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Ao Vento com Ryan McGinley

Conheci o trabalho de Ryan McGinley folheando à toa uma revista num dia qualquer da semana. A reportagem a seu respeito foi o que me fez parar de passar de uma folha para outra a fim de ler, de fato, sobre algo que despertou minha atenção. Não foi a beleza das fotos que me capturaram, tampouco a nudez de seus jovens modelos me impactou. McGinley pegou-me pela empatia.

Seus garotos e garotas de corpos nus, contracenando com cenários selvagens distantes da “civilização”, registravam algumas de minhas doces aspirações. Eu queria estar ali junto deles.

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De cabelos revoltos, sexo exposto, sal na língua, brilho na testa, mamilos eriçados, olhos atentos, ouvidos agudos, pés a postos, braços em posição de abraço. Sair, fugir, sem bagagem, sem mochila, sem roupas, sem pretensões. Com alma disposta.Alguns dizem que McGinley festeja o hedonismo. Eu ao contrário, penso que ele nos sugere a aventura. A estrada como o caminho da autodescoberta. O desapego como sinônimo de liberdade, e não uma busca fugaz e desenfreada pelo prazer.

Enxergo Ryan McGinley como um outsider. Um filhote de Kerouac com inclinações pagãs. Vejo em suas fotos uma espécie de contraproposta ao estilo materialista incentivado pelo capitalismo. Nelas eu consigo ouvir um sussurro, um assobio que convoca nosso espírito para se juntar à natureza e cultuá-la. O mesmo assobio incisivo que há alguns anos ouvi do Poeta, avisando que a resposta para o que buscamos está soprando no vento.

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