem seu preço fixado de acordo com o que ele paga na hora da compra, de acordo com a concorrência, de acordo com volume de produtos que ele comercializa, de acordo com o nível econômico de seus clientes, e uma série de coisas. Ele não cobra o que ele quer. Ele cobra o que precisa ser cobrado.

      Ora, temos gastos com os equipamentos. Você já fez as contas de quanto vale cada click da sua câmera? Até isso eu já fiz. É uma estimativa, claro, mas é impressionante como não dá pra fazer nenhum tipo de foto de graça. Ai entram questões que interferem nesse "de graça". Por exemplo: Se alguém me pedisse para fotografar um evento de 4 dias por R$125,00, antes de expressar meus sentimentos em relação a este absurdo eu entraria no jogo da pessoa e proporia o mesmo, tipo: "Vamos fazer melhor! Não te cobro nada e você me autoriza um espaço e um stand durante os 4 dias pra eu mostrar meu trabalho no evento" (primeiro tem que ver se não é um tipo de evento muuuito distante da fotografia, como uma Convenção de Pesquisa do Centro Spano-Americano de Tratamento de Hemorróidas né). Mas é só um exemplo de como você pode fazer a mesma proposta para a pessoa, visto que um espaço para um stand em um evento pode ser caro e às vezes a pessoa pode negociar esse tipo de troca. Mas se for na base da troca ai o preço é maior, pois a fotografia tem gastos e eu preciso ter um lucro em cima dessa troca.

      É um negócio como outro qualquer Kamila. Ou você cobra, e cobra certo, ou não está trabalhando com fotografia e provavelmente vai afundar por não conseguir se manter. É só minha opinião.

      Boa sorte com os serviços e sucesso!

  • Felipe

    Estou começando no rumo da fotografia, no começo trata-se de um hobbie, depois com estudo irei subindo de nível, claro, ninguém começa de cima, pretendo levar a fotografia para o lado profissional. Parabéns pelo artigo.

    • pineze

      Obrigado Felipe. E sucesso nos estudos!

  • Stefano Aguiar

    Queria ter lido esse artigo há 7 anos atrás. Muito bem escrito, claro, conciso. Parabéns.

    • pineze

      Obrigado Stefano!

      Continuemos com nossas leituras e estudos… porque sempre tem alguma coisa que a gente gostaria de ter feito… isso não vai mudar… rsrsrsrsr. É a vida né! rsrsrsr – See more at: https://www.fotografia-dg.com/porque-fazer-fotos-d

  • Elber Salvino

    Eu comprei minha DSLR final do ano passado, não sabia nada sobre ISO, abertura do diafragma etc, fiz alguns cursos para aprender a mexer na câmera, fazer boas composições etc. Ainda sou bem amador e tenho outra fonte de renda, mas tenho muita vontade de trabalhar com fotografia também. Como ainda sou amador e não tenho segurança eu convido algumas amigas e amigos para fotografar, me isento da responsabilidade de entregar fotos perfeitas, uma quantidade certa e adquiro mais experiência, dessa forma acho válido, mas entendo quando você fala da solicitação para fotografar, pq mesmo q seja de graça vc tem a responsabilidade de entregar boas fotos, fora a depreciação do seu equipamento e o tempo q vc vai gastar pra fazê-las.

    Gostei muito da dica de ir nos eventos e pedir pro fotógrafo responsável para fotografá-las…. Parabéns

    • pineze

      E uma outra dica, pra ir começando a cobrar de leve, sem aquela ruptura drástica entre uma coisa e outra, é entregar as fotos em tamanho pequeno, para internet, com qualidade baixa (não ruim) e sua assinatura. Daí vira e mexe alguém pede uma foto pra um pôster ou porta-retratos ou até quer montar um álbum. Ai a coisa muda de figura e você pode cobrar tranquilo porque a pessoa já gostou do seu trabalho e vai pagar sorrindo! rsrsrs

  • muito bom vou compartilhar!

    • pineze

      Vlw Paulo, obrigado!

  • A melhor coisa do mundo é poder fazer fotografia de graça e somente pelo prazer de fotografar e ver o sorriso de muitas pessoas (principalmente aquelas que não tem condição de pagar).
    Não entendi o motivo de você achar uma humilhação. Eu acho o máximo fazer alguém feliz. Isso me traz muita felicidade e me ajuda a aperfeiçoar meu trabalho, pois os retratados também estão me ajudando.
    Minha primeira câmara digital foi adquirida em junho do ano passado. Então, não tenho muita prática. Mas, graças às minhas cobaias eu estou conseguindo aperfeiçoar meu trabalho.
    Dinheiro não é tudo no mundo… Ele vem com o tempo e é mera consequência.
    Tudo de bom para você.

    • pineze

      Olá Tânia! Entendo seu ponto de vista, mas primeiro nós temos que separar algumas coisas. Primeiro que eu estou falando de trabalho, já você disse que adquiriu sua primeira câmera em Junho do ano passado e tem utilizado das pessoas para aperfeiçoar suas técnicas, logo, você não está falando de trabalho e sim de estudo, e são duas coisas bem diferentes. Aliás, o caminho que escolheu é até mais difícil, o de aprender fotografando na prática. O melhor seria fazer cursos e workshops, onde você aprende a teoria e ainda pratica sob supervisão e ganha confiança para poder atuar de forma mais consistente. Neste caso, além de não cobrarmos, ainda pagamos para aprender. E, mesmo se depois de ter o conhecimento das técnicas e das situações que envolvem a fotografia você resolvesse fazer fotos de graça, só por prazer, convenhamos, você tem alguma outra fonte de renda, haja visto o valor dos equipamentos os gastos com produção, locação, figurino, etc. Você nunca faria uma boa foto de graça… na verdade teria que pagar pra fazer uma foto bem feita. Eu já me referia no texto aos fotógrafos profissionais, ou seja, que tem a fotografia como profissão… e se é profissão o óbvio seria cobrar pelo seu trabalho, pois não conheço empresa alguma que realize serviços ou produza algo de graça. Pense em uma pessoa que tem a fotografia como profissão mas acima de tudo ame fotografar. Sei que o dinheiro não é tudo no mundo, mas eu, por exemplo, preciso me alimentar, pagar a energia aqui de casa, água, luz, telefone, seguro do carro, combustível, escola da minha filha, materiais escolares, supermercado, reformas, roupas, etc, etc, etc… eu faria fotos de graça pro resto da minha vida se o amor também fosse tudo, mas não é. O resto da minha vida pode ser muuuuito breve se eu resolver praticar uma loucura dessas, o que inviabilizaria, inclusive, a possibilidade de eu fazer fotos de graça para determinadas pessoas, de determinadas classes, em determinadas situações, pois eu estaria morto e mais ou menos uma semana, de fome e de sede, pois nada disso vem de graça pra mim.

      Mas a fotografia é apaixonante sim! Dá vontade de fazer do seu jeito o tempo todo. Mas eu não sou só um apaixonado pela fotografia. Eu levo ela muito à sério como profissão e não tenho outra fonte de renda nem sou de família abastada. Portanto, tenho que fazer o melhor, com tudo que eu sei, da melhor forma que eu posso, e isso custa caro. Neste ponto, é um serviço como outro qualquer, com ferramentas de trabalho, experiências profissionais e investimentos altos em atualizações e especializações. Não há a menor possibilidade de usar todo meu conhecimento e ferramental adquirido gratuitamente. É um negócio, sou uma empresa e tenho pessoas que dependem de mim para sobreviver também.

      Mas se você tem a possibilidade de fotografar de graça, só por prazer, vá em frente. Eu adoraria fazer isso. Na verdade nem de graça não será. Vai custar é caro essa brincadeira pra mim… rsrsrsrsrs

  • Meg correa

    Ufa!!! Lo todos os comentários ,Parabéns pela dica ,eu ja ate mudei meu conceito a partir de hoje sou uma fotografa iniciante, e num espaço de tempo bem curto serei uma mega profissional se Deus quiser . Fiz cursos rápidos e logo de cara tive que aprender com uma câmera profissional 6 d que ganhei do maridon.Confesso que sofri muito para aprender e hoje ja melhorei muito sou leitora assídua deste site e sua Fã ..obrigada sempre por todas as matérias… Logo… Estarei com portfólio montado graças as suas dicas… Bjs Fique com Deus.

  • Mateus

    Excelente artigo! Parabéns.

    • pineze

      Vlw Mateus, obrigado.

  • pineze

    Obrigado pelo seu comentário Ligia!

    Veja outros comentários aqui neste artigo. Muitos complementos ao texto estão sendo inseridos. Abraços e sucesso!

  • Fernando

    De início, gostaria de dizer que não sou professor de português, mas o título está incorreto. Os dois "porquês" na verdade são separados por estarem no início de uma pergunta.

    Agora sobre o artigo, gostei muito dele. Já vi vários sobre o assunto, mas dificilmente tão abrangente como o seu. Você conseguiu mudar minha ideia em relação ao "tô testando minhas habilidades e técnicas de iluminação, então não vou cobrar".

    Eu ainda não fiz nenhum serviço pra ninguém, não cobri nenhum evento, nem nada, só fotos pessoais por enquanto. Porém eu decidi enviar currículos para estúdios e adquirir um pouco de experiência lá, assim tenho mais segurança caso futuramente eu escolha cobrir um evento ou ensaio. Embora trabalhar em estúdio esteja um pouco distante de cobrir eventos ou "solicitações", acredito que a experiência adquirida lá seja bem útil.

    Abraços!

    • pineze

      Muito obrigado pelo seu comentário Fernando. Sobre os "por-quêes" eu confesso, isso sempre me aterrorizou! rsrsrsrsrs. Nunca sei quando tenho que usar um ou outro e, lá no fundo, na minha cabeça, todos eles me soam como um simples "porque", então assumi este erro de propósito, pra mim é tudo porque… rsrsrsr facilitou minha vida, mas tenho consciência de que faço mal uso deles.

      Sobre a problemática do gratuito ou não o cerne não é o "ato" de fotografar e sim as solicitações. Quem solicita é cliente, precisa e deve pagar, pois é uma necessidade. Se uma modelo precisa de fotos e solicita à mim, então deve me pagar. Se eu preciso de uma modelo e solicito alguém, eu devo pagar. Se ambos precisam um do outro ai pode entrar um esquema de troca onde ninguém paga ninguém e todos saem ganhando.

      Se não quer esperar para aprender com seus clientes, aprenda com os clientes dos outros. Vista um terno escuro, discreto, saia no sábado à noite, ali pras 6hs, percorra algumas igrejas e veja onde terá um casamento. Encontre o fotógrafo responsável, peça permissão (e certamente terá) para fotografar o evento junto com ele. Ceda as fotos à ele. Isso não é fotografar de graça. Isso é aprender. Diferentemente de alguém que deseja ter o seu casamento fotografado e TE solicita a cobertura deste evento. Ai já é cliente e deve pagar. O outro não, nem sabiam da sua existência, não te cobraram um portfólio, não assinaram contrato nenhum contigo.

      Um abraço e obrigado pela correção! : )

  • Ligia

    Adorei a matéria! Eu penso da seguinte maneira, na verdade como você acabou de explicar, ex: se vai ocorrer um evento que eu goste, faço um troca, a pessoa responsável pelo evento me levar e me paga todos os encargos que vou ter com evento caso eu fosse sozinha, hospedagem, o transporte, a alimentação"… se tudo isso ocorrer porque não fotografar o evento que eu gosto?

  • Ubirajara Jr

    Muito boa a matéria! Me ajudou bastante!

    • pineze

      Fico feliz em saber. Obrigado pelo comentário, abraço e sucesso!

  • Fotógrafo Vall

    Parabéns muito boa a matéria!

    • pineze

      Muito obrigado Vall. Abração e sucesso!

  • Fabio Rebelo

    Eu também tinha essa dúvida. Mas apareceu aqui na minha cidade uma ideia que achei fantastica. O nome do site chama-se http://www.photoplace.com.br. A gente se cadastra e as pessoas acessam nosso portfolio e nos chamam para fotografar seus eventos… como somos amadores, não cobramos nada para ir até o evento e a pessoa não tem obrigação de comprar nada. Mas se ela gostar e quiser comprar, tambem pode e eu ganho 70% do valor liquido.
    Tinha uma D5100 e já comprei uma D7000 e os eventos que eu faço durante o mês pagam as parcelas…rsrs To gostando muito…recomendo!!!!

    • Vi as suas fotos, estão excelentes! Parabéns!

    • Olá Fabio! Obrigado pelo comentário.

      Parece muito bacana esse esquema ai e se tudo é devidamente esclarecido antes, tudo certo, até porque vocês tem o apoio legal do site que deve ser o responsável pelo negócio. Mesmo entendendo de vendas e sabendo que isso é um dos tipos, nunca gostei muito de ir sem saber pra onde, sem saber porque e sem saber se ia ganhar alguma coisa com aquilo, mas isso existe sim na fotografia também e pra quem saber fazer direito dá muito certo sim, fazer primeiro e vender depois, mas tem que ser mais vendedor do que fotógrafo. Neste caso é o site que fica com este encargo. Parece bacana sim essa ideia.

  • Jean

    Concordo em parte com o que vc disse, mas vamos aos fatos reais.
    Se a pessoa está começando e precisa montar um portfólio, se ela quer trabalhar com eventos sociais por exemplo, ela tem que fotografar "gente", não são fotos de flores, lua, árvores, cachorrinhos e gatinhos bonitinhos (típico de quem está começando), por mais bonitas que estejam as fotos, que vão fazer alguém se interessar pelo trabalho dela e contratar para fotografar um casamento, sem contar a parte técnica, como a pessoa vai aperfeiçoar sua técnica se não fotografa?
    O título do artigo fala sobre as duas faces da moeda de se fotografar ou não de graça, mas eu só vi o "Não fotografe de graça NUNCA".
    Sou totalmente a favor do autor do artigo quanto ao fato de não se fotografar um evento social de graça, mas quando o fotógrafo em início de carreira ou não, convida uma pessoa para um ensaio fotográfico, o fotógrafo tem muito mais a ganhar do que a pessoa fotografada, o fotógrafo pode aplicar novas técnicas aprendidas na teoria e ver quais são as melhores maneiras de pô-las em prática e vai ter SIM, material para um portfólio decente, além da divulgação do seu trabalho, e a pessoa fotografada só vai ter algumas fotos bonitas (ou não) para postar em seus perfis nas redes sociais.
    Todos nós sabemos que o portfólio deve ser sempre renovado, foi até citado neste artigo, e quem não quer ou não tem grana para contratar modelos profissionais para essa renovação, a solução é fotografar de "graça".
    Quem não aparece não é lembrado!

    • Uau! Primeiramente muito obrigado pelo seu comentário Jean… rsrsrsr. Agora vamos por partes:

      Sim, este artigo é tendencioso para o NUNCA fotografe de graça sim. Porém, talvez você esteja entendendo o "de graça" de uma forma diferente. Veja, se você me der 100 e eu te der 100 tem 3 formas de entender isso. Nós dois gastamos 100, nós dois ganhamos 100 ou nós dois continuamos na mesma. O "de graça" que eu entendo como prejudicial é quando você aceita e realiza a solicitação de uma pessoa. Isso é ruim.
      Já no caso de adquirir experiência e construir um portfólio eu não atenderia solicitações, eu solicitaria aos outros, entendeu a diferença?

      Você quer ganhar umas fotos de graça? Então compareça em tal horário, em tal lugar, faça o cabelo, se maquie, vá com tal e tal figurinos e que vamos fazer umas fotos lindas e não vou te cobrar nada. Ora, pra eu conseguir alinhar tudo isso, enquanto fotógrafo, só pagando uma modelo mesmo. Agora, se ela vai providenciar isso ai tudo que EU pedi, se eu vou fazer as fotos do jeito que EU quero, então não é de graça, é uma relação de troca muito bacana, mas não é isso que eu vejo acontecendo muito por ai.

      No caso dos eventos então é o mais fácil. Dia de sábado, dê uma volta pelas igrejas da sua cidade, observe se está acontecendo algum casamento. Se achar um, chegue no fotógrafo e peça permissão para fotografar o casamento também, ofereça as fotos a ele, explique que é para adquirir experiência. É pouco provável que ele vá negar o seu pedido e você não fotografou de graça, pois não é seu "cliente" e nem o fotógrafo te chamou, você foi atrás da oportunidade para aprender mais. Isso é muito diferente de aceitar cobrir um casamento de graça, por exemplo, como já vi alguns fazerem só para terem o portfólio, sem ter um pingo de noção do que está envolvido por detrás de um contrato de casamento e, mesmo que não haja contrato, se você for reconhecido por duas testemunhas em juízo você é oficialmente o fotógrafo do casamento e responsável por qualquer pepino que possa ocorrer naquele evento.

      Então vamos separar a "relação de troca" do "fazer de graça" que até eu concordo e aconselho a fazer várias trocas.

      Abração e Sucesso Jean!

      • Jean

        Agora sim, concordo 100% com vc!

        Forte abraço.

        • Tania

          Agora sim. Eu também!

      • Ia comentar justamente o que o Jean comentou. O "de graça" para iniciantes é válido para ter um portifólio, adquirir experiência e ter o boca-a-boca também. Eu fiz vários ensaios de amigas grávidas, mas porque eu pedi para fotografar.

        Porém o ponto de vista colocado por você sobre o trabalhar de graça é compreensível sua precupação pois está prostituindo a profissão, o que acontece mto com publicitário também (sou publicitária tb). Acredito que precisa desse esclarecimento passado no artigo, pois se não nos valorizarmos quem valorizará?

        Obrigada! Aguardo mais artigos seus =)

      • Concordo com o que foi dito mas isto não está explicado no texto. O texto leva você a entender outra coisa diferente.

      • Gustavo Herminio

        Agora não existem argumento contra a sua opinião ^^

      • Lklim

        Valeu complementou o texto do artigo e sanaram as minhas dúvidas também… perfeito e muito grato!

  • Wellington

    Parabéns pelo artigo, muito bom o texto, explanação muito bem feita sobre o assunto.

    • Obrigado Wellington. Na verdade este artigo é uma releitura de um outro em inglês. Não chamei de tradução porque eu modifiquei ele demais. Abraço e sucesso!

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