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Eis porque você deveria tirar autorretratos

- Última Atualização a: 10/01/2017

Não pensa em fazer autorretratos ou acha um gênero ‘menor’? Pense melhor.

Primeiro, deixemos claro: ao falar sobre autorretratos, não falo das ‘selfies’. Autorretrato e ‘selfie’ não são termos intercambiáveis nem se equiparam ao mesmo nível em fotografia.

Dado o aviso, podemos seguir.

 

Por que autorretratos podem ajudar a melhorar sua fotografia

A maioria dos fotógrafos iniciantes não tem a coragem de partir e fotografar pessoas de início, então eles muitas vezes praticam uso de si mesmos como modelo. Adquirir a auto-estima para fotografar outras pessoas é um assunto totalmente diferente, mas enquanto ocorre este processo, você deve ao menos fazer o máximo de autorretratos, para estar mais preparado ao passar a fotografar outras pessoas.

 

Colourful and sweet as life can be

© Flavita Valsani — via Flickr

 

Os autorretratos são geralmente muito mais difíceis do que fotografar outras pessoas, já que se tratam do modelo e fotógrafo ao mesmo tempo. O que a pessoa aprenderá com a primeira tentativa é que leva uma boa dose de planejamento, tentativa e erro para atingir a imagem que se tem em mente.

Enquanto tenta, o que se pode aprender no processo? Inicialmente, aprenderá a operação básica da câmera, espere você por isso ou não. Você precisará seguir o manual, que forçará a entender a exposição, abertura e ISO. Como você não estará olhando para os medidores da câmera ao fotografar a imagem (porque será o modelo, e a câmera estará com um controle remoto ou timer), não será capaz de confiar neles, então terá que mudar para o manual e fazer tudo isso por sua conta.

 

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© Flora Pimentel — via Flickr

 

A segunda coisa que aprenderá é como usar a escala de comprimento focal da lente em si, para focar à distância adequada, desde que o foco esteja manualmente ajustado também. Isso é importante, já que não será capaz de focar se não há algo para focar (não será possível estar em dois lugares ao mesmo tempo!), portanto, terá que medir a distância e determiná-la usando a escala da lente. Não é fácil de obter o foco correto, e isso exigirá uma quantidade considerável de tentativa e erro, mas será uma boa lição em planejar bem as coisas e usar a câmera no modo completamente manual. Por fim, a pessoa aprenderá muito sobre luz, pois não se contentará por uma ‘selfie’ regular e chata.

Desejará mais do que isso, muito mais. Assim, modificar e alterar a luz na hora será algo que fará com frequência com autorretratos. Uma vez que obtiver uma compreensão sólida sobre estas idéias bastante simples, passará provavelmente para técnicas mais complexas, como combinação de imagens em uma, dupla exposição, e assim por diante.

 

Hope is the thing with feathers That perches in the soul

© Livia Fernandes — via Flickr

 

É onde a verdadeira diversão começa! A maioria das imagens combinadas exigirá a mesma configuração, então o indivíduo aprenderá a diferença entre extensão focal de 50mm e 35mm, ou quaisquer outras extensões focais para este assunto. Aprenderá que quanto mais extensa for tal lente maior compressão a imagem terá. No entanto, aprenderá também que combinar extensões focais diferentes em uma única imagem pode ser usado para alcançar perspectiva forçada e interessantes efeitos similares. Você também aprenderá a ser modelo. Isto é muito importante, pois ajudará muito no futuro quando precisar dar instruções aos modelos que fotografará.

Também aprenderá a modelar, e isso é bastante importante, uma vez que vai ajudá-lo muito no futuro quando precisar dar instruções aos modelos que está para fotografar. Ser capaz de ser meio modelo (não dizendo que precisa fazer isso perfeitamente) lhe dará a capacidade de mostrar ao modelo o que deseja que ele faça, sendo geralmente mais fácil do que desperdiçar horas com explicação verbal vaga.

 

Autorretrato

© Daniela Neves — via Flickr

 

E então vem o pós-processamento

Isto dependerá bastante do tipo de imagem fotografada, mas uma vez que o fotógrafo deseje a imagem perfeita, se esforçará para aprender mais e mais a cada dia. O pós-processamento de imagens de si mesmo é, em um nível psicológico, muito diferente de processar imagens de outras pessoas. Quando a pessoa na tela é o próprio fotógrafo, este tomará medidas extras não para alterar as características do personagem e manter a pessoa (você) tão próxima da realidade quanto possível. Esta será uma prática valiosa, já que precisará ter cuidados com todos que fotografar.

Uma última coisa que perceberá é que as imagens que produz espelharão o próprio estado emocional atual. Editar apropriadamente a luz e cores para complementar a própria linguagem corporal pode transmitir adequadamente o humor. Se isto acontecer muitas vezes para si, significa que é capaz de conversar através da câmera sem dizer uma palavra sequer, e eu lhe saúdo. Transferir emoções através de uma imagem fotografada é análogo a transferir emoções através do texto escrito, música, pinturas e assim por diante. Se for capaz de fazer isto, então tem o talento necessário para alcançar sucesso no próprio negócio.

 

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© Priscila Bonatto — via Flickr

 

Uma nota de encerramento: observo muitos iniciantes montando a câmera para autorretratos, no que eles enxergam como vários itens “estáveis”, mas acabam tendo um acidente que muitas vezes resulta em danos para a objetiva, já que é a primeira coisa a impactar, ou até a câmera inteira. Então adquira um tripé, assim não será tentado a equilibrar a câmera sobre o nada. Que os autorretratos bons sejam os seus!

traduzido de Dzvonko Petrovski, publicado no Light Stalking
revisado por Alexandre Maia

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Diogo Guerreiro

Diogo Guerreiro é o fundador do Fotografia-DG e tem como objetivo a divulgação prática e profunda de técnicas, dicas e recomendações de novas tendências da área do mercado.

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