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Porque prefiro faixa dinâmica, e não megapixels ou ISO

Um conceito não tão falado, mas que deveria ser forte na discussão sobre equipamentos, a faixa dinâmica (dynamic range) tem sido ofuscada na guerra das marcas

de Jason Vinson

Através dos anos, as marcas de câmeras têm disputado centímetro a centímetro na batalha pelo melhor sensor de câmera. Essa batalha esteve sempre focada na quantidade de megapixels que uma câmera tinha a oferecer, e, passado um tempo, o quão alto poderia subir o ISO. Por causa disso, a maioria dos consumidores, incluindo uma quantidade significativa de veteranos, pensam que o tanto de megapixels é o fator final de tudo que deve ser a tecnologia do sensor, com o ISO  seguindo logo atrás como um segundo lugar bem próximo. Nesse ponto do jogo, no entanto, eu gostaria que a batalha mudasse sua artilharia e foco mais para a faixa dinâmica.

O que é faixa dinâmica?

De forma resumida, a faixa dinâmica é basicamente a quantidade de luz que o sensor pode captar numa exposição. Para entender isso, uma ajuda: pense num pixel em seu sensor como um balde. Esse balde é enchido por luz quando você capta uma imagem. Quando o balde transborda de luz, você deixou altas-luzes perdidas. Da mesma forma, se você não reunir luz suficiente, é sinal de que deixou as sombras perdidas. Essas áreas cortadas serão vistas no quadro como borrões em brando sólido (caso das altas-luzes) ou preto sólido (caso das sombras), sem quaisquer detalhes. Há, obviamente, algo mais aí, mas basicamente é isso.

A imagem abaixo mostra um exemplo bem exagerado disso. As áreas vermelhas representam as altas-luzes perdidas e as azuis, as sombras perdidas. Obviamente editei a imagem para ficar desse jeito, apenas para mostrar como essas perdas de detalhe ficam visualmente. Além do mais, tenha em mente que essas áreas perdidas estando impressas serão piores do que em um monitor.

Aí vai um exemplo: a imagem abaixo foi captada a partir da grama. Imagine que houvesse ali um motivo interessante que eu quisesse expor apropriadamente. Como expus considerando a grama, entretanto, o céu ficou com altas-luzes estouradas. Isso pode ser percebido arrastando o slider de exposição no Lightroom todo para baixo/esquerda. Como toda a exposição puxada para baixo, você pode ver agora borrões de branco que não puderam ser recuperados.

 

Agora vejamos essa imagem, que expus a partir do céu. Por estarem no céu todas as altas-luzes, não tenho mais borrões brancos irrecuperáveis nas nuvens e o sol está muito melhor.