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A relação entre cliente, fotógrafo e fotografia 3/5 (1)

O que norteia a percepção de valor por parte do cliente que lhe contrata? Que equação ele faz para decidir se lhe contrata?

 

Quais os motivos que levam você a contratar um fotógrafo? Preço? Valor? Localização? Qualidade? Confiança?

Este artigo é uma reflexão sobre alguns casos que têm acontecido comigo e talvez com mais fotógrafos e outros profissionais também.

Quando recebo um e-mail, mensagem ou ligação de alguém interessado em orçamento, a primeira sensação é de felicidade por ver que aquela pessoa tem interesse e vê valor em nosso trabalho, e depois, ansiedade, para que chegue o dia da produção das fotos. Porém, em alguns casos, a segunda sensação tem de ser adiada ou até mesmo não acontece por uma série de motivos.

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Sobre Clientes:

Entre vários tipos de clientes, existem os que pagam seu valor sem questionar, mesmo que isto tenha que ser feito com algum sacrifício; existem os que não questionam valor, mas preferem contratar o “mais barato”, nem ao menos agradecem sua atenção pelo orçamento enviado e saem satisfeitos, porque pra eles o mais importante é ter o que chamamos de “apertador de botão” apenas pra registrar aquele momento; existem também aqueles que podem pagar o seu valor, mas não o fazem porque não gostam do tipo do trabalho que você apresenta e, ultimamente, tive alguns (muitos) casos em que os clientes acompanham meu trabalho, me procuram, elogiam, entendem que é preciso dar valor à fotografia, mas ao solicitar um orçamento, percebem que “não tem grana” pra investir, acabam contratando outro profissional e, acreditem, muitos desses clientes acabam voltando a falar comigo dizendo que se arrependeu e que numa próxima oportunidade me contratarão.

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Sobre Fotógrafos:

Como não poderia ser diferente, também existem vários tipos de fotógrafos, os que trabalham por amor, os que trabalham por dinheiro, os que se acham fotógrafos, mas não saem do modo Automático da câmera, e por aí vai…

Há um tema recorrente na fotografia: “Existe um cliente para cada tipo de fotógrafo/fotografia” ou então “Você tem o cliente que você quer”. Quando comecei na fotografia, não concordava muito com isso, mas depois de passar por algumas situações e refletir um tanto sobre isso, concordo muito com esses dois temas.

“O que leva um cliente a contratar determinado fotógrafo?”

As respostas podem ser das mais diversas, mas pra quem dá o verdadeiro valor à arte e à fotografia, a mais completa é: o estilo da fotografia. Quando falo do estilo da fotografia, falo da própria produção fotográfica e aí então encontraremos alguns detalhes mais que essenciais: A técnica, a composição da fotografia, o comportamento do fotógrafo, a edição e a entrega do material (falarei um pouco disso em outros artigos). Pode parecer bastante simples, mas não é.

Na verdade, isso tudo está relacionado ao processo de maturação do fotógrafo e dos clientes também. Há que se entender e, depois, que fazer com que entendam que o valor da fotografia está, de fato, no que a grafia da palavra nos diz: escrita da luz. Não está nos programas de edição de imagem, na diagramação rebuscada e, muito menos, no fazer pelo dinheiro.

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Digo isso porque antes de começar a fotografar eu era assistente de fotógrafo e realizava serviços de diagramação de álbuns para alguns profissionais. Nessa época eu também já passei pelo processo de “excesso de edição”, fosse para agradar a clientes, para tentar estabelecer a minha própria clientela, ou por inexperiência (álbuns – que eu chamo de gibis – cheios de arabescos, montagens, mistura de cores, etc)

Sempre haverá um cliente para o seu produto, mas, para ter o cliente você quer você precisa oferecer o produto que o cliente quer e dá valor. Essa é a equação ideal.

 

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Graziela Medeiros

Nasci em Osasco – SP em agosto de 1986 e cresci em São Paulo – SP, mas fui morar, ainda na infância, na cidade de Itamogi – MG e hoje posso dizer que sou mineira de coração. Me formei em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, mas , apaixonada por arte e fotografia, decidi não seguir carreira como publicitária. Sorrisos, Emoções e Momentos. Dedico meu tempo e a minha vida à fotografia: ofício de aprendizado constante e paixão de longa data.

4 Comentários

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  • Eu penso assim: quando desejamos uma coisa, pagamos por ela. É igual com um celular, ou um computador. Queremos aquele modelo e sabemos que ele vai nos satisfazer. Quando o cliente deseja MESMO, ele faz e faz com muita ansiedade. Quando o cliente está inseguro, ele coloca algumas coisas no caminho e nem sempre vai fechar o negócio (ou nunca fecha).

  • O que acaba acontecendo com frequência é que o tipo de cliente acompanha o tipo de fotógrafo que você é ou se torna. No início de carreira normalmente o fotógrafo não tem exatamente um estilo definido ou uma linha pessoal fotográfica, então ele acaba fazendo de tudo um pouco, misturando as técnicas e pegando todos os trabalhos. É óbvio que o generalista nunca superará o especialista, por isso o tipo de cliente que esse tipo de fotógrafo tem ou busca é justamente o tipo que reclama do dinheiro, contrata somente porque é mais barato e etc.

    Conforme esse mesmo fotógrafo vai crescendo e adquirindo personalidade fotográfica, ele começa a selecionar melhor seus clientes (afinal eles impactam diretamente seu trabalho) e passa a entregar um produto (fotos) mais filtradas pelo seu próprio senso estético.

    Acaba sendo um caminho que todos os fotógrafos percorrem, de uma maneira ou de outra.
    http://www.verenafotografia.com

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