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Ravshaniya e a levitação cotidiana

E se aquela curiosa sensação de estar flutuando num sonho fosse real? Ravshaniya retrata essa plenitude.

via Old Skull / Art People

Desde muito antes da Humanidade compreender as principais leis da Física já existia o desejo de escapar delas. Foram planejados artifícios para voar, experimentos feitos para (tentar) transubstanciar a matéria, truques para subversão das tais leis, mas não havia jeito: elas estavam sempre ali. As mulheres e homens tinham que contentar-se à vida sem esses limites apenas em seus sonhos.

Porém, entre suas várias funções, a arte é capaz de nos dar um vislumbre de como seria se as realidades oníricas fundissem à realidade “de fato”. Pensou na série Matrix? É um ótimo exemplo. E à semelhança do que ocorre no filme existem ainda momentos em que estamos acordados e ainda nos sentimos flutuando. Simplesmente plenos. Pleno êxtase que pode ter vários motivos.

Ignorando os meios ilícitos, o fotógrafo russo Ravshaniya Azulye retrata uma boa gama de causas para essa tão gostosa sensação de estarmos no ar mesmo com os pés firmes no chão, sempre com uma profusão de elementos que parecem flutuar junto com a gente, do mesmo modo como acontece na clássica série fotográfica feita por Philippe Halsman com Salvador Dalí. Ou na vida real.

Sejam bem-vindos às fotografias oníricas de Ravshaniya:

Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

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